Notas iniciais
NAO ESTÁ REVISADO, PERDOEM OS ERROS.

É, eu demorei, mas vou deixar pra falar nas notas finais.

Ela olhou para mim assustada e se levantou vindo em direção à mim.

— Mel, eu ia te contar! – ela me abraçou e eu a afastei na mesma hora.

— Quando Meg? Quando já estivesse longe o suficiente?

Ela abaixou a cabeça tristonha e voltou a arrumar suas coisas. Pude ver lágrimas silenciosas pousarem em sua roupa.

Ajoelhei-me ao seu lado e disse:

— Desculpa Meg. É que eu...

— A Mel de sempre.

Olhei para ela confusa esperando uma resposta. “A Mel de sempre?”. Parabéns Melanie Gabriela, você estragou tudo denovo. Ual, ta ficando boa nisso. Já te indicaram pro Guiness Book? Você iria continuar uma fracassada, mas seria uma fracassada famosa.

Ela se levantou e trouxe consigo a ultima caixa de papelão que havia no quarto.

— Eu fico feliz por você ter se preocupado comigo aquele dia e tiver interesse em saber o que estava acontecendo comigo. Mas toda vez que eu tento me abrir com você, você se fecha. Não deixa eu avançar nenhum passo se quer. eu tentei te contar sobre minha mudança de cidade. Já está planejada há três meses. E eu estou trabalhando durante esses três meses pra cobrir gastos e ajudar minha mãe. Eu to cheia de problemas, a depressão dela voltou e meu pai apareceu pra infernizar nossa vida. E você Melanie? tava fazendo o que? Brincando de garota má com o maior retardado da escola.

As palavras de Meg me atingiram como flechas pontudas e tudo que eu consegui fazer foi cair de joelhos e fitar o chão enquanto as lágrimas abandonavam meu rosto.

Hesitei em erguer meus olhos e encontrei o rosto de Meg. Limpo, sem expressão alguma e ela me fitava com aqueles enormes olhos castanhos e virou as costas para mim.

Fiquei ali por alguns minutos e então desci as escadas em direção à rua. Fui até minha casa, não havia ninguém lá, então eu desabei.


***

Já havia passado seis meses que Meg havia praticamente me abandonado. Eu não falava com Matt desde o escândalo e Claire causara na escola. Eu passava todo o tempo sozinha naquele inferno. Em poucos dias ninguém mais olhava para mim. Isso era bom.

Estando mais afastada do mundo eu tive um momento pra mim mesma pensar em tudo que havia acontecido: perdi minha melhor amiga mas ganhei um pai.

Jared freqüentava minha casa com mais freqüência, apesar de estar cheio de trabalho no hospital. Almoçamos juntos algumas vezes mas nada de tocar no velho assunto sobre paternidade. Isso era bom, eu poderia me acostumar aos poucos com a idéia.

Passei meu aniversário de quinze anos acompanhada apenas da minha mãe e do meu... pai. Foi bom, comemos pizza e conversamos um pouco. Bem, eles conversaram, eu apenas fiquei como figurante. Eles relembraram tempos antigos da escola e Jared disse mais sobre o tempo que ele passou na Inglaterra e como aquilo influenciou na carreira médica.

Jared era um cara inteligente. Tudo sobre qualquer assunto ele sabia e se não soubesse, estudava sobre isso pra te explicar. Era atencioso, gentil e tinha o sorriso mais lindo do mundo. O sorriso que me lembrava uma pessoa. Matt.

O tempo que fiquei brigada e afastada dele eu não recebi nem mesmo um olhar triste vindo dele. Quando ele passava próximo a mim, me ignorava completamente como se eu nunca tivesse feito parte da vida dele.

As aulas de matemática particulares foram canceladas, segundo ele, pelo próprio professor com a desculpa de que estava atrapalhando no tempo do senhor Evans estudar. Ele voltou para o time de basquete e ganhou o campeonato nacional com o time da SummerHill. O cabelo cresceu e parece que ele não tinha a mínima vontade de cortar. Os fios negros pousavam pela lateral do seu rosto e ele os arrumava sempre com uma passada de mão entre os fios jogando-os para trás e mostrando a pele extremamente branca e os olhos azuis que agora eram mais felizes do que antes.

Matt agora ia de carro para escola e além de Claire havia uma fila muito maior de garotas atrás dele. A cada semana que eu olhava Matt tinha uma garota diferente no banco do passageiro e Claire estava sempre no banco de trás emburrada.

***

— Bom dia Mel!

Ouvi a voz da minha mãe seguida do barulho de abrir a porta e as cortinas sendo afastadas. Os raios de sol ofuscaram meus olhos fazendo com que eu me cobrisse com o cobertor até a cabeça.

— Nem adianta mocinha – disse ela puxando a coberta – As aulas acabaram mas sua formatura é hoje, e ainda temos que procurar uma roupa.

Roupas? Eu não poderia simplesmente colocar qualquer blusa e um tênis, pegar aquele maldito canudo que não vem absolutamente nada dentro e sair dali o mais rápido possível?

Eu não discutiria isso com a minha mãe agora, então simplesmente levantei-me colocando qualquer roupa e calçando meu tênis do lado de fora do quarto.

