Chuck como se fosse a primeira vez
6 Chuck x Os Jogos
Notas iniciais
“Sarah, essa é a Lou... eu namorei com ela, lembra?”
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Ele não disse isso! Lembra? Já não lembro nem mesmo do motivo de eu estar no Compre Mais! Vim disposta a conversar com Chuck, me desculpar pelo que aconteceu hoje mais cedo. Encaro novamente a cena: Chuck está parado entre mim e a tal Lou, percebo que um pouco nervoso, forçando um sorriso que só está ajudando pra que ele fique com uma cara de idiota. A garota está parada, ainda encara a aliança que fiz questão de mostrar a ela.
“Bom Chuck” – ela o encara– “Parabéns pelo casamento... Eu acho”
Eu acho? Senti o rosto ficar quente. Ela é baixa, cabelo castanho, rosto normal. Não vejo nada de espetacular nela. Não fosse pelo fato dela estar se jogando no meu marido, eu não teria nada contra ela. Sim, meu marido. Posso não lembrar, posso até não ter o mesmo sentimento que Chuck tem por mim, mas ele é MEU marido, exijo respeito!
“Hum...Obrigada Lou” – ele responde meio sem graça, me encarando, como se quisesse que eu dissesse algo.
“Foi um prazer revê-la” – tento o meu melhor sorriso, não sei o que está acontecendo comigo – “Chuck, quero conversar com você” – encarei Lou novamente – “Agora”. – Segurei a mão dele com firmeza e o puxei para longe do olhar desconfiado da minha mais recente “amiga”.
Passamos pelos corredores da loja, até chegar à sala com monitores. Não olhei para Chuck em nenhum instante no meio do caminho, apenas sentia sua mão suada enquanto segurava a minha.
“Sarah você podia ter sido mais simpática, você não acha?” – Chuck falou assim que entramos na sala.
“Ela é do governo? Alguma agente que eu esqueci também?”
Chuck me encarou confuso: “Não, claro que não!”
“Então não preciso ser simpática” – Disse mais seca do que o planejado.
Chuck me encarou confuso: “Olha... Não precisa ter ciúmes, eu...”
Meu sangue ferveu, senti o rosto esquentar rapidamente: “Ciúmes? Eu não estou com ciúmes! Eu não tenho ciúmes de você!”
“Sarah eu terminei com ela há muito tempo...”
“Eu não estou com ciúmes Chuck!” – minha voz cresceu em um tom – “ Não me importa quanto tempo você conhece ela, ou a Jill ou a Hanna, ou seja lá quem mais você conquistou!”
Chuck me encarou surpreso. Abriu e fechou a boca duas vezes ante de murmurar:
“O que você disse?”.
“Não me importa há quanto tempo você a conhece”.
“Não Sarah! Você lembrou! Lembrou da Jill e da Hanna! Você lembrou” – o rosto de Chuck passou do nervoso para o entusiasmado antes mesmo que eu me desse conta do que ele estava falando.
“Era isso que você queria falar Sarah? Que você se lembrou de mim?” – Chuck se aproximou, a expectativa estampada no rosto. Engoli em seco: “Chuck...” – o sorriso estampado em seu rosto, como se tivesse recebido a melhor notícia do mundo, me fez recuar. Apenas murmurei:
“Não Chuck, não foi isso que vim falar com você...”
Ele se afastou instantaneamente. O sorriso desfeito: “E o que foi então?” –perguntou cabisbaixo, aquilo me deixava cada vez pior.
“Vim falar sobre hoje Chuck, sobre o que aconteceu... ou quase aconteceu” – fiquei um pouco sem jeito.
“Sarah, tá tudo bem... Eu entendo que você não sinta mais o mesmo que eu... desculpe se forcei a barra...”
“Chuck não peça desculpas. Eu que te beijei... eu não sei... não pensei muito na hora, só achei que era o certo a fazer...”
“Certo?” – Chuck aumentou um pouco a voz: “Você me beijou porque achou que era o certo? O que eu sou pra você Sarah? Uma missão? – Chuck se aproximou novamente – “Eu não quero que você me beije porque você acha que é o certo! Antes, antes de tudo isso, antes da gente se casar, você me beijava achando que estava errado! E mesmo errado beijava! E sabe porque Sarah Walker? Porque você queria! Porque sentia vontade! Porque me amava!” – O rosto de Chuck estava a meio centímetro do meu.
“Sabe Sarah, eu vou te beijar agora. E não é porque acho o certo – Não tive reação, em um movimento rápido, Chuck me puxou para si e me beijou. Não foi um beijo calmo, não foi um beijo de amor. Foi um beijo de...raiva, de desespero... de..
Parei de pensar quando Chuck me prensou contra a parede, aquele não parecia ser o nerd atrapalhado. Passei os braços em volta de seu pescoço e suspirei quando ele desceu o beijo para o meu pescoço. Se ele continuasse, eu não resistiria por muito tempo, algo me chamava para Chuck, algo me pedia para corresponder, e não era só o sentimento de culpa por não lembrar dele.
Não sei se felizmente ou infelizmente, fomos interrompidos por um dos funcionários da loja:
“Desculpe atrapalhar...” – ele nos olhou um pouco sem jeito – “ Chuck, aquela moça pediu que te entregasse isso” – Ele estendeu um pequeno papel. Trinquei os dentes.
“Hum...obrigada” – ele abriu o bilhete e me encarou: “É só o telefone dela...”
Mantive a expressão dura, ela deixou o telefone?
“Tudo bem se quiser sair com ela.” – Disse, tentando parecer indiferente. Chuck me encarou por um instante.
“Ainda somos casados Sarah, não vou sair com ela”. – Um sorriso teimou em brincar no canto dos meus lábios – “Você quem sabe. Mas espero que se lembre que... uma vez que você se sentir livre para tentar outro relacionamento, eu me sentirei da mesma forma.” – Chuck fechou a cara: “Eu não me sinto livre Sarah, e... é melhor esquecer o que aconteceu hoje cedo e que aconteceu agora”.
Chuck saiu da sala pisando duro, me deixando ainda um pouco exaltada devido aos beijos. Ele não rasgou o bilhete, isso não me deixou à vontade. Mas tudo bem... Se Chuck quer jogar, nós vamos jogar!
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