Clichê. Mas Nunca Igual.

18 Olhos cor de... Que cor é essa?


Notas iniciais
Dessa vez estou postando rápido né? haha
Estou no ápice da historia, isso está me motivando a escrever. Obrigado por cada review no capitulo passado. Pronto, agora deixarei vocês lerem em paz haha, até lá em baixo ;*

Estremeci e meu corpo inteiro gelou. O que meu pai estava fazendo ali? Havia duas semanas que ele simplesmente tinha sumido sem nem dar noticias.

Coloquei a cabeça dentro do carro e disse pra Matt:

— Tudo bem, você já pode ir embora.

—Não posso te deixar assim! – protestou.

Rolei os olhos e bati a porta do carro como se eu não tivesse geladeira em casa. Me virei para o meu pai e ele começou a falar antes de mim:

— Chegando a essa hora mocinha? – disse ele em tom de deboche.

— Você não manda em mim, me dá licença- desviei dele e fui em direção ao portão, mas ele me segurou pelo braço.

Respirei fundo e disse:

— Não toque em mim, você não tem esse direito.

Olhei para ele e sua expressão era de raiva. Ele me segurou pelos braços me erguendo do chão com a maior facilidade.

— Realmente, eu não tenho esse direito – rosnou ele – Nem minha filha você é.

Nesse momento eu paralisei. Ele continuou a cuspir um monte de ofensas a mim e a minha mãe. Eu ouvia os xingamentos como se estivessem longe. Ele gritava comigo, mas eu ouvia a voz baixa e fraca. Ele me sacudiu no ar e então eu ouvi uma porta de carro batendo e em seguida a voz de Matt longe:

— Solta ela!

As mãos do meu pai – ou segundo ele, não era meu pai — se afrouxaram e ele me soltou e eu caí no chão.

— Quem você pensa que é garoto? – meu pai foi pra cima de Matt com a fúria estampada em suas orbitas verdes. Matt não recuou e então eu gritei:

— Não toque nele!

Era tarde demais. Meu pai tinha acertado o rosto de Matt com um soco e ia pra cima dele novamente. Levantei-me na esperança de segurar aquele homem fora de controle, mas foi em vão.

Ele acertou Matt o suficiente para abrir um machucado em sua sobrancelha esquerda e o sangue saía pelo machucado.

A briga durou cerca de dois minutos e só parou quando minha mãe chegou.

Ela desceu do lado do passageiro de um carro branco, que eu nunca havia visto. E veio em direção a mim:

— Ai meu Deus Mel, ta tudo bem com você?

Não conseguia falar. eu chorava incontrolavelmente e apenas consegui dizer:

— Mãe, ajuda o Matt, por favor.

Então ela se virou para onde meu pai e Matt estavam brigando e eu fiz o mesmo. Quando meus olhos pousaram ali, um homem alto, forte, jaleco branco e cabelos castanhos claros que brilhavam aos primeiros raios de sol da manhã estavam lá, segurando meu pai pela camisa e afastando-o de Matt cuspindo algumas palavras nele.

Minha mãe então viu que era meu pai e foi em direção à ele e ficaram um bom tempo conversando – lê-se discutindo – algo que eu não conseguia ouvir.

Vi Matt do outro lado da calçada, jogado em cima de algumas flores no jardim vizinho e eu corri até lá.

Matt estava muito machucado. Havia um corte em sua sobrancelha esquerda e seu lábio inferior tinha uma gota de sangue devido ao aparelho. Ajoelhei-me perto dele e disse:

— Matt me desculpa, eu... Eu não podia imaginar que ele sairia assim do controle, eu...

Ele me calou com o dedo indicador e disse:

— Mel, você fica linda quando está quieta.

Soltei um sorriso aliviada, ele pelo menos conseguia falar.

Olhei em seus braços e havia alguns arranhões devido a queda, e então perguntei:

— Consegue andar?

Ele se levantou sem a menos dificuldade e respondeu:

— Quem apanha todo dia de Melanie Strauss aguenta qualquer baque.

Sorri novamente acariciando seu rosto e ajeitei seus cabelos que caiam em cima do machucado.

— Tudo bem Mel, eu vou embora agora e depois...

— Mas nem pensar! A gente vai entrar e cuidar desse machucado.

— Eu tenho uma médica em casa, esqueceu?

— Temos uma enfermeira – apontei para o outro lado da rua onde minha mãe já terminara sua discussão com o homem que agora eu não tinha certeza que era meu pai. Ela vinha andando e o homem alto e bonito ao seu lado a acompanhava dizendo palavras de consolo.

