Cinco Alfas para Amar
24 Capítulo 23
Notas iniciais
Gente bora a um cap pra chorar. Bjs
N/Miss: bora pegar o lencinho e chorar no enterro!
POV Paul
_Droga! Onde foi parar o Sam?_ era a milésima vez que Jacob pergunta.
Eu estava pouco me lixando onde o infeliz do Sam estava ou qualquer outra coisa, nada tinha importância. A única coisa que ocupava meu cérebro gerando o único foco de toda a minha atenção está ali diante de mim: o corpo nu, ensangüentado, totalmente mutilado, principalmente em torno do que era para ser seu pescoço.
Não conseguia acreditar que isso havia acontecido com ela, essa morte horrenda promovida pelo maior inimigo do nosso povo, da humanidade, um vampiro. Ser capaz de tal atrocidade sem nenhum arrependimento ou culpa, somente para saciar suas necessidades inumanas.
Minha mente viajava nas recordações lindas vividas com Rachel, meus olhos começaram arder com acumulo de lagrimas mostrando a minha dor e a minha raiva. Recuso acreditar no que havia acontecido, o corpo morto que minhas mãos seguravam, como faria tudo para aquilo ser um pesadelo grotesco, contudo era a realidade dura e cruel ali destruindo o meu coração.
Apesar do meu amor de homem não pertencer mais a ela, ainda possuo sentimentos de carinhos, enfim fomos felizes e nos completamos por muito tempo, nunca desejaria para ela tal destino medonho. Pelas extensões dos ferimentos era certeza o tamanho da dor afligido a ela, isso fazia imagens dela sendo atacada para proporcionar tais machucados em minha mente, não há duvida que ela sofreu, o maldito sanguessuga não teve piedade.
Enquanto a minha mão arrumava os fios de cabelos dela meus olhos focavam no seu rosto morto, era impossível não recordar cada detalhe amado por mim em Rachel: o caráter semelhante ao meu, e mesmo diferente de mim ela era uma pessoa apaixonante, de uma beleza invejada por muitas e desejada por muitos, intensa em viver sua vida, amava a vida, e eu a amava, como a amei cada pedaço dela, todos os defeitos e qualidades eram por mim amados da mesma maneira.
Por tudo vivido por nós, esse amor que tivemos, fez uma parte dentro de mim dilacerada, sem duvida demoraria a recuperar dessa perda. Contudo ao mesmo tempo crescem em mim como uma onda o desejo de vingança, que tem gosto de sangue, faria qualquer coisa, iria a qualquer lugar do mundo para encontrar o sanguessuga que fez isso com ela. Poderia demorar o tempo que fosse eu iria destruir aquele ser fedido.
_Quem irá dar está noticia para a mãe dela?_ a voz de Seth emitia essa pergunta ao fundo.
_Eu faço._ disse entre dente levantando do chão, todavia não conseguindo desviar meus olhos do corpo de Rachel, agora coberto com um pano que um dos rapazes da matilha trouxe para cobri-la ate virem a policia e o necrotério.
Em circunstancia desse tipo de morte sempre usávamos a desculpa de algum urso ou leão da montanha com fome que desce ate a planície a procura de comida.
No entanto não tinha como provar ao contrario, pois como não se tratava de um homicídio os investidores deixavam certos detalhe passar de lado. Por outro lado, também obtínhamos ajuda de um dos investigadores, que é um cidadão quileute, já sabendo da realidade vampiresca, sempre ficando a frente desse tipo de caso nas nossas terras e ajudando arquivar o processo.
Como era raro tal tipo de morte em nossas terras, não era preciso em manter a desonestidade.
_Acho melhor não meu irmão. — Ponderou Jake, isso me fez rosnar, não se abalando com a minha reação ele continuou. — Você não está em um estado apropriado para dar uma má noticia a mãe de Rachel . Deixa que eu dou a noticia.
Se fosse em outro momento eu objetaria e brigaria com ele, até fisicamente se precisasse, mas agora não tinha forças para argumentar ou discutir, a não ser assentir e dar razão a ele.
_Mesmo assim eu irei com você._ disse olhando em seus olhos.
