Cinco Alfas para Amar
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Bella:
Acordar ao lado de Paul foi como desfrutar de uma nova experiência, afinal de todos os meninos, ele sempre se mostrou tão agressivo, até sendo um pouco raivoso. Agora vendo ele ressonando ao meu lado com ar tão tranqüilo e pacifico, lembro a conversa e desculpas que tivemos ontem e percebo que podemos nos entender muito bem. Isso me deixa tão feliz, cresce dentro de mim mais e mais o amor que já sinto por ele.
Não precisamos ter ficado de uma forma intima, pois o calor de seu corpo supriu todas as necessidades e carências que tinha aquele momento dele. Não houve motivos ou necessidades de citarmos palavras, só bastou foi estar aconchegada em seus braços, com esse gesto gentil me senti amada por ele e super protegida.
Em meio a minha observação da sua beleza, por sinal todos eles tinham traços perfeitamente desenhados, desde do rosto até o restante do corpo. Os olhos de Paul se abriram acompanhado de um sorriso maroto, sem o menor esforço ele tinha um ar sexy, contudo ele me cumprimentou com um feliz “Bom dia”junto com um abraço carinhoso, relaxando meu corpo por completo, estava tudo bem entre nós.
Tomamos nosso café da manhã junto com os outros, a paz na mesa era algo raro, parecíamos uma família contente por está usufruindo de um momento tão tranqüilo. Eles implicavam um com o outro, coisa de irmãos e de homens, os papos eram bastante masculinos, carros e campeonatos esportivos, mas sinceramente aquilo não me incomodava, gosto de ver eles interagindo pacificamente.
Contudo percebi que Sam não estava ali, incomodando bastante o meu coração saudoso da sua presença. Fiquei incomodada mais ainda quando perguntei aos meninos se tinha alguma noticia dele, obtive uma resposta negativa. Notando a minha preocupação todos os meninos começaram tentar me entreter, agora eu era o tema de conversa. Queriam saber de tudo sobre minha vida antes de vim para cá.
Depois de alguns minutos de conversa, Paul comunicou que iria comigo até Port Angeles, assim subi me arrumei rapidamente. Pouco tempo estávamos em seu carro indo para o nosso destino de compras, minha lista é grande.
Sua mão esquerda estava ao volante firmemente e a direita segurando a minha, algo tão delicado, nunca pensei que ele poderia ser tão gentil como estava sendo comigo, sem duvida o julguei mal. Vez por outras nossos olhares encontravam e imediatamente sorriamos um para o outro.
Era estranho ver Paul agindo tão diferente do que acostumava ver todos os dias, não que me incomoda o seu jeito turrão e ogro de ser, alem do mais de certa forma esse seu jeito me excita, como também os outros com suas personalidades que tem seu lado a que me atrai de forma irracional.
Não, poderia negar que essa situação ainda era surreal para mim, porém não poderia negar que cada um daquele homens, que pertenciam a minha vida agora, já tinham os seus lugares em meu coração, cada um ocupando um pedaço sem brigas e restrições, como tudo fosse o mais natural e normal possível.
Como a minha tia disse; não teria como fugir, pois uma hora o amor que competia a meus companheiros estaria aqui dentro de mim latejando e sendo partilhados uns com outros. E a prova disso foi acordar pela manhã e ter Paul ao meu lado, em seguida ter todos a minha volta desfrutando do delicioso café da manhã sem brigas ou alfinetadas, somente com exceção de Sam que não estava.
A sua ausência me entristeceu, mas os outros não deixaram me abater e pude ter um começo de manhã feliz. Ainda sim, a parte que cabia ao que sentia por Sam, estava dolorido, eu sinto a necessidade de tê-lo por perto a todo instante. Isso é uma outra prova do quanto estou ligada a eles.
Ao pensar nisso tudo um suspiro saiu sem permissão dos meus lábios, então Paul apertou meus dedos com carinho chamando minha atenção;
_Você está tão calada...algum problema? _ olhei em direção a Paul que mantinha a sua atenção na estrada, mas podia ver que sua expressão era meia preocupada e um pouco entristecida.