Quando eles chegaram mais perto eu o reconheci. Era Jared, o homem que havia jantado há alguns dias em casa.

— Bom dia! – disse ele com um sorriso perfeito nos lábios. Eu conheço aquele sorriso, disse a mim mesma.

— Bom dia. – disse docemente, e então me virei para minha mãe, — Mãe, ta tudo bem?

— Está sim Mel – respondeu sorrindo – Depois falamos sobre isso, bom, e esse é...

Ela se virou para Matt e então me toquei que ainda não havia apresentado.

—Ah sim, Matt, essa é minha mãe, Carmem. Mãe, esse é Matt Evans, meu... amigo. E Matt, esse é Jared.

Matt deu um aperto de mão em Jared e depois ele cumprimentou minha mãe e ela disse:

— Muito prazer Matt. Parece que você tem um machucado feio ai...

—Tudo bem, eu já estou indo para casa...

— Tudo bem mãe, eu disse guiando Matt até em casa, eu cuido desse machucado.

Minha mãe sorriu e assentiu. Ela entrou em casa junto com Jared, Matt e eu.

Fui até meu quarto seguida de Matt e na porta tirei meus tênis e ele fez o mesmo. Sorri gentilmente pra ele e entramos.

— Sente-se ai – empurrei-o e ele caiu sentado na cama,- Já volto.

Saí do quarto e fui procurar a maleta de primeiros socorros. Como sempre, eu nunca acho nada, fui perguntar a minha mãe.

Cheguei na cozinha e ela estava preparando um café da manhã.

—Oi Mel – ela disse, — Chame seu amigo para tomar café conosco.

— Ah, a gente já tomou mãe, obrigada. Sabe onde está a maleta de primeiros socorros?

Ela parou por alguns segundos pensativa e depois respondeu:

— Está no armário do corredor.

Fui até lá e abri as portas. Em meio à tantas tralhas e coisas que só se usam uma vez no ano (arvore de natal, decorações, guarda-sol de praia e tantas outras coisas) lá na ultima prateleira havia uma caixinha de madeira branca. Calculei a altura e seria impossível um ser humano versão chibi de 1,55 alcançar algo tão alto. Procurei um banquinho na cozinha e voltei ao armário, quando estava subindo, Jared aparece:

— Tudo bem, eu posso te ajudar com isso.

Sem ao menos erguer os pés, o quase gigante alcançou a caixa e me entregou.

Olhei perplexa pra ele. Parecia estrela de cinema. Cabelo brilhante, sorriso perfeito e olhos... Que cor era aquela? Parecia castanho, mas não era castanho. Me lembrava um pouco do verde, mas havia coloração acinzentada ali também.

Desci do banquinho, e fechando armário disse.

— Obrigada Jared!

Fui até meu quarto e Matt estava lá com um dos meus livros na mão.

— É uma das minhas historias favoritas- disse indo em direção à ele.

— eu nunca li um livro... — disse ele um pouco envergonhado.

— Tudo bem! Eu te empresto esse.

Ele sorriu para mim e colocou o livro ao lado de seu celular e sua carteira que estavam em cima do meu criado mudo.

Fui em direção á janela e abri, deixando a luz da manhã invadir meu quarto. Prendi meu cabelo em um coque alto deixando apenas minha franja. Livrei-me daquele bolo de casacos e então pedi à Matt que ele se sentasse no sofá que ficava perto à janela, assim, eu conseguiria cuidar melhor do machucado.

Tirei alguns gases da maleta e comecei a limpar o machucado. A cada vez que eu encostava na ferida, Matt dava pulinhos de dor. Eu não me contive e comecei a rir.

— Para de rir — disse ele fazendo biquinho.

Com aquela luz da manha eu conseguia ver o quanto os olhos dele eram lindos. Não era a cor, era o brilho, era a intensidade como ele me olhava e como ele me olhava bem dentro dos meus olhos, e isso era algo que me deixava um pouco nervosa.

Limpei o machucado e coloquei um curativo em cima. Olhei para seu camiseta e ela estava rasgada na altura do ombro. Ergui a manga pra ver se conseguia chegar ao machucado, mas não adiantou.

— Ah, acho que assim fica melhor – enquanto falava ele se livrou do casaco e tirou a camiseta como se estivesse na sua própria casa.

Corei na hora. Não que eu nunca tivesse visto um garoto sem camisa. Ali era Matt Evans e ele estava no meu quarto.

