Cinquenta Tons de Tristeza

31 Abandonada novamente.


Notas iniciais
Oi gente. Eai? Estavam com saudades? Pois é, já tem uma semana que eu não posto, mas é que eu fiquei chateada com uma coisa, e explico lá nas notas finais. Boa leitura.

LEIAM AS NOTAS INICIAIS LEIAM AS NOTAS INICIAIS

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Acordo e olho para o teto.

Hoje faz um dia que tenho dezenove anos, talvez isso me ajude em algo, me sinto mais madura? Eu deveria estar mais madura? Talvez eu esteja... Ou não... Não sei.

Ando em direção ao banheiro e me encaro, vejo os meus cabelos bagunçados e encaro os nós da noite de sono. Olho para as minhas unhas dos pés e subo encarando o meu reflexo no espelho, minhas coxas, o short de bolinhas do pijama, a regata preta e meus seios levemente expostos, meu pescoço e por último o meu rosto.

Começo a pensar com que roupa irei sair hoje já que Nik irá me fazer uma surpresa, e me chamou para sair. Tiro o pijama e entro embaixo do chuveiro, me ensaboo me lembrando do banho que tomei com Nik, e sorrio me lembrando de que não foi apenas um banho.

Saio da água e me enrolo na toalha, escovo os dentes e começo a passar creme em minhas pernas.

Saio do banheiro e entro no Closet a procura de alguma roupa, abro a minha gaveta de lingeries e decido pegar algo que provocará Nik, vermelho, fio-dental rendado.

Coloco uma calça branca colada no corpo e pego uma blusa preta curta com detalhes acima do seio que dão impressão a um falso decote, e uma sapatilha vermelha com uma fivela dourada.

Saio do closet e divido os meus cabelos de lado, passo lápis de olho, rímel, delineador e batom vermelho.

Pego uma bolsa e coloco um casaco e um conjunto de lingerie na bolsa, pego meu celular e minha carteira. Resolvo mandar uma mensagem para Nik.

Lia: Estou pronta.

Nik: Ok, chego ai em dez minutos.

Desço as escadas e vejo que Christian, Ana, Phoebe e Teddy estão na sala sentados conversando, e eu inesperadamente não estranho a presença deles logo de manhã.

– Bom dia. – Eu digo e paro atrás de Teddy que está sentado no sofá.

– Bom dia, acordou bem hoje? – Pergunta Ana.

– Sim, acho que sim. – Digo e sorrio.

– Bom dia, já tomou café da manhã? – Christian pergunta.

– Não, eu vou sair. – Eu digo.

– Tome café da manhã antes de sair. – Ele diz.

– Está bem. – Eu digo e sigo para a cozinha. Hum, agora tenho que ficar comendo o tempo todo.

Vejo Gail parada na cozinha de costas para mim.

– Oi. – Eu digo tímida.

– Olá querida, quer alguma coisa? – Gail pergunta sorridente. Ela é extremamente doce e amável.

– É... Christian disse que tenho que comer. – Eu digo.

– Oh claro, você quer comer? – Ela pergunta.

– Não sei... Frutas talvez. – Eu digo e dou de ombros.

– Claro. – Ela diz e eu me sento em um banco alto e espero ela trazer algo para eu comer.

– A senhora trabalha para os Greys há muito tempo? – Eu pergunto.

– Sim, antes trabalhava apenas para Christian, e então ele se casou com Ana e passei a trabalhar para os dois. – Ela diz e coloca uma salada de frutas em cima da bancada. Aceno com a cabeça para ela e encaro a minha salada de frutas.

– Me desculpe. – Ela diz.

– Pelo que? – Pergunto confusa.

– Falar sobre o casamento de Christian e Ana... Sua mãe não... – Ela começa, mas antes que termine eu entendo o que ela quer dizer.

– Não precisa se desculpar, pode falar, eu perguntei. Bom, e não me incomodo pela mamãe, e ela não se incomoda. – Eu digo e dou de ombros.

Ela sorri para mim e eu começo a comer a salada de frutas calada.

**********

Entro no carro de Nik e me inclino para dar um beijo em sua bochecha. Volto e me sento no banco passando o cinto de segurança sobre meu corpo.

– Então aonde vamos? – Pergunto para Nik.

– Está curiosa hoje, e sorridente. – Observa Nik e eu reviro os olhos.

– Fala logo, olha que eu me jogo pela janela em... – Eu ameaço e começo a abrir o vidro do carro.

– Nós íamos há um lugar, mas está fechado. Então vamos para o meu apartamento. – Ele diz sem tirar os olhos da estrada.

– Para o seu apartamento é? – Eu pergunto.

– Sim. – Ele diz e eu arqueio uma sobrancelha e dou um sorriso de lado.

Ainda bem que trouxe um conjunto de calcinha e soutien na bolsa, ainda mais se inventarmos de “Apenas tomar banho”.

Observo Nik dirigindo e ele parece sério, concentrado, talvez com raiva pelo vinco em sua testa, mas isso deve ser de família já que Tom fica assim as vezes sem realmente estar nervoso.

Encaro as minhas unhas e começo a fazer um movimento um tanto compulsivo com as mãos, estou começando a me sentir estranha, inquieta, e agitada. Olho para Nik e percebo que eu estou assim por sua culpa.

Por que ele não diz nada?

