Cinco é demais!

5 Isso não pode estar acontecendo comigo!


Notas iniciais
Narrado por Hanna Marin

Parece que se eu quiser ser amiga de Alison não vou poder enfrenta-la. Sei disso porque depois daquela pequena "discursão" ela me deu gelo durante o resto da noite inteiro. Ela não me oferecia pipoca ou refrigerante, e conversava com todas, menos comigo. No final da nossa "festa" resolvi ir até ela e pedir desculpas.

– Alison, me desculp...

– Olha aqui garota, se você quiser ser minha amiga, se você quiser fazer parte do MEU grupo, vai ter que jogar com as minhas regras, entendeu?

– An... sim... é...

– Então diz logo "me desculpe" para que eu possa te perdoar, querida.

– Me desculpe, Alison.

– Perdoada! Agora, vamos comer mais pipoca?

– Mas a pipoca acabou... e já estamos de saída, lembra?

– Oh, é mesmo, já estava me esquecendo! Então tá, eu já estou indo, tchau meninas!

– Tchau, Ali, até amanhã! – disse Spence.

– Amanhã? – perguntou Alison.

– Sim, sua mãe convocou uma reunião com a minha, lembra? – retrucou Spence.

– Oh, é mesmo! – lembrou-se Ali.

– Querem ir também, meninas? – perguntou Spence.

– Não, obrigada. – disse, lembrando-me do dia "pai e filha" que teria com meu pai amanhã.

– Também não vou poder... – disse Aria.

– Então tá, até segunda-feira então! – disse Spence.

– Até! – dissemos eu e Aria.

Depois de uns cinco minutos que Ali foi embora, eu e Spence fomos também. Cheguei em casa, e fui direto para meu quarto. Liguei o computador e fiquei navegando por alguns minutos pela internet.

Depois disso, desliguei o computador e fui dormir.

***

No dia seguinte, meu pai me acordou muito cedo, e quando vi, ele já estava pronto para o passeio, enquanto eu ainda estava de pijamas, e nem tinha tomado café da manhã!

Enfiei a primeira roupa que vi no meu guarda roupa, calcei um tênis, comi meu cereal matinal e saí com meu pai.

Primeiro fomos ao rio da reserva de Rosewood.

– Você não me disse que iriamos nadar! – disse, indignada.

– Não vamos. Vim aqui para conversar.

Conversamos por horas, e quando vi, já estava no final do dia. Fomos embora direto para casa.

Quando cheguei, já estava escuro. Tomei banho, e, quando acabei, ouvi o telefone tocar. Minha mãe o atendeu, e segundos depois ouvi minha mãe me gritando.

– HANNA! TELEFONE PARA ATENDER FILHA!

– OK MÃE, VOU ATENDER AQUI EM CIMA!

Peguei o telefone do meu quarto e atendi.

– Alô?

– Oi, Hanna! Aqui é a Aria, tudo bem?

– Oi Aria! Tudo sim, e você?

– Também! Vamos nos encontrar amanhã?

– Claro! Porque você não vem aqui amanhã?

– Combinado! Depois do almoço pode ser?

– Claro!

Beleza! Agora eu tenho companhia para o dia inteiro de amanhã!

Quando olhei no relógio, já eram 22h, e resolvi ir dormir.

***

Para minha infeliz surpresa, quando acordei no dia seguinte, tinha um bilhete ao lado da minha cama:


Filha, não vou mentir para você, ontem eu quis sair para conversar com você, porque iria sentir muitas saudades. Eu parti, mas não encare isso como abandono, e não fique com raiva de mim. Vou visita-la sempre que puder. Beijos

Seu pai.


Desci para a cozinha e minha mãe estava no mesmo estado que eu. Em prantos com um bilhete na mão. Só que diferente do meu, o dela era extremamente grosseiro, parecia outra pessoa, a qual eu nunca havia enchergado. Nos abraçamos e ficamos assim, por muito tempo.

Liguei para Aria, cancelando tudo. Precisava ficar sozinha.