Cigana
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Obrigada pela paciência e minhas sinceras desculpas, mas o "mundo off" está pegando esta autora de jeito.
Meus mais sinceros agradecimentos a todos os reviews e comentários maravilhosos, as leitoras que acompanham esta história e gostaria de dedicar este post a Isabellapattz; a MariTrindade; a bellasc1 e a Yara Bastos que fizeram cada uma a recomendações maravilhosas.
Cigana
Capitulo 23
O som melodioso que saia da gaita era ouvido por toda a campina e, como o vento, ele penetrava através dos ouvidos atentos dos homens que tinham em seu espírito a certeza da vitoria. Mas eles sabiam também, que alguns, que com tanta bravura montaram em seus cavalos muito antes do alvorecer e tomaram as suas lanças, para as barras de suas mulheres não voltariam naquele dia. E, antes do bramido soar, eles fecharam seus olhos e elevaram seus pensamentos embalados pelo som da musica cigana.
O cheiro da terra revolvida pelas patas dos animais veio como açoite em suas narinas e o vento trazia o cheio do sangue e o grito daqueles que lutavam, não muito além de onde estavam, fazendo com que o sangue, do grande líder cigano, Baltazar, corresse ainda mais rápido em suas veias, o instigando. Pois que ele sabia que na grande planície os gadjos lutavam ao lado dela, Nadja. Com olhos de águia e negros como a noite, ele voltou seu rosto para o homem que destoava de todos os demais a sua volta e, não o seria somente pela aparência clara, mas, também pela impaciência. Pois que os gadjos nada sabiam sobre a arte de comungar com a natureza. De saber que o vento que sopra do leste, pode trazer a paz, mas, se cruzar com o do oeste, traz a transformação. E não se deveria ter pressa a combater o bom combate, mas, complacência para o que o destino lhes reservava. E o gadjo, um rei nobre e importante valor, a julgar pela conquista que tivera frente aos ciganos, segurou com uma mão a rédea de seu garanhão e com a outra o cabo de sua espada a respirar pesado e afoito.
-Diabos!
E Baltazar achava mesmo perca de tempo desperdiçar ao seu verbo com o monarca impaciente. Não por ser tratar de um rei, pois de majestade, ele também, assim o era considerado entre os seus e chamado de o príncipe dos ciganos. Mas, por ter a certeza de que Edward Cullen não lhe daria ouvidos e, não o podia, pois logo à frente os sons dos metais a se baterem e os gritos dos homens, lhes diziam que muito estava sendo posto em risco naquele momento e eles deveriam ainda, ter paciência a esperar pelo sinal, pois se adiantassem aos seus passos, coisas ainda piores poderiam vir a acontecer e, Baltazar apenas suspirou, não lamentoso, mas em expectativa.
E a musica entoou a uma estrofe mais forte. Como a irradiar a força da guerra e a dizer aos homens que comungavam com a natureza que abrissem aos seus olhos e que erguessem as suas cimitarras. No alto de uma rocha havia o menino que tocava com tamanha maestria a sua gaita, seu nome era Jacob Black, filho do príncipe cigano. Ao seu lado, a segurar-se com firmeza em um cajado feito da cerejeira estava a velha cigana, Leah. O sinal foi dado assim que a ultima estrofe foi entoada e, ambos ergueram aos seus queixos. Um arrepio percorreu ao corpo pequeno e forte do menino que se pôs em pé naquele momento, pois que o grito de Baltazar a chamar seus ciganos à guerra clamou em seu sangue. E a percorrer a todo o exercito com olhar firme o menino viu mais adiante o cavalo do rei gadjo a correr primeiro, seguido de seu pai e de seus irmãos.
-Leah?
-Hum?!
-O que você vê para mim?
-Pensei que fosse perguntar sobre o destino desta guerra, pequeno Jacob.
-Disto já o sei! — A velha olhou para baixo a visualizar os cabelos negros e lisos da criança. Ela também já sabia o que o destino reservava para ele.
Dois reinos e um amor!
