Cinquenta Tons de Tristeza
26 Zoológico.
Notas iniciais
Ando até o carro de Nik e vou me sentindo mais apreensiva a cada passo. Talvez ele me mande dar meia volta e diz que não quer ouvir minhas desculpas.
Levo o maior susto quando vejo a porá do carro s abrir e ele sair de lá. Perfeito, como sempre, e em seu estilo bad boy. Ele está com uma calça preta um tanto apertada que me uma bela visão de suas coxas, uma camisa preta com os dois primeiros botões abertos, coturnos pretos, um crucifixo no pescoço, e óculos Ray ban. Ele dá a volta no carro e abre a porta de carona sem dizer uma única palavra, e eu entro no carro em silêncio.
Nik dá a volta no carro e eu apenas o observo calada. Talvez essa seja uma forma de demonstrar respeito. Sei lá.
– Aonde quer ir? – Ele pergunta. Droga, eu disse que tinha que sair, mas não pensei em um local. Vamos Lia, pense.
– Ao zoológico. – Eu digo o primeiro lugar que vem à cabeça.
– Ao zoológico? – Nik pergunta como se não acreditasse no que ouviu.
– É. Você sabe, os animais. – Eu digo e faço uma cara de decidida.
– Está bem. – Ele diz e dá partida no carro.
Enquanto ele dirige em silêncio fico apenas observando-o. Ele é tão bonito, mas não é bonito como um cara que me daria flores. Ele é bonito tipo “Sou perigoso, se mexer com ela te mato”.
É estranho o fato de eu me sentir tão atraída por ele. Me lembro de sábado à noite. Sorrio com as lembranças de Nik todo selvagem, talvez ele nunca mais transe comigo. Eu por mim transaria com ele hoje, já faz quase uma semana....
Uma semana? Hoje é quinta? Eu fui para a escola segunda-feira e então voltei pra casa dos Greys, e sai de novo. A perseguição de carros, o tiro. E eu desacordada, mas por quanto tempo. Segunda-feira o final da tarde eu já devia estar no hospital, e eu acordei ontem quarta-feira a noite. Eu fiquei mais de vinte e quatro horas desacordada.
– Por que está com essa cara de desespero? Deveria ter pedido para o Tom te levar ao zoológico. – Diz Nik de forma amarga. Olho para ele, mas não digo nada.
É talvez da próxima vez eu realmente vou ter que chamar o Tom. Eu tento me desculpar com as pessoas mas elas nunca aceitam isso fácil. Qual é, eu posso errar, mas eu também posso me redimir. Encosto a cabeça na janela do carro pensando em uma forma de fazer com que Nik me perdoe. Mas nenhuma ideia me vem à cabeça.
– Chegamos. – Ele diz. Saio do carro e bato a porta atrás de mim fechando-a. Começo a andar em direção a loja de ingressos que fica ao lado dos portões do zoológico sem me importar se Nik está ao meu lado. E eu realmente acho que ele não está. Não há fila por isso vou andando até o quadrado pequeno com uma pequena abertura onde eu passo o dinheiro e pego a minha pulseirinha para entrar.
– Eu vou querer uma. – Eu digo enquanto entrego o dinheiro para ela, mas antes uma mão puxa o meu braço delicadamente para o lado do meu corpo.
– Duas na verdade. – Diz Nik dando o dinheiro dele para a mulher. Oh não, eu queria pagar a minha entrada. A mulher entrega as pulseiras para ele e ele coloca a dele rapidamente. Depois puxa o meu braço e coloca em mim como se eu fosse uma criança pequena.
– Nik, isso não é legal. – Eu digo e ele revira os olhos e me puxa para entrar no zoológico com ele. O silêncio se instala novamente e eu decido ir ver os animais. Eu já estou em um zoológico mesmo.
– O que não é legal? – Nik pergunta.
– Olha. Não é isso. É que.... Ai Nik. – Eu digo toda enrolada. Já comecei, agora tenho que terminar. – Eu queria me...ér…Desculpar sabe? – Eu meio que digo, meio que pergunto.
– Você quer se desculpar? – Ele pergunta com as sobrancelhas erguidas.
– É.... pe-pelo que eu falei. Ai Nik, você sabe. Vai me desculpar ou não? – Eu pergunto.
– Você diz coisas desagradáveis para mim e ainda quer ser impaciente comigo? – Ele pergunta. De repente me lembro sobre o que mamãe disse, eu tenho que ter paciência com ele.
