Cinquenta tons de amor
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Anastásia:
Acordo quando alguém abre a porta do meu quarto silenciosamente, vejo no relógio que são 6:46. Olho para a porta com os olhos semi cerrados, Christian que esta me observando, com um pequeno sorriso no rosto. Ele fica ali por pouco tempo, desconfio que ele vá levar as crianças para a escola.
Volto a cochilar, quando acordo são quase 9 horas. Enquanto tomo café da manhã ouço o toque de notificação do meu celular, há um e-mail.
De: Christian Grey
Assunto: Almoço
Para: Anastásia Grey
Hora: 09:03
Bom dia, Ana. Dormiu bem?
Estarei em casa por volta do meio dia, para almoçarmos juntos e fazer a ligação para as crianças.
Christian Grey,
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Fico pensando no que responder, será que devo ser mais ousada? Flynn disse que ele só irá fazer algo comigo quando ele ter a certeza que eu também quero. E eu estou com um enorme desejo desse homem, não apenas de beija-lo.
De: Anastásia Grey
Assunto: Almoço
Para: Christian Grey
Hora: 09:05
Tenho certeza que eu poderia ter dormido melhor, Sr. Grey ;)
Aguardo ansiosamente sua chegada.
Beijos
Ana
Aperto em enviar com um sorriso malicioso no rosto. Ele vai entender o que quero dizer. Após acabar de comer minhas panquecas vou até a biblioteca e viajo de um livro para outro. Quando Christian não esta aqui, esse é meu lugar preferido do apartamento.
A manhã passou voando, já era quase meio dia. Fui até a cozinha, onde a Sra. Mendes estava terminando o almoço, fui colocando os pratos e os talheres na mesa. Quando ouço uma voz, que a alguns dias eu passei a gostar bastante, ele esta no telefone.
— Claro que posso, Clark. Amanhã? As 16:00? Estarei lá. — Ele parece muito sério no telefone.
Assim que ele desliga vem em minha direção.
— Oi, Baby. — Ganho um selinho.
Sinto os músculos abaixo do meu umbigo se contraírem fortemente, e ele mal me tocou!
— Vamos almoçar, estou ansiosa para falar com os nossos filhos. — Sorrio para ele.
Almoçamos sem trocar muitas palavras, acho que nós dois estamos nervosos com essa ligação. Tento tranquiliza-lo.
— Não vou magoa-los, Christian. Eu sou a mãe deles, jamais iria querer isso.
Ele da um leve sorriso.
— Eu sei, Ana. Mas você já sabe o que vai conversar com eles?
— Ainda não... Mas fique tranquilo, vai dar tudo certo. — Digo isso mais para mim do que para ele.
Terminamos de almoçar e vamos para a sala, Christian faz a ligação do seu próprio celular. Uma mulher loira e mais velha atende.
— Olá, Gail. As crianças já chegaram da escola?
— Sim, Sr. Grey.
— Não diga que sou eu quero falar com eles, para todos os efeitos Anastásia que esta ligando de sua viagem.
Fico um pouco triste com essa realidade, quando poderei estar com os meus filhos?
A mulher some por um tempo da tela do celular, e quando volta ela diz:
— Agora vocês vão falar com a mamãe.
Aparece dois rostinhos na tela do telefone. Um lindo menino com cabelos cor de cobre e olhos azuis, ele se parece muito com Christian, até mesmo o modo de se comportar. Ao seu lado há uma menina menor, com os cabelos iguais aos do irmão, mas seus olhos são ainda mais azuis.
— Mamãe! — Os dois gritam juntos, em uma alegria infantil. Meus olhos de enchem de lágrimas.
— Oi meus amores! Que saudade de vocês.
— Eu também tô com com saudade, mamãe. — Diz Phoebe. — Até fiz um desenho seu na escola. — Ela levanta uma folha onde estou desenhada de laranja.
— Que desenho lindo, filha!
— Eu não fiz um desenho, mamãe! Mas também estou com saudade. — Theodore diz, todo manhoso.
