Chuck como se fosse a primeira vez
21 Chuck X O aeroporto
P.O.V Sarah
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“Mais rápido” — gritei mais uma vez para Morgan, o carro já estava em seu limite.
“Sarah, nós precisamos estar vivos para salvar o Chuck”— ele replicou nervoso.
Meu pensamento era apenas o de chegar no aeroporto, Carter não podia embarcar, Parker e Karina me observavam do banco de trás – “vocês já chamaram reforços?”— perguntei.
“Pela milésima vez, sim”— Karina me respondeu impaciente. Olhei para ela pelo espelho retrovisor e bufei.
“Chegamos”— Parker sacou a pistola e fez sinal para o aeroporto – “o sinal de gps está vindo do estacionamento subterrâneo.
Carreguei minha arma enquanto Parker a Karina saltavam do carro – “Sarah, e a minha arma?— Morgan falou me encarando.
“Morgan, fique no carro”— falei séria antes de sair em direção aos corredores do estacionamento, logo atrás de Parker e Karina. O estacionamento estava vazio, poucos carros estavam ali. O sinal do gps ficou mais forte à medida que nos aproximávamos de um local mais afastado da entrada, segurei firme a minha arma, um homem passou correndo em direção à escada de acesso ao aeroporto:
“Parado”— gritei enquanto corria em sua direção, ele não era muito rápido. Parker mirou em sua direção e atirou. O homem parou assim que a bala atingiu a parece, a centímetros da sua cabeça. Ele era gorducho, estava vestido com trajes comuns como se estivesse indo ao supermercado e não sequestrando um homem. Levantou as duas mãos na altura da cabeça e se moveu em nossa direção. Me aproximei rapidamente e encostei o cano do revolver em sua cabeça – “Onde ele está?”— grunhi entre os dentes.
“Eu não sei do que você está falando”— ele respondeu trêmulo, apertei ainda mais o cano em sua cabeça – “Eu não vou pensar duas vezes antes de enfiar uma bala na sua cabeça. Onde está o Chuck?”— vociferei novamente.
“Walker, tenha calma”— Parker se aproximou, segurando o cano da minha pistola e afastando-o da cabeça do desconhecido.
“Somos da CIA, estamos procurando por um homem o nome dele é Chuck, Nossos registram nos trouxeram até aqui” – Parker falou calmamente enquanto o encarava.
“Eu não sei de nada, eu juro, eu sou taxista, um homem me obrigou a trazer um carro para cá”.
“Não tem ninguém no carro” — Karina apareceu atrás de nós.
“Nós temos que sair daqui, não temos tempo’ – O homem falou desesperado.
“Do que você está falando?” – Parker olhou na direção do carro, um bipe baixo ecoou pelo estacionamento, nos olhamos em desespero.
“É uma armadilha”— Karina gritou antes que uma bola de fogo tomasse conta do estacionamento. A explosão deu origem a uma série de novas explosões a cada vez que um carro era atingido, corri o mais rápido que pude, a força da explosão me projetou em direção a uma parede de concreto fazendo com que sentisse uma dor latente na parte de trás da cabeça. As chamas tomaram conta do estacionamento, corri os olhos pelo chão a procura de Parker e Karina, o taxista estava deitado a alguns metros de distância, parecia ferido. Pus o braço para abafar o nariz, na tentativa de não inalar tanta fumaça e me rastejei até o homem. Ele gemia, o rosto estava ensanguentado, e uma viga cobria o seu corpo da cintura para baixo.
“Vou ajudar você”— sussurrei
“Carter, o nome dele era Carter. Ouvi um dos seguranças o chamando assim, falaram alguma coisa sobre o galpão”— uma crise de tosse o impediu de continuar.
“Galpão? Eles falaram onde fica?”— me desesperei ao perceber que talvez ele não tivesse tempo de falar mais alguma coisa. O fogo se alastrava cada vez mais rápido, as estruturas de concreto começaram a desabar e a fumaça tomava conta do lugar. O homem me olhou uma última vez e desmaiou, olhei para os lados mas o estacionamento já estava tomado pelas chamas, tentei me levantar mas minha cabeça latejou e as pernas fraquejaram. Olhei para o corpo inerte do taxista e lembrei de Chuck, ele estava nas mão de Carter em algum galpão que eu não sei onde fica, o oxigênio começou a ficar cada vez mais escasso enquanto meus olhos lacrimejavam e me impediam de enxergar. Senti meu corpo amolecer e então tudo ficou escuro.
P.O.V Morgan
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“Fique no carro...fique no carro’— resmungava enquanto olhava pela janela do carro, é o meu amigo que está lá e não me deixam sair do carro. Olhei o relógio mais uma vez, fazia trinto minutos que eles haviam saído – “Quer saber? Não vou ficar no carro”— falei enquanto saia em direção ao aeroporto. O som de um alarme de incêndio começou a ecoar e uma avalanche de pessoas saiu do aeroporto, em minha direção, de repente a ideia de ficar no carro me parecia a melhor coisa a fazer. Sirenes começaram a tocar ao longe, alguma coisa havia acontecido e Sarah e os outros estavam lá. Corri em meio as pessoas, tentando chegar ao carro novamente.
“Morgan”— ouvi a voz de Karina ao longe. Ela vinha mancando em minha direção.
“Onde está a Sarah?”— Perguntei enquanto a amparava e a ajudava a chegar no carro, ela se encostou no banco do carona e jogou a cabeça para trás, com força:
“Foi uma armadilha, usaram um laranja pra nos trazer pra cá, tinha uma bomba no carro.”— Arregalei os olhos:
“E a Sarah? O bonitão?”— Saí do carro novamente e olhei para a saída do estacionamento, as chamas tomavam de conta do lugar. Uma sombra surgiu em meio ao fogo, olhei rapidamente para Karina e ela sorriu.
“Parker sempre fazendo o trabalho”— Karina debochou. O “Herói Americano” surgiu no meio das chamas, carregando Sarah nos braços. Abri a porta de trás do carro e ele a colocou no banco, entrando logo em seguida.
“Foi uma armadilha, vamos embora. Sarah precisa ir para um hospital”.
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