Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem? Espero que sim! Princesas, eu gostaria, sinceramente que você dessem suas opiniões e me respondessem se eu estou enrolando muito a história, ou seja, demorando pra chegar em um pouco de "ação". Por favor me respondam no review! Agradeço por vocês estarem acompanhando. Beijos ;*

Ficou pronta rápido. Esperou Jasper chegar, comeu um pedaço de pizza, se despediu e pegou o carro. Dirigiu devagar, pois estava no horário certo. Chegou na casa de Emmett e parou o carro. Curiosamente, ele não estava sentado na escada fumando um cigarro, como sempre. Tocou a campainha e Bree atendeu.

- Oi Rose! Como vai?

- Vou bem, e você? Como foi o encontro? – perguntou, entrando na sala.

- Foi ótimo. Diego é um cara muito divertido e disse que gosta de mim. Ele até me beijou. – disse a garota, baixinho para Emmett não escutar.

- Que bom. Mais vai com calma tá? – aconselhou.

- Okay.

- Você nova ainda. Você é esperta e sabe do que eu estou falando, não sabe?

- Sei sim. – disse a menina, um pouco envergonhada.

- Aonde está sua mãe?

- Ela saiu com o Sr. Volturi. Aro é o nome dele.

- Aro?

- Sim, é o “namorado” italiano dela. Ele é professor de Artes na escola que eu estudo.

- Que bom que sua mãe conheceu alguém.

- Eu também acho. Ele é um bom homem.

- Emmett está tomando banho?

- Sim. EMMETT! VOCÊ VIROU A MULHER DA RELAÇÃO É? ROSE ESTÁ TE ESPERNDO. – gritou batendo na porta do banheiro.

- Já estou saindo!

- Só assim mesmo. Vou lá no meu quarto e já volto. Você não se importa não é?

- Pode ir, linda. Eu fico aqui. – disse Rose.

Bree foi para o seu quarto e Rose ficou observando a sala da casa do McCarty. Apesar de pequena, era extremamente aconchegante e milimetricamente organizada e limpa. Sue era muito caprichosa com sua casa. Os pensamentos de Rose foram interrompidos por Emmett, que saia do banheiro secando os cabelos e apenas com a parte de baixo coberta. Rose ficou parada olhando para o namorado. Seu corpo era perfeito. Ele era perfeito.

- Algum problema, coração?

- Não, nada.

- Ficou impressionada com a minha sensualidade né? – deu uma gargalhada.

- Bobo.

- Me troco em um minuto. – Emmett deu as costas e foi para seu quarto, vestir uma roupa. Rose não havia prestado atenção antes, mas o namorado tinha uma tatuagem nas costas, uma frase pequena: Sinto sua falta, pai. Rose ficou comovida com aquilo, deveria ter sido difícil para a família perder o Sr. McCarty. Principalmente para Emmett.

- Vamos, Pequena. – disse dando um beijo em Rose.

- Vamos aonde?

- Não é muito longe. Podemos ir à pé.

- Tudo bem. – Rose pegou sua bolsa e saiu. Entrelaçou sua mão na de Emmett e os dois foram andando até o lugar especial de Emmett. A rua estava calma, a noite começava a cair. Chegaram até uma casa bem grande e bonita, com um lindo jardim na frente, com chafariz. Possuía uma placa escrito: Casa de Repouso San Diego.

- Não entendi. – disse Rosalie, confusa.

- Bem, toda quinta feira eu venho aqui, divertir estes pobres velhinhos que forma abandonados por suas famílias.

- Sério? E o que você faz?

- Eu toco violão, canto, conto piadas, danço valsa com as senho. Tem um piano lá dentro. Você vai me acompanhar.

- Com o maior prazer. – disse Rose, entusiasmada.

Os dois entraram por uma porta branca, que dava para uma grande sala de estar. O local era muito bem decorado, com peças antigas, mas muito bem cuidadas. Os quartos das mulheres eram no segundo andar e dos homens, no quarto. Rosalie logo viu o imponente piano branco, no canto esquerdo da sala. Os moradores da Casa de Repouso haviam acabado de jantar e estavam prontos para um pouco de diversão.

- Emmett! Como vai, meu rapaz? Percebi que trouxe uma companhia. E que bela companhia! – disse o Sr. Dwyer, beijando a mão direita de Rose.

- Esta é Rosalie, minha namorada.

- Prazer, Sr. Dwyer. Você faz um lindo trabalho.

- Estes velhinhos são minha família, minha querida. Meu maior orgulho.

Logo, os senhores e senhoras foram aparecendo na sala. Emmett foi até a Sra. Aurszwald que era a que ele mais gostava de conversar.

- Sra. Aurszwald? Está formidável está noite. – disse, beijando o alto da cabeça dela.

- Oh! Emmett! Sempre tão galante! Quem é esta senhorita ao seu lado?

- Esta é Rosalie. Minha namorada.

