Choises!
1 Capítulo 1- Escolhas e Descobertas
Notas iniciais
Maura estava desolada com a partida de Jack. Ela escolheu deixá-lo ir, jamais se perdoaria por fazê-lo perder grandes momentos com sua filha.
Ela? Ela sempre colocou as pessoas à sua frente, o que era difícil. Mas na vida o que não foi difícil para Maura Isles? Que sorte é ter uma amiga para consolar, para oferecer colo, para ser ouvido, para chorar junto, sorte maior que essa amiga seja Jane Rizzoli.
Tão impulsiva, verdadeira, companheira... protetora, -tanto quanto, ou ainda pior que Ângela-.
É, apesar de tudo ela não podia reclamar, tinha a Jane. Isso bastava, e ela faria de tudo para não perder essa amizade.
Era uma terça-feira, havia saído do trabalho, um dia cheio- para o azar de ambas-.
J: — Eu sei que você não está bem, mas eu estou aqui, estarei sempre aqui. Posso ir dormir com você, se quiser. -diz, e a sinceridade em suas palavras, por mais que fossem pequenas palavras, fizeram os olhos de Maura marejarem.
Se abraçaram.
M: — Obrigada, Jay. Muito obrigada. Não sei o que seria de mim sem a minha melhor amiga. Eu não queria dormir em casa, podemos dormir na sua casa?—Diz quase afundando-se no mar de lágrimas que se formava em sua face.
Jane nada disse, apenas fez um sinal positivo com a cabeça. Deus, quanto doía ver Maura naquele estado, a fazia sangrar por dentro, se sentia tão triste quanto a loira. Mas ela estava ali, se mantendo firme e forte por sua amiga.
Dias, semanas, meses, se passaram. Três meses se passaram exatamente. Não se podia dizer que Maura estava "curada" de tudo o que viveu, mas sim, ela está melhor , parece que a "história Jack" havia tirado férias de sua cabeça.
Em todo esse período Jane dormia na casa de Maura, passava mais tempo lá que em sua própria casa, e as vezes, Maura também dormia na casa da morena.
Elas se sentiam estranhas. Tempo demais juntas, era inegável o forte elo que as unia, mas nos últimos meses estava evidente, estava escancarado que aquilo, mesmo que ambas não houvessem se dado conta, estava indo além de um sentimento de amizade.
Jane estava confusa, estava mais atenta à Maura, com ciúme dos olhares que a loira recebia no departamento. Não podia estar sentindo aquilo, não por sua melhor amiga, não com Maura.
A loira estava na mesma situação se perguntando o porquê de olhar para Jane e imaginá-la nua, tocando-a, Deus, ela se sentia uma "pervertida".
Ambas choraram juntas seus amores, Riram das mínimas bobagens, elas desfrutavam cada momento juntas. E agora, mais que nunca, os olhares expressavam tudo que elas queriam dizer e não podiam, aquilo que jamais se atreveriam a dizer.
E se nada mudasse depois de uma declaração? E se elas se tornassem mais amigas? Se se fizessem mais próximas? Eram perguntas demais, a cabeça delas estava uma bagunça.
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