Notas iniciais
Chegou o capítulo que muitos estavam esperando! Boa leitura amores e até sexta.

Anastásia:

Já faz mais de meia hora que Christian mandou mensagem avisando que estava vindo me buscar, minha ansiedade está me matando! Não vejo a hora de conhecer minha casa, de saber se ela tem minha cara ou não. E principalmente rever meus filhos.

Ainda não estou certa do sentimento que tenho por eles ou por meu marido, mas hoje sinto algo diferente. Eles não são indiferentes em minha vida! Não sei tanto sobre Christian, mas dentro de mim sei que ele não é um qualquer, igualmente com as crianças. Vendo seus rostinhos tão parecidos com o meu, não posso negar que os amo, mesmo não me lembrando do sorriso banguela ou dos primeiros passinhos.

Nos primeiros dias após o acidente eu estava completamente confusa, hoje me lembro de uma coisa ou outra esporadicamente. Mas me lembro de algum acontecimento, nem sempre a história toda, o que me deixa um pouco frustrada.

Ding.

Ouço o barulho do elevador e levanto minha cabeça. Christian entra totalmente irresistível em um terno azul marinho. Assim que ele me vê sentada no sofá com a mala ao meu lado ele abre um sorriso.

— Está ansiosa, Ana? — Ele diz ironicamente e se aproxima para me dar um beijo na testa.

Me levanto e pego a mala.

— Nem um pouco, Sr. Grey. Vamos? — Sorrio inocentemente.

Ele balança a cabeça e ri, em seguida pega minha mala e caminhamos de mãos dadas para fora do Escala. No carro começo a sentir o nervosismo me corroer. Christian acaricia levemente minhas mãos. Taylor está dirigindo

— Não precisa ficar nervosa. Só temos que ter alguns cuidados... — Fala me olhando preocupado.

— Você não está me acalmando. Cuidados?

— Sim. Não se esqueça, você estava em uma viagem de trabalho. Ah, o desenho preferido deles é Toy Story. Phoebe tem alergia a amendoim.

Assinto com a cabeça. Eu deveria saber tudo isso, droga!

— Ah, quando chegarmos em casa eles ainda não terão chegado. De segunda eles ficam livres, as quartas e sextas Theodore tem futebol e Phoebe balé. Quinta e terça os dois fazem aulas de francês das 14:00 ás 16:00 e das 17:00 até 18:30 aulas de música. — Olho espantada para ele. — Teddy está aprendendo a tocar piano e Phoebe violino.

— Você não acha muita coisa para eles? Afinal, são duas crianças. — Digo preocupada.

— Nós decidimos isso juntos, baby. E eles adoram tudo o que fazem, sempre demos a total liberdade para eles mudarem o que estão fazendo.

Meu Deus! Eu sinceramente não vejo meus filhos com uma vida tão organizada, esse homem deve ter me transformado em uma maníaca por controle, assim como ele.

Após mais alguns minutos, entramos em uma propriedade gigantesca, há um prado lindo e uma vista maravilhosa da baia. Quando Taylor estaciona na frente da casa fico impressionada, é incrível! É uma residência que parece ser do século passado, mas quando entramos nela pude ver que é completamente moderna. Olho tudo com curiosidade, vários móveis são a minha cara, coisas que eu compraria sem pestanejar.

Vou até uma grande lareira na sala de estar, com Christian em meu encalço. Vejo várias fotos em cima dela e começo a analisar uma por uma.

A primeira sou eu e Christian com tocas azuis na cabeça, aquelas que os pacientes usam no centro cirúrgico, estou chorando na foto, olhando para um bebê enroladinho em uma toalha azul, o bebê está nos braços do meu marido, que apresenta um sorriso imenso no rosto.

— Essa foto tiramos no dia que Phoebe nasceu, não conseguimos tirar no parto de Teddy, foi uma cesária de emergência. — Christian diz atrás de mim.

Mudo meu olhar para a foto do lado, nessa está apenas meus filhos, os dois sentados em frente a uma árvore de natal, repleta de presentes em baixo. Theodore está fazendo uma careta, fazendo sua irmã dar um sorriso banguela.

— Phoebe tinha apenas 1 aninho, Teddy 3. Foi o nosso primeiro natal com todos juntos.

Sorrio para o meu marido. Não consigo me lembrar de nada disso, mas sinto um amor tão grande dentro de mim olhando essas fotos.

Passo para a próxima foto. Nessa estou apenas eu e meu marido. Ele me abraça por trás e encosta seu queixo em minha cabeça, logo atrás de nós podemos ver a Torre Eiffel. Nós dois estamos com sorrisos imensos e olhares apaixonados.

Christian não diz nada, então olho interrogativamente para ele.

— Tiramos na nossa lua de mel. Você pediu para uma mulher que estava com uma criança tirar essa foto, tive que intervir, você estava falando um francês que apenas você entendia. — Ele solta uma gargalhada com a lembrança.

— Ei! Não ria de mim. — Digo empurrando seu ombro de brincadeira.

Faço uma carranca para ele e volto a analisar o último porta-retrato.

Nesse, nossa família está completa. Estamos no prado que vi assim que entramos na casa, parece ser uma foto recente já que as crianças estão enormes. Teddy está em meu colo e Phoebe no do pai. Estamos todos sorrindo e olhando para câmera, com exceção de Christian, que sorri, mas está olhando para mim com um olhar apaixonado.

— Tiramos essa foto a pouco mais de um mês. Foi um dia que as crianças decidiram que deveríamos fazer um piquenique. — Dizendo isso, ele se aproxima e me abraça por trás depositando um beijo abaixo da minha orelha.

— Nós temos uma família linda, Christian... — Viro de frente para ele. — Será que um dia vou conseguir me lembrar de tudo isso? — Pergunto angustiada.