_Não, nenhum problema...Só estou pensando um pouco._ disse tentando tranqüilizá-lo, não queria deixá-lo enciumado por estar pensando em seu irmão.
Ao terminar de falar ele me encarou rapidamente, em seu rosto havia ainda uma sombra de preocupação, a ruga entre seus olhos deixa isso claro. Isso me deixou um pouco inquieta, não quero estragar nosso promissor dia juntos, também não gosto ficar nesse clima, então resolvi sondar o motivo dele ter aquela expressão em seu rosto.
_Paul...?O que foi? Acha que estou mentindo?
Ele não me encarou, apertou o volante mostrando um pouco nervosismo, visivelmente ele estava hesitante em responder.
_Olha..eu não quero te magoar._ confessou.
Franzi a testa não entendendo o significado de suas palavras, principalmente quando dizia que me magoaria. Aquele clima de mistério estava fazendo minha curiosidade não me deixa desistir de saber o que o preocupava, então insisti.
_Não pense assim. — Tentei através da minha expressão fácil lhe passar confiança para falar comigo. Queria que ele fosse transparente para mim. — Me diga o que pensar, ou sei lá, o que está te preocupando. — Ele me olhou brevemente, acho conferindo a veracidade da minha fala. Continuei a falar — independente do que seja, não quero que tenha mal entendido entre nós.
Por um segundo ele ficou pensativo, como se procurasse pelas palavras certa, parecia estar duelando com a vontade de falar ou ficar quieto, depois de alguns segundos ele quebrou o silencio voltando a falar.
_Bom, é que vendo você distante, pensei que minha companhia não está te agradando. — ele parecia nervoso, esse lado eu não conhecia, sempre o vi tão seguro, agora parecia um menino falando perdido em sua insegurança. — Olha, sei que você prefere ficar mais com Jacob ,Seth ou Jared....
Ouvir aquela confissão fez meu peito doer, não quero nunca que ele pense que é menos importante que os irmãos. Não permiti ele continuar aquela bobagem, logo o intervi.
_Ei,ei..._ o interrompi vendo como ele estava pensando errado.
Ele ficou em silencio, suspirou percebendo que falou besteira.
_ Desculpa...eu sou babaca. — Bateu de impaciente contra o pobre volante. — Ainda to agindo feito um bebe reclamão. _ ele se recriminou.
Neguei com a cabeça, colocando minha mão em seu rosto afagando pela lateral.
_Não diga isso...Você não é babaca e muito menos reclamão. Simplesmente só está dizendo o que pensa e sente, eu gosto disso. Gosto de que seja sincero comigo e quero que sempre seja assim...Mas está enganado! ...porque é com você que quero está, se não fosse isso, não teria pedido a você que me trouxesse.
Seus olhos ficaram atentos em mim dividindo com atenção na estrada, mas ele ainda era reticente, buscou justificativa para eu querer ter ele perto de mim:
_Caridade,pena...esm... — a voz dele foi morrendo, havia uma raiva ali. Me xinguei internamente por deixar Paul tão insegura sobre meu sentimento por ele, contudo eu vou recompensá-lo.
_Esmola? Hunf_ bufei terminando a sua frase e continuei._ Não é nada disso...Paul,pare o carro. _ o ordenei.
Ele olhou para mim sem entender, mas mantive meus olhos preso nos dele e repetia ordem, mostrando que era isso que queria, ele fez levando o carro ao acostamento. Assim que ele parou retirei o meu cinto ficando de frente para ele.
_Olha pra mim. _ pedi e ele fez._ Eu entende porque pensa assim, só que não estou fazendo nada por caridade ou esmola. Paul eu quero está com você aqui e agora, com mais ninguém , só com você. — Isso o deixou feliz, seu rosto me deu sinais disso se iluminando levemente, quero ser sincera com ele, então continuei. — Sinto muito se te dei motivo para está pensando tamanho absurdo, como achar que não quero estar com você.
