Notas iniciais
Sim, eu sei que prometi não demorar e demorei. Mas essa semana foi a semana do Enem dai vocês já sabem néah? Eu quero agradecer a linda recomendação que recebi também, muito obrigada flor, eu amei

Capitulo 18

–MAS QUE MERDA É ESSA? — uma voz irritadíssima grita da porta que nenhum de nos dos escutamos ser aberta.

Ana levantou a cabeça da base do meu pescoço e arregalou os olhos com reconhecimento.

–Pai!? — murmurou com a voz trêmula.

Eu gelei essa não é exatamente a forma como planejei conhecer o pai de alguém, apesar de eu não me envergonhar nem um pouco de ter dado prazer e ter feito a Ana se sentir bem.

Respirei fundo e virei à cabeça em direção a porta, ainda apertando Ana nos meus braços.

Um homem moreno, com cabelos pretos e grandes olhos castanhos, vestido com uma calça jeans clara e um suéter marrom estava nos encarando com frieza, raiva e choque. Aos seus pés tinha uma mala marrom grande.

Ana saiu dos meus braços e arrumou o vestido. Me levantei e fui em direção à porta.

– O senhor deve ser Ray Stelle, é um prazer conhece-lo. Sou Cristian Grey. — digo esticando a mão.

Ele olhou para a minha mão por um momento e depois muito relutante a pegou e deu um forte apertão.

– Sim, sou Ray Stelle. — respondeu seco.

Uma Ana corada e tremendo veio até nós dois e abraçou o pai apertado.

– Pai! O que você está fazendo aqui? — perguntou depois que se afastou.

– Não posso mais visitar minha filha? — pergunta e olha pra mim rapidamente.

– Claro que pode pai, eu apenas... É que você não me ligou nem nada... Apenas estranhei, mas estou feliz que você veio. — Ana responde e olha sem graça pra mim.

– Espero não estar atrapalhando nada. — fala ele, obviamente querendo uma explicação por eu estar na casa dela tarde da noite.

– Você nunca atrapalha pai, Cristian e eu estávamos apenas conversando...

– Conversando? — pergunta levantando uma sobrancelha. — Certo. Conversando, mas acho que está meio tarde para você receber visita Ana, ainda mais quando essa visita é um homem. — diz me lançando um olhar de hostilidade.

Ana começa a falar algo mais eu a corto.

– Sim eu concordo com o Senhor que está tarde, mas como sou o namorado dela com certeza o senhor concordará que não há problema. Né? — falo sorrindo pegando a mão de Ana e beijando os nós dos dedos. Ela ofega olhando pra mim com os olhos arregalados.

Isso ai!!

Certo, ela não é de fato minha namorada, mas como ela iria explicar o fato de eu estar na sua casa a essa hora, sem contar que ele viu Ana nos meus braços chegando ao ápice do prazer.

– Namorado? — pergunta Ray quase gritando. — Desde quando você está namorando? Quando ia me contar? — questiona o pai de Ana entrando na sala.

Ana respira fundo.

– É porque ainda é muito recente pai. Cristian é irmão de Elliot marido de Kate, você o conheceu aquele dia no hospital. — explica Ana respirando fundo. — Eu e Cristian nos conhecemos no ensaio de casamento deles.

– Então é por causa dele que você dispensou o pobre do José? — pergunta sem rodeios e seu tom me irrita.

Pobre do José?!

– Não. Ela dispensou o canalha do José porque ele estava passando dos limites...

–Limites? Devo presumir que com certeza foi você que impôs esse tal limite?! — fala ele me olhando com desprezo.

Pelo jeito o canalha do José já fez minha caveira.

–Não senhor, apesar de que eu adoraria impor alguns limites a ele e depois ensina-lo a seguir. — digo irritado.

Tudo bem que ele é o pai da Ana, mas isso não significa que ficarei quieto enquanto José se passa por santo e eu pelo homem mal que desvirtua moças inocentes.

– Acho que até o senhor iria gostar de ensinar a ele como não ultrapassar limites. – prossigo.

Ana me olha repreendendo e assustada com a raiva em minha voz, eu acho.

–Do que você está falando? Por que eu deveria supostamente querer colocar limites no José? — Ray me olha com incredulidade.

– Não é nada pai. Cristian só está tentando dizer que...

– Que seja lá o que for que José disse sobre mim, ele com certeza esqueceu de mencionar que chamou você de interesseira, caça dotes e pior ainda: que deixou grandes hematomas nos seus braços. – finalizo a encarando impassível.

Ana está olhando pra mim nervosa e chateada. Não foi minha intenção magoa-la, mas de jeito nenhum eu deixaria alguém julgar meu relacionamento com Ana em base no que outras pessoas falam.

–Do que ele está falando Ana? – pergunta Ray espantado.