Jake tinha uma expressão séria, parecia ponderar a condição em que me encontrava, se realmente eu conseguiria ir até lá, pelos seus olhos eu pude ver que ele não iria retrucar o meu pedido.
_Tudo bem...Vamos esperar virem buscar o corpo, assim seguimos para casa de Rachel.
Agradeci com um aceno de cabeça, as palavras por mim estavam sendo evitadas de serem faladas, porque a raiva só vinha em palavrões na minha boca, ainda havendo a dor dilacerante no meu peito.
_Eu mandei Josaph, Matt, Carll e Collin , irem atrás de Sam ..._ Disse Jared chegando ate nós.
Antes de assentirem as sirenes soaram ao longe dizendo que o rabecão e a policia estava chegando, aquela cena de horror seria desfeita, porém somente para meus olhos, pois em minha memória sei que sempre iria me perturbar e magoar.
(...)
Depois de duas horas onde a policia havia feito a pericia, tivemos que responder algumas perguntas,e que foram respondida da mesma maneira por todos. Era um treinamento feito por Billy em casos de ataque assim para não deixar qualquer resquício de que as mortes sejam por outro motivo e não a qual aparenta ser... A parte onde tive que me segurar foi quando removeram o corpo num saco preto e em seguida colocado numa caixa cinza de plástico. Em seguida fomos liberados, antes deixando um aviso para que fossemos na delegacia dar o depoimento final.
Agora estou aqui, junto com Jacob, em frente a casa em que muitas vezes foi o meu ninho de amor com Rachel. Uma lembrança passada que jamais sumira de minha memória invadiu: ela sorrindo a me esperar das rondas, sempre disposta a me acolher e me amar em sua cama.
Havia uma calmaria muito grande ao redor daquela pequena casa, os sons da noite não eram assustadores, ao contrario havia tranqüilidade. Porém em poucos minutos nós destruiremos aquela paz, traríamos dor, tornando o lugar triste.
_Vamos irmão._ disse Jacob fazendo um sinal para que entrássemos no quintal.
Não disse nada, somente o segui, senti Seth como uma sombra nas minhas costas,e se fosse outro momento brigaria com o pirralho, odeio ser seguido, mas hoje ele estava ali para me ajudar.
Antes mesmo que chegássemos ate a porta, a mesma se abriu em um rompante, Susan Flais ,mãe de Rachel apareceu imediatamente postando de pé na soleira de madeira. Seus olhos haviam um misto de preocupação e aflição, ficou alguns segundos nos encarando, tentando, eu acho, descobri o motivo da nossa presença ali.
Quando seus olhos, do mesmo desenho dos de Rachel, repousaram em mim um misto de rancor passou os nublando, porém o que prevaleceu foi a curiosidade por nos ver ali tão tarde da noite.
_Você!? — ela me acusou com magoa. — O que esta fazendo aqui em minha casa a essa hora?_ com a voz tremula ela esboçou sua pergunta com um fio de temor.
Senti o olhar de Jacob ate mim, mas desviei meu olhar não querendo encarar o que estava por vi.
_Fala Paul, o que aconteceu com a minha filha? O que você fez com ela?
A sua voz foi aumentando o volume, chegando um grito de raiva no final, beirando o histerismo. Não conseguia responder, pois temia o que sairia da minha boca, sei do meu gênio incontrolável, tenho receio o que falarei, além da dor sufocante dentro de mim, trazendo uma raiva borbulhante.
Vendo o meu silencio e do outro lado o desespero da senhora Flais, então Jacob deu a voz as palavras malditas de tão reais.
_Desculpe senhora Flais...sei que está muito tarde, mas foi necessário...
_O-o que aconteceu...?_ ela interrompeu, nesse momento sua voz estava embargada, seus olhos continha uma umidade mostrando que está a ponto de chora.
Sem alternativa Jacob contou a ela o que havia acontecido, lógico sem contar os detalhes monstruosos vivido nos últimos momentos de Rachel. Só falou que ela foi atacada por um vampiro.
_NÃOOOOOOOOOOO! NÃOOOOO...! _ ela gritou colocando a mão no peito, ao mesmo tempo que tentava encontrar apoio para não cair ao chão.
