Cinzas de Prata
29 Capítulo 28 – Grito no Lago da Fúria
Notas iniciais
Através do movimento Voar de Rouge, Ashley pode chegar mais rapidamente aos pontos nos quais passou anteriormente. Ela passou em Ecruteak para almoçar. Depois caminhou pela Rota 42 e chegou à cidade de Mahogany no fim da tarde. Ela vai se estabelecer na cidade para treinar por alguns dias antes de desafiar o Pryce.
Ela vai andando pelas ruas, que nem são asfaltadas. Haviam poucas pessoas circulando se comparar com outras cidades nas quais Ashley visitou. E como é um lugar de altitude elevada, é uma cidade fria se comparado com outros lugares de Jotho. Neste momento está começando cair uma chuva torrencial juntamente com um frio intenso, o que faz a garota se tremer toda, abrir o seu guarda-chuva e colocar um agasalho de cor grafite para ficar mais confortável com o clima. Parece até que o verão ainda não tinha chegado nesse lugar. Por isso, ela se apressou em entrar no Centro Pokémon. Lá ela pôs as roupas para secar e se instalou por essa noite.
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Mais cedo em Goldenrod, mais especificamente no ginásio, Whitney estava em seu quarto enquanto navegava na internet em seu notebook. Entre várias abas abertas no seu navegador, que contém páginas de diversas redes sociais, tem uma página que está lhe prendendo a atenção. Está ocorrendo diversos casos de Pokémon com comportamento adverso em vários locais de Jotho. Tinha começado em Mahogany. Posteriormente casos foram reportados em Ecruteak e com Pokémon selvagens da Floresta de Ilex. Mas é Goldenrod que está sendo o epicentro do problema agora. Por alguns momentos do dia, alguns Pokémon se queixam de enxaqueca e alguns ficam mais agressivos, chegando a ferir seus companheiros humanos ou Pokémon.
Esse fato a deixa bem preocupada, especialmente porque ninguém consegue detectar a origem. Enquanto ela mexia no computador, Valquilya, a Miltank, estava deitada no chão tentando descansar. Só que repentinamente, ela começa a não se sentir bem.
— Hum vai começar o Plantão Dex! – dizia Whitney enquanto sintonizava o programa em seu notebook.
— Ei Whitney! – dizia Valquilya com a voz arrastada colocando o casco na testa – acho que tô com dor di cabeça!
— Vixi! – a garota coloca a mão na cabeça da Pokémon – não tem febre nem nada. Mas vamos dar uma passadinha no centro Pokémon.
Ela fecha o seu dispositivo, deixando em modo de hibernação e resolve levar a Miltank para o Centro Pokémon da cidade. Elas andaram alguns minutos pela rua. Mas um tumulto lhes chama a atenção.
— Calma... calma amigo! – um homem estava apavorado diante de um Arcanine que rosnava com fúria – você não está me reconhecendo?
— GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR! – o canino rosnava mais alto, com saliva saindo de sua boca. Ele iria atacar o seu treinador. Porém, Valquilya se coloca entre eles, empurrando a cabeça do ígneo para que ele não avance.
— Minha nossa! Você está bem? – Whitney veio para acudir o rapaz.
— Meu Arcanine! Ele começou a agir assim de repente! – ele dizia ofegante – eu o crio desde que era um Growlithe, nunca tinha feito isso antes.
A Miltank continuava segurando o canino, enquanto Whitney afastava o rapaz para longe da briga. O cachorro disparou um Lança-chamas. A baforada arremessou a vaca para alguns metros de distância, deixando seu couro meio queimado.
— Arggg... Minha cabeça! AUUUUUUUU! Não aguento mais... GRRRRR! – o Arcanine parece que está em agonia.
— Ei amigo! Vamos ter que agredir seu Pokémon um pouquinho! – avisa a líder.
— Tudo bem! Detenha-o antes que ele cause uma tragédia! – consentiu seu treinador, que está desesperado em ver seu Pokémon nesse estado.
— Val! Use o Rolamento de Pedra! – comanda a garota.
Prontamente a Miltank se enrosca e vai rolando em volta do Arcanine. O cachorro tenta segui-la, mas Valquilya rola cada vez mais rápida e desvia das investidas do ígneo, enquanto ela o acertava com o seu corpo enroscado.
Ela acertava esse golpe várias vezes em sequência. Sendo acertado com esses golpes super efetivos consecutivamente, o cachorro finalmente tomba. O treinador aproveita a oportunidade para recolhe-lo em sua Pokébola.
— Obrigado Whitney! – agradecia o rapaz.