Ana balança a cabeça e se senta, Ray continua em pé esperando a explicação.

–Não é isso. É que José estava irritado e acabou dizendo coisas que não gostaria. – explica.

Essa mania dela menosprezar as coisas que acontece com ela me frustra profundamente.

–Que coisas? E esse tal hematoma? – Ray se senta ao lado de Ana. – E onde esse dai entra nisso tudo?

Esse dai?

–Olha pai é uma longa história, você não quer esquecer tudo isso? Estou morrendo de saudades de você e não quero ficar falando disso.

–Não, antes de qualquer coisa eu quero algumas respostas. – insistiu.

Bom esse é dos meus, não desisti fácil.

Ana respira fundo e conta a ele tudo, desde o ensaio de casamento quando nos conhecemos, até o nosso “namoro”. Claro que ela tirou as melhores partes, ela cortou os nossos beijos quentes e as minhas mãos bobas. Mas ao menos não me desmentiu dizendo que não somos namorados. E eu fiquei feliz por isso.

Eu Cristian Grey namorando. Quem diria?

Ray balança a cabeça compreendendo e depois olha para mim.

– Pelo que entendi ele é seu... – ele faz aspas com os dedos. – salvador?

Ana me olha sorrindo.

–Sim, é como se ele fosse meu salvador. – diz chegando perto de mim e pegando minha mão.

Ray balança a cabeça e estende a mão pra mim.

–Bom, se é assim. Muito obrigada por cuidar da minha menina, eu admiro homens assim.

Meu coração quase explode no peito.

Quando foi que a aceitação de alguém foi importante na minha vida? Quando foi que me importei com o que alguém pensa ou deixa de pensar sobre minhas atitudes?

NUNCA! Eu NUNCA me importei, mas o fato do pai de Ana me aceitar me deixou imensamente feliz e realizado.

Pego na sua mão balançando e sorrindo mais que uma pessoa com distúrbios mentais.

–Obrigada, nada me deixa mais feliz do que cuidar dela. – falo olhando para Ana que cora.

–Fico feliz em escutar isso. – diz e se vira para Ana. – Posso colocar minha mala no quarto de hóspedes?

–Claro pai.

Ele anda até a porta, pega a mala e vai em direção ao quarto.

–Se cuidem. – diz.

Olho para Ana sorrindo, ela suspira e balançando a cabeça.

–Parabéns!

–Pelo o que? –pergunto.

–Não finja que não sabe. Você ganhou ele também e ainda ganhou pontos extras por causa do que aconteceu com José.

Ele também? Então eu a ganhei. Sorrio mais ainda.

Eu me inclino em sua direção passando os braços envolta dela.

–Ah sim. Obrigada. – Dou um selinho nela. – Eu só sinto, por ele ter chegado bem quando as coisas estavam ficam mais que boas.

Ela fica mais vermelha ainda e abaixa a cabeça, encostando o rosto no meu peito.

–No seu peito? E você não à está empurrando para longe? Aquela voz chata de sempre aparece.

Não! Eu não estou empurrando ela porque eu gosto do contato de nossos corpos juntos.

–Sim, eu também sinto por isso, mas estou feliz que ele tenha vindo. – murmura.

Levanto o seu rosto, e beijo a ponta do seu nariz.

–Tudo bem, não vai faltar oportunidades, afinal de conta eu sou seu namorado.

–Você é um esperto filho da mãe, sabe? – fala rindo.

–Eu? Não sei porque. – rio também.

–Aproveitou a oportunidade e disse que somos namorados.

–Acho que seu pai não iria gostar de saber que sua única filha estava semi nua nos braços de um homem ou melhor nos braços de um amigo tendo espasmos de prazer. Concorda?

Levanto uma sobrancelha para ela e vejo a cor se aprofundar em seu rosto.

–É, ele não iria gostar. Que vergonha! – Ela coloca a mão no rosto balançando a cabeça.

–Não tenha vergonha, é normal. Seu pai com certeza sabe isso. Ele não irá te reprimir. – me afasto dela. – Melhor eu ir, está tarde, seu pai deve estar querendo matar a saudade de você e amanhã você irá trabalhar, tem que descansar.

–Sim. Obrigada pela noite. – diz com um sorriso tímido.

–Não me agradeça, como disse antes, pretendo ter muitas noites como essa. Eu te ligo amanhã, tudo bem?

–Vou esperar. Vem, vou te levar até a porta. – ela pega minha mão, me segue até na porta e abre-a.

Me inclino e a beijo com paixão, enfiando minha língua dentro de sua boca. Me afasto quando nós dois estamos sem ar.

–Boa noite! – sussurro em seu ouvido e me afasto em direção ao elevador.

Notas finais
E ai? O que acharam? O próximo vai ser POV Ana. Comentem, certo?? Eu leio tds os comentários. Até o próximo! bjooos