Nesse instante seu marido apareceu de pijamas com o rosto mostrando que havia sido despertado no susto, suas mãos foram em direção a porta a segurando. Ele chamou por ela, mas só houve o choro sofrido dela, isso o deixou aflito, por fim sua atenção foi direcionada a nós. Jacob se aproximou tentando ajudá-la, mas ele assustado ordenou:
_Onde ela está? Para onde levaram a minha filha?
-Sua filha foi atacada por um vampiro. — Jake falou calmamente.
-Onde Vocês estavam que não viram esse vampiro? — Ele bradou com os olhos vermelhos de ódio. — Não é a função de Vocês? Estavam tão ocupados com a companheira que esqueceram das suas obrigações?
Aquela acusação era valida, eu estava amando a Bella, esquecendo que havia um mundo doentio do lado de fora da casa, deixando Rachel desprotegida. A culpa começou a corroer a minha paz, em parte eu deixei aquilo acontecer.
Mas o vampiro era muito hábil, soube atacar sem ser visto, sem ser notado, ele deve ser bastante experiente, ter anos, quem sabe séculos como sendo esse ser sanguinário. Jake continuou com as noticias sobre a filha deles.
_Senhores, levaram o corpo de Rachel para o IML, para uma autopsia e pela manhã o corpo será liberado para a funerária. Olha, estamos aqui em nome do nosso pai para dizer aos senhores que custearemos o sepultamento, e que nós, os lobos iremos procurar o ser que a matou.
Senhor Flais abraçava a mulher com carinho, tentando a proteger, mas sabemos que essa dor não há como amenizar, sempre incomodará. Susan parecia não está escutando nenhuma palavra do que Jacob dizia, o seu olhar estava distante com gotas grandes caindo dos seus olhos, ficou nesse estado quase catatônico por alguns minutos, quando do nada ela direcionou o seu olhar para mim e começou:
_Tudo. Tudo culpa sua..._ ela disse entre dentes, com seus olhos repletos de fogo da raiva._Ela era tão feliz, ajuizada, uma moça maravilhosa...Mas só foi você aparecer na vida dela para trazer desgraça. Quando juntos ela vivia para você, deixando tudo de lado para ficar com você, eu avisei que ela não deveria se envolver com um lobo. Vocês são amaldiçoados com essa historia de impressão, mas você a cegou a amar você...
A respiração dela era alta, como a minha também foi aumentando, mas eu tinha que controlar meu gênio, aquela mulher era uma mãe que tinha perdido a filha, o que era dito por ela não era totalmente uma mentira. Ela não parou de falar:
- Depois que a companheira de vocês apareceram e você a abandonou, eu avisei que isso ia acontecer, minha Rachel simplesmente mudou, saindo todas as noites, agindo como uma desavergonhada, chegando em casa muitas vezes embriagada, fedendo a cheiro de outros homens. — um soluço sacudiu seu corpo, mas o ódio lhe deu força para continuar a falar. — Você acabou com a minha Rachel. Você sempre soube que um dia iria abandoná-la. Porque se envolveu com ela, por que?
Eu não queria falar a verdade, não queria trazer mais confusão aquele caos, discutir agora não adiantaria nada. Eu errei.
Devia ter ficado longe dela, como Billy tinha nos ordenado para nunca nos envolver num relacionamento sério, não teria a magoa, talvez não teria aquele fim maligno. É sem duvida é minha culpa por ela esta vivendo essa vida promiscua que no final lhe custou a vida.
-Saia daqui seu desgraçado._ Ela berrava com toda fúria, seu esposo a segurava.
Eu sentia um desejo de chorar, queria gritar tão alto quanto ela e dizer que não foi minha culpa existir um ser como o vampiro, ainda mais por ele ter matado Rachel daquela maneira selvagem. Se eu tivesse seguido as regras nunca teria me aproximado dela, prometido nada a iludido, e lhe pouparia a do sofrimento. E obviamente ela ainda estaria viva.
Sem me conter meu tremores e o choro virei as costa para sair correndo para longe dali. A essa altura os vizinhos estavam vindo naquela casa devido os gritos e logo saberiam o que estava acontecendo.
