Citrus: もう 一人 じゃ ない よ! Não é outra pessoa!

2 もう 一人 じゃ ない よ! Não é outra pessoa!


Notas iniciais
Aspas correspondem a pensamentos ou lembranças. VOCABULÁRIO: kaichou = presidente / fukukaichou = vice-presidente / seitokaichou = presidente do conselho estudantil / onee = irmã mais velha / gomen nasai = desculpa (formal) / ichiban = número um / gyaru = garota com gosto fashion peculiar e de opinião forte.

A chuva caia torrencialmente enquanto Yuzu vagava sem rumo pela cidade. Ela correu e correu. Lágrimas misturadas à chuva faziam parecer ao olhar desatento, que ela era apenas uma pessoa correndo da tempestade e não uma pessoa correndo na tempestade. Seu coração estava apertado, a confusão tomava a sua mente e ela não conseguia pensar de maneira clara.

“Eu não posso ficar lá… lá é a casa dela. Eu não posso voltar agora…”

Passou pela porta de Harumi e parou.

“Acho que… vou pedir pra ficar por aqui.”

Tocou a campainha da casa dos Taniguchi. Momentos depois, a porta se abriu. Uma figura de olhar perplexo e boquiaberta fixou os olhos na loura.

– Yuzucchi!! Mas… o que houve??

– Posso ficar com você? Por hoje ou por uns dias, sei lá…

– Claro que pode! Onee-san viajou com a vovó e só voltará em duas semanas. Eu estou sozinha, é bom que me faz companhia… entre! Meu deus… você está encharcada! Eu vou pegar uma toalha pra você.

– Obrigada… – Respondeu com um olhar triste.

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O tempo estava frio e ainda chovia fraco pela manhã. Yuzu abriu os olhos com dificuldade. A princípio, não lembrava onde estava. A cabeça latejava, as pálpebras estavam pesadas, sentia-se moída. Ficou ali deitada por um bom tempo, até que sentou na cama. Quando as cobertas deslizaram por seu corpo e caíram em seu colo, arrepios agraciaram sua pele e ela começou a tremer de frio.

– Hmm… – O corpo caiu de volta na cama e seus olhos se fecharam.

Harumi estava na cozinha terminando de preparar o café da manhã e achou estranho o fato de Yuzu ainda não ter se levantado. Foi até a porta do quarto e bateu. Sem resposta, a abriu.

– Yuzucchi? – Harumi aproximou-se da amiga.

– Hmm… erm…

– Yuzucchi… – Chegou mais perto. – você não parece bem.

– Eu… sinto… dói.

Harumi sentou-se na beirada da cama e tocou-lhe a testa.

– Nossa! Mas você tá ardendo em febre…

Yuzu apenas abriu os olhos com o contato da mão da amiga com a sua testa e fechou-os novamente.

– Desse jeito, como você vai pra aula?

– Acho que não… hoje…

– Vou pegar alguma coisa para te dar, peraí. – Falou, como se houvesse a leve possibilidade de sua interlocutora sair da cama.

Depois de alguns minutos, Harumi voltou com um copo d'água, um termômetro e um comprimido. Sentou-se na cama, ao lado da amiga.

– Aqui, tome isso. Vai te ajudar a melhorar…

– Eu… não… eu não posso mais. Eu não quero mais… não… você…

– Você tá delirando Yuzucchi… vamos, levante-se um pouquinho pra tomar esse remédio. – Disse, tentando levantar a loura pelos ombros.

Yuzu abriu os olhos devagar e olhou para Harumi.

– Harumin? O que você está fazendo aqui em casa?

– Na verdade, é o que você está fazendo aqui em casa. – Sorriu. – Você é que está na minha casa, não lembra? Sente-se, vamos, tome isso. – Colocou o antitérmico na mão de Yuzu. – Aqui a água.

– Obrigada, Harumin. – A loura bebeu e se deitou novamente, tremendo de frio.

– Isso é tudo porque você resolveu sair naquela chuvarada de ontem sem se proteger. E até agora não me contou porque fez isso! – Harumi torceu a cara para Yuzu e a cobriu. Olhou para a amiga, que já estava cochilando.

“Desse jeito que ela tá, eu também não vou conseguir ir pra aula, não posso deixar ela sozinha aqui.”

Harumi saiu do quarto e foi até o seu próprio para tirar o uniforme, já decidida a ficar em casa. Depois de colocar uma roupa mais confortável, foi até a cozinha tomar seu café da manhã.

