Notas iniciais
Boa Leitura.

Pov. Lia

Depois de desligar o telefone eu penso sobre as coisas que eu conversei com a Kelly e tudo o que aconteceu, claro que eu omiti algumas coisas da Kelly, pois na minha opinião certos assuntos não devem ser conversados por telefone e sim pessoalmente, desde que eu consegui fugir daquele inferno com mais algumas garotas, desde que eu cheguei no Estados Unidos eu estou sob cuidados médicos, por conta das diversas lesões no meu corpo, fora que eu estou desidratada e com anemia, mas não é para menos, pelo menos eu ainda não fico me sentindo horrorosa, amaldiçoada, e toda depressiva, com certeza não. Levanto da cama hospitalar e vou andando lentamente até o grande espelho que tem molduras em volta que mamãe mandou trazer para min, ela também mandou trazer uma televisão, um celular, tablet e notebook para min, chegando na frente do espelho começo a checar a minha aparência, eu tenho 1,55 de altura, e 60 quilos, com uma cintura super fina, quadris largos, seios médios, mas até que eu não reclamo se fossem maiores eu ia ficar feia, passo a mão pelos meus cabelos que chegam até meu quadril, eles tem uma cor esquisita que eu nunca entendi muito bem, não chega a ser louro escuro mas também não é louro mel, suspiro e começo a reparar no meu rosto, teno olhos grandes, na verdade eles são quase redondos, são cinza, mas as vezes eles ficam meio violeta, meu nariz é pequeno, olho para a minha boca, e Deus quanta boca, eu sou pior do que a Angelina Jolie. Sou tirada da minha apreciação pessoal quando ouço uma batida na porta.

– Entra-Digo enquanto caminho para a cama, eles devem estar vindo me dar alta,eu volto para Seattle hoje, nem que seja fugida, eu já até comprei as passagens, de primeira classe é claro.

O médico entra no quarto e sorri para min, ele não é alto e forte como os caras que eu costumo pegar, mas até que ele é lindinho, ele tem o cabelo tão lindo cacheadinho loiro caindo em seu rosto, o rosto tão lindo, ele lindos olhos verdes, quase tão verdes quanto os de Cam. Não Lia concentre-se você tem dezoito anos, já vai fazer dezenove, não deve ficar se lamentando por aquele garoto..se é que eu posso chamar ele de garoto...

– Então, como você está se sentindo?- pergunta o doutor Smith

– Eu estou anciosa, por que eu quero receber alta logo, e eu estou irritada por que não gosto de esperar, e tenho um voô hoje no final da tarde.-Digo fazendo bico e cruzando os braços na frente dos seios.

– Lia, eu tenho ma notícia ruim e uma boa, qual você quer primeiro?

– A ruim.-Digo, só falta eu ter que ficar aqui em Vegas nesse hospital por mais um mês, eu só saí para ver a cidade uma vez, e eu tive que ir com a minha mãe, bom pelo menos eu ganhei 2 bilhões em um Cassino.

– Bom a ruim é que você não vai poder fazer coisas muito agitadas, se embebedar e loucuras do tipo, é para ficar quieta em casa, e a boas é que você vai receber alta hoje.

Nossa eu vou pra casa, eu estou tão feliz que preciso abraçar alguém, dou pulinho na direção do doutor Smith enquanto dou gritinhos histéricos, eu o agarro pelo pescoço e o aperto, quando solto ele vejo que está muito corado, hmmmmm alguém gosta da Lia aqui, eu sorrio para ele , ele sorri de volta acena levemente com a cabeça e sai do quarto.

Deitei na cama e resolvi ligar para Stevie, depois que minha mãe se separou dele eu e ele mantinhamos contato sempre que possível, pelo menos ela não tentou cortar a nossa relação. Ele atendeu no terceiro toque.

– Garcia.-Nossa ele tem que ser sempre tão formal?.

– Oi, sou eu Lia, você está podendo falar agora? É rapidinho.

– Minha filha que saudade de você, eu senti tanta falta fiquei tão preocupado, eu briguei tanto com a irresponsável da sua mãe.

– Tá, eu sei, só não é para brigar mais com ela, e eu liguei para avisar que hoje no final da tarde eu vou estar indo aí para Seattle, pra casa da mamãe, ok?

– Você não quer morar comigo não bebê??

– Não, eu prefiro morar com a mamãe.

– Ok, que horas se avião sai do aeroporto?

– As 18:15, por que?

– Eu vou mandar dois seguranças te apanharem no aeroporto, e a partir de agora eles são seus guarda-costas, e eu não aceito não como resposta.-Nossa que saco, agora eu não vou poder fazer mais merda nenhuma, mas é melhor eu não discutir.

– Ok Stevie, eu tenho que desligar, thau.

– Thau, bebê.-E então eu desligo o telefone deito naquela maldita cama, pensando bem ela é melhor que uma maca, e começo a pensar, eu tenho um pouco de pena de Stevie, eu acho que ele ainda gosta da mamãe, ainda mais por que quando o casamento deles acabou a culpa não foi dele, e foi pensando naquela época que eu acabo adormecendo.

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Quando eu li em uma pesquisa que adolescentes sentem mais sono que as outras pessoas eu não levei muito a sério, até agora.

Dormi o resto do dia, só acordei na hora de ir para o aeroporto e dormi o voô todo quando eu desci do avião havia duas montanhas vestidas de preto, também conhecidos como seguranças,eles já estavam com as minhas malas e estavam com uma placa gigante escrita * Lia Hertness * e fui andando na direção daqueles homens, eles me levaram pra dentro do carro, e agora eu estou aqui sentada no banco de trás a caminho da casa da mamãe e morta de sono para variar, pego o celular e resolvo ligar para Kelly. Ela atende no segundo toque.

– Oi, fala Lia.

– Eu já cheguei em Seattle, você está bem?

– Eu estou, onde você está exatamente?

– Eu estou dentro de um carro, indo pra casa da mamãe.

– Eu vou te ver amanhã de manhã, por min eu ia agora mas você deve estar cansada, não é?

– Com certeza, nós chegamos eu vou descer do carro, eu te amo e estou morrendo de saudades, tchau.

– Eu também te amo, e estou com saudades, tchau.

Saio do carro e fico encarando a mansão da mamãe, em volta da casa ainda tem os jardins com grama baixa, a fonte de concreto com bancos em volta, e os postes de luz que iluminam o lado de fora da casa, me viro e encaro a porta grande de madeira, respiro fundo coloco a mão na maçaneta e entro, e sinto uma coisa que eu não sinto há muito tempo, eu me sinto segura.

Notas finais
Gente comenta, pfv! Obrigado por ler, bjs.