— Você tem que leva-lo urgente ao Centro Pokémon! – avisa a garota.
Logo, ambos chegam ao centro. Eles entram e reparam que havia muito mais treinadores do que eles normalmente encontram no interior do centro. Estava uma fila enorme de pessoas esperando para serem atendidas com os seus Pokémon. Haviam seguranças que estavam organizando filas.
— Minha nossa! – disse a garota estarrecida – nunca vi uma lotação tão brava aqui neste Centro Pokémon.
— Acho que o meu Arcanine não é o único que está perdendo o controle! – comenta o rapaz – diversos Pokémon estão se descontrolando e se envolvendo em acidentes que causam ferimento para si mesmo, para os treinadores e para os outros Pokémon.
— Que horror! – disse a garota chocada – é melhor você ir para fila e aguardar sua vez. Eu vou vir outro dia com a Val, pois ela não está tão mal.
Com isso, elas voltam para casa. Foi então que Valquilya percebeu que sua cabeça não está mais doendo.
— Oxi! A dor de cabeça passou! – fala a vaca aliviada.
— Que bom! – suspira Whitney – ainda sim temos que tratar essas queimaduras logo. E se a situação nos centros Pokémon não melhorar logo, vou ter que suspender os desafios no ginásio!
Ela ativa o seu notebook e dá uma suspirada “e ainda perco o programa do Archer!”
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No dia seguinte, vendo que o clima está melhor, Ashley resolve andar pela cidade para conhece-la melhor. Ela passa por uma cabana de madeira que estava interditada. Ela estava envolvida com faixas pretas e amarelas e com um aviso em letras vermelhas “MANTENHA DISTÂNCIA”. É possível que esse lugar fora o esconderijo dos Rockets que foi desmantelado há algum tempo.
Ela vai até o ginásio. Vai até a porta e percebe que está trancada – oxi! O ginásio está fechado? – ela murmura. A garota pergunta para um dos transitantes e ele responde que o líder Pryce não abre o ginásio desde a invasão ao esconderijo dos Rockets, que tinha ocorrido há mais de duas semanas. Primeiramente ele tinha ficado com problemas de saúde devido à inalação de substâncias tóxicas. Quando se recuperou, ele começou a frequentar a floresta que ficava ao norte da cidade.
Consciente dessas informações, a garota resolve treinar seus Pokémon por alguns dias. Por cinco dias, ela ficava transitando pela Rota 43 e pelas cavernas da Montanha Mortar. Ashley percebe que poderia explorar melhor a caverna se tiver o movimento Cachoeira.
O treino prosseguia e seus Pokémon vão aprendendo movimentos novos. Caninana, por exemplo, aprendeu os movimentos Mordida de Gelo e Cauda de Água. Então, ela resolveu explorar a Rota 43, que ficava ao norte da cidade e tinha um denso bosque. Batalhas é que não faltaram contra Pokémon selvagens e treinadores.
Ashley e seu grupo ficaram o dia inteiro nessa Rota. Durante à tardinha, eles resolveram repousar e fazer um piquenique no meio da floresta para relaxarem e restaurarem as energias. Só que se assustaram quando ouviram um intenso rugido:
— ROOOOOOOOAAAAAAAAARRR!!!
— Arceus! Deve ter um Pokémon bem perigoso ai! – disse a treinadora receiosa.
— Estou ouvindo um grito de desespero! – diz Caninana olhando pensativa na direção de onde vem o rugido – será que podemos dar uma olhada nisso?
— Não sei! Não quero que sejamos atacados por uma criatura perigosa! – a garota tenta recusar o pedido da Gyarados.
— Só uma olhadinha! – pedia Caninana – se eu ver que é perigoso demais, a gente dá um jeito de dar um fora! Qualquer coisa tem a Rouge que pode nos tirar dos cantos voando.
— Ei! Vocês acham que as fugas vão ficar só nas minhas costas? – protestou a Crobat.
— Ei Shion! É verdade que não sente mais nenhuma onda eletromagnética estranha, não é? – pergunta a treinadora.
— Sinto não! – respondeu o Ampharos – realmente não há mais nenhuma ondulação estranha por essas bandas.
— Sei... – a garota raciocina um pouco – então vamos mais ao fundo da floresta para ver o que é amanhã de manhã. Agora está quase de noite e devemos descansar depois de um exaustivo dia de batalha!
Então, no dia seguinte, Ashley retornou à Rota 43. Como conhecia melhor a floresta, ela foi mais rapidamente ao fundo dela. Ao meio dia, ela e seus Pokémon pararam para comer no meio da floresta. E mais uma vez se escutou o rugido.