-Sei que prefere meus irmãos. — ele me interrompeu. — Não posso te condenar por mim, eu sei que não facilitei as coisas entre nós.
Não queria aquela culpa dentro dele, fui eu que deixei ele e Sam de lado, não me dediquei com a vinco aos dois, mas isso iria mudar. Prossegui na minha confissão.
-Escute o que vou falar, quero dizer à você tudo que sinto sobre isso tudo. Sei que tudo o que estamos passando é complicado, ainda mais que cada um tinha a sua vida independente, e no fim chegamos a essa situação. Semanas atrás eu estava assustada, querendo arrumar uma forma de acabar com isso, ainda me culpava e sentia-me mau por ter estragado a sua vida e de seus irmãos. — Ao ouvir isso ele resmungou, mostrando que eu não atrapalhei nada. — Só que as coisas foram mudando. Sei que minhas afinidades foram para o Jacob, depois Seth e em seguida Jared, mas isso não significa que não quero me dar bem com você e Sam como me dou bem com os outros. E a prova disso é que estou aqui com você, e estou adorando sua companhia. Eu amo todos vocês, cada um de sua forma especial, mas na medida certa, sem mais ou menos. Entenda isso. Sei que você tem muito a me mostrar e oferecer, e Paul, eu quero receber tudo oferecido por você.
Ao confessar tudo o que sentia, recebi em troca um brilho intenso naqueles olhos escuros, isso alegrou o meu coração imensamente. Não pude conter o meu sorriso para ele, meu peito transbordou de amor, queria deixar claro como o amo, assim lhe dei um beijo.
Ele prontamente correspondeu o meu gesto intensamente, sua boca devorava a minha com paixão, logo meu corpo se derreteu com aquele calor provocado no encontro dos nossos lábios. Enfim quando nos faltou ar nos separamos com dificuldade, pois esse nosso pequeno toque nos incendiou por completo, fizemos isso antes que perdêssemos o juízo e fizéssemos algo impróprio na beira da estrada.
Com a felicidade em seu rosto, Paul tinha em seus lábios um enorme sorriso sendo retribuído por mim da mesma maneira. Era visível que ele tinha entendido a minha confissão e meu sentimento por ele, deixando-me alegre em extremo.
Então como não tinha nenhuma duvidas, voltei a por o cinto de segurança e ele ligar o carro, mas dessa vez conversamos durante o caminho, mais uma vez vi um lado diferente de Paul: irreverente. Adorei essa novidade, que não conhecia, me divertindo com suas piadas até as sem noção. E com isso chegamos a Por Angeles tranquilamente .
_Você não quer almoçar antes de fazer suas compras? _ Paul perguntou se postando ao meu lado assim que saímos do carro.
Devido ter saído de casa bem tarde, já estava na hora do almoço e a fome já estava me atacando, imagina para ele, que precise comer mais do que eu. Então assenti.
_Sim. Vamos...
Então seguimos a um restaurante italiano que ficava bem pertinho dali. E segundo Paul, que tinha vindo aqui anteriormente algumas vezes, dizendo que a comida era ótima.
Assim que entramos no restaurante fomos bem recebido por uma moça, até que bonita, se não fosse a “argamassa” usava em seu rosto , se não tivesse aquele excesso de maquiagem a sua beleza era mais evidente.
Ela recebeu Paul muito bem, até bem demais para o meu gosto, ela não parecia me ver ao seu lado. Uma irritação invadiu a mim imediatamente, não tinha como esconder que não estava me agradando nada ver aquela mulher praticamente se oferecendo a Paul.
_Já não o vejo um bom tempo por aqui._ disse a garçonete assim que nos mostrou a nossa mesa.
“OH Oww...ela o conhecia?”_ nessa constatação arqueei a minha sobrancelha o encarando, vendo que meu olhar o deixou constrangido.
_Andei muito ocupado._ Paul respondeu dando de ombro abrindo o cardápio que a garçonete lhe deu.
