Cigana De Luxo!

12 Em seus olhos


Notas iniciais
Bom, vou começar me explicando desde o começo:
Primeiro eu tinha milhões de provas e trabalhos, foi muito difícil conseguir escrever, e depois eu fiquei sem Net para poder postar... A gvt só veio ontem aqui em casa arrumar. Minha mãe diz que é o inferno astral dela que ta começando ... SHAUSHUAHSUAHSUA
A única coisa que eu posso pedir a vocês é que desculpem esses dias de falta, mas não tinha mesmo como eu conseguir postar o cap, eu mal consegui ter tempo para escrever.
Bom, mais ele está de volta kkk
Espero que gostem e não me matem...

EM SEUS OLHOS

Sabe aqueles dias em tudo parece dar errado? Você acorda atrasada, tudo parece sumir, seus pais inventam milhares de problemas e você parece que vai explodir de raiva e tristeza... Foi assim que Bernardo se sentiu em uma fração de segundos. Todas essas emoções presas a ele e fazendo peso em seu coração de gelo... As lágrimas daquela menina o estavam derretendo. Mesmo não sabendo o motivo pelo qual ela chorava, parecia um pesadelo e mesmo um homem como ele detestava pesadelos. Cada vez mais as lágrimas da cigana caiam de seus olhos, mas por quê?

Ouso dizer, sem testemunhas, que as lágrimas que caiam não era por seu presente, passado ou futuro, não era por si própria. Não sabia por quê... Mas vê-lo cavalgar prestes a matar alguém, era o mesmo que o ver cavalgando em direção a própria morte. Não há perdão em seu mundo para assassinos, Jazmim conhecia as regras, e mesmo assim, chorava não com medo de ver a morte, e sim por definitivamente não haver espaço em seu mundo pra ele. O que estava acontecendo...? Por que pensava assim...? Jazmim apenas não queria aceitar que Bernardo fosse tão cruel a ponto de matar alguém indefeso, pois mesmo Ramom tê-la machucado, ainda era um ser humano. Não havia como ignorar isso.

Bernardo desceu do cavalo, e fez o que ninguém ali esperava um dia que Bernardo Guilertina fizesse. O homem se aproximou de Jazmim, cobrindo sua sombra por inteira que refletia no chão, e segurou sua mão.

- Por que choras?

Jazmim ergueu os olhos azuis, ainda mais brilhantes pelas lágrimas tristes.

- Não o mate.

A face de Bernardo mudou, para uma expressão confusa e ao mesmo tempo amedrontadora. Como aquela menina podia zelar pela vida de quem quase a havia matado? Bernardo não compreendia e nem queria, desejava arrancar a cabeça daquele homem agora e era isso que iria fazer.

- Por que não?

Perguntou ríspido, fazendo Jazmim engolir as lágrimas e responder entre soluços.

- Porque se fizer isso, irá destruir a sua alma com o peso de uma morte, e não vale a pena.

Foi então que Bernardo entendeu. Que coisa ingênua... Se ela soubesse a quantidade de pessoas que ele já matou essa seria a última coisa com que ela se preocuparia.

Agachou-se em direção a Jazmim, acariciando seu rosto delicadamente. Ramom ainda estava ajoelhado, e por ter visto a distração levantou o primeiro pé para correr para longe. Bernardo era como um caçador: ouvia e via como ninguém, e isso bastou para virar o seu corpo e lançar a arma, dando um tiro no chão, para onde Ramom ia correr. Os olhos da cigana se fecharam com o tiro, e após abri-los percebeu que Ramom ainda estava vivo.

- Não se preocupe...

Um sussurro de Bernardo foi o suficiente para ela saber que tudo iria ficar bem, e após isso, Ramom saiu correndo como se sua vida dependesse disso, e era verdade. Jazmim respirou fundo, e antes que Camila pudesse se manifestar para as duas irem embora, a cigana abraçou Bernardo... Sim, apoiou a cabeça em seu peito e com um meio sorriso sussurrou: Obrigada por me salvar.