— Não tem problema, amor. Logo a mamãe estará em casa e não vou mais largar vocês. Nunca mais.
Os dois festejam. Decido me despedir, quero apenas chorar e não posso fazer isso na frente deles.
— A mamãe tem que ir trabalhar. Volto a ligar para vocês. Amo vocês. — Mando vários beijos pela câmera.
— Te amo! — Eles gritam juntos.
Desligo e abraço meus joelhos, chorando. Christian se senta ao meu lado e me abraça. Ficamos assim até que eu me acalme.
Como eu posso ser mãe de dois seres tão lindos e não me lembrar? Dor explode em meu peito, as coisas não deveriam ser assim! E se eu nunca me lembrar deles? O que vou fazer?
— Olha pra mim. — Christian diz levantando meu queixo. — Odeio ver você assim.
— Eles são um pedacinho de mim e não consigo me lembrar... está doendo muito.
Continuamos ali por um tempo, abraçados.
Christian diz que tem uma reunião agora. Fico ainda mais triste por ter que ficar sozinha. Repasso minha breve conversa com as crianças, não queria que tivesse acabo tão rápido, eu tinha pensado em tantas coisas para dizer, mas por fim meu choro falou mais alto.
Decido ir para o meu quarto e fico lá pelo resto da tarde, quando ouço meu celular tocar.
— Alô?
— Ana! — É José. — Estou chegando em 20 minutos.
— Tudo bem, amigo. Estarei te esperando.
Merda! Esqueci completamente que tinha marcado com ele. Tomei um banho e coloquei um vestido soltinho, acho que esta meio curto... Mas não tem problema, José é como um irmão para mim. Poucos minutos depois José chega e sentamos na sala, cada um com uma garrafa de cerveja.
— Que loucura você não se lembrar dos anos de casada, Ana. Mas porque você ainda esta aqui? Porque não foi para casa dos seus pais? — Pensei que isso fosse óbvio.
— Porque minha vida esta aqui. Sou casada, tenho dois filhos e um ótimo emprego. Tenho certeza que um dia me lembrarei de tudo e quero estar aqui.
Mudamos de assunto e conversamos sobre tudo. José se formou em engenharia civil, mas não esta trabalhando na área, esta construindo uma carreira como fotografo. Continua solteiro e sem filhos. Me conta que chegou a namorar algumas mulheres, mas que nenhuma foi a certa para ele.
— Você virou um verdadeiro galinha, Sr. Rodriguez!
Eu e ele rimos muito quando digo isso e no meio da crise José derruba cerveja em minha perna. Ele pega sua jaqueta e começa a me limpar. E nessa situação começamos a rir mais ainda. Mas nossas risadas vão embora em pouco tempo.
— Boa noite, José. — Christian diz.
Seus olhos estão escuros, fervendo de raiva. Porque?
Sem dizer mais nada ele vai para o quarto onde estou dormindo. Me despeço de José e peço desculpas pelo clima horrível que tivemos que terminar nossa noite. Vou até o quarto.
Christian esta sentado na beirada da cama, ele me olha quando entro no quarto e se levanta, vem em minha direção e me encosta na parede, me dando um beijo quente.
Nossa línguas estão em uma brincadeira intensa, cheias de vontade uma da outra, ele pega na minha bunda e me puxa para o seu corpo, onde posso sentir sua ereção crescente. Quando o ar se faz necessário ele se afasta, mas não me solta.
— Você é minha, Anastásia. — Ele diz possessivamente, com a testa encostada na minha. — Esse vestido é muito curto, ainda mais para se usar na presença daquele fotografo.
— Ele é apenas um amigo. — Ele da uma risada seca e se afasta de mim.
— Ele já tentou te beijar, porra! E parece que estava se divertindo passando a mão na sua perna.
— Isso foi a mais de 6 anos, Christian! E ele estava bêbado, você salvou o dia e fim. — Respondo e olho surpresa para ele.
— Se lembrou de mais coisa! — Ele se aproxima de mim novamente e me da um leve beijo. — Só um aviso. Eu não quero vocês sozinhos de novo. — Diz enquanto segura minha cabeça com as duas mãos. — Você é minha!
