Cigana

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Oi queridas.
Enfim, eis-me aqui.
Desculpem a demora (ando recebendo muitas queixas), mas meu corpo não anda respondendo como desejo. A minha mente supera a velocidade dos meus dedos....Para aquelas leitoras que já me acompanham desde mosaico e bruma, sabem que eu não sou lerda assim, mas logo tudo entra nos eixos.
Bom gostaria de dedicar este post anabia133 e a Siastw, que indicaram a fic.
Vamos lá, vamos as emoções finais de Cigana.
Bjus!

Cigana

Capitulo 22

Era a um belo dia!

Os olhos verdes, outrora brincalhões de Alice contemplavam o céu claro, sem nuvens, que ostentava a um amarelo e redondo astro. Ela orou, pedindo a Deus que intercedesse por eles. Que guardasse a rainha e, que a abençoasse ainda mais uma vez, a deixando vê-lo novamente com vida, o soldado de brilhantes olhos azuis. Um barulho a tirou de sua concentração. Ao voltar-se lentamente, Alice arregalou ainda mais aos seus olhos, pois diante de si se encontrava a um soldado, envergando a brilhante armadura do reino sol, com uma comprida espada. Mas, quando seus olhos se concentraram na face do soldado, uma aflição tomou-lhe conta.

-Oh, titio?!

-Me vou, filha!

-Sim?!

-Vim me despedir, ore por mim!

Ela estava aturdida e levou a quase dois segundos inteiros até compreender a toda situação. Mesmo assim, seus lábios pronunciaram a pergunta que já tinha a resposta estampada diante de seus olhos.

-Minha querida, não ficarei confinado neste palácio sabendo da guerra que cai sobre as nossas cabeças. Não posso me olhar no espelho, sabendo que minha filha, minha rainha luta por esta terra enquanto eu fico com as mulheres chorosas a rezar pela intervenção de Deus.

-Não estou a chorar meu tio! E, se não me falha a memória, estamos cá sob ordens reais.

-Confio a ti este encargo.

-Com qual autoridade?

Alice soletrou cada palavra lentamente. Ela se aproximou do corpo encurvado do tio e se posicionou a sua frente erguendo seu nariz, pequeno e bem feito.

-Sim, pois eu fico a pensar, se cada soldado deste reinou resolvesse não mais obedecer a risca a uma ordem dada pelo rei ou por sua rainha, como seria? Por certo que esta guerra já estaria a muito perdida, não o acha, meu tio?

-Filha, que você não compreende, tenho cá aos meus brios de homem.

-Se esta a envergar esta armadura e, me pergunto onde a conseguiu? Então também tem que agir como a um soldado e saber obedecer as ordens, meu tio! No mais, que Isabella nos deixou a cargo de algo muito importante, temos que cuidar da rainha mãe.

O coração do velho Swan bateu como os cascos dos cavalos, em um ritmo acelerado. Do outro lado daquele país, que a tantos anos se orgulhava por manter-se em paz e tranqüilidade, o brilho reluzia nas armaduras e espadas empunhadas e soldados tinham em seus rostos o olhar determinado. A frente do primeiro batalhão, o garanhão vinha a galopes trazendo o corpo pequeno demais para o porte forte e musculoso acima de seu torso. Ele parou perto do cavalo do grande duque de guerra que, conteve-se a muito custo. O valente Emmett MacCarthy respirou mais aliviado ao ver sua rainha voltando.

-Esta preparado, meu duque de guerra? – a voz soou rouca e provocativa.

-Eu já nasci preparado, minha rainha!

-Então chegou o momento de mostrarmos ao orgulhoso rei Felix, o quão pesada é a mão do reino de Edward Cullen.

O duque respondeu com um sorriso enorme e ergueu a sua espada, sendo acompanhado por seus soldados e bramou, a chamar para guerra os homens valentes e orgulhosos do rei Edward. Entre os primeiros a juntar-se ao seu grito de guerra estava o soldado Withlock, que postou ao lado da grande rainha e com olhar feroz, jurou a proteger se, necessário fosse com a própria vida. Do outro lado, o rei inimigo não perdeu seu tempo com palavras de incentivo, pois com sua arrogância, já julgava a guerra ganha. Ele se posicionou no alto de um declive e viu com um sorriso no rosto seu primeiro pelotão iniciar o ataque.

-Tola!

