Notas iniciais
Meninas lindaaaas do meu coração! Sentiram saudade? Me desculpem a demora, está uma loucura na faculdade. Agradeço de coração cada comentário, amei todos mas ainda não tive tempo de responder, vocês são muito espertinhas hahahah A partir da semana que vem vou estar de férias e prometo que postarei com mais frequência. Comentem! Boa leitura, beijos.

Anastásia:

Estou pisando fundo no acelerador, já passei em dois faróis vermelhos e ouvi vários xingamentos de baixo calão, mas isso não me importa. Preciso chegar ao hospital. Taylor está desmaiado ao meu lado e ouço meus filhos chorarem assustados. Quando para em frente a emergência do hospital afundo minha mão na buzina e logo saem dois homens e uma mulher.

— Tenho um homem baleado no banco do passageiro. — Digo descendo do carro.

Rápidos como a luz os dois homens colocam um colar cervical em Taylor e depois o deitam em uma maca, correm hospital a dentro. A mulher, que descobri que se chama Dra. Sanchez me leva com as crianças para a recepção e pede para que eu de os dados do meu segurança e assine a autorização para cirurgia. Após isso ser feito, ela pede para que espere, logo os policiais viram pegar meu depoimento.

Depois de acalmar meus filhos, os deixo vendo um desenho qualquer na sala de espera e me afasto um pouco. Ligo para Gail, esposa de Taylor, e conto o que houve, ela praticamente entra em pânico. Ouço alguém pedindo para ela passar o telefone, em seguida ouço a voz Ryan na linha.

— Sra. Grey? O que houve?

— Ah, Ryan! — Algumas lágrimas começam a escorrer por meu rosto enquanto lhe conto a história.

— Não se preocupe, Sra. Grey. Já estamos indo. E conversei com Sawyer, ele está a caminho com o Sr. Grey.

A última pessoa que quero ver no momento é o meu marido, estou queimando de raiva e tristeza depois que vi aquela notícia no jornal. Como ele pode ter me traído? Será que ele vinha fazendo isso a anos e agora que isso veio a tona?

— Espero vocês.

Desligo o telefone e volto para perto da crianças.

— Mamãe? O Tio Taylor vai morar com o papai do céu? — Phoebe me pergunta com os seus olhos azuis arregalados.

— Não, meu amor. Os médicos vão salva-lo. Fique tranquila.

Ela assente e volta a ver o desenho com o seu irmão. Após vinte minutos uma Gail desesperada entra na sala de espera e me abraça, conto o que houve e ela fica ainda mais preocupada. Ryan leva meus filhos para a casa de Grace, enquanto eu e Gail esperamos notícias médicas.

Passa-se mais de uma hora e ninguém nos informa de nada, começo a ficar ainda mais angustiada. Por favor, Taylor! Sobreviva!

Enquanto Gail aperta minha mão e aparenta estar rezando um furacão de terno cinza entra na sala onde estamos e vem em nossa direção. Christian me olha, ele sabe o que vi no jornal, por isso antes de se dirigir a mim fala com a mulher do nosso segurança.

— Ele vai ficar bem, Gail. Vamos lhe o melhor tratamento. — Ele diz agachado em sua frente, segurando suas mãos.

A mulher simplesmente assente, está perdida em lágrimas e orações.

Christian se senta ao meu lado mas não diz nada, sabe que este não é o momento. Depois de quase mais uma hora de espera a Dra. Sanchez aparece e nos diz que tudo ocorreu bem, que nenhum órgão vital foi acometido, houve apenas a fratura da clavícula por conta do impacto. A redução da fratura foi feita e a bala retirada durante a cirurgia.

Gail vai com médica para ficar com o marido, como o horário de visita já se encerrou Christian e eu pegamos nossas coisas para ir embora. Mas no meio do caminho uma enfermeira me chama dizendo que o detetive chegou para colher meu depoimento. Vejo o rosto do meu marido ficar ainda mais sério.

A enfermeira loira e baixinha nos guia até uma sala de reunião, onde encontramos o detetive Clark. O homem parece insatisfeito de estar aqui.

— Eu não te falei, Clark? Esse inferno ainda não acabou! Aquele capacho de Fields é peixe pequeno, porra! — Christian berra assim que a porta se fecha.

Me sento de frente a Clark, enquanto meu marido anda de um lado para o outro. Reconheço o nome Fields, é o suporto homem com que eu estava tendo um caso.

