City of Black and White
2 Joan
Notas iniciais
New York, USA.
Meu caro Sherlock,
queria começar esta carta pedindo desculpas pelo meu orgulho.
Por não ter ficado quando você me pediu.
Ao invés de encontrar a paz que procurava, acabei me jogando para um vazio indescritível.
Continuo consultando com Marcus e o Capitão Gregson, mas você realmente faz falta.
Acho que ficaria intimamente orgulhoso de ver os casos que temos encerrado.
Quando fui levada pela Le Millieu, não senti medo. Nem ao menos por um segundo. Pois sabia que você me encontraria, que me salvaria.
Mas agora eu tenho medo, Sherlock. Medo de que você se afunde nas drogas novamente, por minha culpa.
Por favor, me perdoe.
Eu realmente sinto sua falta.
Espero, a qualquer momento, receber suas mensagens indecifráveis e as fotos da casa de bonecas.
Acordar com você gritando meu nome, eufórico por ter descoberto um assassino. Ouvir ópera as três da manhã, ter Clyde usado como despertador.
Ou simplesmente ver você sentado em cima da mesa da cozinha, olhando para pistas de um caso insolúvel, usando meias coloridas.
Qualquer coisa que me lembre de você.
Você disse que mudaria por mim. Mas eu não quero outro Sherlock.
Quero você, do jeito irritante e fascinante que só você consegue ser.
Este distanciamento que eu provoquei me fez enxergar que preciso de você para me sentir completa.
Estávamos quebrados.
Duas pessoas quebradas, que juntas formavam uma só.
É estranho, eu sei. Mas é exatamente isso que sinto.
Sinto que preciso de você.
De alguma forma, é você que me faz melhor.
Fique bem. Fique forte.
Sua eterna parceira,
Watson.
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