A ordem dada era para que não a machucassem. Que ele ainda tinha nas idéias oferecer a uma segunda chance a bela rainha de Edward. Pois todos os seus planos corriam como o desejado. Em pouco tempo, ele iria se apossar do reino do sol estendendo assim a sua bandeira da vingança, além de suas terras. Sua mente fria apenas se deixou pecar pelo desejo de possuir a bela cigana, pois que no mais, nem mesmo seu pai, conhecido pela sabedoria, ousou imaginar o quão pérfido e maquiavélico era o filho. Pois que Felix, nunca, jamais, aceitou ao acordo firmado entre os reis patriarcas a cerca da paz. Mas, com o passar dos anos, ele se inquietava ainda mais, pois que a vida de seu pai parecia prolongar-se a cada dia, fazendo do reino Volturi uma sombra pacifica e bem feitora dos tempos de gloria. Então, ele intentou pela guerra, pois assim seu espírito gritava-lhe. O velho rei Aro, já algum tempo desconfiava da falsa calmaria de seu filho, mas nunca pode imaginar até onde poderia ir a sede de devastação de seu primogênito. A morte de Irina não foi uma traição cruel engendrada pelo rei Cullen, mas, sim pelo próprio Felix Volturi, que via na irmã o laço fraco de sua família e, que a mesma se deixaria manipular facilmente pelo rei prepotente que seria seu marido. Ele orquestrou a queda de Edward e, a tomada do reino com a sua sede de vingança. De tudo, Felix tinha absoluto controle, do padre velho e manipulável, até mesmo no lugar que todos jamais desconfiariam, a cozinha do grande castelo. Lá, ele mantinha a um espião. E através deste, soube da traição que sofreria pelas mãos de Denali, sua amante. Ela também era tão ambiciosa quanto Felix e, sempre soube que nunca sairia da condição de amante no reino Volturi. Então viu com olhos gulosos a grande oportunidade que se daria com o casamento da princesa Irina. A fama do grande rei Edward atravessava fronteiras e Denali já desconfiava que o mesmo não se satisfaria com a fraca princesa. Após dar cabo da mesma, ela iria se insinuar para o grande rei e o atrairia com seus encantos. Mas, somente beleza não bastaria, pois Denali sabia também, o quão sagaz era o vigoroso rei e, intencionou falar sobre os planos de Felix, dizer que fora obrigada a tal perfídia, antes da morte da princesa. Mas Denali e Felix, em seus planos, não contavam com a mão do destino através da cigana Nadja. E Denali levou a cabo o plano original assassinando a princesa e colocando a culpa nos ciganos, para que o rei se afastasse de Nadja. Já Felix, tomou a uma segunda rota e ordenou que seu espião desse fim a vida de três pessoas, de Denali e do padre, para que nada recaísse sobre ele e, por ultimo, da grande rainha mãe, pois que ele não desejaria ter a qualquer soberano vivo quando adentrasse as portas do palácio real.

Seus olhos frios viam o brilho das espadas de seus soldados baterem-se com os do reino do sol na grande campina aberta. Com um aceno de cabeça, ele ordenou que o segundo batalhão seguisse para a grande arena de guerra, antes, ele ainda relembrou ao seu duque de guerra.

-Lembre-se, quero a rainha intacta!

Que este era o seu plano, preservar a vida da grande viúva e adentra o reino vitorioso, mas a conquistar a simpatia dos aldeões a dizer que era misericordioso e, que preservara a vida da rainha cigana, assim, conquistando também a afeição daquele povo tão inóspito.

Nos muros do palácio real, soldados tinham seus sentidos em alertas para a proximidade de qualquer indicio de perigo, o que eles não desconfiavam era que o perigo se mantinha escondido na cozinha do reino. A serviçal da rainha mãe desceu as escadas escuras e encontrou ao corpulento cozinheiro.

-Que a rainha mãe necessita de chá, rápido!

Um sorriso maléfico aflorou no rosto do inescrupuloso homem.

-Florais?

-Algo mais calmante, pois que ela chora muito.

-Tenho cá um que irá muito bem.

A relapsa empregada deu de ombros e gulosa que era se dirigiu até uma cesta cheia de maças a tomar uma com uma gostosa e ruidosa mordida.

-Foram colhidas hoje.

Dando de ombros ela caminhou pela cozinha rústica do castelo.

-Não se demore, que o clima não está para lerdos hoje! – sentindo-se superior ao cozinheiro ela o olhou de soslaio apenas, sem dar-se conta do saquinho escuro que o homem tirou de algum lugar. Antes, porém, de conseguir dar a uma quarta dentada na fruta, ela foi comunicada de que o chá da rainha estava pronto. Suspirando, ela deixou a maça mordida sobre uma bancada de madeira e tomou da bandeja de prata com o bule que fumegava a um gostoso aroma.