Por que quer que eu vá até o seu apartamento?

Será que gosta de mim?

Será que só quer sexo?

Será que gosta de transar comigo?

Ou de conversar?

Será que fica incomodado de ter que me acompanhar todos os dias para ir até a maldita escola?

Será que tem outras coisas para fazer?

Será que tem outra garota?

Talvez já tenha estado em um relacionamento sério?

Minhas mãos começam a soar e eu as solto ao mesmo tempo em que Nik para o carro no estacionamento.

– Vamos? – Ele me pergunta e eu apenas concordo.

Sigo Nik até o elevador e me encosto na parede enquanto encaro as suas costas altas na minha frente. Eu sou muito pequena, e isso é uma merda.

Talvez se eu fosse mais alta me sentiria um pouco melhor, ainda estou alegre como hoje de manhã, mas agora estou preocupada.

O que eu significo pro Nik.... E o que ele significa para mim?

Nik sai do elevador e eu o sigo caminhando logo atrás dele.

Entro no apartamento e vejo que todas as janelas estão abertas.

– Escolhe algum filme. Você gosta de pipoca? – Ele pergunta e eu nego.

– Quer batata-frita? – Ele pergunta e eu aceno concordando.

– Você está bem? – Nik pergunta e eu aceno novamente e me viro para a estante a procura de algum filme.

Será que eu terei com ele os mesmos problemas que eu tive no começo do meu relacionamento com Cam? Ou será que talvez Nik se decida logo? Ou será que eu levarei um pé na bunda?

– Então já escolheu? – Ele pergunta atrás de mim e eu pego o primeiro filme que vejo. Harry Potter e as Relíquias da Morte.

– Hum, então é fã dos bruxos? – Pergunta Nik e eu concordo.

– Você não vai falar nada? – Ele pergunta.

– Vou. – Eu respondo e me sento no sofá.

********

Sinto alguém passar algo quente em meu ombro e forço os meus olhos pesados a se abrirem.

– Você quer dormir um pouco antes de ir? – Ele sussurra em meu ouvido.

– Quero. – Eu respondo com sono.

Sinto Nik me colocar na cama e fecho os meus olhos voltando a dormir.

Pov. Nik

Observo Lia dormir e passo os dedos sobre as sobrancelhas e tiro os cabelos do seu rosto.

Hoje ela estava diferente, mais quieta, parecia estar nervosa com algo. E ultimamente tem dormido muito, talvez ela use isso como uma válvula de escape, não sei.

Ouço alguém bater na porta e me levanto devagar, antes de sair do quarto dou uma última olhada em Lia e fecho a porta atrás de mim já que não sei quem está batendo na porta.

Pego meu revólver e coloco na parte de trás da calça e ouço alguém batendo na porta novamente.

– Já vai. – Eu digo e abro a porta.

E então eu a vejo com seus longos cabelos negros e o olhar perigoso, ela carrega uma mala nas mãos e antes que eu possa dizer qualquer coisa ela passa embaixo do meu braço e entra no apartamento.

– Você não pode ficar aqui. – Eu digo e ela se vira para mim.

– Por causa da fedelha? – Ela pergunta e aponta para o quarto.

– Não a chame assim. – Eu digo e ela me encara.

– Tanto faz. Eu não vim para ficar. Eu vou embora, e você também. – Ela diz e eu a olho com humor.

– É óbvio que não. – Eu digo.

– É óbvio que sim. Ou logo logo descobrirão que a fedelha tem se escondido na casa do papai biológico. – Ela diz e eu sinto o meu coração bater mais rápido.

Pov. Lia

Abro os meus olhos e solto um bocejo e me viro. A cama está vazia e não ouço barulho algum. Levanto da cama e não vejo Nik.

Procuro-o pelo apartamento e não o encontro. Começo a me lembrar de quando Cam foi embora.

Corro para o quarto e entro no Closet de Cam encontrando-o vazio. Pego o telefone e ligo para Tom.

– O Nik está com você? — Pergunto antes que ele possa falar algo.

– Passou por aqui, disse que sou um bom irmão e foi embora. – Ele diz e eu deixo o celular cair e começo a chorar me sentindo abandonada novamente.

Pego o celular e digito o número de Nik com pressa, e ele não atende. Digito outro número e espero ele atender.

– Sim? – Ele pergunta e eu estranho o fato de ele me atender informalmente.

– Você pode vir me buscar? – Eu pergunto entre os soluços.

– Claro. Aonde está? – Ele pergunta e eu passo o endereço de Nik.

– Você está bem? – Ele pergunta e eu fungo.

– Não. – Eu digo e penso em desligar. – Christian? – Eu chamo.

– Sim? – Ele diz.

– Obrigado. – Eu digo e desligo.

Encosto a cabeça na cama e me sinto abandonada mais uma vez.

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Notas finais
Gente no ultimo capítulo setenta pessoas leram, porém apenas quatro pessoas comentaram. Eu desanimei totalmente de escrever, e voltei a escrever ontem e vou pedir para vocês para comentarem gente. Agora, eu estou de férias e irei postar mais de duas vezes na semana, mas eu também gostaria que o número de comentários aumentassem, pois nem a metade das pessoas que estão lendo estão comentando, e todos sabemos que os comentários são EXTREMAMENTE importantes para quem escreve. É isso. Bjs!! :( :