Notas iniciais
Oi, gostaria de agradecer os cometários! Aí vai um novo capitulo, e eu espero sinceramente que vocês gostem. A musica que a América canta é 'Make you feel my love' da Adele. Enfim, boa leitura :D

POV Maxon

Já disse que eu amo ver meus filhos felizes, sorrindo e brincando? Quando Marlee chegou com Eduard a nossa casa, Amberly e Harry saíram correndo para recebê-los, e assim que se cumprimentaram, foram brincar.

– Marlee, você está bronzeada! – América riu

– Mas é claro que estou! – Marlee riu – Estou aproveitando para pegar sol na barriga, faz bem para o bebê?

– O quê? – América disse surpresa, literalmente de boca aberta!

– Você está grávida, Marlee? – eu perguntei

– Sim, eu estou! – Marlee respondeu, sorrindo radiante

– Parabéns! – América e eu dissemos uníssono, e logo fomos abraçar nossa amiga

– Obrigada!

– Você já contou para Carter? – eu perguntei

– Não, mas vou aproveitar o dia de hoje para contar – Marlee sorriu

– De quantos meses você está? – América quis saber.

– Dois meses – Marlee disse com os olhos brilhando – Eu ia contar quando vocês voltassem, mas como você – ela apontou para minha esposa – deu folga para o meu marido hoje, então vou aproveitar a oportunidade.

– Isso mesmo, Marlee – eu disse – aproveite!

– Não se preocupe, Maxon e eu cuidaremos do Eduard! – América disse olhando para as crianças correndo.

– Muito obrigada, meus amigos! O papo está bom, mas eu pretendo aproveitar o dia de hoje com meu marido, então, vou tomar o rumo de “casa” – Marlee disse fazendo aspas com os dedos. Nós rimos e nos despedimos de nossa amiga.

Cuidar de três crianças dá bastante trabalho, não posso negar, mas tudo fluiu bem fácil quando chegamos a praia, América e eu brincamos com Amberly, Eduard e Harry, correndo pela areia por um bom tempo. Quando minha esposa e eu cansamos, insistimos para que fossemos para a água e logo se iniciou uma competição do pulo mais alto e mais bonito.

– PAPAAAAAAAAII – ouvi um grito agudo seguido de um choro, e vi Harry sentado, segurando o pé direito com as mãos. Dei dois passos e já estava ao lado dele

– O que foi, campeão? – me sentei de frente para ele, porém ele não me respondeu, apenas continuou chorando – Posso ver seu pé? – Harry estendeu seu pezinho e eu o peguei, e assim que bati o olho vi um corte pequeno, como se fosse um beliscão. Olhei ao redor e vi um siri a uns 2 metros da onde estávamos – Foi só um beliscão, Harry.

– Mas está doendo! – ele disse fazendo bico

– Eu sei – olhei para aquele bico, e tentei a tática que América usava quando ele ou Ambe se machucavam – Deixa eu dar um beijo que logo sara.

– Ta – ele se limitou a dizer. Aproveitei uma marola e limpei a areia do pé dele com um pouco d’agua, e depositei um beijo naquele machucado minúsculo

– Vem comigo, que já passa – eu disse me levantando e já o pegando no colo. Eu sorri, realmente a tática do beijo funcionava.

– Está tudo bem, por aqui? – América disse se aproximando de nós, e dando um beijo na cabeça de Harry

– Sim, um siri pegou o pé dele. Apenas um beliscão, tudo sob controle – eu disse e minha esposa me beijou rapidamente nos lábios, e logo voltamos para junto de Amberly e Eduard.

Enquanto Harry estava no meu colo, eu sorri me lembrando de quando eu me machucava e minha mãe fazia isso, e de algum modo sempre funcionava, eu logo estava disposto, inteiro e sem dores para brincar com ela. Se Harry ficou mais que 5 minutos no meu colo, foi muito. Assim que ele desceu, ele chamou Amberly e Eduard para construírem nosso castelo, na areia da praia.

