Choque de Universos: Goku vs Saint Seiya
22 Goku Chegou ao Limite?
Notas iniciais
Seiya irrompeu dos escombros sem conseguir se desacelerar, após o chute que recebera. Goku voou, fazendo todos os destroços serem arremessados em múltiplas direções. Agora uma aura vermelha englobava sua aura azul, que diminuíra sua amplitude.
Tremores de terra surgiram em diversas partes do globo, o que iniciou alterações nas marés e nas correntes marítimas. Um caos natural estava prestes a surgir.
Ao chegar à província de Chiba, no Japão, Seiya conseguiu desacelerar e estava prestes a pousar numa avenida, quando foi atingido por Goku no peito. A potência do golpe foi suficiente para gerar uma onda de choque que destruiria toda a região de Kanto em alguns centésimos de segundo.
Goku perseguiu Seiya com uma saraivada de socos, o agarrou pela perna, rodopiou e arremessou-o em direção ao solo sul-africano. Com o inimigo embrenhado entre árvores, ainda atordoado, o Sayajin pensou:
“Preciso limitar o comprimento...”
Posicionou as mãos na lateral do corpo, gerou uma energia azul entre as palmas, a fez crescer até transbordar e a lançou para baixo, visando acertar Seiya. O Cavaleiro bloqueou o golpe, mas teve sua defesa aberta e o recebeu em cheio, caindo no chão e abrindo uma pequena cratera com o impacto.
Goku relaxou os braços e suspirou, crendo haver vencido, mas Seiya tornou a se levantar, com sangue escorrendo das mãos e o rosto ferido. Disse:
— Foi por muito pouco. Se eu não tivesse bloqueado, teria morrido!
Goku riu:
— Caramba, você é mesmo osso duro de roer. Eu reduzi a área que o golpe ia atingir pra que só você sentisse o impacto, mas pelo visto é preciso focar ainda mais a energia.
Seiya arfou pesadamente e levitou até a mesma altura de Goku, que sentiu sua energia cair e os cabelos tornarem-se pretos de novo e disse:
— É, parece que estou em apuros. Não vou mais conseguir manter o controle pleno da energia!
Posicionou os braços num ângulo de 45 graus e gritou, se transformando no Super Sayajin 2. Desceu até o solo de pouca vegetação, sendo imitado por Seiya, franziu o cenho e ergueu a guarda. Ainda com a respiração irregular, o Cavaleiro avançou.
Seiya desferiu milhões de socos, mas, quase que instantaneamente, Goku os bloqueou e o chutou na garganta com a planta do pé direito. O Cavaleiro recuou segurando o pescoço com as mãos. Goku tocou a testa com os dedos indicador e médio, acumulando parte de sua aura dourada neles, e disse:
— Seu golpe mais forte tem um grande ponto fraco. Quando apelar para ele, eu o vencerei!
Rangendo os dentes mais uma vez, Seiya investiu aplicando um soco na direção do rosto de Goku, que também avançou, desviou da trajetória que o golpe inimigo faria e o atingiu com o punho esquerdo no antebraço adversário.
O braço de Seiya se direcionou para o próprio ombro esquerdo, o fazendo rodopiar para trás. O Cavaleiro pensou:
“Como ele consegue? Eu ainda estou podre por dentro...”
Vendo que Goku não tomaria a iniciativa, Seiya tentou atacar sua têmpora com um cruzado de esquerda, usando sua velocidade superior para encurtar o tempo de reação do adversário.
Com poucos centímetros de distância, o Sayajin de sentidos aguçados abaixou a postura, flexionando os joelhos, e encostou os dedos da mão esquerda no peito de Seiya. Enquanto o Cavaleiro recuava o punho para mais um soco, Goku usou aquele pouco espaço para impulsionar seu golpe e pressionou com dureza o pulmão por detrás daquela armadura.
Seiya parou de arfar, agora com os olhos arregalados, moveu os braços em direção ao próprio rosto como se tentasse abarcar o ar para seu interior. Goku sorriu, focou ainda mais sua aura na mão direita e se teleportou para trás de Seiya, o atingindo com um soco de esquerda nas costas.
Com o pulmão desobstruído, Seiya ensaiou uma reação, mas um novo teleporte de Goku para o seu lado resultou em um soco no lado esquerdo de seu rosto. O Sayajin seguiu se teleportando para frente, para trás, esquerda e direita, sempre desferindo um soco de esquerda.
Com mais um teleporte para sua frente, Goku sentiu que poderia ser atingido dessa vez, então tornou a se teleportar para trás de Seiya, que girou parcialmente o corpo desferindo um soco. Mas, desta vez, era a mão direita do Sayajin que estava apontada para frente, com os dedos indicador e médio unidos e brilhando fortemente. Goku gritou:
— Makankosappo!
Um raio dourado saiu de seus dedos e penetrou a parte superior do peito de Seiya, varando-o totalmente.
