Clash Of Clans:O começo de uma nova era-Interativa
14 Capítulo especial - O confronto III
Notas iniciais
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POV TAINÁ
Eu fiquei naquele estado sem saber o que fazer e então vi ele se levantando.
— Está com tanto medo assim? Então é porque você sabe a gravidade do seu erro, não sabe...quando o Rei George souber sua verdadeira posição vai ficar furioso. — ele disse arqueando as sobrancelhas.
Eu arregalei ainda mais os olhos e pensei que ele só podia estar lendo minha mente...mas eu não poderia perguntar se ele estava lendo ela mesmo, porque ai eu confirmaria o que ele disse, coisa que não vou fazer. Fiquei quieta para ver a reação dele.
— Para de se esconder e admita que você optou pela pior das opções! — ele falou tirando suas luvas pretas que ele usava só em combates difíceis.
— Pare de tentar me convencer! Pode ser a pior...na verdade é a pior. Minha chance de vida não é grande, e se eu tiver que morrer pelo povo, morrerei. — eu retruquei com a maior sinceridade do mundo e ele ficou espantado — Estou sim, muito nervosa, nervosa por saber que posso morrer a qualquer momento. Mas meu povo precisa de mim. — falei de cabeça baixa.
— O povo já sabe o quanto leal você é. Esse ato é inadmissível. — Stevan disse me olhando preocupado — E eu sei que você quer me proteger mais que todos. Mas não vou permitir que você morra para me proteger.
Eu olhei novamente boquiaberta e prometi a mim mesma que não ia mais pensar em nada. Tem coisas que estão no meu pensamento que ele pode ter descoberto e são coisas íntimas...espero que ele não tenha descoberto nada disso.
— Eu agradeço sua preocupação, leitor de mentes.
— É mais que preocupação... — ele falou olhando para as folhas do chão — Como se houvesse uma ligação forte entre nós, e se eu te perder, perco um pedaço de mim. É por isso que consigo perceber alguns de seus pensamentos.
— Essa ligação é tão forte que nem a morte vai nos separar, Stevan. — eu falei com um sorriso fraco.
— Se eu ficar lá junto a primeira leva e você logo atrás nada disso vai acontecer! Porque eu não vou morrer, eu vou me esforçar ao máximo!
— Eu sei que você vai. Mas não vai ser suficiente só o seu esforço. Os outros podem não se esforçar como você, e isso vai acabar te afetando, já que você necessita da sua equipe assim como ela necessita de você. — eu falei segurando suas mãos geladas — E já que é assim, um quer proteger o outro, nós devíamos bolar um plano para ficarmos na frente, e juntos. — eu continuei, vendo ele se aproximar ainda mais de mim e ouvindo as folhas fazerem barulhos a medida que ele pisava em cima delas — E também, eu não quero criar mais intrigas, afinal nós somos melhores amigos de infância, e você me entende, tem toda essa relação de anos e an... — eu fui interrompida rapidamente assim que percebi que seus dedos estavam acariciando meus lábios.
— Por-porque você tá fazendo isso? — eu sussurrei surpresa.
— Você fala...fala...fala...fala... — ele repetiu várias vezes, cada vez mais baixo — Era o jeito de te parar. — ele continuou e eu fiquei muda sem saber o que dizer.
Ele passou seus dedos gelados no contorno da minha boca e eu me arrepiei um pouco, acariciou o resto do meu rosto e eu sentia um conforto inexplicável, mesmo com as mãos geladas dele.
— Sua pele...macia. — ele murmurou e eu corei — Suas bochechas vermelhinhas...não sei o que dizer. Você ficou igual lá na praia, lembra? — ele indagou e eu arregalei os olhos.
— Você...lembra disso? — eu perguntei impressionada — Eu já falei pra você esquecer aquele mico.
— O mico foi o de menos. Sua cara é que foi a melhor. — ele respondeu e nós rimos simultaneamente.
— Engraçadinho. Queria ver se fosse com você! Sentando em cima do milho...sujando tudo. — eu falei e ele abriu um sorriso.
Stevan encostou seu nariz no meu e sua testa na minha e ficamos assim, um olhando para o outro. Certamente ele estava pensando em algo, então eu aproveitei, fechei os olhos, e senti a respiração dele bater nos meus lábios...e ele devia estar sentindo o mesmo. Eu comecei a suar na testa sentindo a raiz do meu cabelo molhada, mas não liguei muito. Só queria aproveitar aquele momento de paz para me acalmar e me concentrar na guerra.