-Do quê é este chá?

-Camomila, com raspas de laranja.

-Cheira bem, guarde um pouco para mim.

-Oras, mas que alegria seria a minha se todos no palácio saboreassem deste chá. Quando cá voltar ei de lhe fazer um.

O cozinheiro fez a uma reverência que somente deveria ser dada a soberania, mas que serviu para aliciar o ego fraco da moça desapercebida. Ela subiu as escadas alheia ao lamento funesto que vinha das masmorras, em uma cela pouco iluminada e gelada o velho padre chorava seu desalento.

-Cale-se velho, quando sair desta pocilga, ei de matá-lo com as minhas mãos.

-Todos morreremos, sua meretriz!

-Pois claro que sim! Mas uns irão na frente, isto eu vejo. Para mim, ei de reinar até minha velhice.

Os olhos amarelados de padre Newton apenas conseguiram visualizar a silueta fina da mulher altiva presa na cela de frente a sua. Ele sabia que ambos seriam enforcados por traição. Não importasse qual rei seria, os destinos de ambos estavam traçados. Passos pesados foram ouvidos o que atraiu a atenção de ambos. Um brilho de alegria fustigou nos olhos de Denali quando ela o viu e seu sorriso ganhou a todo o rosto pálido.

-Finalmente!

-Sim, é chegado o momento.

A voz grossa, mas estranhamente afável do cozinheiro causou estranhas reações nos únicos prisioneiros das masmorras do rei Edward. No padre um medo inominável, na mulher chamada Denali uma alegria enganosa. O cozinheiro abriu a cela do velho lamentoso primeiro e seu tamanho grande e forte cobriu a visão do brilho da fina navalha. O velho sentindo que aquele seria seus últimos momentos, clamou pela misericórdia divina, mas que nem mesmo conseguiu concluir sua oração. Com uma calma desconcertante, o cozinheiro limpou no próprio avental o sangue do velho que tombou ao chão em um baque surdo. Ele se virou lentamente e ostentando a um sorriso em seu rosto caminhou até a cela da mulher que mesmo vendo ao frio assassinato não se deixou perturbar.

-Que este já vai tarde!

-De fato!

A mão grande exibiu o molho de chaves antigas e enferrujadas e lentamente o cozinheiro passou a escolher aquela que abriria a cela da ansiosa mulher.

-É a achatada, ande abra logo esta cela!

O cozinheiro riu.

-Que interessante, esta muito afoita.

-Quando ficar preso em uma cela como está não vai mais estranhar nada. Diga-me que subiste com muita facilidade, onde estão os guardas?

-Os que não seguiram com a rainha cigana e o duque de guerra, foram designados a protegerem os muros dos palácios.

-Idiotas! Pois que ficarei a espera de Felix no grande salão. – a porta finalmente abriu-se e, Denali juntou de suas barras a retirar-se com elegância de seu confinamento. Ela passou altiva pelo homem que lhe deu a suposta liberdade sem importasse de olhar para trás. Nos aposentos da grande rainha a empregada desavisada servia na xícara de fina porcelana o aromático chá, para depois levá-lo até a grande mãe que abatida se encontrava deitada em seu leito. A voz de Rosálie, mulher do grande duque de guerra soou baixa.

-Minha senhora, o seu chá.

Com o auxilio da duquesa de guerra, a grande rainha Esme sentou-se na cama e com mãos tremulas as estendeu para tomar da xícara, mas, um movimento perto da porta de entrada chamou a atenção das três mulheres, era Charles Swan e sua sobrinha Alice.

-Minha rainha!

Eles reverenciaram a grande dama que abatida apenas acenou com a cabeça.

-Tens novidades?

-Sim, que finalmente começou.

Um soluço estrangulado escapou pelos lábios ressecados de Esme Cullen, ela rejeitou ao chá e ergueu-se de seu leito. Seu rosto rapidamente se banhou de lagrimas.

-Não chore, nossos homens estão fortemente preparados.

-Mas, sem Edward! Que temo pelo nosso reino e nossas vidas.

-Temos a rainha Isabella, ela está a nossa frente lutando por nós!

-Uma tola sem modos! Que nunca na historia dos reinos se teve noticiais das mulheres a frente nos campos de batalhas.