_Mas que bom que desocupou, e ...está aqui agora._ e vadia, de tonalidade F com cara de travesti, não conteve o seu descaramento. E isso me fez olhar para ela, meu rosto com certeza deveria estar hilária para Paul está mordendo os lábios reprimindo uma risada.
Sem conter a minha irritação, comecei a falar o meu pedido.
_Capelet ao molho bolonhesa,e uma coca._ disse entre dente.
Ela olhou para mim, como se tivesse me visto pela primeira vez, com uma falsa surpresa, colocou um sorriso forçado e foi medindo com os olhos, de lente de contato, toda a minha figura. Para não fazer uma loucura contei mentalmente até dez para não tacar o cardápio na cara dela.
_Wow! Desculpe. — Usou um tom descaradamente irônico na sua voz de gralha, pegando um bloco para anotar o meu pedido._ Capelet a ao molho bolonhesa e uma coca...Diet ou comum?
_Tanto faz._ respondi ríspida.
Ela terminou de anotar o meu pedido e voltou a olhar para Paul novamente com o seu sorrisinho oferecido.
_E você o que vai querer? — juro ter ouvido um pequeno suspiro dela. Eu vou matar essa desgraçada. Remexi inquieta na cadeira.
_O mesmo._ ele respondeu lhe entregando o cardápio sem olhá-la, seus olhos vieram direto para mim junto com um sorriso magnifico, isso a incomodou e eu fiquei satisfeita.
Ela ergueu uma sobrancelha incrédula com a reação de Paul, mas respirou fundo voltou a colocar a mascara de falsa doçura, logo voltando a dizer.
_Só isso ? Não vai querer mais algum prato? Sempre comeu mais que... isso._ ela ao falar a ultima frase notei um duplo sentido, dessa vez não pude conter minha irritação, apertei meus olhos e já ia me levantar, contudo antes que eu tivesse qualquer reação violenta, como matar aquela oferecida lhe arrancando aquele sorriso ridículo, Paul pegou a minha mão firmemente e respondeu a mulher:
_Não só isso mesmo. Se precisar eu peço mais.
_Tudo bem. Com licença._ ela saiu toda rebolativa, não pude conter o meu olhar enojado para aquela mal educada e oferecida.
Bufei assim que perdi a de vista, voltando a olhar para Paul que me encarava temeroso e ao mesmo tempo orgulhoso.
_Que foi?_ perguntei sem humor.
Ele ponderou por um instante e começou a falar.
_Primeiramente, fiquei impressionado com sua raiva contra a garçonete. — ele tinha um sorrisinho.
-Ela só faltou dizer que ELA era o prato do dia. — a irritação ainda tingia minha voz, ele pegou minha mão e beijou, me desarmando, mostrando que não era preciso nada daquilo e falou:
-Nunca tive nada com ela, até porque quando passei a frequentar aqui quando namorava com a Rachel ..._ notei que ele não fez de propósito ao pronunciar o nome da Rachel, que era esse o nome da sua ex, depois da impressão ele a deixou .
Percebendo o seu desconforto por ter falado na sua ex, tratei logo de tranquilizá-lo, talvez tenha o pensamento que iria me irritar, mas pelo contrario sei que ele a amou, sinto isso. Não posso julgá-lo, tenho que ajudar ele com isso, afinal não deve ter sido fácil a mudança criada por mim na vida dele.
_Tudo bem falar dela. Sei que tem uma historia, um passado, não tem como esquecer. Não se preocupe em falar dela quando tiver algo que explicar ou contar do seu passado antes de tudo acontecer entre nós._ ele assentiu levemente balançando a cabeça, resolvi voltar o assunto anterior. _ ...e quanto a garçonete, é bom que ela passe a ficar calada.
Dessa vez Paul sorriu com que disse.
_Está com ciúmes?
_Se não gostar de ver uma oferecida se insinuar para o meu companheiro e ficar indagando sobre coisas desagradáveis, resumidamente posso assumir que seja ciúmes._ confessei.
Paul me encarou de uma forma surpresa, o ar de orgulho voltou a pairar nele, não entendi o porque e resolvi perguntar.
