Cigana

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Olá Amadas!Esta autora tem que pedir desculpas.....mas é que a esta época do ano tudo se complica um pouco e quando tenho o tempo livre para escrever ou melhorar aos capitulos já prontos, me vejo estudando apostilas, vendo relatórios....enfim...a vida real e suas exigências.Ok - curiosas? Espero que sim, vamos ao desfecho do post anterior....Boa leitura!

Cigana

Capitulo 12

O riso grosso e sem cadência saiu gutural, mais parecido com um esgar. O brilho reluziu dos olhos negros, como duas pedras de ônix, perdendo somente para o branco dos dentes grandes e perfeitos. Detalhes que se projetavam da face maléfica do homem de tez morena e feições distorcidas pela maldade. Ela moveu seus pés pequenos dentro da água escura e gelada, executando a um nado cego na tentativa de tomar distância da figura sinistra que a observava da beira do lago, já completamente nu. A cigana olhou cheia de ódio e nojo para o enorme pênis que se projetou em riste, com a cabeça bulbosa a vibrar vermelha e úmida e tomando do oxigênio o máximo que seus pulmões poderiam conter, ela submergiu nas águas escuras, e a ultima coisa que o homem viu foi o brilho fugaz dos olhos marrons, ameaçadores e intensos dela.

_Hahaha! Não vai fugir de mim, maldita! Nado tão bem quanto tu nestas águas traiçoeiras. Hoje, aprenderas a respeitar-me.

Com um impulso vigoroso ele se lançou com os braços estendidos para dentro das águas, que se espalharam com o impacto do peso de seu corpo forte e grande para todos os lados. Os pingos refletiram a luz do sol, como pequenos primas coloridos. Rapidamente o corpo forte e moreno sumiu dentro das águas escuras e o silencio tornou-se tão intenso quanto palpável nos minutos que se seguiram. A superfície do lago estava calma, se agitando somente com a brisa suave que passava por ela. Um contraste do que acontecia abaixo dela e algum tempo depois, como se fosse a água dentro de um caldeirão no fogo, em ebulição, a mesma superfície calma transformou-se primeiro, em um redemoinho borbulhante para finalmente, revelar a cabeça da mulher que emergiu das águas profundas com os olhos esbugalhados e a boca aberta a procura do ar que lhe refrescaria os pulmões. Uma mão enorme projetou-se para fora da água e dedos fortes agarraram-se ao pescoço fino e branco, cessando a entrada do ar abençoado até os pulmões tão exigidos do peito pequeno e esbelto de Nadja, que teve plena consciência do membro a espetá-la nas nádegas, a exigir passagem forçada assim que o homem moldou seu corpo pesado ao dela por trás. E de seus olhos lagrimas saíram em abundância. O gosto salgado inundou a boca pequena que já começava a ficar roxa pela falta de ar e com um gaguejar, se aproveitando do que ainda lhe restava de oxigênio ela implorou:

_Matá-me! Tenha piedade......

A voz grossa saiu sussurrada no ouvido dela, não antes da língua libidinosa lambê-la com gula lasciva:_Vejo que sabes ter humildade, cigana. Mas que ainda não me é o suficiente!

A mão enorme largou o pescoço sofrido e se apoderou de um dos seios perfeitos o apertando com firmeza. A voz dela saiu pelos lábios que retomavam a sua cor normal com um grito de dor, e a dele com um urro de desejo bestial. Ele abaixou sua boca carnuda até o pescoço dela o lambendo ávido e intensificou a pressão de seu pênis contra as nádegas firmes e redondas de Nadja.

_Uhhhh!

O cérebro de Nadja, tão ágil, tão veloz, estava com dificuldades de retomar ao raciocínio e, ela sentiu o braço forte e cheio de pêlos a puxando pela cintura. Em uma débil tentativa de fuga ela esperneou nadando em sentido oposto a ele e chorou de dor ao sentir o forte puxão em seus cabelos molhados.

_Venha, que vou resolver minhas pendências contigo de uma vez por todas!

