P.O.V Sarah

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Mais rápido” — gritei mais uma vez para Morgan, o carro já estava em seu limite.

Sarah, nós precisamos estar vivos para salvar o Chuck”— ele replicou nervoso.

Meu pensamento era apenas o de chegar no aeroporto, Carter não podia embarcar, Parker e Karina me observavam do banco de trás – “vocês já chamaram reforços?”— perguntei.

Pela milésima vez, sim”— Karina me respondeu impaciente. Olhei para ela pelo espelho retrovisor e bufei.

Chegamos”— Parker sacou a pistola e fez sinal para o aeroporto – “o sinal de gps está vindo do estacionamento subterrâneo.

Carreguei minha arma enquanto Parker a Karina saltavam do carro – “Sarah, e a minha arma?— Morgan falou me encarando.

Morgan, fique no carro”— falei séria antes de sair em direção aos corredores do estacionamento, logo atrás de Parker e Karina. O estacionamento estava vazio, poucos carros estavam ali. O sinal do gps ficou mais forte à medida que nos aproximávamos de um local mais afastado da entrada, segurei firme a minha arma, um homem passou correndo em direção à escada de acesso ao aeroporto:

Parado”— gritei enquanto corria em sua direção, ele não era muito rápido. Parker mirou em sua direção e atirou. O homem parou assim que a bala atingiu a parece, a centímetros da sua cabeça. Ele era gorducho, estava vestido com trajes comuns como se estivesse indo ao supermercado e não sequestrando um homem. Levantou as duas mãos na altura da cabeça e se moveu em nossa direção. Me aproximei rapidamente e encostei o cano do revolver em sua cabeça – “Onde ele está?”— grunhi entre os dentes.

Eu não sei do que você está falando”— ele respondeu trêmulo, apertei ainda mais o cano em sua cabeça – “Eu não vou pensar duas vezes antes de enfiar uma bala na sua cabeça. Onde está o Chuck?”— vociferei novamente.

Walker, tenha calma”— Parker se aproximou, segurando o cano da minha pistola e afastando-o da cabeça do desconhecido.

Somos da CIA, estamos procurando por um homem o nome dele é Chuck, Nossos registram nos trouxeram até aqui” – Parker falou calmamente enquanto o encarava.

Eu não sei de nada, eu juro, eu sou taxista, um homem me obrigou a trazer um carro para cá”.

“Não tem ninguém no carro” — Karina apareceu atrás de nós.

Nós temos que sair daqui, não temos tempo’ – O homem falou desesperado.

Do que você está falando?” – Parker olhou na direção do carro, um bipe baixo ecoou pelo estacionamento, nos olhamos em desespero.

É uma armadilha”— Karina gritou antes que uma bola de fogo tomasse conta do estacionamento. A explosão deu origem a uma série de novas explosões a cada vez que um carro era atingido, corri o mais rápido que pude, a força da explosão me projetou em direção a uma parede de concreto fazendo com que sentisse uma dor latente na parte de trás da cabeça. As chamas tomaram conta do estacionamento, corri os olhos pelo chão a procura de Parker e Karina, o taxista estava deitado a alguns metros de distância, parecia ferido. Pus o braço para abafar o nariz, na tentativa de não inalar tanta fumaça e me rastejei até o homem. Ele gemia, o rosto estava ensanguentado, e uma viga cobria o seu corpo da cintura para baixo.

Vou ajudar você”— sussurrei

Carter, o nome dele era Carter. Ouvi um dos seguranças o chamando assim, falaram alguma coisa sobre o galpão”— uma crise de tosse o impediu de continuar.

Galpão? Eles falaram onde fica?”— me desesperei ao perceber que talvez ele não tivesse tempo de falar mais alguma coisa. O fogo se alastrava cada vez mais rápido, as estruturas de concreto começaram a desabar e a fumaça tomava conta do lugar. O homem me olhou uma última vez e desmaiou, olhei para os lados mas o estacionamento já estava tomado pelas chamas, tentei me levantar mas minha cabeça latejou e as pernas fraquejaram. Olhei para o corpo inerte do taxista e lembrei de Chuck, ele estava nas mão de Carter em algum galpão que eu não sei onde fica, o oxigênio começou a ficar cada vez mais escasso enquanto meus olhos lacrimejavam e me impediam de enxergar. Senti meu corpo amolecer e então tudo ficou escuro.

P.O.V Morgan

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Fique no carro...fique no carro’— resmungava enquanto olhava pela janela do carro, é o meu amigo que está lá e não me deixam sair do carro. Olhei o relógio mais uma vez, fazia trinto minutos que eles haviam saído – “Quer saber? Não vou ficar no carro”— falei enquanto saia em direção ao aeroporto. O som de um alarme de incêndio começou a ecoar e uma avalanche de pessoas saiu do aeroporto, em minha direção, de repente a ideia de ficar no carro me parecia a melhor coisa a fazer. Sirenes começaram a tocar ao longe, alguma coisa havia acontecido e Sarah e os outros estavam lá. Corri em meio as pessoas, tentando chegar ao carro novamente.

Morgan”— ouvi a voz de Karina ao longe. Ela vinha mancando em minha direção.

Onde está a Sarah?”— Perguntei enquanto a amparava e a ajudava a chegar no carro, ela se encostou no banco do carona e jogou a cabeça para trás, com força:

Foi uma armadilha, usaram um laranja pra nos trazer pra cá, tinha uma bomba no carro.”— Arregalei os olhos:

E a Sarah? O bonitão?”— Saí do carro novamente e olhei para a saída do estacionamento, as chamas tomavam de conta do lugar. Uma sombra surgiu em meio ao fogo, olhei rapidamente para Karina e ela sorriu.

Parker sempre fazendo o trabalho”— Karina debochou. O “Herói Americano” surgiu no meio das chamas, carregando Sarah nos braços. Abri a porta de trás do carro e ele a colocou no banco, entrando logo em seguida.

Foi uma armadilha, vamos embora. Sarah precisa ir para um hospital”.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.