_Que foi?
_Você me considera o seu companheiro?
_Sim. Não é o que somos...?_ minha confirmação o fez sorri lindamente, como se fosse um garoto que ganhou o presente que tanto desejava ganhar.
Ver como simples palavras o deixou feliz, me causou um desejo enorme de levantar e ir beijá-lo, mas antes que este desejo me dominasse, a garçonete oferecida voltou com os nossos pedido, me fazendo bufar alto e Paul conter um surto de gargalhada.
Mas por sorte começou a chegar mais clientes e a garçonete teve que correr para atendê-los, por fim não voltou mais para ficar se jogando em cima de Paul, a não ser quando foi para trazer a nossa conta.
Então saímos do restaurante, com a intenção de ir comprar os livros desejados por mim, assim que estávamos chegando perto da loja percebi que Paul olhava em direção a uma loja de esportivos.
_Bella, você importa se eu for ali na loja de esportes? É que preciso comprar um tênis que já estou um tempo para comprar e não tive tempo de fazer.
_Tudo bem, pode ir, não vou demorar ._ inclinei ate ele lhe dando um selinho e seguindo o lado oposto que ele seguiu.
Confesso que apesar do momento ciúmes que tive agora pouco, estava feliz em está aqui com Paul. Ele é uma pessoa agradável, estava mostrando ser uma pessoa muito gentil, educado e amoroso. Posso dizer que seja o que nos distanciava já não está mais ali.
Nesses pensamentos, entrei a loja, sentindo uma leve garoa começar a cair, querendo ou não o dia estava nublado, todavia estava lindo o céu com suas nuvens cinzas claro. Ou acho que a felicidade que estava sentindo me fazia ver o dia lindo mesmo nublado.
(...)
Havia escrito em um papel os títulos que queria ler, a lista era até grande, pois foram alguns alunos a recomendarem esses livros, mesmo sendo de historia populares, verdadeiro best-seller, é sempre valido ler coisas diferentes.
Entrei na seção de lançamentos procurando por um dos livros recomendados por uma de minhas alunas. Não demorei muito para encontrá-lo, o peguei para ler a sinopse, sendo um daqueles livros que fica sem a embalagem para manter o livro intacto e novo, para as pessoas darem uma olhada antes de comprar. Sem querer acabei por estendendo a leitura caminhando para o prólogo, e por fim comecei a ler o livro ali mesmo. E na verdade o livro parecia bem intrigante e chamava atenção.
Distraída na leitura ,acabei levando um susto ao escutar uma voz suave bem próxima de mim.
_Sussurros? _ ele falou o nome do livro lido por mim, ao escutar olhei imediatamente para a pessoa que estava a minha frente.
Ao olhar seus olhos, o susto que acabará de ter passou me deixando logo sem reação. Não por vergonha ou coisa do tipo, e sim por ver um homem tão lindo na minha frente. Sei que tenho cinco homens magníficos em minha vida, mas o que estava em minha frente tinha uma beleza diferente,como de um anjo.
Sua pele era muito pálida, mas nada que prejudique a sua beleza, ainda por que eu era tão branca quanto ele, apesar de eu achar que ele ganha no quesito palidez .Porém o que me chamou atenção nele não foi só a sua cor de pele, como seus olhos também eram de um tom azulado escuro chagando a ser negro. Parecia que ele usava lentes, mas ainda sim eram chamativos, abaixo de suas pálpebras haviam olheiras e que não afetava em nada de sua apareciam magnifica. Loiro, não era tão alto quanto os meninos, magro, contudo as roupas usadas por ele o deixava a mostra que era alguém que possuía uma boa quantia em dinheiro em sua conta bancaria, podia se ver que tinha um porte atlético mas não tão musculoso.
_Desculpe. Assustei você..._ ele sussurrou me tirando do transe por sua beleza, mas sua voz era tão suave que eu podia ficar por muito tempo escutando como uma musica relaxante.
Senti minhas bochechas corarem, por ter ficado o admirando como uma louca sem perceber. Então procurei achar um fio de voz e respondê-lo.