Feito a uma serpente, Nadja fincou seus dentes no braço de ferro, sentindo a musculatura tencionar sob eles e depois o gosto do sangue a lhe inundar a boca. Mas, um tapa certeiro lhe encheu a face esquerda a desorientando momentaneamente e Nadja sentiu que algo lhe escorria quente através do nariz. Seus olhos giraram nas órbitas e ela afundou nas águas mas um puxão em seu corpo mole a trouxe de volta a superfície. A dor queimava em seu rosto e seu pescoço doía com o esganar de minutos atrás. Agora restava-lhe somente as unhas fortes e compridas que arranharam a pele endurecida pelo sol do homem que parecia que nada sentia. Logo, os pés de Nadja passaram a sentir o fundo do lago que antecedia a margem e seu coração passou a bater ainda mais descompassado. Ela estava sendo arrastada pelos cabelos para fora da água e já o sabia qual seria o seu destino. Uma sensação de impotência e fragilidade se apossou de seu corpo nu e trêmulo. Nadja pensou em apenas um segundo em toda a sua vida até aquela ultima noite, onde perdera sua inocência com Edward, o rei. Agora, vitima de sua arrogância e tenacidade, ela se via subjugada pela mão forte do destino que lhe cobrava pela ousadia de ser livre.

A voz ainda lhe pertencia e ela gritou a plenos pulmões para que lhe soltasse. A risada monstruosa que soou da boca dele fora ainda mais alta e jocosa. Outra bofetada foi-lhe desferida, um pouco antes dela ser lançada ao chão, perto da margem do lago. Nadja caiu desajeitada e a terra arenosa adentrou em sua boca por entre seus dentes. Ela sabia que se encontrava em uma posição perigosa e vulnerável e se rastejando com agilidade ela ensaiou uma fuga que foi frustrada pelo pé enorme que lhe prendeu pela panturrilha. Mãos grades tomaram seu corpo a virando de frente para ele que a devorava com os olhos transformados pelo desejo cego e selvagem.

_És a mulher mais linda que já vi em toda a minha vida Nadja.

_E será a ultima que verás! Ousa tocar-me o corpo? Lhe garanto que morrerá da forma mais lenta e dolorosa possível!

Ele subiu em cima do corpo dela, prendendo suas pernas dentro das dele e se preparando para o assalto do corpo pequeno:_És valente mulher, ainda encontras verbo a dizer? Então que seja inteligente, ore aos seus santos, pois somente eles podem salva-la de mim agora.

_Não preciso de milagres para botá-lo ao chão, cachorro! – Nadja grunhia por entre seus dentes palavras vazias de alarde, pois que de fato estava em uma posição pouco vantajosa e a mercê de algum milagre. Uma de suas mãos fincaram as unhas no chão arenoso e ela jogou sua única arma de defesa nos olhos desvairados do brutamontes que ao ficar cego momentaneamente a xingou e tentou lhe desferir a um soco, atingindo ao chão duro, pois que ela girara com rapidez ao tronco livre, livrando-se assim da agressão brutal. Com este gesto, Nadja pode visualizar a algo realmente forte e que serviria perfeitamente como a uma arma em suas mãos habilidosas. Ela conseguiu livrar a um joelho e com força o projetou contra o enorme pênis que exalava ao seu odor forte e ocre. Com um grito o homem foi para frente a tombar no chão a liberando momentaneamente e, com rapidez, ela agarrou a pedra pontuda entre seus dedos firmes.

_Agora, Esteban, quero ver até onde vai tua força! – com precisão, ela acertou com todas as suas forças a cabeça morena dele. O sangue jorrou feito a um jato, alto e rubro, manchando o rosto de Nadja que sorria perversa com a desforra que aplicava em seu algoz.