POV STEVAN
Eu senti o calor dominar meu corpo...e parece que tinha dominado o corpo dela também. Vi seus olhos fechados, como se ela estivesse pensando em algo. Eu olhei várias vezes para seus lábios rosados pensando no plano B. Eu nem sei qual vai ser a reação dela mas não custa tentar. Só que na hora H fui interrompido por suas palavras.
— Stevan...não quero decepcionar o povo...me entende? — ela sussurrou na minha orelha.
— Para não decepcioná-los, você deve ficar na posição em que o Rei George te colocou, e me deixar junto aos outros bárbaros.
— Hum...será? — ela perguntou com uma certa insegurança.
— Nunca estou sendo tão sincero como hoje. Eu vou te provar que você pode confiar em mim. — eu falei segurando suas mãos.
— Como você vai provar isso? — ela perguntou pensativa.
POV TAINÁ
Eu arqueei as sobrancelhas e fiquei me perguntando internamente como será que ele ia me provar isso...só espero que não seja nenhuma besteira. Ele me olhou com um olhar diferente, mas frágil e calmo.
— Eu... — ele sussurrou sem saber o que dizer e encostou seus lábios nos meus.
Deu um baque no meu cérebro e nada mais funcionava. Nem meu próprio corpo eu conseguia controlar, até eu perceber quem realmente estava me beijando...o Stevan. Ele segurava minha cintura enquanto passava toda a confiança dele para mim apenas em um beijo. Um beijo calmo e lento, em que pude sentir seus lábios encontrando os meus e nossas línguas dançando vagarosamente. Aquela minha respiração ofegante havia parado, eu estava mais calma e com um bom astral...a sensação que eu estava tendo era a melhor do mundo. Minhas mãos seguraram o cabelo dele para que ele não fosse embora e então fechei os olhos. Agora eu sentia que precisava muito mais dele ao meu lado do que imaginava. Parecia que tudo ao redor estava congelado, e só nós dois estávamos vivendo aquele momento. E assim, separamos nossos lábios e eu corei um pouco, ainda de olhos fechados.
POV STEVAN
Eu olhei para ela e vi que ainda estava de olhos fechados...só via a tinta verde da guerra em seus olhos, formando duas faixas de tinta no rosto. O medo estava me dominando, eu não sabia qual seria a reação dela, então eu peguei sua besta que estava no chão e trouxe para perto de mim. Ela continuou de olhos fechados e eu resolvi pedir desculpa de uma vez.
— É...Tainá? — eu chamei e ela abriu os olhos — Eu fui um idiota, me desculpe. — eu retruquei e ela apenas continuou me encarando.
Ela continuou muda e eu pensei que isso é um péssimo sinal. Só ouvia o som dos pássaros e percebi que o sol já estava chegando...mas ela não respondeu nada.
— Er...ahn...eu entendo a sua raiva. — eu falei indeciso — Não precisa falar comigo nunca mais. — continuei e comecei a caminhar para a saída.
— Não! Espera! — ela chamou e eu me virei — Eu confio em você.
— Co-confia? — eu perguntei espantado.
— Você está sendo sincero. Não tenho mais dúvidas disso. — ela disse e eu abri um sorriso largo.
Percebi que ela estava envergonhada mas mesmo assim ela correu com a máxima velocidade e me deu um abraço. Eu apenas senti seu forte abraço e suas mãos nas minhas costas, e resolvi corresponder. Embrulhei minhas mãos no seu pescoço e encostei minha cabeça em seu ombro.
— Me promete que você não vai me soltar? — ela falou carinhosa.
— Desculpa, temos uma guerra para enfrentar. Não posso te prometer isso agora. — eu falei acariciando seus cabelos.
— Quando eu te abraço, me sinto tão protegida. — ela sussurrou e eu sorri.
— Quando eu te abraço, ganho mais força e coragem... e eu sinto que não estou sozinho. — eu respondi e ela me abraçou com mais intensidade.
— Tome cuidado na primeira leva. — ela avisou e eu arregalei os olhos.
— Então quer dizer que... — eu falei espantado.
— Sim, eu vou voltar a minha posição original. — ela falou e eu comemorei.
— Você não vai se arrepender...vou lutar até o fim, e vou voltar vivo! — eu disse abraçando a Tainá com todo meu amor.
Nós pegamos nossas armas e fomos para as tropas. E por sinal, o acampamento dos Rivers já estava se esvaziando.
POV GEORGE
Finalmente encontrei a Tainá ao meu lado.
— Onde estava? Demorou horrores! — eu disse desconfiado.
— Fui resolver uns problemas pessoais. Já está tudo resolvido. — ela respondeu.
— Podemos atacar. Vamos fazer a contagem regressiva. — eu pedi observando que os acampamentos já estavam vazios.