_Não...er...é que eu estava distraída e não percebi aproximar. Mas..._ olhei para o livro seguindo ao seu comentário anterior,antes de ficar olhando para ele como uma retardada._ Sussurros é um livro interessante.
Ele sorriu de uma forma que acabei perdendo a respiração por um segundo, piorou quando meus olhos ficaram presos aos dele, todavia o que senti naquele momento não era nada comparado com a reação que tinha ao lado dos meninos; ainda sim era algo intenso,penetrante ,fascinante. Algo de perigoso ali havia, ao mesmo tempo excitante.
_Concordo em parte,mas os clássico sempre são bons para aprimorar nossa leitura e percepção. Como em Romeu e Julieta onde Shakespeare usa uma descrição de Julieta com toque suave...é muito mais coinvolgente, accattivante, sensuale... Ma pensare che avrebbe fatto una bella storia, se si è utilizzatocome una musa.
Tudo bem! Bonito, um sorriso de tirar o fôlego, olhar intenso e ainda fala italiano de uma forma tão sensual,que me faz arfar mesmo não entendendo nada do que ele disse. E para mim nem importava em saber o que ele disse,e mesmo se ele tivesse me xingado por mim tudo bem, porque foi tão lindo a forma como ele citou aquelas palavras. Aquilo me deixou tonta, tudo nele me atraia, era estranhamente agradável a sensação produzida por ele.
Sorri sentindo minhas bochechas corarem, mas acho que algo em minha expressão o fez perceber que não havia entendido o que ele disse.
_Perdão...as vezes esqueço que não estou no meu país e acabo usando minha língua de origem. O que quis dizer foi que... é muito mais apaixonante, cativante e sensual, mas penso que faria uma boa historia se usasse você como uma musa inspiradora.
_Ah sim..._ novamente senti minhas bochechas corarem, pois se não estava enganada, acho que ele me deu uma cantada._Obrigada.
Novamente ele abriu um sorriso e voltou a falar.
_Perdão...que falta de cortesia de minha parte. Ho interrotto la sua lettura, e non mi presentai..._ ele pegou em minha mão como se fosse beijá-la. O toque frio de suas mãos me arrepiou ._ Me chamo...
_Ora ...veja o que temos aqui?!
Olhei em direção da voz que exclamou logo atrás de mim, fazendo com que tirasse minhas mãos do homem a minha frente. Assim que meus olhos viram a dona da voz escutada por mim, não sei se sentia ira ou simplesmente frustração por está vendo a:
Leah, que tinha um sorriso sarcásticos nos lábios e um olhar malicioso, ao mesmo tempo raivoso.
_Fico pensando como os seus machos se sentiriam se visse sua vadia, se oferecendo a outro homem._ ele disse sem se importar se estava sendo incoveniente.
_Leah por favor. Agora não._ disse querendo evitar um escândalo na loja. Basta o que aconteceu no mercado que já foi muito constrangedor.
Ela sorriu abertamente mostrando que não tinha intenção de me poupar da vergonha.
_Calma querida priminha...hoje não estou com animo pra diversão...Só vim procurar algo para ler...- Eu sabia tão bem como ela que leitura nunca foi sua atividade na vida, revirando os olhos ela confessou; — Tá mentira, a verdade é que não queria perder a oportunidade de ver o quanto a minha querida prima é uma vadia, que não se contenta com seus alfas...
_Leah já chega. _ a interrompi com a voz alterada, virei em direção ao rapaz vendo, com intuito de me desculpa, percebi que ele ainda estava atrás de mim, observando toda aquela confusão. Sua expressão era intrigada, verdadeiramente não entendendo porque tudo aquilo. Mas não iria dar explicações a ele então me limitei em pedir desculpas.
_Olha, me desculpa por isso...tenho que ir. Com licença..._ sai sem ao menos esperar que ele dissesse algo, pois não queria que dar mais uma oportunidade a Leah de falar mais besteiras e sai da loja desistindo de comprar os livros.