Outro ataque e o corpo desfaleceu no chão. Ela ergueu-se sentindo a fraqueza em suas pernas e vasculhou nas roupas sujas de Esteban até que o brilho da lamina refletiu em seus olhos. Os dedos pequenos dela se apossaram da adaga suja e Nadja olhou para o seu cavalo morto a poucas distâncias e lagrimas saíram de seus olhos. Era um bom cavalo, que valia algum dinheiro. Tomada de fúria, ela foi até o corpo inerte de Esteban e com enorme dificuldade o virou de frente para si. Sua boca se encheu com o gosto de sua bile e com uma cusparada ela lavou a face dele com a sua saliva.

_Porco!

Nadja olhou atentamente para o primo de criação. Ele ainda estava vivo e o coração dela clamou pela morte dele.

_Deves sangrar por ousar tocar-me! – o brilho dos olhos de Nadja transmitia ódio. Transmitia morte e ela se abaixou até ao enorme pênis que pendia murcho o pegando cheia de nojo, mas com firmeza. A outra mão ergueu-se no ar e o brilho da lamina reluziu por todo o lado antes de abaixar certeira a decepar o músculo odioso. O vômito se anunciava em sua goela, Nadja o engoliu, pois que ainda não era o momento e, resoluta ela abriu com dificuldade a boca enorme de Esteban que estava trincada devido ao trauma que o corpo acabara de sofrer e lá, socara o órgão que lhe fazia ser homem.

_És menos do que a um cão, não mereces ter os culhões!

Ela se abaixou até a cabeça e lhe sussurrou no ouvido:_E que todos saibam que foi Nadja quem o capou!

Depois, Nadja ergueu-se a procura por suas vestes e lembrou-se que detinha apenas a longa capa com capuz. Ela olhou para o sol a pino no meio do céu e contabilizou que deveria ser por volta do meio do dia. A caminhada até a cidade seria por demais para ela, que sem alternativas se pôs a andar lentamente, deixando para trás sua montaria e o primo desfalecido com o sangue a se esvair abundantemente.

Mas não muito longe a tropa do príncipe que voltava após a noite de festas vinha ao seu encontro a galopes rápidos. Eles a avistaram ao longe, pequena encoberta pela túnica negra e com passos lentos. Os olhos inteligentes do príncipe de longe notaram tratar-se de uma mulher devido ao porte pequeno e questionou-se quem poderia ser louca o suficiente a andar por aquelas planícies assim, sem precaução ou montaria. Mas no momento em que o pequeno corpo foi ao chão, ele apressou ao seu galopar, junto com sua guarda pessoal.

Ele ordenou que seu primeiro tenente fosse até a mulher caída e surpreendeu-se quando a mão de seu soldado tirou o capuz a revelar a bela face da cigana que dançara na ultima noite no palácio do rei Edward seu futuro cunhado e aliado. Um seio pequeno com bico rosado despontou de dentro da túnica fazendo o corpo de Felix recordar-se das sensações que sentira na ultima noite ao vê-la dançar tão divinamente.

_Ela vive?

_Sim meu senhor! Mas esta machucada, parece-me que apanhou brutalmente a julgar pela face judiada.

_Mas quem o poderia? Quem teria a esta coragem?

_Meu senhor? Um de nossos homens, que tomou a guarda noturna a viu sair dos aposentos do rei nesta manhã...

_O que me diz?

_Apenas isto meu senhor!

Felix saltou de seu cavalo e se aproximou do corpo desfalecido de Nadja, notando com seus olhos aos hematomas que tomavam a face pequena dela. Depois com cuidado, ele a tomou para si e voltou até a sua montaria. Após acomodar-se da melhor forma possível na cela que passou a dividir com o corpo pequeno e quente de Nadja, Felix de ordem de comando para que prosseguissem.

Continua....

Notas finais
é Esteban levou a pior.....E Nadja acabou o capitulo nas mãos de outro homem.....!Bjus até o próximo post....e se não estiverem muito bravas comigo, mandem meus reviews...... Recadinho: Não sejam coninventes, denunciem os plágios. Colaborem para manter a criatividade das autoras, mandem os reviews. Indiquem as fics que gostarem, é rápido é fácil e faz bem a alma.