— Então me faça sua. — Digo atrevida.
— Você quer fazer amor comigo? — Ele diz acariciando meu rosto.
— Quero. Me faça sua.
Seus olhos estão surpresos e cheios de amor. Ele começa a me beijar. Minhas mãos vão até os botões de sua camisa, em poucos segundo posso ver seu peito nu.
— Minha vez. — Sussurra em meu ouvido.
Sinto suas mãos levantando meu vestido, que vai parar do outro lado do quarto. Christian pega minha mão e me leva até a cama. Deito e espero que ele se deite sem cima de mim, mas isso não acontece. Ele fica apenas me olhando. Olhando não, venerando.
— Ah, meu amor. Você tem um corpo maravilhoso. — Sinto em sua voz seu sorriso malicioso.
Estou um pouco nervosa, como não me lembro como é fazer sexo, estou com aquele receio, como se fosse minha primeira vez. Mas tenho certeza que vai ser incrível, pois será com Christian.
Ele finalmente vem para a cama, colocando um braço se cada lado de minha cabeça. Começa a me beijar e vai descendo, passa por minha mandíbula, pescoço e vai até meus seios. Onde tira meu sutiã e começa a chupar meus mamilos, eu poderia gozar agora mesmo, não consigo parar de gemer.
Ele continua seu ataque sensual, beija minha barriga, minha virilha e tira minha calcinha. Fico tensa por um momento, mas apenas até ele começar a beijar minha vagina, dando grande atenção ao meu clitóris. Sinto que estou perto não sei do que. Meu corpo começa a tensionar e tremer, sinto uma enorme onda de prazer, quando volto a relaxar, Christian esta beijando minha boca novamente.
— Uau, isso foi... — Não consigo nem achar palavras para descrever.
— O melhor ainda esta por vir. — Ele diz, já sem sua calça e cueca box.
Ele empurra minhas pernas para trás, me deixando totalmente exposta. Ele encontra minha entrada com o seu pau e me penetra, eu grito em resposta. Nunca senti tanto prazer em minha vida, só quero fazer isso, para sempre. Ele começa a aumentar ainda mais o seu ritmo e volto a sentir aquela sensação prazerosa próxima novamente. Gozo. E em mais algumas estocada Christian encontra sua libertação.
Meu homem esta por cima de mim, completamente ofegante e suado.
— Eu estava com saudade disso. — Ele esfrega seu nariz no meu. — Vamos tomar um banho, ainda não acabei com você.
O que? Esse homem é insaciável!
Vamos para o banheiro, entramos no chuveiro sem pararmos de nos tocar. Depois de um esfregar o outro, vejo que o seu companheiro esta pronto para outra rodada de sexo. Christian me abraça por trás e diz:
— Mãos na parede. — Faço o que ele manda e ele já esta dentro de mim.
Ele mete rápido em mim, despejando toda a saudade que ele sentiu do meu corpo nos últimos dia. Quando menos espero sinto um tapa arder na minha bunda, isso me deixa extremamente excitada, então começo a me mover contra seu pau e ele me bate mais um vez e outra. Enquanto uma de suas mãos me bate, a outra puxa meus cabelo. Na cama ele foi todo delicado e agora esta sendo selvagem, e eu gosto. Encontramos nossa libertação juntos.
Depois de me secar deito na cama. Ele sai do banheiro em seguida, com uma toalha amarrada da cintura. Ele esta extremamente sexy.
— Posso dormir com você? — Ele pede, parece até meio tímido.
Puxo o cobertor, descobrindo o lado vazio da cama. Ele da um sorriso, deixa a toalha cair e se deita ao meu lado.
— Obrigado, por ser minha. — Ele beija minha mão.
— Obrigada, por me fazer sua. — Sorrio e ele me abraça.
Ficamos conversando sobre tudo. Filmes, séries, livros, sobre o trabalho dele e as crianças. E no final de todo esse papo acabamos dormindo, um nos braços do outro. E depois de quase uma semana após o acidente, eu finalmente me sinto em casa.
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