Iria a procura de Paul e pediria que me levasse para casa. Ao sair da loja olhei em direção da loja onde ele entrou logo o vendo sair com uma sacola nas mãos. Atravessei a rua indo em sua direção, mas assim que faltava poucos metros percebi que seu corpo tremia. Não entendi aquela reação, quando me coloquei em sua frente, ele me encarou de uma forma que me deu medo e me fez esquecer o que acabara de acontecer na livraria.
_O que foi amor...?_ perguntei preocupada mesmo sentindo um pouco assustada por seu olhar.
Em seus olhos mostravam surpresa por me ouvir chamá-lo de amor, porém ele continuava com os eu corpo a tremer.
_Que cheiro é esse?_ ele perguntou entre dentes.
_Cheiro? Que cheiro? Eu não entendo...está falando do que? _ fiquei puxando o ar e me cheirando, não encontrei nada. Não entendia o que ele queria dizer com aquilo e era visível que em minha expressão estava refletido toda a minha incompreensão.
_De sanguessuga._ respondeu vociferando olhando para alem de mim, como se procurasse por algo.
Escutar aquela palavra me deixou descrente, como assim sanguessuga? Bom, pelo que ouço sempre ele e seus irmãos dizerem essa palavra é quando estão falando de vampiros. Sei que era para saber distinguir um se visse, os olhos vermelhos sangue eram o sinal evidente, não me lembro de ver ninguém assim por ali perto.
Mesmo com eles falando sobre isso eu procurava ficar distante, pois essa realidade de existir lobos e vampiros ainda era surreal para mim, eu queria manter um pouco do lado natural de minha vida em evidencia. Mas agora vejo que a pequena fuga desse mundo sobrenatural me privou de ser mais perceptiva ao perigo em minha volta.
Voltei a olhar para ele, mas ao fazer menção ao abrir a boca ele me interrompeu segurando meu braço.
_Vamos._ ele me conduziu com um pouco de brutalidade e isso me incomodou muito . Queria protestar ,mas a forma como ele estava nervoso, me fez hesitar. Ainda sim ele era um lobo e não queria atiçar mais o seu lado irracional.
Assim que chegamos onde o carro estava estacionado ,ele abriu a porta para que eu entrasse no carro,e sem deixar eu dizer algo,ele fechou a porta dando volta para ao lado do motorista,mas quando ele entrou no carro fechando sua porta com brutalidade,percebi ele ficar paralisado por um instante olhando para frente.
Será que era o tal vampiro em que ele sentiu seu cheiro? Curiosa olhei em direção para onde Paul olhava ,no entanto quando meus olhos encontraram o motivo de seu transe ,o temor se converteu a compreensão e tristeza.
Um pouco mais a frete perto de outros carros, estava uma moça muito bonita,cabelos longos,e negros,sorria largamente enquanto conversava com alguns rapazes.Mas assim que seus olhos vieram ate nós, percebi quem era. Apesar de ter visto muito poucas vezes,sabia de que se tratava.Rachel a ex de Paul...
Soube que era ela uma vez que escutei alguém chamar seu nome e ela atender,mas antes disso eu percebia o seu olhar nada amistoso para mim,porem havia motivo dela me olhar daquele jeito,já que eu roubei o seu namorado devido a magia .
Quando ela, nos viu,seu sorriso diminuiu,mas logo se tornou uma mascara cheia de sarcasmo,e voltou a olhar para os rapazes que conversava gesticulando como se insinuasse para eles.Voltei a olhar Paul que apertava suas mãos no volante,e novamente me vi sentindo culpada por toda a sua dor.
Era visível que ele ainda supria sentimentos por ela,e sei que estava sendo difícil para ele.Então o procurei acalmá-lo.
_Paul?_ levei minha mãos em suas perna acariciando.O contato de minhas mãos apreciam esta o acalmando,e continuei ._Não fique assim pela Rachel ...é visível que ela também sofre.
_Vejo como ela está sofrendo...se oferecendo para outros._ ele rebateu entre dentes.