- Prazer, Sra. Aurszwald

- O prazer é todo meu. Você tirou uma sorte grande, minha filha. Não se encontra um rapaz bonito, inteligente, educado e engraçado todos os dias. Valorize seu homem, minha querida.

- Olha, Rose! A Sra. Aurszwald tem ótimas histórias para contar. – disse Emmett.

- Sério?

- Oh! Eu sou Polonesa. Sou uma sobrevivente do Holocausto.

- Jura? – perguntou Rose, que se interessou pela história e puxou uma cadeira para perto da mulher. Enquanto isso, Emmett foi conversar com os outros moradores do Asilo.

- Juro. Eu tinha onze anos quando os Nazistas invadiram meu país. Minha família perdeu tudo o que tinha. Meu pai era banqueiro. Fomos mandados aos guetos. Ficamos cerca de um ano lá. Minha filha, eu vi coisas que você não pode imaginar. Depois, eu e minha mãe fomos separadas do meu pai. Nunca mais tivemos notícias dele. Só depois da guerra, soubemos que ele havia participado “Da Marcha”, onde os Judeus tiveram que marchar da Polônia até a Tchecoslováquia, durante o inverno do Leste Europeu.

- Nossa, Sra. Aurszwald. Eu nem sei o que dizer.

- Pode me chamar de Adele. Vou te contar um pouco sobre minha vida. Minha mãe morreu em Belzec, na Polônia mesmo, de febre tifoide. Eu fui mandada para Auschwitz-Birkenau. Eu vi gente morrer. Eu cavei muitas covas. Uma menina de seis anos morreu em meus braços. Ela deixou isto aqui comigo. – disse, pegando um pequeno ursinho, já bem deteriorado, por conta do tempo de dentro da gaveta. – o guardo até hoje. Eu apanhei. Eu vi Anne Frank.

— Você conheceu Anne Frank? – perguntou Rose.

- Só de vista. Nos dias que anteciparam sua morte. Estava muito fraca, coitada. Sabe, minha querida? Eu agradeço todos os dias por estar viva. Eu perdi muitos amigos. Eu perdi meu namorado. Eu perdi tudo. Cheguei no fundo do poço. Mais consegui dar a vota por cima. Reencontrei minha felicidade depois que vim para a América.

- E como a senhora chegou aqui?

- Quando os Russos invadiram a Polônia eles prenderam os Nazistas e soltaram os Judeus. Eu não sabia para onde ir, então tomei um trem em direção à Inglaterra. Fui para casa de alguns parentes que não haviam sido presos porque não eram judeus. Morei com tia Valkiria por dois anos. Comecei a trabalhar em uma loja de chapéus e foi lá que eu conheci Philip, meu falecido marido. Nós começamos a namorar e nos casamos. Ele me trouxe para morar com ele aqui em Seattle. Ele era soldado. E aqui estou, até hoje.

- Vocês tiveram filhos?

- Oh! Sim. Tivemos seis. Gregory, Julie, Marie, Anne, Arthur e Noah.

- E onde eles estão?

- Gregory morreu no Vietnã, Julie morreu de câncer no pulmão. Como aquela menina fumava! Eu sempre lhe dizia que isso iria matá-la. Mais ela nunca me ouvia. Bem, onde eu parei? Oh! Sim: Marie está morando com o marido, os filhos e os netos em Veneza. Anne está em Miami, com os filhos. Arthur está em Nova York, ele é policial lá. Noah casou-se a pouco tempo, ele tem trinta anos. Ele mora em Detroit. Ele é o único que vem me visitar duas vezes por mês, sem falta.

— Eu sinto muito.

- Não sinta, meu amor. É a vida. Sabe, minha avó sempre dizia: “Um pai cuida de dez filhos, mas dez filhos não cuidam de um pai.” Eu não tem raiva deles. Eu sei que eu vou morrer rápido. É só enterrar.

- Não diga isso. A senhora tem muita coisa pra viver... Sabe, eu não conheci meus avós. Nem maternos, nem paternos. Eu queria ter tido este amor. E se eu pudesse escolher, eu escolheria a senhora pra ser minha avó. Nunca vi ninguém tão doce e tão terna quanto a senhora, dona Adele.

- Ah, minha querida! Não diga isso, senão eu choro. Mais existe sim, uma pessoa mais doce e terna que eu: o Emmett. E você não pode, em hipótese nenhuma, deixá-lo escapar. Você tem sorte. Muita sorte.

Rosalie riu, mas a velha senhora tinha razão. Não podia deixar Emmett escapar. Não queria encontrar um Jacob da vida, que só quer saber de dinheiro, beleza e sexo. Emmett via, além disso. Ele conseguia enxergar a alma das pessoas. Ficou lá mais umas duas horas, rindo e se divertindo muito com os senhores e senhoras. Emmett cantou, dançou, riu e divertiu todos os presentes. Rosalie ficou impressionada com o carisma do namorado e deu graças à Deus por ter encontrado uma pessoa como ele. Havia gostado muito do asilo, por isso prometeu a si mesma que não iria faltar a nenhuma reunião.