— Povo de Kethoria! Chegou a grande hora! — pronunciou Tainá — Vamos lutar com toda vossa força e evitar ao máximo que vossos companheiros morram! Queremos uma vingança digna, nada de massacres! — neste mesmo instante encarei Ban e assim que ele percebeu desviou o olhar de mim — Vamos para a contagem regressiva! — ela anunciou e todos aplaudiram.
— Um... — a multidão gritou simultaneamente — Dois...e...três! — e começou a corrida para vila. Os bárbaros entraram primeiro, como no plano, e começaram o ataque nos muros, juntos de dois detona-muros.
— Fique bem. — eu ouvi Tainá dizer enquanto corria ao meu lado, mas não sei exatamente a quem ela se referia.
POV NATSUME
Eu senti o ódio me corroer por dentro. Elas iriam ter o preço que merecem. Assim que o rei bárbaro chamou a tropa de magos para entrar na vila eu e Ban fomos direto no castelo do clã. E adivinha, as metidas estavam lá. Percebi que o Ban havia parado atrás de mim.
— Qual foi Ban? Não vai atacar? — eu perguntei.
— Não luto contra mulheres. Vou cuidar daqueles bárbaros. — ele respondeu e eu assenti.
— Vão ficar de papinho? — uma delas gritou.
— Calem a boca e provem do meu veneno! — eu anunciei soltando uma esfera de raios.
Elas bloquearam com seus bastões metálicos.
— Querida, estes bastões são de última geração, nunca fomos atingidas! Ha! Ha! Ha! — elas zombaram.
— Para tudo tem uma primeira vez! — eu gritei revoltada.
Comecei a voar e soltei raios por toda a parte e acertei a cabeça de uma delas.
— Arg! — ela gritou nervosa — Você vai se arrepender de ter feito isso!
— Pior que não vou. — eu provoquei.
Elas soltaram raios rosas que tinham um alto potencial de queimaduras. Eu desviei de todos mas acabei encostando no último raio lançado. Minha capa se furou e eu parei de voar caindo no chão.
POV VISERYS
Estava olhando por todas as partes da guerra para achar um ponto onde precisassem de ajuda. Vi algo caindo do céu e percebi que o cabelo era o mesmo da...Natsume! Corri desordenadamente pois meu corpo já estava um pouco dolorido. Quando cheguei lá vi ela deitada no chão.
— Natsume! — eu chamei mas ela estava de olhos fechados.
Olhei o pulso dela e vi que ainda tinha batimentos cardíacos. Isso me deixou um pouco aliviado, mas não sei porque...naquela hora a raiva me consumiu rapidamente. Olhei para as magas e elas começaram a rir.
— Coitada da sua namoradinha. — uma delas falou fazendo uma cara triste.
— Ela não é minha namorada. Ela é minha irmã, porque na nossa vila, somos todos unidos, todos irmãos! — eu falei raspando a espada na perna de uma delas.
— Nossa, você me cortou! Que ousadia da sua parte. — ela falou com uma risada maléfica, soltando uma esfera azul eletrificada.
Eu defendi com meu escudo e o poder rebateu voltando para as magas, porém elas desviaram dele.
Eu lancei minha espada em direção ao coração de uma delas, mas ela criou uma placa azul como um escudo e a espada caiu no chão. Eu corri ofegante e fui buscar a espada, enquanto ela ria. Eu fiquei mais nervoso e comecei a atacar próximo a ela. Mas pelo visto, não adiantava. Ela mal se movia, e todos os ataques que eu dava aquele escudo azul aparecia em volta dela para protegê-la, automaticamente. Minhas forças já estavam se esgotando.
— Parece que seus golpes são inúteis. — ela falou friamente.
Elas não quiseram atacar então eu aproveitei para pensar numa estratégia. O que eu pude observar é que quando eu dou um golpe o escudo se direciona para o local, com apenas uma placa azul. Se eu der dois golpes simultâneos, a placa pode não conseguir criar dois escudos.
Corri de novo em direção a ela, dessa vez acreditando que daria certo.
— Você não desiste, não é? Gastando toda sua energia e eu nem sequer me movi. — ela disse com um olhar destrutivo, jogando um raio em direção ao meu peito.
Infelizmente não consegui desviar e fui atingido. Senti todo o meu peito arder. A queimadura foi feia, mas mesmo assim eu não desisti. Cheguei perto dela e dei um soco em direção ao ombro e um chute em direção a sua perna. Como eu imaginava, apenas um golpe foi defendido, no caso o soco, e o chute não foi defendido pelo escudo. Ela caiu no chão e rosnou.
Eu aproveitei para dar o golpe final. Soquei a cara dela e ela desmaiou rapidamente. Eu podia fazer isso com as outras, mas minhas forças já tinham se esgotado.