Matt percebeu minha reação e começou a rir.

— Qual é Mel? Eu posso encontrar outra enfermeira por ai, ainda mais com o físico que eu tenho, olhe.

Ele virou meu rosto para ele e riu novamente com deboche. E eu suspirei e comecei a cuidar do machucado em seu braço. Comecei limpando sangue que havia secado ali e Matt deu outro pulinho.

— Ah não Matt, não pode estar doendo tanto assim. – disse um pouco irritada.

— Não é isso! – ele protestou – Sua mão ta gelada Mel.

Toquei meu rosto e realmente, minhas mãos estavam geladas, apesar de estar calor lá fora. Olhei para ele e dei um sorrisinho malicioso. Ele fez uma expressão de que não estava entendendo e então eu o torturei. Coloquei minhas mãos geladas em sua nuca e ele contorceu de arrepio.

— Ah, é guerra Mel? – ele me puxou pra cima dele e começou a fazer cosquinhas em mim. Gargalhei tanto a ponto de ficar sem ar, e ele ria mais ainda.

— Cosquinhas... São... Covardia! — eu disse pausadamente recuperando o fôlego.

— Bom saber – e ele gargalhou novamente.

Matt estava em cima de mim e ficou me encarando, olhando dentro dos meus olhos.

— Que cor eles são? – ele disse de repente.

— Eles quem? – perguntei confusa.

— Seus olhos, babaca.

Dei um tapinha de leve em seu rosto e disse:

— Não me insulte na minha casa! Bom... Eu não sei.

Desviei o olhar, mas ele puxou meu rosto e me fez olhar pra ele.

— Bom – disse ele se aproximando do meu rosto – Olhando dessa distancia é castanho. – então ele se aproximou mais um pouco e continuou- Se eu olhar daqui posso ver rajadas verdes, com um leve acinzentado – então ele se aproximou mais um pouco e eu corei.

Meu coração estava acelerado e minhas mão estavam frias e suavam mais do que o costume. Matt posicionou uma das mãos em meu rosto e afastou minha franja da frente do olho. Então ele chegou a dois centímetros da minha boca e disse:

— Não é a cor dos seus olhos que me impressiona. É o que eles me pedem toda vez que eu fico assim, pertinho de você. Eles são ameaçadores, e fuzilam as pessoas. Mas quando eles se fecham...

Ele tocou os lábios nos meus por uma fração de segundos e depois o afastou e eu fiquei ali, paralisada e de olhos arregalados.

— Feche os olhos Mel – sussurrou ele em meus ouvidos.

Meu corpo inteiro estremeceu e eu o obedeci. Fechei meus olhos e de repente...

— Mel, ta tudo bem? – minha mãe bateu à porta e eu praticamente joguei Matt no chão e o fiz vestir a camiseta em uma fração de segundos.

Ele se levantou, pegou suas coisas na mesinha e eu abri a porta.

— Ta tudo certo, Matt já está de saída, não é mesmo? – virei-me para ele e ele assentiu.

— Sim, muito obrigada por tudo.

Levei-o até a porta e despedi dele ali rapidamente. Entrei em casa novamente e minha mãe e Jared me olhavam estranho, como se tivessem algo pra falar. Olhei um pouco em duvida para os dois, mas nenhuma palavra saiu da boca deles.

— Gente o que está acontecendo...

— Mel, a gente precisa conversar.

Todas as coisas ruins que eu fiz nos últimos 14 anos passaram em 3 segundos pela minha mente e eu comecei a arrumar uma desculpa para cada uma delas.

Sentei-me na mesa com minha mãe e Jared também estava ali e ele me olhava preocupado.

— Mel, seu pai e eu...

— Mãe! – eu a interrompi – Acho que não deveríamos conversar sobre isso assim... – olhei discretamente para Jared e minha mãe entendeu o que eu quis dizer.

— Tudo bem, Jared tem mais a ver com esse assunto do que você imagina.

Notas finais
Oi oi de novo. Gente, não deu tempo de revisar, estou postando rapidinho por que agora estou indo pro curso, minha ultima prova antes das tão sonhadas férias *-*

Espero que gostem. Estou trabalhando em uma nova fic, é sobre uma musica. Não darei mais nenhum tipo de informação, haha. Aguardem.
E fica uma pergunta: Quem realmente é Jared? Deixem suas apostas nos comentários, vale um beijo da tia Bis ♥

Ah, e parabéns para as lindas Flame Princess e a BlueCupcake por acertarem quem aparece no finalzinho do capitulo passado!

Beijos