_Ei ...não fala assim.Amor,olha pra mim..._ levei minha mão em seu rosto o fazendo olhar para mim,e assim que seus olhos encontraram os meus ,continuei._ Não pode julgá-la desse jeito,pois apesar de tudo,nós mulheres temos certas reações que muitas vezes acabam nos magoando mais ainda ...E se a atitude dela agora não é certa,simplesmente ela faz isso para tentar seguir em frente,agüentar toda a sua dor não querendo ficar chorando e se lamentando.Ela tem muito a errar,ate perceber que suas atitudes só irão feri-la.
_Mas isso,só vai acabar com ela._ ele sussurrou com a voz embargada,visivelmente ele parecia querer chorar.
Não pude contar e o abracei ,sussurrando em seu ouvido.
_Tenha fé que tudo vai ficar bem...Não posso ignorar a sua dor e a dela,pois eu fui o pivo de tudo.Você havia amando somente ela,e tinha a plena certeza de que estariam juntos,mas o imprinting os impediu...Sei que não muda nada eu dizer que não era para nunca ter vindo morar em La Push ,porque uma hora eu viria ,seja um ano depois, meses...para visitar minha tia e poderia acontecer.
Lembrei da conversa que tive com Seth,sobre eu ter evitado tudo,mas Paul ignorou o que disse,e
balançou a cabeça negativo,mas eu sabia o que ele iria dizer,e que eu não era culpada de nada. Porem,resolvi cortar o assunto.
_Você vai dizer que não sou,mas ainda sim continuarei sentindo...Mas não quero ficar aqui, conversando sobre algo que não vamos chegar a lugar algum.
_Você está certa.Não adianta nada ficarmos nessa conversa,pois a culpa vai continuar no mesmo lugar._ ao dizer isso,ele depositou um beijo em meus lábio,mas voltou para ligar o carro.
Porem antes ele olhou novamente em direção onde Rachel estava,mas ela não estava ali.Então ele ligou o carro, e voltou a olhar para mim sorrindo.
_Vamos?
_Vamos meu lobo._ disse brincando.Ele sorriu dando uma gargalhada,e nessa hora fui contagiada seguindo a sua risada.Mas lembrei do que ocorrerá antes dele ver Rachel ,em que ele sentiu cheiro de vampiro em mim.
Então tentei lembrar com quem poderia ter esbarrado,para esta com cheiro de vampiro.Só que a única pessoa com quem esbarrei,bom na verdade falei foi com aquele lindo rapaz que tinha um sorriso e um olhar intenso....Com isso uma analise mental passou por minha mente. Pálido,muito pálido ,a cor dos olhos pareciam falsos,suas mão...Santo deus! Como não percebi? Ah,claro...eu estava tão embabacada com ele que e fora que aparição de Leah me fez não perceber o detalhe de que sua mãos eram muito frias.Não acreditava que aquele rapaz poderia ser um vampiro,mas por um lado a sua postura antiga ,educada,aquele sutaque italiano...muita perfeição.
_Então...como foi suas compras?_ fui tirada dos meus devaneios com a voz de Paul.
Olhei para ele,vendo que não houve compras,então tentei dar de ombros.
_Bom,eu não comprei nada...Não tinha os livros que queria lá._ menti,mas porque não queria fazer com que ele voltasse a se alterar,e muito menos aborrecê-lo com as gracinhas de Leah a mim.
Ele olhou de solaio para mim,mas também deu de ombro.
_Tudo bem...,olha acho que tem uma outra livraria ,se quiser te levo lá para não ter sido uma viagem em vão.
Sorri para ele assentindo.
_Quero sim.
Então seguimos para a livraria,e comprei os livros e outros que me interessavam fora da lista.Na volta para casa Paul e eu conversamos coisas banais,e dei graças a deus que ele não voltou a falar do vampiro,mas ainda sim via uma tristeza em seu olhar devido ao episodio com Rachel. Sei que era difícil para ele,mas não encerraria esse dia o vendo com aquele tristeza em seus olhos.
Fale com o autor