Notas iniciais
Olá, mais um capítulo fresquinho para vocês, espero que gostem :3

“Três gigantes feitos de madeira subiram automaticamente em minha frente. Eu corri, atirei no primeiro, chutei para derrubar o segundo, e enforquei o terceiro com meu arco. Treinei isso muitas vezes. Nem fazia ideia de quantas vezes. Estava pingando de suor, e fui tentar uma última vez. Atirei no primeiro, chutei o segundo e... alguém deu uma espadada no terceiro. O boneco foi partido no meio e caiu no chão. Eu assustei e tentei ver quem era.

— Stevan! — eu falo ao ver o bárbaro.

— Oi Tainá. Atrapalhei seu treino? — ele pergunta arrumando seus cabelos castanhos.

— Nem tanto. — eu falo me jogando na grama deitada e observando as estrelas.

— Respira fundo — ele diz quando me vê ofegante — Não acha que treina pesado demais?

— Eu preciso. A realização do meu sonho depende disso. Quero muito ser uma rainha arqueira bem treinada. — respondo vendo ele deitar ao meu lado.

— Que bom que você não desiste mais. — ele diz segurando minha mão e largando sua espada na grama.

— Se não fosse você eu nem estaria aqui, a um passo de realizar meu sonho. Aquele dia eu ia mesmo desistir de tudo. — falo relembrando aquele momento.

— Não precisa me agradecer. Só fiz meu papel como amigo. — ele diz sorrindo pra mim."

" Stevan pediu para que o seguisse, então segui ele mata a dentro. Não sabia aonde ele estava me levando, ele disse que seria surpresa. Quando chegamos no local ele tapou meus olhos, andamos mais um pouco e enfim ele tirou as mãos.

— Pode abrir — ele sorria enquanto eu abria os olhos.
O lugar era lindo. Um campo lotado de tulipas brancas.

— Que lindo! — eu afirmo caminhando entre as flores.

— Que bom que gostou. — ele diz atrás de mim.
O pôr-do-sol já estava chegando. Nos encostamos em uma árvore e ficamos observando o sol se pôr, lentamente. Ele fez questão de me levar em casa depois. Quando chegamos na porta da minha casa, eu me despedi e fui abrir a porta.

— Espera! — ele chamou colocando suas mãos em meu ombro.
Eu senti um enorme calafrio pois suas mãos estavam geladas. Olhei para os olhos acinzentados dele. Ele acariciou minha bochecha e...

— Isso é pra você. — ele fala tirando uma tulipa branca de trás do seu escudo.

— Pra...mim? — eu pego a flor sorrindo — Eu nem percebi que você pegou uma flor lá.

— Eu tenho minhas táticas. — ele responde com uma leve risada.
Enfim nós nos despedimos e eu entrei em casa, sentindo o aroma da flor. Coloquei ela em um vaso de vidro com água e fiquei pensando...eu não poderia ter um amigo melhor que este."

Ouvi um barulho e abri os olhos, assustada. Percebi que era só o vento soprando com mais força. Estava com a tulipa no meu colo. Mesmo murcha, eu gostava de guardá-la. Era o símbolo de nossa amizade.

~~~ ( mudando de personagem )

— Outro copo de vodca sem álcool, por favor. — eu pedi ao goblin que trabalhava como garçom no bar.

— Kori, chega! Já é seu terceiro copo! — Natsume disse, impressionada — Nunca pensei que você era dessas que bebem sem parar.

— Ninguém é santo nessa vida, não é? E além do mais, é sem álcool. — eu falei com sinceridade.

— Sua viciada... — ela acrescentou.

— Do jeito que você fala parece que uso drogas. Eu apenas aprecio uma boa bebida. — falei começando a ficar irritada.

— Tudo bem. — ela se conforma.

Natsume começou a beber seu refrigerante com o canudinho toda atrapalhada e eu não me contive.

— Natsume, quer que eu te ensine como se chupa? — falei com um “pingo” de malícia.

— Eu sei chupar muito bem pra sua informação. — ela disse empinando o nariz.

Nós duas começamos a rir e eu percebi que as vezes Natsume não parece aquela menina ingênua. Depois de alguns minutos em silêncio, ela me chamou a atenção.

— Está vendo aquele gigante na mesa de jogos? — ela pergunta e eu olho para ele disfarçadamente.

— O que tem ele? — perguntei.

— Não para de te encarar. E não é feio, em! — ela disse me dando uma cotovelada de leve.

— Quem ele pensa que é pra ficar me olhando? — falei tentando me controlar.

— E aquele bárbaro loiro com olhos cor de mel, do lado dele? — ela disse se derretendo por dentro — Faz o seguinte, você investe no gigante e eu invisto no bárbaro.

— Eu? Investir? O máximo que vou fazer é ir lá dar uma bronca nele. — falei percebendo que ele voltou a me encarar.

— Nunca vi alguém tão lerda no amor como você. Eu falo com o bárbaro e você fala com o gigante. Só não se descontrola. — ela diz se levantando.

Quando ela olhou para mesa de jogos o bárbaro já havia saído. Estava de mãos dadas com uma valquíria de vestido vermelho e curto, se direcionando até a saída.

— Argh! — ela embirra batendo o pé no chão — Eu tinha que gostar logo de um galinha.

O gigante me encarava novamente, eu olhei para ele, irritada, e ele piscou pra mim.

— Ah, essa foi a gota d’água! — eu falei levantando da mesa — Já volto.

Natsume confirmou com a cabeça e eu segui em direção a ele.

— Qual é a sua? Está me encarando porquê?! — perguntei pra ele abrindo minhas asas.

— A culpa não é minha se você é bonita. — ele disse olhando nos meus olhos.

— Óbvio que é. Você escolhe muito bem pra onde quer olhar. Poderia muito bem ter parado de me encarar. — eu respondi, percebendo depois que ele tinha me ignorado e estava encarando meu decote.

Dei um tapa no rosto dele deixando a marca vermelha da minha mão.

— Safado, você! — eu berrei.

— Calma. — ele disse passando a mão na região vermelha — Eu também estava afim de te chamar para um jogo. — ele diz mostrando um saco cheio de gemas.

— Ai já me interessa bastante. Aposto cem em moeda. — eu falei com um sorriso.

— Eu aposto uma gema, então. — ele retruca.

Liberei Natsume pois o jogo ia ser longo demais para ela ficar me esperando. Ela fez coraçõezinhos com a mão o que me deixou um pouco irritada...até parece que rolaria algo.

— Então, nem me apresentei, sou Órion. — ele disse sentando na mesa.

— Korina, prazer. — eu respondi pegando meu saco de moedas.

— Poker? — perguntei com um sorriso no canto da boca.

— O que você quiser, garota. — ele disse com um olhar pervertido.

Consegui a gema dele, e ele geralmente não perdia, então não acreditou que tinha perdido. Me chamou de habilidosa, mas é claro que eu sou. Sempre fui (beijinho no ombro pra vocês). O nosso papo se estendeu até de tarde, e achei até legal fazer amizade com ele...ter um gigante ao seu favor é sempre bom!

Notas finais
Se estiver muito grande me avisem, realmente eu não consigo escrever capítulos pequenos, me empolgo hahaha FICHAS ABERTAS SOMENTE PARA PERSONAGENS MASCULINOS