Estando bem longe dos olhos humanos, deixei meu lobo tomar conta dos meus músculos, sem ao menos tirar minha bermuda, minha fera já investia toda velocidade na corrida.
Corri com todo a força que consegui jogar em minhas patas, deixando minha mente vagar em minha dor. Sim, a dor estava ali dentro de mim consumindo toda a minha paz. Justamente no lugar onde um dia pertenceu a Rachel, mostrando que ainda havia uma fagulha viva do nosso amor dentro de mim, que era o suficiente para me dizer sou eu o culpado por tudo isso. Não importa que seja e não foi eu a quem usou sexualmente digerindo seu sangue ate seu ultimo sopro de vida. Simplesmente fui eu quem a levei ate chegar esse ponto.
Queria gritar, rasgar meu peito e tirar essa dor, os uivos do meu sofrimento escapavam da minha garganta. Vi os pensamentos de meus irmãos invadindo meu campo mental, afinal estavam em suas formas lupinas, eram espectadores e espelhos do meu sofrimento, refletido neles e em toda a minha matilha.
As imagens do corpo destroçado de Rachel pálido pela morte castigaram a minha mente, sacudindo todas as minhas estruturas, senti pedaços meus desabando sendo devastado pela dor de perder um pedaço tão importante meu. Aquele ditado que diz só valorizamos quando perdemos nunca teve tão sentido como agora.
Queria correr ate sentir minhas patas sangrarem, deixei elas escolherem o caminho desejado por elas, no entanto elas me surpreenderam fincando-as no chão ao me postar em frente minha casa. Na pequena varando encontro os olhos de Bella aflitos e doloridos, com lagrimas escorrendo em seus rosto.
_Paul..._ ela sussurrou vindo ate mim.
Era tão intrigante como minha companheira sabia que era eu ali em sua frente, mesmo nunca ter mostrado o meu lobo para ela. Ao constatar isso, ele uivou para ela, que não assustou em nada com a minha fera, continuou a sua caminhada até mim, com os braços abertos para me acolher, mas antes que ela envolvesse seus braços em mim, a minha forma humana voltou .
Senti o frio da sua pele envolver minha cintura e seu rosto enterrar em meu peitoral. A abracei com toda força, tentando me apoiar nela, choramos juntos, lagrimas que nem mesmo nós entendíamos.
Nesse instante pela primeira vez na vida, lagrimas brotaram em meus olhos e não me importei se macho não chora, simplesmente as deixei sair tentando esvair um pouco a dor dentro de mim.
POV Bella.
Desde que Sam saiu me deixando sob vigia por alguns rapazes da matilha, não consegui dormir, mesmo depois de ter feito amor loucamente com ele, simplesmente meu corpo não relaxava, algo incomodava dentro de mim. Deviria estar exausta, ainda mais que antes dele tinha feito amor também com Paul, era para está dormindo profundamente, mas algo dentro de mim trazia uma agonia desconhecida, algo sufocante. Tudo me fazia pensar somente em Paul.
Não entendia por que isso, ultima lembrança dele estava tudo bem com ele, comigo. Será que tinha acontecido algo com ele? Essa agonia no meu peito estava me deixando inquieta, não consigo dormir, não consigo ficar parada, começo andar um lado para outro, tentando entender essa loucura dentro de mim.
Era três da manhã, o relógio da cozinha apontava pra isso, nenhum dos meninos voltaram para casa, aquilo era estranho, algo grave tinha acontecido. Não posso ficar parada escrava do tique-taque, portanto resolvi tomar um banho, talvez aliviasse a tensão,a água desceu pelo meu corpo, litros dela, mas de nada adiantou.
Aflição era a definição da minha pessoa, algo nunca senti, uma vontade de chorar contaminava o meu humor, que deveria tá ótimo porque fui amada por dois dos meus homens, contudo água salgada empoçava nos meus olhos, os ardendo. Para tentar me acalmar fiz um pouco de chá de camomila para tomar, porém uma bola em minha garganta não permitiu engolir o liquido quente.