– Estou feliz que Marlee vai ter mais um bebê. – eu disse de mãos dadas á minha esposa; estávamos sentados observando nossos pequenos construtores.

– Eu também estou feliz – América respondeu me olhando – Não sei como não percebi nada, e não sei como ela agüentou não me falar nada até agora!

– Sério?

– Sério – ela respondeu. Ficamos em silencio por alguns minutos, olhando as crianças, acariciando nossas mãos.

– Você gostaria de ter mais um bebê? – perguntei

– Sim, é claro. Acho que um bebê é sempre uma benção – ela respondeu, levantando os óculos de sol que usava e me olhou – Você quer mais um, querido?

– Ah, eu adoro crianças, você sabe. – fiz uma pausa – Eu cresci sozinho, sempre na expectativa de ganhar um irmão ou uma irmã, mas isso nunca aconteceu... a verdade é que eu sempre quis uma família grande.

– Bom, eu sou especialista em famílias grandes. Sabe, eu tenho 4 irmãos – América riu

– Como eu sou sortudo! – eu ri junto com ela, e a beijei. De fato, eu sou um cara que tem muita sorte!

POV América

Sabe qual é o melhor método de fazer com que crianças fiquem relativamente quietas e esperem o tempo da digestão antes de irem para a piscina? Cozinhar.

– O que vocês acham de fazermos um bolo? – eu disse, fazendo os pedidos de piscina cessarem imediatamente

– De chocolate? – Ambe perguntou

– Pode ser de chocolate, sim – eu respondi sorrindo

– Bolo de chocolate é meu preferido, tia Meri – Eduard disse sorrindo animado

– Eu sei, querido – eu respondi passando a mão no rosto dele – E então, vocês me ajudam?

– SIIIIIIIIIIIIIM!!! – eles gritaram animados

– Posso ajudar também? – ouvi Maxon perguntando

– Mas é claro! – eu respondi – Então, primeiro Maxon vai ajudar vocês a lavarem as mãos, enquanto eu vou pegar os ingredientes, ok? – as crianças assentiram

– Vamos lavar as mãos! – Maxon disse alto, e logo seguiram para o banheiro. Eu separei os ingredientes para o bolo, sabia a receita do bolo de chocolate da minha mãe de cor. Quando eles voltaram, prendi os cabelos da minha filha e comecei a dizer como eles iriam me ajudar. Descobri que meu marido tem um sério problema para quebrar ovos, não se pode comer bolo de chocolate recheado de cascas de ovo. Precisamos usar o dobro de ovos por isso. Uma colher de farinha aqui, três colheres de chocolate ali, Harry todo sujo de farinha, meu marido fotografo registrando aqueles momentos e logo colocamos o bolo para assar, e finalmente todos estavam liberados para a piscina. Depois do bolo estar assado, o deixei esfriar e deixei a mistura da cobertura pronta na panela, para que no final da tarde nós fizéssemos um lanche bem gostoso no fim da tarde.

– Ô de casa! – ouvi a voz de Carter na porta, e o vi ao lado de Marlee. Ambos estavam radiantes de alegria

– PAPAI! MAMÃE! – Eduard saiu correndo em direção aos pais

– Oi querido, como foi seu dia? – Marlee disse abraçando o filho

– Foi muito legal, mãe! A tia Meri e o tio Maxon levaram eu, a Ambe e o Harry na praia, e nós brincamos de pega pega, fizemos uma competição para ver quem pulava mais alto, e eu ganhei duas vezes!

– Esse é meu garoto! – Carter disse batendo as mãos com o filho

– E depois nós fizemos a nossa casa na areia – Marlee pareceu confusa, e sem som eu disse “castelo”, que ela prontamente entendeu – E um caranguejo mordeu o pé de Harry, e depois que almoçamos nós fizemos bolo de chocolate!

– E será que nós podemos comer um pedaço desse bolo? – Carter perguntou

– Mas é claro, estávamos lanchando agora mesmo! – Maxon disse indo para a cozinha pegar mais pratos.