Bernardo não sorriu e não demonstrou absolutamente nada apena observou Jazmim se retirar com Camila. Quando elas já estava longe o suficiente, Bernardo caminhou lentamente até ao lado de seu cavalo, erguendo a mão para o sargento ao seu lado que o entregou uma espingarda. Bernardo mirou, onde apenas a sombra de Ramom correndo longe era vista. Dois segundos foi o suficiente para apenas um tiro derrubar o homem morto, com um tiro na cabeça. Bernardo lançou a espingarda para o sargento novamente, subindo em seu cavalo.

- Se livrem dele.

Saiu cavalgando para o lado contrário, enquanto os sargentos nos cavalos, se olharam com um sorriso maldoso e foram em direção a Ramom, morto.

...

Já era noite, os passavam não gorjeavam mais e as únicas luzes acessas dentro da casa, eram a do quarto de Ana e a do quarto de Jazmim e Camila. As duas conversavam sobre a vida, o futuro...

- Ana está com planos pra você.

- Planos? – Jazmim se sentou na cama, fazendo Camila se sentar ao seu lado.

- Não pode simplesmente viver aqui, tem que pagar de alguma forma.

Jazmim pensou sobre o que Camila disse, e temia de certa forma o que precisava fazer.

- Sabe... – Camila a olhou nos olhos. – Não se envolva com ele Jazmim.

- Com quem?

- Bernardo. Ele é cruel, vai fazer você sofrer muito!

Jazmim abaixou a cabeça e não disse uma única palavra, Camila mais tarde mudou de assunto, onde as duas riram e conversavam sobre outras coisas. A cigana, apesar de todas as coisas, dormiu pensando nas palavras de Camila e o quanto elas significavam... Pouco, muito... Não chegou a uma única conclusão antes de fechar os olhos.

Ana já estava indo dormir, o relógio marcava 00h32min quando recebeu uma ligação importante. Já sabia quem era, e por isso não pode recuar.

- Sim, claro. Ela será anunciada amanhã à noite. Sim eu entendo que está interessado, mas não posso abrir mão disso. Tudo bem. Até amanhã senhor. Boa noite!

A conversa foi curta e grossa. Só porque existiam pessoas de níveis mais altos não significava que Ana podia abrir mão de suas riquezas. E o que tinha em suas mãos, de fato, era algo muito importante.

...


Não era costume de Jazmim acordar a noite se não por pesadelos. Quando morava em seu acampamento cigano isso frequentemente acontecia, já que seu tio contava-lhe histórias de invasões assombrosas quando ela era apenas um bebê. Nenhum pesadelo, porém, havia sido igual ao que tivera naquela noite: Tinha sua cama repleta de aranhas, espalhadas por todo o seu corpo. Tentava as afastar e não conseguia, sentiu dor e elas caminhando por suas pernas a agonizavam o suficiente para gritar em desespero. Quando acordou estava em sua cama, mas não estava só. Uma mão segurou a sua e a cigana reconheceu aquele toque, a escuridão do quarto também não conseguia esconder o brilho daqueles olhos. “Volte a dormir, foi só um pesadelo. Eu estou aqui”. A voz grossa de Bernardo era como uma música de ninar, bela e confortante.

Acordou em um susto. Havia dormido por pelo menos duas horas, Camila ainda estava na cama. Jazmim deslizou a mão sobre a face, tendo Flash de seus sonhos confusos... Um sonho dentro de outro. O mais engraçado, se é que existe momento para isso, foi o teor filosófico que sua cabeça se questionava: O que era para ser o maior pesadelo se transformou em um sonho. Foi a primeira vez que havia sonhado com Bernardo, e o resto da noite havia passado da forma mais miserável possível.

A noite pareceu curta, ainda mais para Camila que levantou cedo. Era sexta-feira, e levantou um pouco depois de o sol nascer para ensaiar como sempre fazia. Estava cansada, mas fazia parte de sua rotina matinal acordar assim. Levantou-se, colocou uma roupa confortável e saiu para caminhar dois quarteirões inteiros, na esquina estava o lugar onde ensaiava com as garotas.

O ensaio foi como sempre, no entanto novos boatos sempre se espalhavam, e foi em uma das voltas pra casa que descobriu o que menos esperava.

