Ciclo 2

1 Capítulo único


Os sons pararam subitamente.

O último corpo caiu no chão. Da lâmina solitária, sangue pingava excessivamente.

QXlh arfou. E então, caiu de joelhos, agarrando a máscara presa ao seu rosto com força. Atrás dela, as outras duas se apressaram em se aproximar.

“Nee-chan”, murmurou uma, sem chegar perto o suficiente. A outra ousou; já perto, envolveu seus ombros num abraço desajeitado, a puxando para perto. Um olhar preocupado cruzou seu rosto.

“Acabou.”, falou, sem insistir em puxar a máscara. QXlh deveria fazer isso sozinha. “Acabou, eles estão mortos. Pode voltar.”

A mulher abaixo dela soltou um grunhido animalesco. Kinoko franziu o cenho, puxando o cachecol para baixo. “Foi arriscado, 椿.”

椿 continuou parada, ainda envolvendo a lutadora. “Sei que foi. Mas não tivemos escolha.” não se preocupando em dar mais explicações, focou em QXlh. “Precisamos de você de volta. Aqui, conosco. Por favor.”

Por fim, mãos trêmulas seguraram a máscara, puxando-a para cima e revelando o rosto atormentado pelo qual tanto chamaram. Houve um suspiro de alívio das três, e 椿 pôs-se em pé, levando as mãos aos quadris e olhando rapidamente por cima do cenário. Destroços, mortos, o sol continuava forte.

“O Demônio Vermelho se foi.”, murmurou Kinoko, ajoelhando-se sorridente ao lado da garota, que quase fugiu-lhe ao toque. “Você voltou, nee-chan.”

Não houve resposta da parte de QXlh. Mesmo não a olhando, 椿 sentiu o olhar frio e tenso na sua direção. “Não vamos encontrar nada aqui. Se queriam atacar garotinhas, eles deviam estar numa situação pior.”

“Ou eram pervertidos de merda.”, concluiu Kinoko, o sorriso eterno grudado ao rosto.

椿 suspirou. Estava tudo errado.

“Não pense tão mal das pessoas de cara, Kiicchi.”

“Não penso de cara. Estive pensando por todas as outras vezes.”

QXlh grunhiu. Novamente, um suspiro deixou os lábios de 椿.

“É melhor nos movermos antes que o Demônio volte.”, concluiu. Suas companheiras resolveram obedecer, se levantando e andando ao seu lado. Assim que Kinoko se distraiu com alguma coisa do cenário, QXlh puxou seu consolo pelo braço.

“Eu sei que as coisas não vão melhorar.” murmurou-lhe. Um calafrio percorreu os nervos da garota. Talvez tivesse sido muito óbvia? Ou talvez a natureza desconfiada de QXlh tivesse sinalizado em sua direção? “Não minta para mim. A única coisa que vai estar fazendo é piorar.”

Os olhos de 椿 se acenderam. O fantasma de um sorriso surgiu em seus lábios. Talvez YXF1ZWxhcyBmb3NzZW0gbWVtw7NyaWFzIGFudGlnYXM/.

“Eu nunca mentiria para você, nee-chan. Qual seria o sentido?”

“Também não entendo. Há muita coisa daqui que não consigo entender.”, desviou o olhar, o rosto mau humorado encarando pedras brancas à frente. “Mas sei que está. Eu a conheço muito mais do que gostaria.”

O clima tenso pareceu se dissipar. 椿 agitou-o para longe com um gesto.

“O Demônio deve estar te afetando.” respondeu, soando preocupada, enquanto continuava sua caminhada. Silêncio seguiu sua fala, e logo estava tudo de volta ao normal.

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