“Mais tarde vou levar algo pra Yuzucchi comer.” – Suspirou – “Por que será que ela pegou aquela chuva toda?”

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Algumas horas depois, Harumi abriu lentamente a porta do quarto de visitas ao ouvir a voz de Yuzu. Viu-a se revirando na cama.

– Não! Me… solta…

“Ela tá tendo algum pesadelo.”

– Esse sentimento…

“O que…?”

– Eu não quero… mais…

Harumi se aproximou e chegou seu rosto bem perto de Yuzu para conseguir entender tudo o que ela falava.

– Não quero… porque dói…

“Do que ela está falando?”

– É difícil… é muito… amar você…

“Ohh! A Yuzucchi está apaixonada!” – Levou a mão à boca. – “É! Mas… por quem?”

A loura começou a se revirar muito na cama e de repente se levantou. Harumi tomou um susto, estava muito próxima de Yuzu.

– Harumin!

– Yuzucchi… eu… só vim ver se você estava melhor e… er… gomen! – Disse, afastando-se da amiga e sentando-se na ponta da cama. – Como você está?

– Estou cansada… minha cabeça ainda dói. – Yuzu esfregou os olhos.

A morena levantou-se e colocou a mão na testa de Yuzu.

– Você está menos quente. – Pegou o termômetro na mesa de cabeceira. – Aqui, vamos medir a sua febre.

– 'brigada por cuidar de mim…

– Você tembém faria isso por mim, Yuzucchi. – Sorriu. – Vou pegar alguma coisa para você comer, tá? Depois você pode descansar mais.

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Já era fim de tarde e Harumi jogava video game freneticamente, quando Yuzu apareceu na sala.

– Oh Yuzucchi! Você parece melhor! – Virou novamente para a tela. – Vai!! Vaiii!! Argh! Seu *&%*#*!@$!! Humpf!

A loura ficou olhando a cena com curiosidade.

– Sim, mas ainda não me sinto bem… – Jogou-se no sofá.

Harumi pausou o jogo e ficou observando a amiga.

– Sabe… você falou algumas coisas curiosas enquanto dormia…

– Curiosas? – Levantou uma sobrancelha. – Curiosas, como?

– Posso te perguntar uma coisa?

– Pergunta…

– Você pegou toda aquela chuva ontem exatamente, por quê?

– É complicado…

– Quando se está apaixonada, é, realmente…

Yuzu engoliu em seco e arregalou os olhos:

“O q-que será que eu falei?? Será que eu falei da Mei??”

– Não… não é bem isso… eu…

– Yuzucchi, não mente pra mim, tá? – Deu um sorriso largo. – Você anda meio diferente nesses últimos dias. E você é péssima pra disfarçar! Hahaha!!

A loura ficou vermelha e sentiu seu rosto esquentar mais do que já estava, devido à febre. Ela olhou para baixo.

– Err…

– Não fique com vergonha! Super normal uma garota como você se apaixonar por um gatão aí! Quem é? Me conta!

Yuzu ficou só olhando:

“Ai Harumin… se eu te conto… mas é… ela é mesmo linda…”

– Eh que… é um amor não correspondido, Harumin. Eu sei que é uma pessoa que só quer a parte física e…

– AHH! YU-ZU-CHI!!! Você foi pra cama com ele??? Já??? É por isso que você tá assim??? OH!! OHHH!!! – Ficou de pé e começou a andar de um lado para o outro. – O resto da pureza da Yuzucchi se foi! OH!!

Yuzu ficou olhando para a amiga, com uma cara confusa:

– Não, não!! Eu não fui! Então… eu não fui… e esse foi o problema. Só o que essa pessoa quer de mim é isso: sexo. Não é amor. E eu não quero isso… eu não sou assim… eu preciso amar e eu preciso que me amem também.

Harumi parou e olhou para Yuzu com lágrimas nos olhos:

– Ahhh!! Yuzucchi ainda é pura e de coração puro também! Que coisa mais fofaaaa!! – Abraçou a loura com força.

– Harumiiinnnn!! Eu não consigo respirar assim!!

– E quem é, hein?? Conta! Conta!

– Ahh… – Suspirou e fez uma cara triste. – “Ah, Mei…”

– Humm?

– Eu não quero me lembrar Harumin… é um amor impossível… vamos deixar isso pra lá? Já estou começando a sentir arrepios de novo. Acho que vou tomar outro remédio e voltar pra cama, tá? – Levantou-se e foi para o quarto, deixando a dona da casa sozinha na sala.

“É… assunto sensível pra Yuzucchi mesmo…” – Torceu a cara com o pensamento e voltou ao jogo.