Com todos a mesa, comendo bolo e tomando suco, Marlee e Carter contaram para Eduard que ele ganharia um irmãozinho, e que Amberly e Harry ganhariam mais um amigo. Naquele momento, preenchemos cada canto daquela casa com alegria e amor.

– Mamããe – a voz chorosa de Amberly me acordou

– O que foi meu amor? – eu disse esfregando os olhos e focalizando melhor o rosto da minha filha

– Eu tive um... pesadelo

– Oh, meu amor – eu a abracei, a trazendo para o meu colo – Não precisa chorar, já passou – eu disse afagando os cabelos dela. Levei alguns minutos para acalmá-la, descemos para a cozinha, a dei um copo d’agua e a levei de volta para o seu quarto.

– Mãe, dorme comigo? – Amberly pediu com um bico, eu estava sentada na beira de sua cama.

– Hoje não, meu amor. – vi imediatamente o rosto da minha filha ficar triste

– Mas eu não quero mais pesadelos

– E você não vai ter, querida – eu dei um beijo em sua cabeça

– Como você sabe?

– Eu sei porque... – é, como eu sabia? – Porque eu vou cantar uma musica especial, que manda embora todos os sonhos ruins.

– Vai cantar para mim? – percebi um súbito animo na voz da minha filha

– Vou sim – eu sorri

– Eu gosto de ouvir você cantar, mãe

– E eu gosto de cantar para você, para o Harry e para o papai. – ela acenou a cabeça, e comecei a cantar:

Quando a chuva estiver soprando no seu rosto
E o mundo todo depender de você
Eu poderia te oferecer um abraço caloroso
Para fazer você sentir o meu amor

Quando as sombras da noite e as estrelas aparecerem
E não houver ninguém lá para secar suas lágrimas
Eu poderia te segurar por um milhão de anos
Para fazer você sentir o meu amor

Eu sei que você não se decidiu ainda
Mas eu nunca te faria nada de errado
Eu sei desde o momento que nos conhecemos
Não há dúvida na minha mente de onde você pertence

Eu passaria fome, eu ficaria triste e deprimida
Eu iria me arrastando avenida a baixo
Não, não há nada que eu não faria
Para fazer você sentir o meu amor

As tempestades estão violentas sobre o mar revolto
E sobre o caminho do arrependimento
Embora ventos de mudança tragam entusiasmo e liberdade
Você ainda não viu nada como eu

Eu poderia te fazer feliz,tornar os seus sonhos realidade
Nada que eu não faria
Vou ao fim da Terra por você
Para fazer você sentir o meu amor

Quando terminei, vi que Amberly dormia. Me levantei da sua cama com cuidado, a cobri e fui em direção a porta e encontrei Maxon parado nos olhando.

– O que você esta fazendo aqui? – eu disse, enquanto ele envolvia minha cintura

– Bom, eu ouvi a voz de um anjo cantando e procurei da onde saia aquela voz linda. – Maxon disse enquanto entramos no nosso quarto.

– Amberly teve um pesadelo, dei uma volta com ela pela casa e cantei para espantar os pesadelos dela – eu ri, enquanto tirava o robe que eu usava, ficando apenas com a camisola

– Você tem um dom especial para afastar pesadelos – Maxon disse e eu levantei a sobrancelha – Depois que te conheci eu comecei a dormir melhor, a não ter pesadelos... basicamente a dormir uma noite inteira

– Fico feliz que eu tenha te ajudado – eu me aproximei dele e o beijei profundamente. Nos beijamos até que o ar fosse necessário novamente

– América?

– Sim?

– O que acha de resolvermos aquele assunto – ele disse e eu ouvi o barulho da tranca da porta sendo travada

– Qual assunto?

– Aquele, sobre ter um terceiro bebê... – Maxon voltou para mim e agarrou com força minha cintura, com um sorriso malicioso nos lábios

Notas finais
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