Clash Of Clans:O começo de uma nova era-Interativa
5 O tímido e o vingativo
Notas iniciais
POV MIKAN (gigante)
O sol batia forte em meu rosto, e eu suava bastante na região da testa. Resolvi ir em direção ao rio que havia aqui perto, jogar uma água gelada em meu rosto. Quando cheguei lá, segurei um pouco de água em minhas mãos e literalmente esfreguei a água em todo o meu rosto. O rio estava calmo e as águas estavam cristalinas. Eu observei meu reflexo na água, relembrando meus momentos vividos nesse rio.
“Sentada num tronco de árvore que havia caído, eu ouvi a voz de Alex, meu amigo bárbaro, a me chamar. Dei um sorriso largo e ele correu em minha direção. Mostrou para mim as uvas que ele havia coletado.
— Abra sua boca e feche seus olhos. — ele pediu e rapidamente fiz o que ele falou — Agora sinta o gosto maravilhoso.
Mastiguei a uva e senti o gosto doce e suculento dela.
— Nossa...aonde você encontrou essa uva? — perguntei com água na boca.
— Eram da minha antiga vila. Ela é a melhor quando se trata do plantio de uvas. Por isso que os vinhos de lá são os melhores.
— Alex, por que você saiu de lá? — eu perguntei percebendo a mudança de humor dele.
— Já disse que não gosto de falar do meu passado. — ele falou friamente.
— Desculpe, não vou mais tocar nesse assunto. — eu falei, dando um abraço nele, mais ainda curiosa para saber o porquê ele era misterioso quando se tratava do seu passado.
Ele me chamou então para nadar. Colocamos os pés na beira do rio e senti um calafrio.
— Ah, acho que está muito gelada... — eu murmurei sentindo logo após um empurrão dele. Eu caí na água de roupa e me congelei totalmente.
— Alex! — eu berro com uma pitada de raiva — Você não devia brincar com uma gigante assim! — olhei para ele com um olhar mortal.
— É, eu sei. Não me contive...desculpa. — ele diz entrando na água.
— Acho que você não sabe. Não sabe o que uma gigante é capaz de fazer quando está com raiva. — eu falo levantando uma pedra grande e pesada que havia no fundo do rio.
— Eu não sei mesmo. E espero não vivenciar isso. — ele afirma se afastando de mim.
— Relaxa, eu nunca jogaria essa pedra em você. — eu respondi e ele fez uma cara de aliviado — A menos que você me deixe com raiva. — completei sentindo o medo dele ressurgir.
Dei uma longa gargalhada e soltei a pedra. Começamos a fazer guerra de água um no outro.”
Quando parei de sonhar acordada vi que havia um sorriso estampado em meu rosto. Eram boas lembranças. Eu lembrei de quando conheci Alex...
“Era uma tarde chuvosa e fria e estava participando de uma guerra, sob comando de George, o rei bárbaro. Nós perdemos muitas tropas, e então não havia como ganhar. Nos rendemos. Fomos embora para nossa vila a pé, e no meio do caminho, avistei um bárbaro no meio do mato tentando se esquentar. Estava carregando um saco nas costas, e uma espada em suas mãos. Avisei o rei Bárbaro e fomos falar com ele. Tinha saído de sua vila, mais não quis dizer o motivo. Peguei o meu casaco roxo de lã e ofereci a ele. O rei decidiu que levaríamos ele conosco. Assim que chegamos na vila, ele foi apresentado para Teodora. Ela ficou feliz em ter mais um membro na vila, e ofereceu uma casa vazia que havia por aqui. Alex me agradeceu muito pelo casaco, mas eu sabia que isso era o mínimo que tinha que fazer. A partir daí...viramos grandes amigos. O que seria da nossa amizade sem esse casaco?”
Olhei o sol e pela posição parecia meio-dia. Eu tinha combinado de me encontrar com Alex na lanchonete da minha mãe.
Quando cheguei lá ele já estava sentado, me esperando.
— Oi. — eu murmurei dando um beijo em sua bochecha.
— Oi. — ele respondeu com um leve sorriso — Você demorou...
— Ah, desculpa. Estava me refrescando no rio. — eu afirmei sentando na cadeira.
— Esse rio...quantas lembranças. — ele diz pensativo.
— Pois é...acho que... — eu falei sentido algo estranho.
— Está tudo bem? Mikan, que cara é essa? — ele perguntou preocupado.
Fiquei paralisada por alguns segundos, sentindo algo estranho perto de mim.
— Eu não sei...parece que...nós estamos sendo observados. — eu sussurrei.
— Observados? Mas não tem ninguém nos olhando. Fica tranquila. — ele afirmou segurando minhas mãos.
— Sério, Alex...minha intuição feminina nunca falha. — eu falei tentando respirar.
— Não tem ninguém, de verdade. Se acalma. — ele diz acariciando meu rosto.