— ROOOOOAAA-AAAAAA-AAAAAAARR!!!
— Pensei que ele estivesse indo embora! – murmurou a treinadora.
— Oh coisa, parece que ele está sofrendo mesmo! – Caninana fica apreensiva repentinamente – parece que é um rugido de alguém de minha espécie!
— Vixe! Então esse rugido pode ser de um Gyarados?! – pergunta Rochelle temerosa.
— Tudo bem Caninana, sei que quer ver como um do seus está! – fala Ashley – vou dar uma olhada, mas se isso for além do nosso alcance, vamos fugir imediatamente! E no pior das hipóteses, vou usar o Shion para atacar!
— Eu?! – o carneiro se tremeu – Eu? Enfrentar um Gyarados?
— É que você tem bastante vantagem contra eles! – respondeu a garota – mas se não quiser lutar eu não vou forçar! Se as coisas ficarem feias, a nossa prioridade será a fuga!
Decidida em que iria continuar, Ashley recolhe seus Pokémon e continua se adentrar pelo bosque. Os rugidos vão ficando mais intensos, indicando que estão chegando ao local. E a chuva começa a cair. A garota corre e se abriga debaixo de um pinheiro. Quando se encosta no seu tronco, ela observa que há uma abertura para uma clareira que dá para um lago. E é desse lugar que ela escuta o rugido. E agora, até ela percebe que é uma voz carregada de agonia. Sem se importar com a tempestade, ela continua andando até finalmente chegar à beira do lago.
O que ela vê depois é uma cena horripilante, a água se agitava em ondas revoltas como se fosse em um alto-mar. Ela sentia o cheiro de peixe podre, que era exalado por carcaça de diversas Magikarps que estavam espalhadas pela beirada do lago ou flutuando na água. No meio dessa situação um homem de idade avançada, que usava um logo sobretudo azul marinho, com um cachecol branco por cima e calças negras. Ele se apoiava em sua bengala e se movia com dificuldade com toda essa chuva e ventania. E Ashley viu que ele acabou tombando no lamaçal que se formava na beira do lago.
— SENHOR! SENHOR! O QUE ESTÁ ACONTENCENDO? – Ashley gritava pois o som da tempestade abafava sua voz. Ela se dirigia ao homem para ajudá-lo a se levantar.
— QUEM ESTÁ AÍ? – o velho, com as calças enlameadas, logo percebeu a presença da garota – O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI MENINA? ESSE LUGAR É PERIGOSO!
O rugido surge mais uma vez. Muito mais intenso do que antes, o que causou um grande pavor da garota. Logo, surgia o responsável pelo rugido. Um enorme monstro emergiu das águas. Realmente era um Gyarados. Uma fêmea por causa dos bigodes brancos. Porém ela tinha escamas vermelhas, diferenciando dos outros de sua espécie, que normalmente possuem escamas azuis.
— Enfim, ela é a responsável pelos rugidos! – murmura a garota, que não escondia o seu pavor.
— Então finalmente encontrou a origem desses urros! – diz Caninana após sair de sua pokebola.
— Essa Gyarados está descontrolada! – avisa o homem idoso – há algum tempo atrás, havia um bando de malfeitores que instalaram um transmissor que emitia ondas que despertava a ira dos Pokémon.
— Ouvi dizer que os Rockets estavam agindo por aqui! – lembra a garota – então era isso que eles estavam fazendo?
— Exatamente! – responde o velho – há cerca de três semanas, eu me aliei à polícia e ao campeão para desmantelar o esquema deles. O plano deles era emitir ondas para que possam controlar os Pokémon aos poucos. Isso deixava os Pokémon mais agressivos e viciosos. Com o tempo, perdiam até a capacidade de se comunicar com os humanos e se transformavam em verdadeiras feras selvagens.
— Por que fariam uma coisa dessas?! – Ashley ficou horrorizada com que ouviu.
— Assim eles poderiam usar o descontrole dos Pokémon de treinadores e dos selvagens para criar o caos pela cidade. E de certo modo tentar tomar o controle com os Pokémon que não foram expostos à essas ondas. Isso é possível pois é necessário que os Pokémon estejam tendo exposições regulares e prolongadas dessas ondas para que o efeito desejado seja alcançado.
— Então ficar um curto período sendo exposto pode não fazer mal, mas receber isso por vários dias é que vai prejudicando o Pokémon? – deduz a garota.