A voz não lhe era família, pois nunca havia visto aquele homem na vida. Tinha um sotaque bem diferente, falava fino, vestia calças largas e camisa pra dentro. Na mão esquerda apresentava uma foto enquanto conversava com um casal na esquina de onde Camila passara. Não podia ser coisa do destino podia? O que finalmente se revelou e a fez parar foi quando aquele nome foi pronunciado... Camila só faltou saltar de onde estava.

- Jazmim... É uma cigana... Morena de olhos azuis.

Camila de forma discreta ficou observando de longe. Sim, só podia ser ele... Era o tio que Jazmim tanto falava. Será que ele estava mesmo procurando por ela todo esse tempo? Será que o que Ana disse foi mentira? – Mil coisas passavam em sua cabeça, mas só teve certeza quando aquele homem se aproximou, ficando parado quase que atrás de si.

- Se soubesse, a teria vendido por mais.

Sim, era Joselo. Falou para si, mas Camila não deixou de escutar... Antes que ele pudesse perguntar se ela a havia visto, a garota saiu apressada, correndo para a mansão, precisava contar o que vira.

- JAZMIM! JAZMIM!

Camila adentrou no quarto da garota de forma desesperada, ofegante. Sua expressão facial mudou, um sorriso se contorceu em um susto, pois sentado na cadeira de frente pra porta, estava Bernardo mirando-a de forma questionável.

- Como a noticia se espalha rápido não acha?

Camila engoliu seco, abaixando a cabeça como uma serva faria. Bernardo, de forma indiferente e despreocupada bocejou o que transmitia uma insegurança ainda mais assustadora para a garota. Quando Bernardo levantou, Camila não moveu um músculo sequer.

- Se está falando de ontem senhor, eu sei que foi errado levá-la para fora, mas é que...

- Não estou falando de ontem. – Cortou Bernardo bruscamente. Seus movimentos eram tão severamente calculados que Camila não conseguia o analisar nem se ficasse por uma hora o mirando. – Você sabe do que falo.

Bernardo caminhou em passos lentos em direção a Camila, que ainda não tinha coragem de olhar em seus olhos. O homem foi até a cama de Jazmim, arrumada delicadamente.

- Aquele que viu na rua era Joselo, o Tio de Jazmim. E se alguma dúvida surgiu em sua cabeça todas são mentiras. Ele a vendeu... E agora quer mais dinheiro. – Bernardo sorriu de forma amedrontadora. Na verdade já tinha um plano, matar aquele homem antes mesmo que as coisas piorassem.

- Ainda não entendo o que quer senhor.

Bernardo caminhou até a porta e a fechou bruscamente fazendo Camila dar um pulo. Andou para trás em direção a parede, ficando o mais longe possível de Bernardo.

- Jazmim não pode saber que seu Tio a procura ou que está na cidade, ouviu bem?

- Sim senhor.

- Ótimo. Porque se isso não acontecer as coisas vão piorar... E piorar muito.

Poucas palavras bastavam para Camila entender o que Bernardo quis dizer. Sempre foi assim, e apesar de não entender o porquê da necessidade de esconder isso da cigana, Camila passou a entender que existiam coisas muito maiores por trás de tudo isso.

...

A melhor loja da cidade se encontrava no meio do centro e não era difícil chegar até lá. Já eram 17h23min quando Jazmim e Ana entraram. Passou a tarde toda com Ana, mas não se envolveu com seus assuntos... E no final do dia, Ana a levou para escolher a melhor roupa que podia imaginar.

A loja era gigante, mas o que chamava a atenção eram as várias vendedoras a fazendo experimentar muitas coisas. Os mais diversos vestidos, os mais diversos saltos, os mais diversos casacos... A cigana se sentia um manequim. Na verdade se fosse sair queria apenas ser ela mesma... Achava aquilo divertido, mas completamente desnecessário.

- Ana, acho melhor usar um dos vestidos de Camila.

— Nem pense! — Ana exclamou entre gargalhadas. – Hoje é uma noite especial, preciso que faça isso por mim. Tudo bem?

