Cidade Dos Corvos
1 Cidade dos Corvos: Capítulo 1: Piloto
Notas iniciais
CIDADE DOS CORVOS
CAPÍTULO UM: PILOTO
Narração de Dyêgo
Meu nome é Dyêgo Rivers, noite passada peguei um ônibus para a Cidade dos Corvos, pensando que iria ajudar minha namorada, Julia.
Ela me pediu pra ficar e olhar Ellen. Conheci Ellen mais cedo naquela noite, mas nossa conexão foi imediata.
- Com quem está morando agora? — Perguntei pra Ellen.
- É complicado. — Respondeu ela olhando pra frente.
- Familia adotiva? — Perguntei.
— Não precisa falar assim. — Falou ela olhando pra mim. — Você não pegará algo por dividir o lugar.
— Já passei algum tempo neles. — Falei.
Narração de Ellen.
Vim para a Cidade dos Corvos encontrar meu único parente vivo, um tio que me doou para estranhos antes que eu pudesse conhecê-lo.
Narração de Dyêgo.
Eu e Julia mal conhecemos a garota, mas nenhum de nós quer deixa-la sozinha numa cidade onde pessoas dão festas em cemitérios.
Narração de Ellen.
Não me assusto facilmente, nem quando preciso de respostas sobre a família que não conheci.
Narração de Dyêgo.
Noite passada achei uma lápide no cemitério com meu nome e meu rosto nela. E também há uma Ellen enterrada lá. De forma alguma nenhum de nós pegará outro ônibus sem descobrirmos o porquê.
— Cidade dos Corvos deve ser a única cidade do mundo que não tem um site. Sabe, deve ser só uma coincidência. Aposto que tenho parentes aqui ou algo assim. — Falei pra Ellen.
— Sim, acontece o tempo todo. Ver seu rosto e seu nome numa lápide. — Falou Ellen.
— Não estou dizendo que acontece, mas aconteceu. — Falei. — Há uma explicação, e vamos descobrir.
— Você parece os mocinhos dos filmes de terror, o que é todo lógico e cientifico. Ele geralmente não sobrevive até o fim. — Falou Ellen saindo andando.
— Onde está indo? — Perguntei.
— Para a casa do meu tio. Talvez ele tenha voltado. — Respondeu ela e eu a acompanhei e ao passar em uma estátua ela chora sangue.
— Mas como descobriu que tem um tio? — Perguntei a Ellen.
— Recebi uma carta dum advogado falando de parentes. Dizia que uma cópia foi enviada a meu tio. Sr. Raymond Collins que mora no bairro Sawmill Road em Cidade dos Corvos. Família instantânea. Fui de animada a abalada em dez segundos. — Falou Ellen.
— Sei como é. — Falei pra ela.
— Sabe? — Perguntou Ellen.
— Como eu disse no ônibus, sei como é ir de uma família para outra. — Falei para Ellen.
— Dyêgo, é essa. — Falou Ellen parada em frente a uma casa enorme e muito bonita onde tinha uma placa de bronze na frente dizendo "HINCHLEY TRUMBAL & COLLINS. DIRETORES FUNERAIS" — É a casa do meu tio.
— É uma casa e tanto. — Falei e observo um carro chegando. — É ele? — Perguntei a Ellen.
— Não sei, não o vejo desde os 3 anos. — Respondeu Ellen.
— Talvez ele saiba dos nossos similares no cemitéio. — Falei.
— Sim. — Falou Ellen e nós nos aproximamos do carro e da entrada da casa.
A porta do carro abre e um homem desce dele.
— Sr. Collins! — Falei e ele vira-se.
— Você é? — Perguntou ele a mim.
— Não se lembra de mim? — Perguntou Ellen e ele faz uma cara negativa. — Sou Ellen, sua sobrinha. — Ele coça a cabeça.
— O que faz aqui? — Perguntou ele.
— Acho que devíamos começar com um oi. — Falou Ellen.
— Estou ocupado. — Falou ele virando-se para seu carro e tirando dele uma maca com um corpo envolto num saco preto e eu resolvo me aproximar.
— Não tive a oportunidade de me apresentar. — Falei. — Sou Dyêgo Rivers.
— E também sou seu parente? — Perguntou ele e uma mulher aparece na porta.
— Ellen queria te surpreender, talvez não tenha sido o ideal, talvez devesse ter ligado antes, mas ela está aqui. — Falei. — Foi uma longa noite. Sei que essa mala. — Falei me referindo ao corpo. — Não se importaria de você passar um tempo com sua sobrinha.
— Seu sobrenome é Rivers? — Perguntou o Sr. Collins.
— Isso mesmo. Dyêgo Rivers. — Respondi. — Talvez me reconheça da lápide no cemitério, a do cara que é idêntico a mim.
— Conheço todas as lápides de lá. Não há Dyêgo Rivers. — Falou o Sr. Collins. — Carla, mostre a minha sobrinha onde ela pode descansar. — Falou ele para a mulher.
— Entre querida. — Falou a mulher, Ellen olha pra mim e eu faço um gesto com a cabeça pra ela ir.
— Faça-se Útil. — Falou Sr. Collins pra mim.
Notas finais
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