Desci até a cozinha e alguém buzinou do lado de fora. Fui até o portão e era o correio com uma caixa grande.

— Entrega para Melanie Gabriela. – disse o homem de roupa amarela e capacete ainda na cabeça.

— Eu mesma.

— Assine aqui – ele estendeu-me um papel e eu assinei no lugar indicado.

Entrei em casa com a caixa e minha mãe me olhou surpresa.

— Não vai abrir?- disse ela vindo em direção à mim.

— Calma senhora ansiedade.

Achei a ponta da fita e puxei, abrindo a caixa onde lá dentro havia outra caixa. A caixa de dentro era de um tom rosa claro estampada de bolinhas.

Coloquei a caixa de papelão no chão e abri a caixa rosa.

Meu queixo caiu e eu arregalei meus olhos quando vi o que tinha dentro: um lindo vestido rosa claro coberto de brilhos e paetês que refletiam a luz. Olhei para minha mãe e ela tinha a mesma expressão que eu. Tirei o vestido da caixa e um papelzinho caiu do chão. Abri-o e lá tinha um bilhete.


“Espero que goste, achei a sua cara. Se não servir, você pode trocar, sou péssimo em escolher tamanhos.

Com amor, Jared.”


Olhei para minha mãe e ela tinha um sorriso largo no rosto. Sorri para ela gentilmente.

— Parece que vamos economizar com a roupa né?


***

Coloquei o vestido e por incrível que pareça ele se ajustou perfeitamente no meu corpo revelando curvas que eu jurava que não tinha. Fiquei algum tempo me olhando no espelho até que minha mãe entrou no quarto.

Ela vestia um lindo vestido verde musgo que contrastava com sua pele extremamente branca. Seu cabelo estava em um coque alto e poucos fios caindo sobre seu rosto.

— Mel, se apresse Jared já está ai.

Olhei para o relógio e sim, eu estava muito atrasada. Entrei em desespero com o meu cabelo e não sabia o que colocar nos pés. No meu armário só havia tênis. Creio que um vestido rosa de paetês não combina com um all star preto de cano médio né?

— Resolvi os seus problemas – minha mãe tirou uma sapatilha branca de uma caixa e pediu que eu a vestisse.

Coloquei-as nos pés e me olhei no espelho novamente. Oi? Sou eu mesmo?

Minha mãe fez quase uma mágica me mim. Meu cabelo tinha leves ondas que pousavam sobre meu corpo caindo até a cintura, maquiagem leve e minhas maças estavam rosadas. Finalmente eu não tinha aquela cara de garota sem saúde.

***

Quando entrei no carro Jared olhou para mim e ficou pasmo. Vi seu queixo cair e ele tinha os olhos arregalados.

— tudo bem, eu também não acreditei quanto vi. – disse à ele sorrindo gentilmente.

— Você está linda.

Senti meu rosto corar e agradeci com um aceno de cabeça.

Chegamos ao salão da formatura. Não tinha ninguém lá que estivesse feio. Parece que o problema dos adolescentes é o uniforme escolar. A não ser que seja uma escola norte americana ou asiática onde as roupas de lá são as mesmas que eu usaria para um jantar com o Michael Jackson e a rainha da Inglaterra.

Observei o lugar todo a procura de duas piscinas brilhantes, mas não vi Matt nem Claire lá.

A cerimônia toda havia acabado e minha mãe, Jared e eu fomos a uma pizzaria para a minha felicidade.

Ouvi o telefone de Jared tocar e então ele atendeu.

— Alô?

Sua expressão ficou pálida por um momento e então eu deduzi que poderia ser uma ligação do hospital, e era.

— Desculpa, é uma emergência.

— Tudo bem – disse minha mãe se levantando – Mel e eu pegaremos um taxi até em casa.

Jared se levantou dando um beijo em minha testa e depois se despediu da minha mãe, que pelo que eu vi, foi com um beijo nos lábios.

Bom, isso não importava, afinal ele era meu pai, e à essa altura já tinha selado um novo relacionamento com a minha mãe.

Chegamos em casa sem o mínimo sono e decidimos que veríamos um filme. Deitamos no sofá com a roupa da festa mesmo. Duas horas depois o celular da minha mãe toca.

— Alô?

A mesma expressão de pânico que eu vira horas atrás no rosto de Jared estava no rosto de minha mãe.

— Mãe, o que houve?

— Mel, Jared foi pro hospital por que tinha um caso de emergência. Um acidente de carro. Sabe seu amigo... Matt? Então, ele estava no volante e agora está em coma.

Notas finais
É gente, eu ando com uns problemas aqui mas a culpa não é de vocês.

Obrigado a todas as lindas e todos os lindos q deixaram review no ultimo capitulo vou tentar responder hoje pelo iPod.

Não sei quando irá sair o próximo, então nao me pressione, eu me sinto culpada e isso faz com que eu não consiga escrever.

O próximo capitulo pode ser o ultimo então se preparem psicologicamente pra isso.

Estou devendo MP's para as lindas que deixaram recomendações, então aguardem.

Bom, é só, até a próxima.