— Exatamente! E também pode gerar consequências graves para alguns Pokémon, mesmo depois da onda cessar! Como aquela Gyarados a nossa frente – continua o velho – mesmo após nós termos destruído a fonte dessa onda há mais de três semanas, aquela Pokemon se queixa de fortes dores de cabeça e fica se debatendo na lagoa. Isso afastou a maioria das pessoas e Pokémon desse lago. E também causou centenas de mortes de Magikarps. Acho que a exposição deve ter mexido com os nervos dela.
— Então devemos dar um jeito nela! – diz Ashley.
— Bem, você tem um Pokémon elétrico? – pergunta o idoso.
— Sim! – ela libera o Shion.
— Talvez devemos atingi-la com um movimento elétrico, já que é bastante vulnerável a esse tipo! – sugere o homem.
— Não precisa! – interveio Caninana – deixa que eu lido com ela, não precisamos ser tão drásticos!
— Mas Caninana! E que... eu posso ter mais chances contra ela e... – fala o Ampharos meio receoso, só que é interrompido por Caninana, que aproxima o seu rosto para o carneiro e fala de forma ameaçadora:
— Nada de ataques elétricos, ouviu?
— Sim... – apavorado, Shion acata a ordem da Gyarados.
— Eu mesma vou cuidar dela! – anuncia a aquática.
— Tome cuidado Caninana! – pedia Ashley.
Caninana entra na água e se aproxima da Gyarados vermelha. Ela lhe lança um olhar ameaçador que deixa a adversária meio retraída. Ela se enrosca a outra para segurá-la e lhe desfere uma Mordida. Então a vermelha revida com a Fúria do Dragão. Caninana continua tentando conte-la com o seu próprio corpo, e resolve conversar com ela para ver se pode convence-la a parar:
— Se acalma aí querida! Ninguém quer te machucar! Segura essa onda!
— ARRGGGG! – a vermelha continua gritando de dor – ARRRGG! PA... REM... PAREM COM... ISSO! CABEÇA... DOOORR... MUITA DOR!
A vermelha começa a balbuciar umas palavras. Caninana vê isso como um progresso – vamos dar um jeito! – mas é surpreendida por um violento ataque corporal da outra que lhe desfere diversos golpes com a cauda e nadadeiras, abalando ainda mais as águas do Lago da Fúria. Era o movimento Espancamento.
— CANINANA! – grita Ashley assustada enquanto respingos de águas furiosas caiam sobre ela.
— Calma Ashley! Estou bem! – apesar de ferida, a Gyarados azul não se dá por vencida. Dessa vez ela desfere a mordida de gelo. Ela finca seus dentes gelados na outra, congelando superficialmente as escamas do tórax. Em seguida, a vermelha desfere uma segunda leva de Espancamento na tentativa de se livrar de Caninana. Porém esta não se abala com o dano que recebe e se enrosca novamente na vermelha, com mais força.
— MULHER! SE ACALME POR FAVOR! – gritou a aquática – vamos cuidar de você, vamos fazer essa dor passar! Venha com a gente! Guarde essa fúria para trucidar esses filhos da puta que fizeram isso com você!
Caninana ficou alguns minutos segurando a vermelha com o seu corpo enquanto esta se debatia. Ela espera que sua adversária se canse com as constantes tentativa de se livrar de seu embraço – Ashley! tenta captura-la! – pedia Caninana.
Prontamente a garota lança a Pokébola, mas a Gyarados a rebate com sua cauda – droga! Ainda não é o bastante.
Tiveram que esperar mais um tempo para que a vermelha gastasse mais de suas energias. Porém essa luta não pode se prolongar mais, senão Caninana também será vencida pela exaustão e ficará vulnerável contra a vermelha.
— Caninana! Use a Cauda de Água! – comanda Ashley.
A Gyarados azul atende a ordem. Uma massa de água se forma em sua cauda. E esse golpe será potencializado por causa da chuva. Ela ergueu a ponta da cauda para acumular força e, em seguida, acertou em cheio a cabeça da vermelha. O impacto do movimento a deixou atordoada. Rapidamente, Ashley usa uma Ultrabola para, enfim, capturar a Pokémon shiny.
— Incrível! Finalmente alguém conseguiu controlar essa criatura! – diz o idoso abismado.
Caninana traz a pokebola da recém capturada em sua cabeça. Ashley a pega e recolhe os seus Pokémon – o que vou fazer com ela?
— Primeiramente, vamos levá-la para o Centro Pokémon! – disse o velho – e quem diria que uma jovem como você finalmente conseguiria controlar essa Gyarados. Qual seu nome?
— Ashley! E o senhor?
— Meu nome é Pryce, líder de ginásio de Mahogany!
A garota ficou um pouco surpresa por ter sido observada pelo líder o tempo todo. Mas no momento, ambas as Gyarados precisam de tratamento médico.