Jazmim concordou com a cabeça, indo, mas uma vez para dentro do vestiário experimentar o próximo vestido. Colocou um rosa onde mal conseguia respirar nele, tirou antes que Ana tivesse uma ideia maluca e saiu enquanto mais vendedoras traziam mais vestidos. Enquanto esperava, a cigana foi caminhando pela enorme loja, encontrando um vestido um pouco escondido, da cor de seus olhos.

- O que encontrou? – Ana aparecia atrás de si depositando os olhos naquele vestido sem detalhe algum. – Nem pense nisso. Está em promoção, significa ruim.

Jazmim girou os olhos e saiu sendo puxada pela mulher. Ana estava um pouco distraída, nada parecia ser bom o suficiente para a noite, até um vestido vermelho aparecer, estava sendo dobrado e empacotado quando a mulher se aproximou.

- Esse...

- Já foi vendido. – A vendedora se explicava.

- Pago o dobro...

O vestido imediatamente foi irado do pacote, e após Ana o ver desdobrado teve a certeza de que aquele era o mais perfeito vestido para a noite. Jazmim experimentou sem contestar, pois se isso acontecesse era capaz de Ana a matar dentro da loja.

O vestido parecia ser feito na medida dela, o vermelho havia destacado seus cabelos negros. Quando Jazmim saiu do provador um sorriso mais do que satisfeito brotou nos lábios de Ana. A cigana não vira como estava e nem queria, só desejava que aquela noite passasse logo... Mas na verdade, o que iria fazer lá? Da última vez apenas foi apresentada a um amigo de Ana. Sentia-se perdida naquele lugar, queria apenas voltar a ter sua vida normal e feliz.

Ana a despertou de seus pensamentos.

- Agora precisamos dar um jeito nesse cabelo.

- Não! – A garota arregalou os olhos fazendo Ana a fitar engraçadamente. – Não vou cortar meu cabelo!

- Calma Julieta. – Sussurrou Ana tentando disfarçar o desespero da cigana. – Apenas vai ser arrumado.

Jazmim abaixou a cabeça e engoliu seco. Tirou o vestido que parecia lhe engolir a alma e mordeu os lábios inferiores. Em que estava se transformando afinal? Era tantos problemas ignorados e tantas ajudas perdidas que ela não sabia mais o que fazer. Qualquer hora, tudo desmoronaria sobre sua cabeça.

...

Os carros mais luxuosos se encontravam na frente do lugar. Vários políticos importantes, jornalistas, advogados, médicos... Todos entrando com as mais elegantes mulheres. É claro que todos sabiam que aquela era uma festa de prostitutas de luxo, mas essa não era a palavra usada necessariamente. “Mulheres de luxo”, era assim que se referiam a elas. Não era ilegal isso acontecer, alguns policiais até frequentavam esse lugar, assim como generais e militares. Você conhece, sabe.

Ana já anunciara as apresentações da noite, já havia mulheres extremamente excitantes dançando em cima do palco enquanto eram leiloadas internamente. Apenas no final da festa saberiam pra que casa iriam. É claro que todos desejavam serem escolhidas por um homem, e o mesmo ainda nem havia chegado. “ Ele vai vir, você vai ver.” Cochichavam as mulheres umas para as outras.

Camila estava o lado de Jazmim atrás do palco. Ninguém as vira, Jazmim coberta com uma capa que ia até os pés tentava se esconder o máximo possível de vergonha enquanto Camila tentava a convencer de que era bobice agir assim. Tentava puxar a capa de seu corpo enquanto a cigana a puxava de volta e se afastava.

- Pare com isso Jazmim.

- Eu não quero tirar. – Replicava a morena.

- Você está linda, deixa de ser boba.

- Não estou.

Camila a olhou nos olhos com aquele sorriso travesso.

- Ainda não se viu?

- E nem quero.

Camila girou os olhos a puxando para a sala de maquiagem. No final dela, um espelho cobria toda a parede e foi lá que as duas pararam. Camila sorriu tirando o capuz de Jazmim, a garota fechou os olhos instantaneamente. Aquilo foi engraçado, mas Camila sabia que ela teria que abrir os olhos, e com isso, as imagens do tio da amiga a procurando surgiu em sua cabeça. Queria tanto contar a ela, mas não podia, e guardar um segredo daqueles a machucava bastante.

