Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários, respondi e amei tds! Espero que gostem desse, e comentem! Relevem os erros e boa leitura babys! :* Aah e amanha estou de volta!

O ensaio começa...Bom... não literalmente. Kate e sua mãe estão latindo ordens para todos nós e berrando instruções o tempo todo. Se fosse outros tempos, ou melhor, se fosse antes de eu conhecer essa doce e bela Ana, eu já teria levantado e ido embora sem pensar duas vezes.. Mas não posso fazer isso, não quando não consigo tirar os olhos dessa linda mulher que está ao meu lado.


–Bom Ana, segure no braço do Cristian — diz ou melhor, grita Kate lá da frente.


Dou um passo e posiciono meu braço para que Ana passe a mão fina por entre ele.


–Isso, agora andem de vagar, sem pressa... Ana segure com firmeza no braço do Grey, ele não morde. — Kate diz., fazendo Ana ficar adoravelmente corada.


"Ele não morde", bem, a não ser que você queira baby.


Ana e eu caminhamos até o altar, sentir os braços finos da Ana em torno do meu, o calor vindo deles é como comer uma barra do seu chocolate preferido sem ter que dividir com ninguém, é completamente divino.


"Essa mulher tem que ser minha", penso em quanto me posiciono ao lado dela no altar. "Talvez ela curta o meu estilo de vida" , "Talvez ela também goste de ter relações estritamente carnais", "Eu poderia descobrir isso hoje mesmo, posso convida-la para jantar comigo e ir direto ao ponto".


"Que lindo Grey, você vai dizer : -Então Ana, você gostaria de jantar comigo, e depois quem sabe ir pro meu quarto vermelho, para eu poder trepar com você de jeitos que talvez você nunca tenha imaginado?"– diz a vozinha irritante na minha cabeça.


Verdade, não posso ir apresentando o meu estilo para ela assim, primeiro tenho que conhece-la melhor, sem contar que ela é amiga de Kate e pode muito bem contar tudo para a noiva do meu irmão, que com certeza vai contar para Elliot. E minha vida sexual não é algo que eu gostaria de compartilhar , bom, na verdade, nada da minha vida é compartilhável.


–Senhor Grey? Desculpe interromper, mas temos um problema na Grey's house e só o senhor pode resolver. — Taylor se aproxima dizendo e me tirando dos meus pensamentos.


Ué, mas já passou uma hora que estou nessa igreja? Eu nem se quer percebi, passou muito rápido, ainda não estou pronto para ficar longe desse cheiro inebriante e desse rosto angelical.


Todos estão me olhando esperando minha resposta.


–Taylor, diga para Ross resolver seja lá o que for, e assim que sair daqui eu sigo para a Grey's House.- Olho para ele com cara de "esquece aquele plano besta, estou muito bem aqui" e por incrível que pareça, eu estou muito bem mesmo.

–Sim senhor.- Taylor responde em seu modo profissional, olhando de relance para o braço de Ana entorno do meu.


–Cristian, você pode ir e resolver isso, tenho certeza que Elliot e Kate não ficarão chateados. Parece ser importante.- Meu pai fala, olhando para o casal em busca de apoio.


–Bom, se é importante, vai lá maninho, tudo bem.


–Claro, pode ir sim, daqui uns vinte minutos já teremos acabado, e ...- começa Kate, mas eu a interrompo.


–Não, está tudo bem, tenho certeza que Taylor está exagerando, não deve ser nada de importante. — Olho para Taylor com um olhar satisfação. — Vou ficar até o final.- finalizo com voz autoritária e gesticulo com a cabeça para Taylor sair.


–Já que você insiste, vamos terminar isso logo, assim te liberamos o mais rápido o possível.- a mãe de Kate fala pela primeira vez, quebrando o silêncio constrangedor que se instalou na igreja.


Os Vinte minutos seguintes foram enfadonhos, realmente chatos e cansativos. A cada vez que olhava disfarçadamente para Ana meu coração disparava e os pensamentos pecaminosos voltam a me perseguirem, eu tive que me esforçar além da conta para prestar atenção em algo que não estivesse envolvido uma cama, lençóis de seda, o corpo maravilhoso e os lábios carnudos dela.


Quando Kate enfim disse que estávamos liberados, Ana soltou do meu braço e quando foi se distanciar a segurei pelo pulso. Ela parou com um solavanco, olhou pra mim assustada. Depois respirou fundo, soltou o pulso e disse:


– Posso ajudar com alguma coisa Cristian?- pergunta secamente.


–Sim, gostaria de te fazer uma pergunta.


Eu estava ciente das pessoas ao nosso redor, tentando escutar a nossa conversa, então me aproximei mais dela. E a olhei fundo nos olhos.


– É...- ela engoliu em seco e corou.- Pode perguntar.


A minha pergunta na verdade era se ela não queria conhecer minha cama, mas acho que isso soaria um pouco ofensivo e escandaloso.


–Gostaria de saber qual a cor do seu vestido.- optei por uma pergunta simples.


–Hum.. desculpe, mas acho que não entendi sua pergunta.- respondeu ela confusa.

Eu não a culpa, afinal eu só fiz essa pergunta besta porque não queria que ela fosse embora ainda, queria prolongar por mais alguns minutos sua companhia.
Dou um meio sorriso e explico:


–Gostaria de saber qual a cor do seu vestido, para eu poder escolher uma gravata que combine com ele.