Eu olhei em volta e realmente não vi ninguém. Devia estar delirando. Eu pedi um sanduiche para minha mãe e Alex pediu um misto quente, e continuamos conversando aqueles papos de sempre.
POV JASON (bárbaro)
Cheguei por de trás de uma árvore, e fiquei observando ela. Tão bonita...tão perfeita...não tinha palavras para descrevê-la. Senti meu coração bater mais forte, mas tinha que me conter.
Com um pequeno esforço consegui escalar os galhos da árvore. Eles fizeram um barulho alto. Ela olhou para trás, assustada, e eu me escondi entre as folhas. Despois de um tempo, viu que não havia ninguém, e voltou a treinar belamente... e eu observava seus olhos. Não sabia ao certo a cor deles, contra a luz do sol eles tinham uma cor, na sombra eles tinham outra. Só sei que eram brilhosos e perfeitos. Sua armadura verde oliva me deixava descontrolado, era linda. Seus cabelos compridos iluminados com a luz do sol eram maravilhosos, sua franja bagunçada no rosto deixava seu cabelo mais maravilhoso ainda.
É obvio que eu não tinha coragem de ir lá. Nunca tive, sempre fui fechado, guardei meus sentimentos para mim mesmo. Quem sabe um dia essa coragem surgi em mim?
Sou assim, tímido, rude com todo mundo, e tenho medo de ser rude com ela também. É melhor eu ficar afastado, posso machucar ela por dentro, assim como machuquei as outras pessoas que já tentaram fazer amizade comigo.
Ela realmente não se cansava, treinava infinitas vezes seus golpes, por isso ela tinha todo esse corpão. As pernas torneadas, os seios fartos e cintura fina. Perfeitamente perfeita (quantas vezes eu já disse que ela é perfeita?).
E meu coração lá, querendo ter ela ao meu lado, e eu aqui, me odiando por ser tímido, rude e duro. Por mais que eu pedisse para se acalmar, meu coração continuava inquieto. Ele já tinha uma dona, por mais que ela não soubesse disso. Pena que o dela ainda não era meu...ela mal sabia da minha existência. Triste, eu sei.
POV KADMUS (mago)
Eu havia chegado na minha nova casa, depois que fui apresentado para a rainha arqueira e o rei bárbaro. Finalmente descobri a vila certa para morar... quem sabe algum dia, quando meu plano se concluísse, eu voltaria para minha vila de nascença. Dei uma olhada e vi que já tinha alguns móveis. Um sofá, uma estante de livros, uma cama, etc...
Então resolvi me olhar no espelho. Realmente essa roupa de mago fica ótima em mim. Ninguém me identificaria. Eu dei um pulo na cama e fiquei pensando na sede de vingança, por tudo que havia acontecido ao meu irmão.
“ Estava muito frio, nevando um pouco. Precisávamos de guardar dinheiro para os alimentos antes que o inverno rigoroso chegasse, senão poderíamos morrer de fome e frio. Junto com alguns goblins, chegamos em uma vila com muito dinheiro armazenado.
Meu amigo pediu para que Áries, meu irmão, junto comigo, fossemos na frente para destruir as tropas do castelo do clã. Devagar, fomos nos aproximando do castelo. Uma valquíria furiosa saiu de lá. Eu, usando meu poder de raios, fiz ela cair no chão. E meu amigo gritou para que Áries atacasse enquanto ela estava deitada. Eu disse que não, para ele ficar esperando, mas ele obedeceu as ordens do meu amigo. Ele já estava próximo a ela, mas a valquíria começou a se levantar. Ele usou sua magia e jogou o machado dela para longe. Ela, irritada, deu um soco em sua cabeça, levantou ele com as duas mãos e lançou ele longe.
— Áries! — eu gritei com lágrimas no meu rosto.
Foi ai que finalmente as tropas atacaram e deram conta da valquíria. Eu corri para ver o estado do meu irmão. Estava com a boca sangrando, e havia um galo enorme em sua cabeça.
— Ir...irmão! — ele sussurrou baixinho enquanto eu chorava — Não se pre-preocupe. — ele terminou e fechou os olhos.
— NÃOO! — eu gritei com ele em meus braços.
Meu amigo chegou e olhou o pulso dele.
— Calma, ele ainda está vivo. — ele falou enquanto as tropas atacavam a vila.
— Calma? Foi tudo culpa sua! — eu berrei na cara dele.
— Depois você briga comigo, vamos levá-lo a enfermaria. — ele falou e logo depois avisou ao resto da tropa que sairíamos.
O ódio tomou conta de mim e com certeza ele não era mais meu amigo. Nunca mais seria. Não depois do que ele fez meu irmão passar. Eu avisei para meu irmão não atacar a valquíria, mas ele atacou. Tinha que obedecer logo esse homenzinho de quinta categoria.”
Ele acha que acabou? Não acabou. A vingança será feita, vou dar o troco. Ele vai ter que perceber que seus erros custam muito alto. Muito alto mesmo!
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