— Eu realmente espero que sim, baby. — Meu marido diz e me beija.

Nossos beijos começam a se intensificar, mas somos interrompidos por uma vozinha estridente.

— Vocês não estão se separando? — Teddy diz vindo em nossa direção.

— Claro que não, filho. De onde você tirou essa ideia? — Christian pergunta se agachando para ficar da altura do menino.

Theodore ruboriza e abaixa a cabeça. Fico apenas observando a cena, não sai como reagir.

— O Marcus disse que antes dos pais deles se separarem, eles ficaram um tempo longe um do outro... E como a mamãe ficou quase um mês longe eu pensei...

Eu não aguento e me junto a Christian, me ajoelho na frente de Teddy.

— Diga a esse seu amigo que a mamãe e o papai estão muitos felizes e nunca vão se separar. — Ele levanta seus olhinhos azuis para mim e pula no meu pescoço.

— Eu estava com tanta saudade, mamãe. Nunca mais fique tanto tempo longe. — Meus olhos se enchem de lágrimas e o aperto forte, sinto as mãos de Christian acariciarem minhas costas.

— Eu prometo, filho. — Beijo seus cabelos cor de cobre.

— Mamãe? — Ouço uma voz doce. Quando levanto minha cabeça uma pequena cópia minha vem correndo em minha direção e me abraça também. — Que saudade.

Fico ajoelhada com os meus dois filhos nos braços. Não me lembro de muitas coisas sobre eles, mas acho que esse maldito acidente não conseguiu o principal, fazer com que eu parasse de sentir esse amor enorme pelos meus filhos.

Teddy é o primeiro a se afastar, ele me olha com os seus lindos olhos azuis e pergunta.

— Faz lasanha hoje, mamãe? — Sorrio.

— Claro filho.

Christian está com Phoebe no colo e nos olha com um sorriso enorme no rosto. Ele diz para as crianças irem fazer o dever de casa enquanto preparo o jantar. Os dois saem correndo para o quarto. Meu marido se aproxima de mim e segura meu rosto com as duas mãos.

— Lasanha é a comida preferida de Teddy, principalmente quando você faz. — Me dá um selinho. — Vou ver se eles precisam de ajuda com o dever. Gail está na cozinha.

— Tudo bem. — Lhe dou um beijo e vou procurar onde é a cozinha.

Encontro uma mulher bem mais velha e loira lavando algumas verduras na pia. Ela me cumprimenta e diz que fica muito feliz em me ver em casa novamente. Pergunto onde posso encontrar os ingredientes da lasanha e ela me ajuda. Em pouco tempo a massa e a carne já estão cozinhando, e o molho branco sendo feito. Após monta-la e colocar no forno vou ver onde está minha família.

Minha família. Isso soa tão estranho em meus ouvidos, mas não é ruim. Quando chego no segundo andar começo a conhecer a casa. Vejo um quarto de menina, todo branco, rosa e lilás, há várias bonecas e ursos. No quarto de frente a esse há um quarto com vários carros, dinossauros e uma ou outra bola, esse é azul e branco. Ando mais um pouco no corredor comprido e vejo os três em uma sala de estudos, repleta de mapas mundi, globo terrestre, livros de todas matérias e telas para pintura.

Christian explica algo para Teddy, enquanto nossa princesa pinta um desenho. Assim que meu marido me vê seus olhos brilham. Entro na sala.

— Já estão terminando?

— Sim, baby. — Meu marido sorri.

— Espero vocês daqui 10 minutos para o jantar, não demorem. — Digo depositando um beijo na cabeça de cada um dos meus filhos.

Quando estou me afastando vejo que Christian está com uma carranca, não consigo deixar de rir. Me aproximo e lhe dou um selinho, sua expressão se suaviza na hora. Saio da sala e continuo até o final do corredor, onde há mais três portas. Duas são quartos de hóspedes, muito bem decorados. O último é um quarto com muito mais detalhes, com uma cama de casal enorme, fotos de minha família por todos os lados. Tenho certeza que esse é meu quarto e de meu marido, sinto o seu perfume impregnado no ambiente.

Resolvo descer e colocar a mesa para o jantar, quando estou arrumando o último prato vejo os três descerem de mãos dadas e meu coração explode de amor.

O jantar foi tranquilo, as crianças contaram como foi na escola, no francês e na aula de música, eles realmente gostam do que fazem. No final, todos elogiaram minha lasanha, fiquei muito feliz de poder agrada-los. Após todos acabarem pego Phoebe, e Christian pega o Theodore e vamos dar banho neles, cada um em seu quarto.

— Baby, nós sempre revezamos, como você está dando banho na nossa filha, eu a coloco para dormir e você coloca o Teddy, e amanhã trocamos. — Ele diz já subindo as escadas.

Esse homem mantém o controle sobre tudo mesmo, rio com o pensamento.

Após um banho repleto de brincadeiras, risadas e guerrinhas de água, enxugo minha princesa e coloco seu pijaminha. Quando ela está deitando na cama Christian aparece.

— Teddy está te esperando para você ler O Lorax para ele.

— Já estou indo. — Dou um beijo da testa de Phoebe. — Até amanhã, meu amor. A mamãe te ama.

— Também te amo mamãe. — Ela diz com os olhinhos já pesados de sono.

Vou para o quarto de Theodore e ele já está deitado, apenas esperando a história. Começo a ler e ele vai caindo no sono gradativamente. Beijo sua testa e saio do quarto, fico parada na porta, observando seu sono tranquilo. Sinto braços fortes me envolverem e Christian sussurrar em meu ouvido.

— Bem-vinda de volta, Sra. Grey. — Beija embaixo de minha orelha.

Notas finais
O que acharam?