Jazmim ouviu Camila sair da sala, a deixando completamente sozinha. Por fim, respirou fundo, sussurrando um: “tudo bem”, para si mesma. Quando abriu os olhos viu em sua frente tudo àquilo que não imaginava se tornar. O vestido já era lindo, em seu corpo se tornava esplêndido... Seu cabelo não foi cortado como Ana prometera, mas estava levemente cacheado nas pontas e jogado para o lado. Seus lábios contornados por um batom vermelho, mas não muito forte. Seus olhos estavam tão azuis que deixavam o vermelho do vestido a última cois a ser reparada. Ela era como um anjo sobre a terra. Por um segundo se perguntou quem ela era... E antes que pudesse atingir o espelho com a mão, Ana chegou se aproximando da cigana.

- Vamos menina, já está quase na hora.

Ana saíra puxando Jazmim que colocara a capa rapidamente sobre o corpo. Camila que a observava escondido, sorriu, saindo logo após pela outra porta.

Era como ser uma presa ou apenas um objeto. Antes de subir no palco a capa que tanto protegia seu corpo foi retirada. As várias vozes se tornavam mais altas em sua cabeça, chegava a sentir dor. Um enjoou incomum também a fez ficar mal, não sabia se era medo, nervosismo... O que aconteceria quando subisse no palco? Bom, certas coisas não a nem tempo de serem pensadas, simplesmente temos que deixar acontecer, e com Jazmim não foi diferente.

“Julieta- A cigana virgem”

Só bastou Ana anunciar a sua entrada para Camila surgir em seu lado. Jazmim pensou em sair correndo, não queria encarar isso. Camila segurou sua mão e sorriu.

- Calma, vai ficar tudo bem.

Jazmim subiu no palco e antes as vozes que pareciam acabar com sua concentração se transformaram em um puro silêncio. Ninguém daquela noite, com poucas exceções, esperava que alguém com aquela beleza subisse no palco. Essa foi a verdade, não há como contestar. Os vários copos que caíram das mãos dos homens de negócio completamente bêbados não foi mentira, demorou para passar seu constrangimento. Ela parou ao lado de Ana, que colocara a mão em seu ombro a acalmando.

Tudo não passou de questão de segundos, mas para Jazmim parecia uma eternidade. Não havia fim aquela tortura, era como ser julgada. Mas nem tudo foi um pesadelo naquela noite. Em meio a tantos olhares de tantos homens apenas um lhe chamou a atenção... Este a olhava encantado e ao mesmo tempo se pode dizer, enciumado. Ao seu lado estava a mulher que odiara, mas a única que queria saber era a que se encontrava a metros de distância, a mais bela, sendo vendida.

Em seus olhos Bernardo pode ver o constrangimento, a dor da tristeza, ela estava infeliz. E pelos olhos de Bernardo, Jazmim pode ver a angústia e o desequilíbrio, evidentes nos olhos confusos de um homem que antes mal conseguia mostrar-lhe sua alma.

Aquele não era um de seus sonhos, ela não poderia acordar e voltar a dormir segurando a mão de Bernardo para se sentir protegida... E não, o homem cruel não ficaria a noite toda a seu lado dizendo que tudo só passou de um pesadelo, que ela iria ficar bem. Existem sentimentos que os olhos não conseguem demonstrar, e esses escondidos, na maioria das vezes, não são revelados durante uma vida... Naquele momento Jazmim desejou ser um desses sentimentos. Bernardo sabia que nos olhos da cigana dormia o sentimento mais lindo de felicidade, mas ele estava escondido, apagado... Olhar em seus olhos era como olhar para ao abismo, você nunca sabe o que encontra no final ou se ele tem fim, mas se olhar por muito tempo, o abismo também olha para dentro de ti.

Notas finais
O próximo capitulo vai ser um dos mais bonitos entre os dois que eu vou escrever. Será que algumas opiniões sobre Bernardo podem mudar heim? Vamos ver... HSAUSHAUS