–Ah, sim... Bom ainda não tive tempo de ir comprar um vestido.-Ela faz uma cara de culpada.


Que tipo de madrinha é essa? Faltam poucos dias para o casamento e ela ainda não comprou o seu vestido? Eu pensava que isso era a primeira coisa que todas as madrinhas faziam depois de ajudar a noiva a escolher o seu próprio vestido. Todas as mulheres normais já teriam arrumado tempo para ir as compras, afinal é isso o que elas mais gostam de fazer. Não é?


– Entendo... — não sabia o que falar.


–Bom, você pode me dar seu telefone e eu te ligo quando tiver a resposta, pode ser? Já que a cor do meu vestido é tão importante assim para você. — diz.


Tiro um cartão da minha carteira, escrevo o numero do Escala e o do meu celular nele e entrego pra ela, roçando de leve meus dedos nos dela. Eu poderia me oferecer para ir com ela, mas tenho certeza que ela rejeitaria, afinal acabamos de nos conhecer.

"Mas você odeia ir as compras."

Isso é apenas um fato, tenho certeza que com ela seria muito interessante ir as compras.


–Claro, vou ficar esperando ansioso por sua ligação.


Ela pisca e fica um momento muda, acho que tentando achar as palavras certas, antes de falar:


–Isso é muito bonito de sua parte... quer dizer, homem nenhum, eu acho, se importa em combinar a gravata com o vestido da sua acompanhante. Você é um irmão muito atencioso.

Ela acha que sou irmão muito atencioso por querer combinar o vestido dela com a minha gravta? Mal sabe ela que isso é só um pretexto meu, o que eu quero combinar mesmo é o meu corpo com o seu baby!


– Oh, pois é, acho que os homens em geral não se importam mesmo com isso.-Sorrio, e ela me retribui o sorriso, então olha no relógio, suspira e me encara de novo.


–Sinto muito Cristian, a conversa está interessante, mas tenho um compromisso agora.- diz e estende a mão em minha direção. — Novamente, foi um prazer enfim te conhecer.


Qual será esse compromisso? Será que ela tem namorado? Não me espantaria, afinal ela é linda. Mas o pensamento de um babaca qualquer beijando-a, abraçando-a e compartilhando a mesma cama que ela me deixa com raiva, homem nenhum é merecedor de uma mulher tão perfeita.


–Me desculpe não queria te prender.- falo e então tenho a idéia. — Você aceita uma carona?


Se ela aceitar, ao menos vou ter uma ideia de para onde ela está indo, fazer o que lá e com quem. Posso manter um olho no rato e outro no queijo.


–Obrigada, mas fica para a próxima. Eu já aceitei a carona de um amigo.- Ela sorri mais uma vez, se vira e vai em direção a Kate, fala algo, as duas se abraçam e ela sai da igreja.


Ela já aceitou a carona de um amigo? Que amigo? Ela não deveria aceitar carona de homens a noite.


"E você não é homem Grey?"

Porque estou tão protetor em relação a uma mulher que acabei de conhecer?


Ando em direção a Elliot que está se despedindo dos amigos dele e das duas mulheres sem noção.


–Elliot.- chamo.


Ele se vira e sorri pra mim, com aquele ar de palhaço.


–E ai, já está encantado com a doce e amável Ana?


–Doce e amável? Bom, não tive tempo o suficiente com ela para descobrir se de fato ela é doce e amável.- resolvi me esquivar da pergunta. — Mas o que pode me dizer sobre ela?

A algo nela, não sei, parece que ela guarda um grande segredo, e estou curioso.


Elliot me fita por um tempo, então se aproxima mais de mim, olha em volta pra constatar que ninguém pode nos ouvir e sussurra:


– Olha, eu estava brincando, a Ana não é igual a essas mulheres que você está acostumado a sair. Você é meu irmão e eu te amo, você sabe disso. Mas não faça nada para chatea-la ou magoa-la. Se você fizer isso, terá que acertar as contas comigo. E não é só porque a Ana é a melhor amiga da minha futura esposa que estou te alertando, é porque ela é minha amiga também. Uma amiga muito querida que já tem problemas o suficiente para enfrentar na vida e não precisa de mais um, não que eu esteja te chamando de problema, mas enfim, estou te avisando Cristian. E espero que você leve me leve a sério.- diz Elliot e pela primeira vez ele está sério e com um olhar duro e de repreensão.

Eu apenas balanço a cabeça. O que será que ele quis dizer com " Ela já tem problemas o suficiente para enfrentar na vida". Quais serão esses problemas? O Aviso de Elliot só me deixou mais curioso ainda sobre ela.

Notas finais
E ai o acharam? Alguém arrisca um chute sobre quais são esses problemas que ela enfrenta na vida? *-* Qual será o grande segredo de Ana? Quem é esse tal amigo que ela aceitou carona? Para onde ela foi com esse amigo? O que Cristian irá fazer? Não perca os próximos capitulos de 50 tons de Amor... Aqui no Nyah! Fanfiction... ( ta parei com a locução de novela mexicana, rs) :P Beijoos do Grey pra vcs, e até sábado!! :* Ps: critica, sugestões , elogios e dicas, são sempre bem vindas! ;)