Choque de Dimensões

2 Capítulo 2: Um novo mundo?


Alfonso acorda confuso em uma caverna. Ao vasculhar no meio da escuridão, ele encontra uma tocha e rapidamente a acende com o seu isqueiro de bolso. Ao olhar melhor o túnel da caverna, ele nota em sua frente um fraco brilho amarelado como o de um ensolarado amanhecer.

Adalberto decide então seguir a fonte da luminosidade na esperança de achar uma saída. No caminho para a saída da caverna ele esbarra em um grande baú de madeira coberto de poeira, que aparentava não ser aberto a anos. Ao abri-lo com a faca de seu pai, encontrou uma poção estranha, com consistência duvidosa e de cor esbranquiçada como um quartzo, e a coloca no seu pochete, após isso segue ao seu destino. Ao olhar para cima Alfonso observa diversas estalactites derramando gotículas de água que faziam um som ecoante ao encostar no chão, e olhando mais profundamente consegue observar morcegos dormindo, camuflados na escuridão da caverna. Agora faltava pouco para chegar ao brilho que Alfonso tanto almeja chegar.

Saindo da caverna, Alfonso se depara com imensas montanhas pouco visíveis, mesmo do morro em que ele se encontrava, que se estendiam até onde a vista alcançava, assemelhando-se a enormes Titãs de pedra no horizonte. Ao descer o morro, que por ventura estava muito escorregadio, ele tropeça em uma pedra e acaba arranhando profundamente o seu rosto, expondo parte de seu crânio e o deixando atordoado. Ao levantar ele visualiza um pequeno vilarejo que parecia bem movimentado. Na esperança de encontrar alguma informação útil ele se apressa para chegar o mais rápido possível ao vilarejo, fazendo uma trilha de sangue devido ao seu ferimento.

Ao chegar no assentamento ele rapidamente é acolhido por um aldeão que parece querer ajuda-lo, ele aceita já que seu ferimento fazia-o sentir uma dor excruciante. Quando chega à sala para ser assistido, Alfonso encontra as pessoas que foram raptadas pela COI sendo atendidas na recepção e fala:

—Ei vocês! Podem me esperar enquanto sou atendido, preciso conversar com ambos.

Os dois debatem entre si como se não reconhecessem o sujeito, mas logo decidem que seria uma boa ideia ouvir o que o estranho tinha a dizer. Quando atendido, o médico pede para Alfonso se sentar enquanto pega um frasco com um líquido azul e o derrama em um pano para esfregar no ferimento, que rapidamente é curado como se estivesse regenerando a pele. Adalberto se surpreende com o acontecido, e depois se surpreende ainda mais quando o médico o cobra com uma moeda da qual ele nunca tinha ouvido falar.O aldeão que o acompanhava resolveu ajudar e pagou a cobrança com um saquinho que aparentava possuir um fino pó branco e reluzente dentro.

Saindo do consultório, Alfonso começa a pensar em tudo que viu, refletiu tanto que quase esqueceu que precisava falar com os dois sujeitos. Então pediu para o aldeão, que mal sabera o nome, para o esperar. Adalberto se encaminha para os sujeitos, que estavam esperando na recepção. Ao chegar lá, pergunta se eles eram os indivíduos que foram raptados pela COI, mas responderam com gestos de dúvida, como se eles não soubessem de nada do que havia acontecido. Então Alfonso começou a comentar um pouco sobre o ocorrido e os dois começaram a se lembrar de como eles foram sequestrados. Os sujeitos então começaram a se apresentar, com os nomes de Enéias e Chico Neto. Enéias se dizia ser um elfo, ele se assemelhava bastante com um elfo que aparecia nos filmes que Adalberto assistia, seus olhos eram verdes como as folhas das árvores na primavera, o que contrastava com a sua voz grossa, e cabelos ruivos, e Chico era um fazendeiro que trabalhava no interior de São Paulo, com cabelos escuros como uma noite sem luar, seus olhos eram tão escuros como o seu cabelo e sua barba por fazer. Ambos com baixa estatura.