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Já tinha anoitecido quando finalmente chegara ao Centro Pokémon. Caninana só precisou de analgésicos e de alguns curativos. Porém quando a garota liberou a vermelha, ainda inconsciente, teve que ser aplicado altas doses de sedativo na Pokémon shiny. Os médicos resolveram a deixar em observação durante a noite.
Ashley passou a noite em um galpão reservado para o tratamento de Pokémon grandes. Ela dormia ao lado de Caninana, e observava de realce os médicos tratando a Gyarados vermelha.
No dia seguinte, ela foi acordada por cutucadas em sua barriga. Caninana usava sua cauda para despertar sua treinadora.
— Ei Ashley! Vamos ver como a vermelha está! – pedia a aquática visivelmente apreensiva.
— Você está preocupada com ela, não é? – questionou a garota.
— Er... estou sim! Parecia que ela estava sofrendo tanto...
Então as duas vão até o médico para perguntar sobre o estado da Pokémon shiny.
— Doutor, como está a Gyarados vermelha?
— Ela estava tendo várias crises nervosas! – respondeu o médico – fizemos uma tomografia e vimos que há diversas inflamações nos nervos dela. Acredito que isso foi ocasionado a exposição de uma estranha onda que detectamos em Mahogany há algumas semanas. Essa onda é conhecida como onda ômega.
— E ela vai ficar boa? – perguntou Caninana temerosa.
— Estamos fazendo o possível para que ela melhore – disse o médico erguendo a cabeça para encarar a Gyarados – estamos dando remédios para combater a inflamação! E ela também vai precisar de bastante repouso!
Com essas informações, Ashley retorna para o hall do centro Pokémon. Lá o Pryce estava esperando por ela.
— Então a Gyarados vermelha está sob o tratamento médico!
— Sim senhor Pryce! Ela está sendo medicada e deve ficar de repouso.
— Obrigado por lidar com isso! Venho tentando me aproximar dela há dias. Porém sequer consigo isso devido à grande agitação que ela faz – relata Pryce – realmente minha idade está começando a limitar minhas capacidades!
— Mas mesmo assim o senhor tentou detê-la? Não usou seus Pokémon? – pergunta Ashley.
— Na verdade, não queria arriscá-los nessa empreitada. Mas realmente tentar chamar atenção dela só na conversa não dá, não é? Há há há!
“Qual é a dele?” Ashley estranha o comportamento do líder “não sei como esse velho gagá ajudou o Lance e Walker na luta contra os Rockets!”
— Sim, minha querida! Pode vir ao meu ginásio me desafiar quando quiser! Cof cof – ele dizia enquanto tossia – espero que você me traga um bom desafio.
— Ei, vamos batalhar agora! – pedia Caninana.
— Ei! – a garota a repreende — também não é assim!
— Pois é! Tenho que resolver arrumar algumas coisas pois eu deixei meu ginásio fechado por tempo demais! Tenho muitos desafios pendentes! Porém, como você me impressionou ao enfrentar aquela Gyarados, vou te dar a oportunidade de ser a primeira a me desafiar. Se quiser, venha ao meu ginásio amanhã as oito horas. Combinado?
— Combinado! A gente treinou bastante! Inclusive enfrentado a vermelhinha deve ter me dado muita experiência! – Caninana ansiava pelo desafio.
— Vejo que essa Pokémon é bem espirituosa! – comenta Pryce.
— Como a Caninana não sossega o facho mesmo, então eu vou te desafiar amanhã! – combina Ashley.
— Ótimo! Te vejo as oito! Até amanhã! – o líder se despede e sai do Centro Pokémon.
— Até amanhã! – despede a garota. Em seguida, ela se volta para a Gyarados – oh criatura afobada. Pra que essa pressa em desafiar o Pryce.
— Não viu como o velho tá? Desse jeito ele vai pacotar antes da gente o desafiar!
— Pare de dizer uma besteira dessas! – Ashley dá um puxão na nadadeira da cabeça de Caninana – não pode faltar com o respeito aos idosos!
— AAIII! – reclama a aquática.
— Você gosta de nos meter em encrenca! Então vamos treinar um pouco e nos preparar para amanhã!
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GLOSSÁRIO
Cachoeira — Waterfall
Mordida de Gelo — Ice Fang
Cauda de Água — Aqua Tail
Espancamento — Thrash
XXXXXXXXXXXXXXXX
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Espécie: Gyarados (shiny)
Lv 30
Fêmea
Encontrada no Lago da Fúria
Natureza Atrevida (Sassy)
Boa perseverança
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