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Passarinhos cantavam celebrando a manhã ensolarada, que se configurava sobre a cidade. O leve piado do lado de fora da janela, com o auxílio da claridade, despertou sonolentos olhos verdes. Eles se abriram para ver um quarto que ainda não lhe era familiar.

– “Ahh… sim, estou na casa da Harumin…” – Sentou-se na cama e colocou a mão na cabeça. – “Me sinto fraca.”

Batidas na porta foram ouvidas.

– Pode entrar!

– Bom dia! – Harumi sorriu.

– Bom dia, Harumin! – Sorriu de volta.

– Melhorou, Yuzucchi? – A menina de longos cabelos castanhos entrou e aproximou-se da cama, sentando na ponta.

– Estou me sentindo fraca… mas melhor que ontem, com certeza.

– Você vai para a escola hoje? Talvez fosse melhor ficar descansando…

A loura pensou por um momento e lembrou de sua irmã:

“Eu realmente prefiro não encontrar a Mei hoje… ainda não estou bem e vê-la só vai me fazer ficar triste.”

– É… acho que é melhor…

– Tudo bem, Yuzucchi. Eu vou hoje, tá? Você está um pouco melhor e acho que já não precisa que eu fique com você.

– Tá bom. Obrigada por me ajudar ontem, ficando comigo.

– Sem problemas. Você parece mesmo cansada… descanse. Vou deixar o café pronto em cima da mesa. Coma, pra você ficar boa logo, tá? Eu vou indo.

– Pode deixar. Boa aula, Harumin! – Sorriu fracamente.

– Obrigada! – Saiu, fechando a porta do quarto.

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Mei estava sozinha na sala do conselho, olhando pela janela. As alunas começavam a chegar aos poucos no colégio.

“Yuzu… você não dormiu em casa antes de ontem e faltou ontem… por onde você anda?”

– Bom dia, Meimei!! – Falou a menina de cabelos cacheados, abraçando a presidente do conselho por trás.

– Himeko-chan! Que susto! Eu nem notei você chegar…

– Você anda muito distraída, Meimei! O que há? Está tudo bem? Você sabe que pode contar comigo, né?

Mei desvencilhou-se do abraço da amiga e caminhou até a sua mesa.

– Não é nada… só alguns problemas em casa…

– Aihara Yuzu! Já sei! Foi ela, não foi? O que aquela peste aprontou com você, Meimei? Me fala que eu vou lá acabar com ela, agora!

– Ela não veio hoje, Himeko. Pelo menos, não até agora.

– Ela também não veio ontem! Aquele traste tá matando aula por aí! Não sei como que pode ter tirado uma nota tão alta no último teste coletivo…

Mei olhou para a janela com um olhar triste e aproximou-se novamente do vidro.

“Espero que ela venha hoje…”

– Mas o que ela aprontou, Meimei?

“Ela disse que me ama…”

– Nada… não é nada importante.

– Quando aquela coisa chegar, ela vai se ver comigo! Porque eu vou… – Himeko continuou falando, mas outra coisa chamou a atenção de Mei.

“Taniguchi-san! Ela veio hoje, mas… e a Yuzu?”

– Precisamos ir, a aula já vai começar. – Mei pegou suas coisas e saiu rápido pela porta, deixando Himeko sozinha.

– Espera, Meimei!

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Harumin subiu as escadas da escola calmamente, assoviando. Parou para colocar o celular no mudo dentro da bolsa, justamente para não ser confiscado pela…

– Seitokaichou… – Falou entre os dentes.

Mei a olhava com uma expressão questionadora.

– Onde está a Yuzu?

– Bom dia pra você também! – Sorriu ironicamente.

O olhar fixo em cima de si fez com que Harumi prosseguisse:

– A Yuzucchi está na minha casa. – Continuou caminhando para a sala.

A resposta não deixou a presidente do conselho satisfeita. Mei andou mais rápido e passou a frente de Harumi, antes dela entrar na sala, colocando-se no caminho da porta.

– Taniguchi-san, por que vocês faltaram ontem?

– Você não acha que está se intrometendo na minha vida, Aihara-san?

Mei fez uma expressão impaciente.

– Yuzu é minha irmã, Taniguchi-san. Vou perguntar uma última vez, antes que eu peça uma anotação para você por ter faltado à aula: POR QUE vocês faltaram à aula ontem e POR QUE a Yuzu não veio hoje de novo?