Era o essencial, ela viu nas cartas, assim como viu o seu, anos atrás, a ter a chance de doutrinar a futura grande rainha que seria capaz de unir a duas raças. Mas que o destino era caprichoso e sempre se embevecia daqueles cujos espíritos eram livres. E não o seria diferente com o filho do príncipe cigano. Leah aprendera com Nadja, a não manipular o destino alheio e, a temer o castigo para tal ousadia. Ela viu a força do verbo do pequeno Black. A tenacidade de seus músculos e a chama de sua alma. Mas, também, viu a dor da perca e a revolta do obstáculo, tudo na cor acobreada que reluzia através dos fios de cabelos do grande rei gadjo Edward Cullen.
Que com força se impulsionara a frente dos demais. Seus olhos reluziam o brilho da sua alma com a chama de sua vida a tremular revoltosa. A frente já visualizava o campo de batalha, homens ao chão, muitos mortos e tantos outros feridos e, feito ao trovão, ele bradou o seu grito de guerra e ergueu a sua espada que reluziu ao sol. Dentre tantas cabeças que se voltaram com surpresa, a dela foi a que mais lhe chamou a atenção. E seu coração destoou em um compasso assim que viu o balançar dos cabelos mognos ao vento, com a cabeça que meneava de um lado ao outro a livrar-se da ponta afiada das espadas inimigas, pois que ela estava cercada.
A fúria fez o corpo ainda febril do rei tremer e sua mente o incomodava ao lembrá-lo do acerto que realizou com a sua mulher, a sua rainha, quando recobrou a consciência ao ser resgatado dos braços da morte a duas noites.
“O deves ouvir-me, pois que assim será o melhor...”
A voz rouca e sensual ainda lhe enchia os ouvidos. Fora tudo planejado por ela! Que se arriscou não somente por ele, mas, pelo seu reino. E a coragem assim também, era a outro destaque, pois onde sobrava no corpo pequeno e quente de Isabella, faltava aos seus homens mais valentes. Edward sentiu a sombra crescendo as suas costas, eram os filhos do vento, capazes de assombrarem com o olhar a alma do mais valente dos homens. Eram os ciganos com líder supremo, o príncipe Baltazar. Eles realizaram o concerto na ultima noite, feito de sangue e de fogo. A aliança fora necessária para que vencessem a perfídia e a traição do príncipe Volturi. O maxilar tenso rangeu os dentes assim que viu-se ultrapassado com extrema facilidade pelos ciganos que clamavam por sangue. Eles caíram na planície, feito a uma nuvem de gafanhotos, temíveis e cruéis!
As cimitarras abaixaram sem qualquer misericórdia sobre as cabeças dos soldados do reino de Felix Volturi que, sentira-se preso em uma esplendida armadilha orquestrada pela rainha de Edward, a bela cigana.
Felix berrou enfurecido a sua ordem.
-Eu quero a cabeça da rainha!
Ela que estava sentada toda majestosa em seu garanhão, sorriu em retribuição e o brilho de seus dentes reluziu acima da nuvem vermelha e dos gritos lamentosos. Somente as sombras maléficas dos homens passavam por ela, sem conseguirem com as suas espadas jamais tocarem a um fio de seus cabelos sedosos. Pois que eram abatidos, fosse um ou mais e caiam mortos ao chão, pois que não conseguiam passar por ele, o valente soldado Withlock.
O riso de vitória soou brando dos lábios vermelhos da rainha guerreira, a contagiar seus valentes soldados. O grito de seu duque de guerra entoou pela campina da morte e cruzou com o bramido dos ciganos e o exercito inimigo soube naquele momento que para eles aquela guerra estava perdida. Mas, valentes que eram, levariam o máximo que pudessem para o seol e a cabeça da rainha seria um grande premio para o barqueiro. Mas que os obstáculos eram muitos e a unir-se ao valente soldado Withlock as espadas do príncipe cigano e do rei nobre colocaram definitivamente por terra a ambição de qualquer um que ousasse desejá-la.
Ela ergueu seu queixo, toda altiva e olhou com generosidade para os homens que estavam dispostos a morrer em seu lugar. Seu garanhão pisou com fúria sobre o chão revolvido e relinchou vitorioso e, ela gargalhou, pura e simplesmente, cheia de deleite.
-Poupe a vida de seus homens, os deixem voltar para as barras de suas mulheres, Felix!
-Não será para ti que hei de entregar a minha rendição!
O príncipe Felix encontrava-se cercado, se o fosse pela esquerda ou pela direita, seria o seu fim, pois que oss fio das espadas do duque de guerra e do rei Cullen lhe espetavam a pele do pescoço.