– Não. Eu apenas estou nervosa. – Eu digo.
– Você não costuma fazer isso não é? – Ele pergunta.
– Na verdade não. – Eu digo e me sinto um fogo arder em minhas bochechas. Oh não. Estou corando na frente de Nik.
– Eu desculpo. – Ele diz e pega meu queixo segurando o meu rosto e o levanta me fazendo encara-lo, em seguida dá um beijinho na ponta do meu nariz. – Devia ficar mais vezes corada. – Nik diz e eu reviro os olhos.
– Vamos. Quero ver as serpentes. – Eu digo.
– As serpentes? – Nik pergunta e eu assinto. – Não os elefantes?
–Não. As serpentes. – Eu digo e o puxo em direção a área dos repteis.
**********
Depois de fazer Nik andar todo o zoológico e ouvir mais reclamações do que eu ouvi em toda a minha vida decido agrada-lo dizendo que quero ir embora do zoológico e ele realmente parece feliz em ir embora daquele local.
– Aonde vamos? – Ele pergunta.
– Não sei. – eu digo.
– E essa é a minha vida de desocupado. – Ele diz e encosta a cabeça no banco.
– Quer uma ocupação? – Eu pergunto e me inclino na direção dele.
– Talvez. – Ele diz.
– Talvez? – Eu pergunto com a voz manhosa.
Nik me puxa para ele e dá um selinho em mim e em seguida sua língua pede passagem e eu dou pois a quero mais do que tudo nesse momento.
Passo uma perna por cima dele colocando o joelho ao lado de seu quadril. Nik passa a mão pela minha coxa e vai subindo tocando com leveza o que faz com que eu me arrepie e solte um gemido baixo em sua boca.
Passo a mãe em sua nuca e desço para as suas costas. Movo a minha mão para o peito de Nik enquanto o mesmo dá uma mordida em meu pescoço e em seguida passa a língua e eu abro outro botão de sua camisa. Quando eu estou indo para o próximo me assusto com batidas na janela do carro.
Saio do colo de Nik rapidamente e olho na direção da janela.
Há um senhor do lado de fora olhando para nós com a acara mais indignada do mundo. Nik abre a janela do carro e o senhor se abaixa um pouco.
– Vocês jovens são terríveis. Ficam nessa sem-vergonhice em qualquer lugar. Não façam mais isso. – Ele diz.
– Está bem. Me desculpe, nós já vamos. – Nik diz e o senhor vai embora resmungando algo que eu não entendo.
– Isso foi vergonhoso. – Diz Nik.
– Foi engraçado. – Eu devolvo e dou uma risadinha.
– Então aonde vamos? – Ele pergunta e eu olho para seu rosto e o meu olhar vai descendo para a camisa dele que ainda está meio aberta.
– Não faço ideia. Algum lugar onde ninguém vai bater na janela do carro. – Eu digo ainda olhando para o seu peito e dou de ombros.
– Quer ir pra minha casa? – Nik pergunta e eu volto a olhar para o seu rosto enquanto ele dirige.
– Pensei que morasse com o Tom. – Eu digo.
– Não. Você quer ir ou não? – Ele diz imitando o que eu disse mais cedo.
– Quero. – Eu digo.
**********
Nik abre a porta do carro para mim e eu saio. Ele me conduz pelo saguão de um prédio de vinte andares, eu acho. A decoração é dos anos cinquenta e isso parece combinar com Nik.
Entramos no elevador e na verdade o prédio tem vinte e cinco andares, e Nik aperta o botão com o número vinte e cinco e se vira para mim sorrindo. Sorrio de volta para ele e meus olhos novamente descem para a sua camisa aberta e dessa vez acabo dando uma gargalhada, pois Nik ainda não fechou.
– Piada particular? – Nik pergunta.
– Você não fechou a camisa. – Eu digo parando de rir e tombo a cabeça de lado avaliando a sua expressão.
– Acho que não vale a pena fechar. – Ele diz e dá um sorrisinho safado.
O elevador para e ele me puxa em direção ao corredor. Ele começa a andar com pressa e para em frente a porta com números 2.507 e coloca o polegar em um sensor de leitura e a porta se abre. Ok, eu amo tecnologia.
– Entra, e não repara a bagunça. Eu moro sozinho. – Ele diz e dá de ombros com um sorriso sem graça.
