Notas iniciais
Galera, maus não ter postado na sexta, eu realmente não tive tempo. Acabei ficando livre só ontem de tarde, mas como já tava meio em cima... Enfim, tá aí o quinto capítulo, aproveitem ^^

Barry entrou no tubo de contenção. Griffin ainda estava sentado no fundo da cela.

—Hey, Griffin.

—Diga — respondeu ele, levantando-se.

—Acho que descobrimos um jeito de saber se você tava falando a verdade antes.

—E seria…?

—Fazendo alguns testes. Teste de sangue, sua velocidade, etc.

—E como isso vai ajudar?

—Nós achamos um meio, não acho que você precise saber dos detalhes.

—Olha, se você quer testar minha velocidade ou algo do gênero, era só pedir.

Assim que acabou a frase, Griffin atravessou o vidro.

—Quando começamos? — perguntou ele com um sorriso.

—Agora mesmo.

—Um pedido, devolvam meu equipamento. Não precisa ser tudo, só a máscara já ajuda.

—Mas o RDE fica com a gente.

—Ainda não confia em mim, Barry? Tsc, tsc, tsc, que coisa feia…

***

—Vocês também tem um esteira cósmica?

—Pois é… É bem útil saber o quão rápido eu consigo correr.

—Concordo. — disse Griffin, colocando sua máscara.

—No que essa máscara ajuda? — perguntou Cisco.

—Cisco! O que você tá fazendo aqui? — repreendeu Barry.

—Eu disse que tava curioso… — respondeu ele, percebendo seu erro.

—Aerodinâmica e oxigenação.

—Desculpa, o quê? — perguntou Barry.

—A máscara, ela ajuda na passagem do ar de forma aerodinâmica e tem um mecanismo que ajuda na oxigenação.

—E o capuz? — questionou Cisco, seus olhos brilhavam diante do corredor.

—Hm… Estilo — respondeu Griffin, com uma piscadela — Ele não atrapalha porque o tecido permite a passagem do ar, se é que você pensou nisso.

—Ele é um telepata? — perguntou Cisco a Barry — Ele tirou as palavras da minha boca! — ele não conseguia parar de sorrir.

—Cisco, vai pro quarto, quando acabarmos eu te chamo.

—Barry, se ele quer assistir, deixa ele aí.

—É, Barry — concordou Cisco — Deixa eu aqui.

Depois de um suspiro, Barry aceitou.

—Tá pronto, Griffin?

—Tá brincando? Eu nasci pronto… Literalmente.

Acabando a frase, Griffin vestiu os óculos e disparou. Quer dizer, ele teria disparado se não estivesse em uma esteira. Cisco jurava que, por um instante, Griffin havia desaparecido! Ao final da corrida, Griffin tinha atingido uma velocidade apenas cinco quilômetros por hora mais lento que o próprio Flash sem o acelerador de taquions!

—Isso… Foi… Demais! — disse Cisco, tentando conter a empolgação.

—Bom… Se alguém — Griffin olhava diretamente para Barry, levantando as sobrancelhas — tivesse me deixado usar o RDE, eu poderia ter ido uma… três, quatro vezes mais rápido.

—Barry, por que você não deixou ele usar o RDE?

—Dá licença pra gente, Griffin, rapidinho.

Barry puxou Cisco de lado:

—Você não entende, Cisco, não podemos…

—Ahm… — Griffin interrompeu — Eu… Posso… — ele apontava para seus ouvidos — Vocês sabem… Eu vou voltar pra cela, me chamem depois.

A última palavra sendo dita, Griffin sumiu deixando sua máscara para trás. Barry respirou fundo antes de continuar, e parecia que a ficha havia caído para Cisco, que começava a sentir-se culpado.

—Certo, por onde começar… — disse Barry.

—Barry, me desculpe… Eu realmente não consigo desconfiar dele! Quer dizer, já olhou pra ele? Ele é um adolescente de outra dimensão. Parece até um mangá que eu li…

—Tudo bem, Cisco… Só acho que, quanto menos ele souber sobre nós, melhor. Eu já cansei de confiar nas pessoas erradas…

—Olha, Barry, nós temos nossos motivos pra desconfiar de qualquer um que aparecer, principalmente você, mas não é motivo pra perder completamente a confiança em todos. Pensa bem, ele é quase tão rápido quanto você sem o acelerador! Ele pode nos ajudar contra o Zoom! Imagina!!!

—Mas e se ele trabalhar pro Zoom, Cisco? E se aquele que vimos fosse o Zoom e não… Ele, sabe? Ele se deixou capturar, eu vi.

—Como assim?

—Na noite da luta, ele absorveu meu raio, mas ao invés de relançar, ele fechou a mão e foi eletrocutado, como se soubesse que o traríamos pra cá.

—É… Ele pode ouvir nosso comunicador…

—Exatamente… Eu vou falar com ele. Temos que esperar a Caitlin pra fazer o exame de sangue dele… Não queria expôr ela, mas acho que vai ser necessário.

—Ela me disse que não tava se sentindo bem, que tava com virose, algo assim… Mas disse que amanhã vem.

—Ok… Eu vou lá, avise Wells dos nossos resultados.

Barry voltou aos tubos, Griffin estava na câmara, como de costume, mas dessa vez usava os óculos e o capuz, e estava correndo em círculos, como se estivesse tentando alcançar a si mesmo.

—Ei, Ligeirinho.

Griffin parou e se apoiou no vidro:

—Espero que essa referência tenha sido boa… Novidades?

—Você vai ter que passar mais uma noite aí, sinto muito.

—Relaxa, tô começando a gostar da minha nova casa… Por algum acaso você tem algum sinal do Ele?

—Hm… Pra falar a verdade, nem mesmo procuramos. Mas se tiver novidades, eu te aviso.

—Ok… — Barry estava saindo dos tubos — Barry… Ahm… Eu fiquei meio curioso e… Quem é Zoom?

—Meio curioso? Você tava ouvindo nossa conversa?

—Desculpa, sei que não devia, mas não resisti…

—Hum… Zoom é pra mim o que Ele é pra você. Um mentor que me traiu. A diferença é que esse mentor não tirou tudo que eu tenho… Por mais que ele tenha tentado…

—Ah… Desculpa mencionar…

—Não tem problema… Acho que estamos quites.

—Hm…

—Você não sabe o que é quites, né?

—Um pouco…

—Significa que estamos iguais.

—Ah, sim, estamos — disse Griffin rindo.

—Te vejo amanhã.

—Até…

Notas finais
Espero que tenham curtido, não esqueçam de comentar ^^