-Que o deveria ouvira a ela, pois que de mim, não terá misericordia!
Sem medo de seu destino, que se anunciava no brilho dos olhos de Edward Cullen, Felix sorriu.
-Que me enganas-te, meu amigo! Julguei que estivesse morto, mas pelo o que vejo este será o meu fim pela tua espada!
A contrariá-lo, Edward guardou a sua espada.
-Um rei, não mata outro! O deveria saber, pois que teve como pai ao maior de todos os reis!
-Então que algum apreço tem pela casa dos Volturi!
-Apenas que folgo em saber que teu pai morreu na escuridão, sem saber da traição do próprio filho, diga-me, que ambição é está?!
-Que está terra é pequena demais para nós dois! Mata-me agora, se não tu, ordene ao teu cão de guerra!
Felix não chegou mesmo a concluir suas blasfêmias, que o punho do rei Cullen acertou ao seu queixo com tamanho vigor o fazendo cair de seu cavalo.
-Erga-te! Tenha decência pelo nome que carrega e honra a teu pai a uma ultima vez! Teu julgamento será em tua terra, diante dos olhos de teu povo e, como rei vitorioso eu dou concedo teu castelo, teus bens, tuas terras e teu titulo a Baltazar Black, o príncipe cigano.
De quatro, Felix ergueu seu rosto sujo com a terra vermelha e olhou enojado para o homem alto e moreno que o fitava com desdém.
-Não o pode! Deves tomar para ti e...!
-Não me diga o que fazer, a tua voz não tem mais verbo!
Edward galopou até o centro da campina e com voz de trovão proclamou seus termos. A queda da casa Volturi, o reino, o palácio, todos os bens e, todos os espólios, seriam a partir daquele momento de domínio do povo cigano e de seu grande príncipe.
-Mas, em meu reino, não tolero a discriminação ou a escravidão! Sintam-se livres aqueles que desejarem partir, sob a pena, de nestas terras não mais voltarem.
Ele voltou-se em seu puro sangue e com um aceno de cabeça chamou ao príncipe cigano e, quando este apeou ao seu lado, ele ergueu com sua mão o braço forte e musculoso e gritou.
-Vida longa ao novo rei!
O urro de fez tremer a toda a terra.
Sentindo que cumprira com seu acerto, o rei Edward foi-se para ela, que o esperava com um enorme sorriso e os braços abertos e, antes que esta pudesse assim piscar, ele a tomou para si, a colocando devidamente sentada em seu colo e lhe abocanhou faminto os lábios generosos. As línguas se enroscaram e as mãos pequenas e audaciosos se embrenharam nos cabelos a puxar a cabeça para si.
-Hum... – contrariado, ele desgrudou os lábios e viu cheio de desejo ao brilho da boca carnuda que ficou levemente saliente.-...o que me faz lembrar, que temos um casamento a festejar!
-Por certo que sim! Mas tenho a uma condição...
-O diga, minha rainha!
-Que seja em nosso reservado... – ela olhou de um lado para o outro antes de voltar-se para seu rei-...pois que verdade seja dita, estou cansada de tantos soldados a rodear-me e, neste momento ando desejosa de um apenas.
-Serve a ti a este humilde soldado que a toma?!
Ela olhou para o alto e mordeu a sua boca.
-Isabella?!
-Acho que não haveria outro melhor do que ti. Se bem que o soldado Withlcok a um bom serviço fez ao proteger-me...
Edward voltou a sua cabeça para o valente soldado que abaixou ao seu elmo e se retirou, pois não esperava naquele momento a uma congratulação do rei ciumento.
-E o devo dizer que de fato teus homens me surpreenderam, pois que são fortes e valentes e...
-E onde diabos, esteve meu duque de guerra?
-Ao vosso lado majestade! — Edward voltou-se surpreso, pois que de fato, não esperava pelo alto e forte Emmett.
-Com todos os demônios, Emmett! – ele apertou o braço na cintura fina de Isabella e deu sua ordem de comando.
-Vamos!
Os soldados do reino do sol afastaram-se sem olharem para trás. A deixar a cargo da misericórdia cigana o cruel destino da morte de Felix Volturi.
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado e se não estiverem muito brabas poderiam mandar alguns reviews!
Bjus!
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