— Abaixe seu tom, Grey. — Clark diz lhe dando um olhar fulminante. — Sinto muito pelo o que aconteceu Sra. Grey, mas você pode me relatar o que houve?

— Claro. — Christian se senta ao meu lado, a contragosto. — Paramos em frente a escola dos meus filhos, Taylor desceu e ficou ao meu lado enquanto eu soltava as crianças das cadeirinhas. Em um segundo eu estava fazendo isso, no outro Taylor gritou para que colocasse as crianças novamente no carro. Então houve o tiro, muito gritos e Taylor com o ombro sangrando, apoiado no carro. Coloquei as crianças no carro e o ajudei a entrar, então aqui estamos nós.

— A Senhora não viu quem atirou?

— Não. — Vejo Christian se remexer na cadeira.

Antes que qualquer um de nós possa dizer qualquer coisa há uma batida na porta. Clark se levanta e abre, a mesma enfermeira de antes lhe um envelope pardo. O detetive retira uma luva do bolso, coloca e pega o envelope. Está endereçado para Christian Grey.

Meu marido pede para Clark abrir, já que está sem luvas. De dentro sai uma folha de papel com uma mensagem escrita com letras de revistas.

"Eu voltei. J"

Essas são as únicas palavras escritas, olho para os dois que parecem se comunicar com o olhar, como se aquela mensagem e aquela inicial pudesse significar alguma coisa. Sem dizer nada, Clark pesca o celular no bolso e berra no telefone, ele está furioso.

— Não é possível, Clark! Me diz que não é possível! — Christian grita.

O detetive faz um sinal para que ele espere e desliga o telefone. Ele olha para Christian e faz um sinal afirmativo com a cabeça.

— O que está acontecendo aqui? — Os dois me encaram.

— Querida... — Fecho meus olhos e respiro fundo, ele não tem o direito de ser tão carinhoso após as fotos que vi.

— O que ocorreu foi o seguinte, Sra. Grey. Um homem que tentou fazer mal para a senhora a muitos anos atrás conseguiu fugir da prisão, tudo indica que foi ele quem tentou atirar em você.

Vejo meu marido empalidecer e ficar com a expressão ainda mais cheia de raiva.

— Como esse maldito escapou? — Questiona Christian.

— Houve a inauguração de um presidio em uma cidadezinha não muito longe daqui, então alguns presos estavam sendo transferidos por conta de superlotação. Ele e mais dois homens conseguiram escapar onde de manhã.

— De quem vocês estão falando?

— De Jack Hyde. — Christian diz.

O nome me faz arrepiar, mas não me traz lembrança alguma. Clark promete nos manter informados e fazer o impossível para prender esse homem.

(...)

Chegamos em casa e ainda não conversamos sobre o que foi publicado naquele jornal. Estou deitada em nosso quarto, Christian está no escritório. Ele está enfurecido com toda essa situação.

As crianças foram para o futebol e o balé agora a tarde, achamos melhor não interromper sua rotina. Vou até a cozinha preparar um chá, estou bem tensa com tudo o que aconteceu. Pego uma xícara e me sirvo. O sinto antes mesmo de vê-lo.

— Podemos conversar?

Me viro para o meu homem e olho no fundo dos seus olhos.

— A quanto tempo isso vem acontecendo? — Questiono, pegando o jornal que estava em uma das bancadas.

Ele fica boquiaberto, abre e fecha a boca, como um peixe fora d'água.

— Não sei que tipo de homem você acha que eu sou. Mas sou aquele fiel e apaixonado por você, nunca duvide disso.

— As fotos não mostram isso.

— Pelo amor de Deus, Anastásia! — Ele passa as mãos pelos cabelos. — Aquela mulher da foto já foi minha submissa, não vou mentir. Em um momento de fragilidade de sua vida a ajudei e viramos sócios. Você sempre estava em nossos jantares de negócios, menos ontem, achei que não fosse um bom momento. Ao final daquele jantar ela me beijou e eu a empurrei. Sou complemente fiel a você, meu amor. — Ele está na minha frente, passando a mão por meu rosto. — Você acredita em mim, Ana?

Sinto meus olhos se enchendo de lágrimas, como posso acreditar se as imagens dizem ao contrário, as mãos possessivas dele em sua cintura dizem tudo!

— Preciso ficar sozinha. — Me afasto.

Notas finais
Comentem! Beijos.