Enquanto Seiya esperava a respiração se normalizar, Goku disse:
— Essa técnica é perfurante, se atingir um ponto vital acaba com o inimigo, mas você me forçou a usá-la de um jeito menos específico.
Acrescentou em pensamento:
“E agora, só tenho energia para mais um golpe...”
— Basta desta destruição sem sentido!
Seiya ergueu o braço direito e sussurrou:
— Atena, esteja comigo. Queime cosmo, queime!
Goku rangeu os dentes e transferiu mais da metade de sua energia para o braço esquerdo, mantendo o corpo todo em tensão máxima, o que levou partes de suas pernas e tronco se ferirem.
Seiya avançou e socou bilhões de vezes em direção ao peito de Goku, que se inclinou para o lado, desviando milimetricamente, e o golpeou um palmo acima do umbigo. Toda a energia do Sayajin foi projetada em direção àquele ponto, reforçada pela potência e pela velocidade com a qual o Cavaleiro se movia.
Toda a energia acumulada de ambos se dispersou e explodiu. A terra foi se desintegrando, extirpando qualquer matéria que houvesse anteriormente ali. Concreto, rochas, material orgânico, nada resistiu àquela força, que varreu toda a África do Sul, Namíbia, Botsuana, Zimbábue e metade do Moçambique.
Após um segundo, Seiya despencou na cratera gigantesca que havia se aberto, tendo um buraco do tamanho de uma bola de futebol no tronco. Aterrissou na terra fofa e lá ficou, inconsciente.
De cabelo preto, com feridas e sangramentos por todo o corpo, Goku olhou para baixo e disse:
— Enfim acabou. Nunca pensei que teria uma luta nesse nível. Não sinto meu braço, mas valeu a pena. O golpe que eu usei se chama Punho do Dragão. Ele é bem parecido com o estilo dos seus amigos, um poder concentrado em forma de soco. Espero que esteja me ouvindo, você foi um dos adversários mais difíceis que já enfrentei, e nunca vou esquecer da força do seu soco.
Esgotado, Goku desceu até o solo afofado e caiu de joelhos. Ao seu lado surgiu uma figura de jaleco branco, segurando um relógio de bolso dourado. Paradoxo disse:
— Bom, a luta foi muito interessante. Sua técnica é realmente imbatível, Son Goku. São poucos os que conseguem manter uma luta contra um adversário mais poderoso apenas com conceitos das artes marciais. Agora podemos voltar.
Goku se levantou, ofegante, e disse:
— Você pode restaurar todos os danos que a batalha causou?
— Claro. Posso rebobinar o tempo do que eu quiser, e, não é do meu interesse deixar um mundo destruído dessa forma.
Goku sorriu fracamente e um estrondo veio ao longe, junto de um tremor na terra em que pisava.
— Mas o quê...
— O céu está escurecendo, então imagino que sejam vulcões. Tsunamis, terremotos, o estrago foi feio. Vamos, antes que você morra.
Um portal arroxeado se abriu entre ambos, embora qualquer um dos lados levasse ao mesmo lugar. Antes de entrar, Goku pensou:
“Adeus, Seiya de Pégaso!”
Por um tempo indefinido, andaram naquela dimensão paralela, até atravessar um novo portal, numa praia ensolarada. Goku pisou na areia e exclamou:
— Lar doce lar, me sinto mais leve do que nunca!
No instante seguinte, caiu de costas na areia molhada, com as feridas ardendo e ainda sangrentas. Paradoxo sorriu e entrou novamente no portal. Um homem baixo e careca de uniforme laranja saiu da pequena casa que habitava a ilhota e correu até Goku, o perguntou:
— O que houve? Por que está tão ferido?
Goku riu:
— É uma longa história, Kuririn, uma longa história.
No corredor arroxeado, Paradoxo apertou um botão em seu relógio e uma porta de madeira escura surgiu em sua frente, girou a maçaneta e entrou. A construção se assemelhava a uma cabana. Feita de madeira escura nas paredes e clara no chão. Havia nela uma cama branca, um fogão a lenha e uma janela cuja única coisa que dava para se ver era uma claridade ininterrupta.
Na parede ao lado da janela, se dispunham duas prateleiras com globos de neve. Na prateleira de cima, estava um globo com uma estátua feminina. Paradoxo colocou seu relógio nessa prateleira, sendo que ele se transfigurou, transformando-se num globo de neve com um dragão chinês verde de olhos vermelhos.
Paradoxo fitou a prateleira de baixo e disse:
— Se ele não soubesse se controlar, poderia ter destruído o próprio tempo... Preciso planejar melhor as intervenções... Agora é melhor observar, para ter certeza de que vale ou não a pena reparar os danos daquele mundo.
Nesta prateleira estavam diversos globos de neve, sendo que no centro dela havia três: um com uma espada e uma máscara em seu interior, outro com uma fruta vermelha ao lado de um baú de madeira e o terceiro possuía uma tira de pano com uma placa metálica na qual fora talhado algo semelhante a uma folha.
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