No fim nada adiantou senti-me inquieta, nada me restou do que ficar andando de um lado para outro. Minha mente só girava em torno de Paul, como se ele me chamasse de alguma maneira desconhecida por mim. De repente sinto uma pontada em meu coração, como um punhal tivesse sido enterrado nele bem fundo e torcido.Fez-me perder o ar e um grito de dor, ficar preso em minha garganta, só foi impedido pela falta de ar que me deu por aquele aperto. Um desejo de chorar agora era impossível de conter dentro de mim. Sem saber o que estava acontecendo,fui despertada em meio aquela dor, por um som ao longe. Uivos vinham crescendo em direção a casa, semelhante a um animal ferido ecoou pelo meio da noite, novamente aquele sentimento de dor invadiu dentro de mim.
_Paul..._ sussurrei.
Sim, era ele quem uivava, era ele quem sofria, era ele que precisava de mim.
Sem ao menos saber porque corri ate o lado de fora, não importando estar somente de pijama, que era nada perto do frio da noite quase congelante. Tudo que fiz foi olhar em um certo ponto da floresta esperando que por ali o meu lobo aparecesse para que eu acalentasse sua dor.
Antes que piscasse meus olhos, ele estava ali diante de mim a poucos metros um lobo acinzentado lindo, de postura magnífica. Seus olhos lupinos fitaram os meus, nesse momento tive a certeza; ele precisa de mim e fui tomada por lagrimas.
_Paul... _ disse em um impulso indo ate ele,mas antes que eu envolvesse seu enorme pescoço, ele voltara a sua forma humana.
Se a uma pergunta era como eu sabia que era ele e não um dos seus irmãos, não havia uma resposta. Pois tudo o que sabia e sentia era que ele precisava de mim, eu podia sentir sua dor.
Minhas mãos envolveram sua cintura, em seguida ele me tomou em seus braços ao mesmo tempo em que inalava seu perfume amadeirado. Aos poucos aquela fortaleza de homem se solidificou em prantos, mostrando um lado desconhecido, chorei a sua dor junto. Seu corpo caiu ajoelhando diante de mim ao mesmo tempo me levando com ele.
Automaticamente o apertei mais no meu abraço sentindo sua dor.
_Amor, me diz o que aconteceu? Porque esta assim...?_ sussurrei com minha voz entre cortada pelo choro.
_Rachel. Ela se foi...a mataram._ fui tudo o que ele conseguiu dizer.
Nesse instante senti o ar faltar ao meu redor, não ser somente sua dor que sentia, também senti o peso da culpa, mas sei que aquele sentimento não é meu, pertence ao Paul. Como queria poder tirar aquele sofrimento dele, só poderia acolhê-lo no seu sofrer.
Não sei quanto tempo ficamos ali ao relento, na minha tentativa de amenizar a dor do Paul, só senti Seth encostar no meu ombro e sussurrar no meu ouvido:
-Bells, está muito frio para você, entre com Paul.
A fala do irmão pareceu despertar Paul do seu transe de dor, que imediatamente levantou me levando junto, não queria desgrudar dele pra nada, como lesse meu pensamento pegou-me no colo e seguimos para casa.
Chegando lá notei que ele estava nu e todo sujo então sugeri um banho, sem a mínima conotação sexual, ele precisar ser cuidado, havia quebrado muita coisa dentro dele, havia perdido o seu primeiro amor Rachel. Mesmo não estando mais junto com ela, sei o quanto ela marcou a vida dele, tinha escrito uma boa parte junto com ele na vida de ambos.
Enchi a banheira e o sentei ali, fiquei do lado de fora, esfreguei as costas dele com todo zelo exigido pelo momento, as lagrimas escorriam do seu rosto, sua figura sempre forte desmanchou perante aquela perda. Depois fomos pra minha cama, deitamos um de frente pro outro, fiquei acarinhar ele, deixando-o a vontade para chorar.
Sem parar ele dizia ser culpado pela morte dela, conhecendo bem Paul sei que não adiantaria falar que não, só deixei ele expor a sua dor. Depois de um tempo ele dormiu, o cansaço de todas aquelas emoções o dominou e o deixou inconsciente abraçado a mim.