— Conta com a gente, Viserys. — eu ouvi um grupo de bárbaros gritar.
Tentei guardar minha espada mas percebi que minha mão já estava bamba e minha vista embaçada. Eu apenas segurei a espada e despenquei no chão. Não tinha forças nem para levantar direito, então fiquei deitado e torci para que essas magas fossem eliminadas. A Natsume ainda estava lá, desacordada. Mas eu conseguia entende-la. Esse golpe nos faz arder até a alma, como se quase perfurasse nossa pele, eu pude ver minha pele ficar quase preta e descamar. Eu só respirava para conter a dor do ardido, enquanto vi duas valquírias vindo nos ajudar. Eu não aguentava mais a claridade do sol que tinha acabado de nascer, então fechei os olhos.
POV MIKAY
Estava atacando o máximo que conseguisse. Com a ajuda do Kadmus, estávamos detonando rapidamente a vila. Mas eram tantas coisas para detonar que eu já estava desanimada. Eu estava gastando mais energia do que o normal e suando como uma tampa de chaleiro.
— Vou te ajudar. — Korina disse jogando sua cura em mim.
— Obrigada! — falei e fiquei feliz por saber que uma curandeira estava me ajudando.
— Não tem de que. — ela disse olhando para as arqueiras — Droga! — ela falou quando começou a receber flechadas.
— Eu cuido delas. — eu disse apontando para o Kadmus ir para a torre do mago.
Nós detonamos a torre e eu sorri para Kadmus e para a Korina. Só que a vista lá fora dos muros não estava muito bonita. Muitas tropas caídas no chão e bárbaros dos Rivers atacando sem dó.
— Eu já volto. — falei voltando contra o fluxo de gigantes.
O Kadmus se virou e correu atrás de mim, colocando o seu braço para me impedir de andar.
— Você não pode fugir dos planos. Pode dar tudo errado!
— A Rainha e o Rei nos avisaram... a vitória é o de menos. Devemos evitar o massacre. — eu falei olhando para ele.
— Mas só vamos evitá-lo destruindo a vila, como foi combinado. — Kadmus me alertou preocupado.
— Esse é o problema. Olhe para fora dos muros! O massacre está começando! — eu falei tirando o braço dele de mim.
Corri para fora dos muros e fui ajudar os outros. Conseguimos desmaiar a maioria dos bárbaros. Só que o problema é que eram intermináveis...não havia fim, eram tropas e mais tropas.
— Recuar! Recuar!! — o rei Bárbaro gritou e todos nós estranhamos.
POV BAN
Nunca imaginei que o Rei George diria isso. Eu ainda não tinha esmagado os órgãos de todos que eu queria. Ainda não tinha tirado os miolos dos cérebros dos bárbaros. Também não tinha esquartejado os gigantes...a lista era grande. Mas metade dela estava comprida, então não liguei muito.
— Vai ficar parado, Ban? — eu vi uma mulher gritar.
— Ah...não. — eu respondi vendo que era a Sora de costas.
— Sora? — chamei ela enquanto comecei a correr.
— O que? — ela disse virando seu rosto e eu arregalei os olhos.
Suas pálpebras estavam roxas e inchadas e sua boca escorria sangue vivo. Seus cabelos estavam sujos de terra.
— O que fizeram com você? — eu disse assustado, mesmo gostando de ver sangue escorrendo.
— Nada...apenas levei um soco nos olhos, atacaram uma esfera de raios na minha boca e me jogaram no chão fazendo abrir um buraco de terra. — ela falou irônica e eu suspirei.
— Se nós não fossemos recuar, eu mataria todos que fizeram isso com você! — eu falei e ela sorriu.
— No fundo, no fundo...você é um bom homem. — ela falou correndo para desviar das flechas.
— Bem lá no fundo...eu quero proteger meus amigos. — eu falei com um meio sorriso, lançando um raio explosivo nas arqueiras. Houve a explosão e elas caíram no chão. Aproveitei esse momento corri maisRÁPIDO
. Quando chegamos na saída as tropas ainda nos perseguíamos. Baltazar, o líder dos magos, pediu para que todos jogássemos a fumaça tóxica para que ninguém nos visse fugindo.
Jogamos a fumaça e avistamos umas sombras paradas entre ela, e o único barulho era a tosse das tropas inimigas pela fumaça ser tóxica. Quando chegamos em um lugar escondido da mata, o Rei George confirmou que demos uma estrela na vila, ou seja, cinquenta por cento. Não eram três estrelas, nem duas, mas era melhor que nada! Demos um belo troco nos Rivers!
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