Harumi engoliu em seco e ficou apavorada com a idéia de sua irmã ver que ela levou uma anotação por ter matado aula. Fez uma cara de poucos amigos para Mei:

– Se você se preocupa assim com ela, kaichou, deveria demonstrar mais! Não tinha que ter deixado a Yuzucchi sair naquela chuva toda. Ela ficou muito doente! Eu faltei à aula ontem para ficar cuidado dela. Na hora de vir para a escola, ela estava com uma febre muito alta, delirando, e eu achei que era melhor ficar em casa. Eu faltei à aula ontem para fazer o que VOCÊ, como irmã dela, deveria estar fazendo: que é cuidar dela! Agora, se me dá licença, eu preciso entrar. – Passou e entrou na sala.

Himeko parou ao lado de Mei, depois de ter presenciado a animosidade entre as duas:

– Então era isso? Aihara Yuzu sumiu e você fica se preocupando com ela?

Esquece ela! Aquela praga sabe se cuidar sozinha!

Mei apenas olhou para Himeko, com uma expressão irritada, e entrou na sala.

– Nossa… Taniguchi-san estressou mesmo a Meimei… – Falou Himeko para si mesma, antes de entrar.

Quando o sinal tocou, todas as alunas já estavam sentadas. O professor fez a chamada:

– Aihara Mei.

– Presente!

– Aihara Yuzu.

– Ela faltou! – Responderam Harumi e Mei, em uníssono, de pé. As duas se entreolharam, suas expressões nada amistosas.

Sentaram-se ainda se encarando, enquanto o professor terminava a chamada. A aula começou e Mei não conseguia se concentrar na matéria. Ela olhava para o quadro, mas sua cabeça estava longe.

“Yuzu… você ficou doente por minha causa…”

As memórias de quatro dias antes voltaram imediatamente a seus pensamentos:

“Eu te amo, Mei… se você se sente da mesma maneira, me beije…”

“Eu não a beijei…” – Pensou.

Olhou para Harumi e começou a relembrar a cena ocorrida momentos antes:

“Se você se preocupa assim com ela, kaichou, deveria demonstrar mais! Não tinha que ter deixado a Yuzucchi sair naquela chuva toda. Ela ficou muito doente!”

A morena olhou pela janela por um tempo enquanto a cena continuava a passar por sua mente:

“Eu faltei à aula ontem para fazer o que VOCÊ, como irmã dela, deveria estar fazendo: que é cuidar dela.”

Mei colocou os dois cotovelos na mesa e apoiou a testa em suas mãos.

“Yuzu… por que eu não consigo tirar você da minha cabeça? O que está acontecendo?”

– Aihara-san! – O professor arrancou Mei de seus pensamentos.

– Sim! – Levantou-se, sobressaltada.

– Preste atenção na explicação! Você está muito distraída há algum tempo.

– Gomen nasai! Prestarei mais atenção! – Falou, completamente vermelha, sentando-se.

– Que isso não se repita, Aihara-san. – O professor virou-se para o quadro e começou a escrever.

Harumi olhou para Mei com uma expressão horrorizada:

“A kaichou levando bronca por não estar prestando atenção? O que há com o mundo?”

Mei notou Harumi a fitando e desviou o olhar. Himeko também a olhava, só que com preocupação. Jogou um papel em sua mesa:

[Meimei… você parece um pouco confusa hoje.]

[Tá tudo certo Himeko-chan. Vou prestar atenção agora. Uma chamada já é suficiente.] – Escreveu no papel que passou de volta para a amiga.

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Yuzu estava sentada na mesa da sala fazendo um lanche, quando ouviu a porta da rua se abrir.

– Harumin!

– Yuzucchi! Senti sua falta, amiga! Aquela escola não é a mesma sem você! – Harumi deu um abraço em Yuzu, que a abraçou de volta sorrindo.

– Obrigada! Fiquei aqui sozinha, senti sua falta também. Joguei seu video game, tá?

– Claro! Está se sentindo melhor?

– Estou sim! Já posso ir pra aula amanhã.

– É bom que você vá mesmo, porque sua irmãzinha, a kaichou, veio pra cima de mim feito cão raivoso querendo saber de você!

O coração de Yuzu parou com a informação. Ela sentiu um bolo na garganta, ficou estática.

– Ah… ah, é? Foi, é? Ah…

– Foi!! Parecia bem irritada. Falei umas boas verdades pra ela, oras! Mereceu! Ahh! Me poupe!

Os olhos de Yuzu se arregalaram.

“Harumin e Mei brigaram na escola por minha causa?”

– Eu… nem sei o que dizer.