Durante todo esse processo de choro do Paul na cama, notei que Seth ficou na porta atento a tudo e de certa forma velando a dor do irmão junto comigo, quando percebeu que Paul dormia se aproximou de mim, porém eu não parei de acariciar os cabelos do meu lobo ferido internamente.
-Seth, como foi isso? — Perguntei quando ele sentou na minha frente, entre nós repousava o corpo do irmão.
-Foi horrível, não queira saber os detalhes. — O caçula suspirou com olhar triste.
-Rachel foi atacada por vampiro? — eu sabia dentro de mim, mas queria ter certeza.
-Sim.
Como passe de mágica lembrei do vampiro encontrado por mim em Port Angels, sem duvida ele era esse ser, a descrição bate. Será que foi ele que matou Rachel? Um arrepio de medo sacudiu de leve meu corpo, poderia eu estar no lugar dela, gerou dentro de mim um pequeno pânico.
O estado que fiquei foi notado por Seth, que encarou-me com preocupação:
-O que foi Bells?
-Nada. — não queria trazer preocupação pra eles. — só fiquei pensando o sofrimento de Rachel sendo atacada por um vampiro.
Antes que Seth investigasse mais sobre a minha reação, Jared chegou na soleira da porta e avisou que o velório seria pela manhã, logo no raiar do sol. Então tínhamos que dormir, amanha será um dia repleto de emoções.
(…)
Ao acordar senti meu corpo pesado, acho que o cansaço finalmente tinha abatido sobre mim, mas não podia ficar ali aceitando o pedido do meu corpo por descanso, preciso estar de pé para ficar com Paul.
Ele continuava enroscado no meu corpo, comecei chamá-lo em seu ouvido, em alguns segundos os olhos dele se abriram para mim, dei um bom dia, só ouvi um resmungo como resposta e a pergunta:
-Você vai ao enterro comigo?
-Sim Paul.
Sua cabeça mexeu assentindo, em seguida ele saiu para colocar a roupa, eu fui fazer minha higiene matinal, aproveitei e coloquei meu vestido preto na altura do joelho, de gola rolê, um casaco por cima e uma sapatilha para completar, deixei meus cabelos presos num arco.
-Você tem que tomar café da manhã. — Assustei com a voz de Jake na porta do meu quarto ao terminar de me arrumar.
-Sim, vou chamar Paul. — Falei caminhando na direção dele.
-Ele já desceu com Jared, eu vim te buscar. — Deu um sorriso lindo para mim, fazendo meu coração descompassar.
No meio meu trajeto vejo os braços dele se abrindo para mim, sem me conter me joguei ali. Só senti o abraço maravilhoso, do tipo urso, tão característico de Jacob. Fiquei ali perdida por algum tempo, mas sabia que provavelmente ali seria meu momento de calma hoje, enfim tenho que estar firme para Paul.
-Você esta linda. — a voz rouca soou nos meu ouvidos, se outra circunstancia estivéssemos aquilo seria uma brecha para namorarmos. Porém tomei o elogio e puxei sua mão para irmos tomar café.
Na mesa estavam meus cinco homens se alimentando, todos me cumprimentaram com um abraço, tratei logo de sentar do lado de Paul, que tinha um mascara fria no rosto, o conheço para saber que as lagrimas derramadas no quarto ali permaneceriam, não seriam publicas.
Sem demora comemos e seguimos de carro para o velório, seria no próprio cemitério numa tenda ao lado do tumulo, contrariando o costume de fazer um ritual de partida, eles queriam nada daquilo. De acordo com Sam a família pediu para ser rápido o velório, pois queriam ir embora mais rápido possível das terras indígenas, nada os prendia aqui somente a dor da perda.
Quando chegamos as pessoas olhavam para mim e para os meninos, os cinco a minha volta, havia um misto de reações a nós, alguns tinham respeito, outros desdém e pudicos, mas o pior foi de ódio da família de Rachel. Mas raiva não era direcionada a mim e sim ao Paul, que estava de braços dados comigo.