Bom, não era exatamente organizado, mas obviamente não era arrumado. Ele era mais organizado que eu, mas ainda tinha bagunça. A sala tinha um TV grande na parede e não apenas um, mas vários videogames em volta dela. Algumas pilhas de filmes e CD’s no chão da sala. Um sofá grande marrom escuro no formato de L e uma estante grande com livros.
– E você falou mal do meu quarto. – Eu digo de forma irônica.
– Eu disse para não reparar a bagunça. – Ele diz. Eu me viro para Nik e passo os braços em volta do seu pescoço e ele os braços em volta da minha cintura.
– Então me mostra um lugar que tem menos bagunça. – Eu digo e ele sorri e dá um beijinho no canto da minha boca.
Eu dou um beijinho nele também que dá uma risadinha baixa e ataca a minha boca em seguida. Sua língua invade a minha boca e eu passo os braços em volta do seu pescoço e Nik me puxa mais para perto colando os nossos corpos.
Nik passa a mão por minhas costas e vai subindo apertando as minhas costas e coloca a mão em meus cabelos da nuca e puxa a minha cabeça para trás e tapa a minha boca rapidamente com a sua.
Sinto meu corpo ser empurrado para trás e caio no sofá, Nik se deita em cima de mim e eu termino de desabotoar a sua camisa e a empurro sobre o seu ombro enquanto ele morde, lambe e chupa o meu pescoço e eu me contorço embaixo dele.
Nik se senta e puxa os meus coturnos jogando-os do outro lado da sala. Em seguida me puxa para a beira do sofá e me levanta segurando as minhas pernas e em seguida passa a mão na minha bunda por baixo da saia.
Nik começa a caminhar enquanto passa a mão na minha bunda.
Nik entra em um quarto e me joga deitada na cama e eu dou risada. Sento-me e olho e volta. Móveis pretos e lençóis brancos. Paredes brancas e uma escrivaninha com um notebook e vários livros abertos em cima da mesma.
– O quarto é mais arrumado. – Ele diz e vem se deitando sobre mim e reparo que ele está descalço. Ele puxa o meu blazer e joga para o outro lado do quarto.
Abro o botão de sua calça e abaixo o zíper e quando o faço sinto que ele já está bastante excitado. Nik não me deixa terminar de tirar a sua calça e puxa a minha regata. E antes que eu perceba já estou sem sutiã. Nik se abaixa e abocanha o meu seio e eu gemo em resposta.
Empurro Nik para trás e subo em sua cintura colocando cada joelho meu ao lado de seu quadril. Começo a puxar a sua calça pra baixo e ele me ajuda levantando o quadril.
Passo a mãe em sua extensão ainda coberta pela sua cueca vermelha e eu sorri convencido. Nik se senta ficando cara a cara comigo e tira a minha saia por cima da cabeça e a joga por cima do ombro. Eu o beijo e ele massageia os meus seios com força fazendo com que eu gema em sua boca e rebole sobre o seu membro.
Movo a minha mão para a cueca de Nik e ele me deixa tira-la. Em seguida a sua ereção sobe livre totalmente pronta para a ação. Ele coloca as mãos na lateral de minha calcinha e quando eu penso que vai tirá-la ele rasga. Rasgou minha calcinha!
Nik levanta um pouco o meu corpo e eu esqueço de calcinha, esqueço de tudo. É agora. Sinto ele entrando em mim e me abrindo, no começo sinto um pouco de dor, mas assim que está dentro de mim Nik se deita e eu me inclino por cima dele e começo a me mexer devagar, para cima e para baixo enquanto Nik passa a mão em volta do meu corpo e da leves beijos em meu pescoço enquanto geme baixinho, e eu gemo em resposta por causa das sensações leves, porém intensas.
Estávamos preparados para fazer algo selvagem, mas agora os movimentos são lentos e.... carinhosos. Nik nos muda de posição me colocando por baixo dele e eu passo as unhas de leve em suas costas. Tenho a impressão de que Nik entrou todo dentro de mim, e em seguida sinto ele dar uma espécie de rebolada que leva sensações por todo o meu corpo e inesperadamente gozo. Nik entra em mim mais duas vezes e também goza, eu sinto os seus jorros dentro de mim e a sua cabeça tomba em meu ombro e em seguida ficamos quietos esperando as nossas respirações se acalmarem.
Nik levanta a cabeça e sorri para mim e eu devolvo o sorriso. Em seguida ele beija o meu seio e sai de dentro de mim, se deita ao meu lado e me puxa para deitar em seu peito e começa a fazer um cafuné em mim, e totalmente contra a minha vontade acabo adormecendo.
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