– Não diga nada Yuzucchi. Só sei que essa irmã que você arrumou é carne de pescoço, viu? A seitokaichou é muito complicada… e você é tão diferente dela… como pode?

– Erm… é… hehehe!

– Ah! E ela ainda tomou uma chamadão do professor! Hahahaha! Bem feito! Pra deixar de ser daquele jeito dela!

– A Mei? – Choque estampado no rosto de Yuzu.

– Sim!!! Acredita nisso? A senhora aluna_premium_ichiban_maravilhosa_soufoda_exemplodemenina tomou uma bronca e ficou passada, porque tava pensando em sabe-se lá o que, em vez de estar prestando atenção na aula. Viu? Essa gente rica e perfeita também erra! Há! – Fez uma expressão satisfeita.

– Nossa…

– Pois é, Yuzucchi! Você tinha que ver! E isso é muito bem feito, porque ela já chegou de manhã na voadora, me ameaçando! Queria lançar uma anotação no meu nome por ter faltado ontem e tudo.

– Ela disse isso?? Eu vou falar com ela!!

– Está tudo bem. Ela só tava preocupada com você e eu não quis dizer pra ela o que aconteceu, até que ela me ameaçou.

– Gente… mas a Mei… ela sempre foi tão fria e distante…

– Aparentemente ela, hoje, estava num mau dia. Vai ver era TPM! Hahaha!

– E você contou?

– Eu tive, né? Ela me ameaçou! – Fez um gesto simulando cortar a própria cabeça com a mão.

– Eu vou falar com ela! Ela não pode fazer isso!

– Na verdade, ela pode, Yuzucchi. No fim, a gente não tem que ficar faltando. É que nesse caso não teve muito jeito mesmo… mas eu disse umas boas verdades a ela! Enfrentei! Uma gyaru é uma gyaru, afinal! Destemida! – Trazia um sorriso orgulhoso no rosto.

– Vocês brigaram, Harumin? Por minha causa?

– Ah… foi só uma discussãozinha. Como disse, acho que a kaichou não tava num bom dia hoje, não. Ela tava meio esquisitona.

Yuzu acompanhou Harumi com o olhar enquanto ela caminhou até o quarto e saiu com algumas roupas na mão.

– Vou tomar um banho Yuzucchi, té já. – Fechou a porta do banheiro.

A loura ficou na sala sozinha, tentando digerir todas as informações trazidas por sua amiga.

“A Mei e a Harumin… o que será que a Harumin disse que deixou a Mei tão irritada? O que será que a Mei respondeu que fez com que a Harumin dissesse as tais verdades que ela disse? E o que seriam essas verdades?” – Olhou para o alto e suspirou.

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Na manhã seguinte, Harumi e Yuzu chegaram na escola conversando, como de costume. Yuzu já estava bem e parecia feliz. Elas entraram na sala e se sentaram. A loura logo olhou para a mesa de Mei, que estava vazia. Poucos momentos depois, Himeko entrou.

– Ora, ora! Olha quem voltou! Quem é vivo sempre aparece! – Disse a menina de cabelos cacheados.

Nesse momento, Mei parou na porta e viu Yuzu. As duas trocaram olhares, enquanto Himeko continuava seu discurso:

– O motivo do bate-boca de corredor de ontem finalmente deu as caras! E então Aihara Yuzu? Cansou de ficar por aí batendo perna? – Provocou.

Mei continuou observando a cena. Harumi levantou-se.

– Acho bom você ir parando por aí, Momokino-san! Ela tava doente e você sabe disso! Você ouviu bem o que eu falei pra kaichou ontem!

– Mas tá muito valente você hein, Taniguchi-san? Primeiro brigou com a seitokaichou e agora quer brigar com a fukukaichou? Humm… acho que estou sentindo o cheiro de uma anotação pro seu lado. E pro seu também, Aihara-san! Eu já vou…

– Já chega Himeko… deixa elas. – Mei puxou a amiga pelo braço e foi em direção à sua mesa. – Yuzu a acompanhou com o olhar o tempo todo. Mei só tirou seus olhos dos verdes à frente, para levar a menina de cabelos cacheados para o seu lugar.

Ao sentar-se, Mei olhou Yuzu por mais alguns momentos e depois desviou o olhar. A loura a observou com tristeza no coração.

Notas finais
Essa é a minha primeira fic publicada. Fiz na correria, em menos de uma semana e sem pre-reader. Acabou mais longa que o planejado, mas espero que tenham gostado. E, por favor, comentem! :)