Não fiquei ligada no que acontecia a minha volta, minha atenção toda era para meu lobo sofrido, era visível a sua dor, ele ficou o tempo todo em silencio do lado do caixão fechado. Não proferiu nenhuma palavra sequer, nem quando a mãe dela se aproximou e o xingou entre dentes, a mascara de alfa estava ali o isolando daquele lugar o prendendo no seu momento particular.
Ao longe notei a presença de Leah, com seu sorriso debochado de canto de boca, ao lado dela estava um rapaz, que acho já tenha visto pela reserva, seus traços quileutes mostravam que era morador daqui.
Ela cumprimentou a família de Rachel com falsa doçura, mas ficou de longe, sempre atenta aos meus movimentos ou os de Jacob, que quando chegou perto dela o sorriso se transformou em sedutor, isso me inervou, porém não me abalei, continuei ao lado de Paul.
Depois de alguns discursos sobre a figura carinhosa e amável de Rachel, o caixão foi para cova, e começaram abaixá-lo sobre uma chuva de flores jogada por todos, cobrindo a tampa de madeira. Uma pessoa me chamou atenção a se aproximar Emily, seus olhos eram especulativos para mim, mas não fiquei mais que alguns segundo pensando nisso, voltei a minha concentração ao Paul. Enquanto abaixa senti o aperto da mão dele na minha pele, sei o quanto esse momento é difícil, já perdi pessoas fundamentais na minha vida, é onde há certeza que tudo acabou.
Abracei apertado a sua cintura, deixando claro que estava ali para ele. As pessoas jogavam flores e se despediam, Paul ao lado observando tudo aos pés da cova, quando os pais dela, que foram os últimos antes das pás de terras serem jogadas no caixão.
O pai de Rachel parou e acusou:
-Você terá para sempre o peso da morte da minha filha nas suas costas. — Os lábios do senhor tremiam de ódio, como seus olhos cintilavam o mesmo sentimento.
O silencio continuou por parte de Paul. O que seguiu foi surreal, o senhor chegou e cuspiu no sapato do meu lobo, que continuava a olhar o caixão agora coberto por um pouco de terra.
Os dois saíram sem olhar para trás, fiquei ali com Paul, mas minha bexiga reclamava uma ida minha ao banheiro, assim avisei a ele que iria sair rapidinho. Ele só olhou para mim e balançou a cabeça mostrando que tinha entendido o que tinha falado.
Segui com passos apresados para o toalete feminino, não queria ficar longe de Paul muito tempo. Fui ate o sanitário, fiz o que queria, quando estava saindo para lavar minhas mãos encontro Leah encostada na pia, com sorriso sarcástico rasgando seus lábios.
-Menos uma concorrente hein? — ela falou despreocupada enquanto arrumava o cabelo.
-Não fale isso Leah. — Pedi sentindo água fria na minhas mãos.
-Você acha que ficará com todos e todas as exs sairão do seu caminho tranquilamente? Uma morta e outra aceitando ser rejeitada. Você acha que eu vou aceitar algum desses papeis?
Seu corpo agora virou na minha direção, seus olhos percorreram a minha figura com deboche ela falou malevolamente:
-Você só pode ser uma piada dos ancestrais. Uma mulher branca sem sal, branca como a neve sem graça que cai por aqui. Se não fosse essa maldita lenda, você não teria chance com nenhum deles.
-Da licença. — Não ia ficar ali ouvindo ofensas de Leah, fui saindo mas escutei sua ultima ameaça.
-Talvez eles não te amem de verdade, só estão cumprindo ordens dos seus lobos, quem sabe um dia esse seu harém se desfaz. Aguarde.
Notas finais
Mas gente,quem quer consolar o Paul ai?Tudo bem,quem ta de luto é o Paul,mas eu quero consolar o Jacob,ou o Seth.kkk Mas gente confesso que chorei,revisando o cap,meu coração destroçou,mas infelizmente nem tudo é final feliz...Muitas emoções virão...e o que será? Deu pra ver que Leah so ta se chegando,quando será que a biscate vai aprontar? Eu sei,e breve.Aguardem...Bjs meu povo e bastante review para Miss e a Lu...Mesmo não estando respondendo,a gente ler todos com carinho.
N/Miss: Leah maligna até ultimo fio de cabelo.. alguem dá um jeito nessa pessoa...
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