-Por certo que não, pois ninguém se iguala a minha filha, minha rainha! No mais, digo ainda, como pai da rainha guerreira, que neste momento luta pela vida de cada um de nós, que devemos ter fé e acreditar nos nossos. Que ela honra a este reino com sua coragem e bravura.

A rainha mãe voltou-se para o velho homem que envergava a armadura de batalha e se condoeu. Que ela não tinha a segurança que brilhava nos olhos marrons daquele homem ou a esperança que toldava a postura firme de sua pequena sobrinha.

-No mundo dos grandes, não há lugar para os tolos!

-E lhe digo, que no campo de batalha, grandes e pequenos, somos todos iguais.

-Minha rainha? – era a vez de Rosálie – Meu duque de guerra acredita na rainha Isabella e esta neste momento lutando ao seu lado. Emmett não é nenhum jovenzinho e muito viu ao lado do grande rei Edward. Eu como sua esposa não irei me permitir desmoronar e se assim for necessário, ei de tomar a uma espada também e lutarei por ti minha rainha e pelos meus filhos. Esme Cullen viu diante de si a determinação daquelas pessoas que muito mais tinham a perder. Ela intencionou abrir sua boca, mas algo aconteceu antes, o barulho da fina porcelana quebrar-se no chão e o corpo da empregada real tombar diante dos olhos incrédulos de todos. Nas masmorras, quem olhava agora com incredulidade era Denali, que tinha seu corpo amassado contra a parede fria e a lamina afiada a lhe machucar a pele do pescoço.

-O quê? Traição?!

-Não, apenas que o grande rei Felix ordenou que eu limpasse o palácio antes dele aqui colocar aos seus pés.

-Mentes!

-Achas?! Que tenho eu a ganhar com isto?

A mão enorme a comprimiu pela frente e, em um ato de desespero, Denali se debateu, fazendo com que a lamina a perfurasse ainda mais.

-Ai, tenha misericórdia de mim! Que tudo faria por ti, lhe asseguro!

-Hum.... — o gorduroso homem, riu debochadamente e lambeu a face molhada da desesperada Denali. — ...eu prefiro a carne fria!

Dito isto, ele aprofundou de forma lenta ao seu punhal e sentiu o prazer lhe inundando quando ouviu o esgar da morte escapar pela boca de Denali, junto com o sangue. O corpo pequeno dela tremeu com os espasmos finais o fazendo se moldar a ele e friccionar seu membro pequeno e duro nas nádegas dela. Os dedos que estavam fincados nas frestas da parede ficaram moles e os olhos reviraram nas orbitas, Denali morrera sentindo muita dor. Seu ultimo pensamento foi para a princesa Irina, ela lembrou-se dos enormes olhos azuis que a contemplaram ao cair no chão. Ele deixou a lamina cair de sua mão, pois a desejava livre para grudar-se ainda mais no corpo desfalecido e dar vazão aos seus instintos bestiais. Com a outra mão, ele abaixou suas calças e tomou com prazer ao pequeno músculo. Seus instintos afloraram a tal modo que o devasso não se deu conta do que vinha ao seu encontro. O velho soldado com as mulheres em seu encalço, eles já haviam passado pela cozinha e nada a encontrar. O grito fino de Denali, antes de morrer ecoou escadas abaixo o que serviu para atraí-los. Eles subiram as escadas com cautela, pois que não sabiam o que iriam encontrar. Na mente de Alice fulgurava as ordens de Isabella.

“Mas que tenham cautela, pois que ainda não sei quem é o traidor deste castelo.”

No campo de batalha a lamina da rainha cigana era fincada sem dó no corpo do soldado e um pontapé certeiro fez o corpo tombar ao chão sem vida. Ela abaixou-se com extrema rapidez assim que o brilho mortal da espada inimiga passou pela sua cabeça a corta-lhe aos fios de cabelos. O soldado Volturi não teve tempo de erguer novamente a sua mão, pois que a mesma foi-lhe decepada do braço pelo golpe certeiro do soldado Withlock. Eles estavam cercados e, Isabella acenou para o duque de guerra que tomou de sua trombeta a soar o alarido. Uma verdadeira surpresa para Felix e seu exercito que viram surgir no horizonte a sombra escura dos cavalos e seus homens. Tão logo seus olhos puderam fixarem-se, eles viram o grande cigano a frente de seu exercito e ao seu lado a figura alta e imponente do rei que fora dado como morto.

Edward Cullen.

Continua...

Notas finais
é amadas! eu sei, foi curtinho, mas, foi intenso!
Espero que tenham gostado.
Bjus!