Choco Lovers
1 Ferrero Rocher
Notas iniciais
Espero que não esteja uma droga como estou achando que esta. Pelo menos Snape Cachimbo, vulgo Keito, gostou da escrita. E ifAladdin, minha querida Jasmine me apoiou na postagem.
Odiava e ao mesmo tempo amava muitas coisas — que como tudo na vida – tinham seus lados muito bons, mas os ruins faziam-na suspirar derrotada. Várias vezes e várias vezes, por ceder muito fácil às tentações, sentia-se estupida. Mas aquela era ela.
Rapunzel, em pleno estágio de treinamento para o lançamento da sua nova pintura, estava de novo sendo a responsável por levar as roupas na lavanderia próxima ao dormitório das meninas que frequentavam a mesma faculdade, depois de todas implorarem para ela fazer a tão detestada tarefa.
E ela se encontrava suspirando. Como sempre derrotada pelos argumentos e pedidos.
O cesto cheio de roupas era puxado e arrastado pelas rodinhas de plástico durante todo o percurso até a lavanderia, enquanto os fones de ouvido estavam nas orelhas apenas de enfeites. Estava cansada. Na verdade exausta o suficiente para sentar-se no meio-fio daquela calçada e cochilar. E por mais que a lavanderia fosse perto para não exigir muito esforço, ela não podia mais ficar nessa situação. Pelo menos, não até terminar de lavar as roupas.
Avistou a porta da lavanderia com uma plaquinha pendurada anunciando que ainda estavam em funcionamento, apressou o passo o quanto pode e empurrou a porta de vidro e madeira, abrindo caminho para si e depois para o cesto de rodinhas, se encaminhando diretamente para uma maquina de lavar mais próxima e vaga.
– Mãos à obra! – Exclamou, puxando as mangas do casaco para cima, abrindo o cesto e pegando uma boa quantidade de roupas para começar a separa-las por cor. As brancas ficariam em um montinho no canto direito, as coloridas ficariam no esquerdo e as roupas intimas... Bem, essas ficariam em outro.
Com o pé abriu a maquina, colocou as roupas brancas dentro, fechou-a e colocou as moedas para a agua começar a encher a maquina. Hora de descansar, enquanto esperava a maquina trabalhar.
Sentou-se no chão, em frente à maquina ao lado do cesto e entre montes de roupas sujas, apoiando a cabeça no joelho afim de descansar um pouco sentindo o tremor mecânico em suas costas e ouvindo o barulho da agua molhando as roupas sujas através dos fones. Fechou os olhos, planejando um cochilo rápido, até chegou a relaxar os ombros por alguns instantes quando sentiu algo pequeno e gelado tocar o lado de sua perna, fazendo-a abrir os olhos rapidamente e fitar confusa aquilo que havia lhe atrapalhado.
– Ferrero... Rocher? — Ainda hesitante pegou um pequeno bombom embrulhado em papel dourado com uma mão, levando para perto dos olhos e ler a etiqueta grudada ali. Deu de ombros e decidiu abri-lo, segurando entre o indicador e polegar, para depois de verificar ao redor, morde-lo. A casca crocante foi primeiro mordido, deixando o recheio derreter na boca depois de algum tempo, desnudando a amêndoa antes envolvida no chocolate livre na boca.
Um pequeno arrepio passou por sua nuca, fazendo Rapunzel sorrir, olhar a metade do bombom ainda em seus dedos e devora-lo, antes da maquina atrás de si apitar anunciando que o enxague começava.
– Com licença? – Perguntou uma voz vinda de trás. – Você por acaso viu um bombom caído no chão? – E por fim Rapunzel virou o rosto para fitar a figura atrás de sua maquina, apoiado sobre ela, com os olhos vasculhando o chão. Engoliu o chocolate na boca e piscou algumas vezes nervosa.
– Eu comi. – Pronunciou-se, pressionando os lábios um contra o outro numa linha reta.
– Você comeu algo que achou no chão? – Perguntou indiferente o garoto apoiado na maquina, olhando os montes de roupas pelo chão.
– Comi. Ainda estava embrulhado. – Deu de ombros e virou-se, tentando tampar as roupas intimas em um dos montinhos, depois de ver o que ele olhava. – Desculpe, te darei outro.
– Normalmente pessoas não comem coisas do chão.
Silêncio.
– Normalmente, pessoas não falam com estranhos em busca de chocolates em uma lavanderia. – Disse baixinho, pegando as calcinhas e colocando dentro do cesto, escondendo-as daquele estranho. Ele riu alto ao ouvir a resposta nada delicada da garota sentada no chão da lavandeira guardando calcinhas, um pouco envergonhada.
– Eu sou Jack Frost, garota das calcinhas.
– Não vou dizer meu nome pra alguém que implica com calcinhas, entende? – Disse se levantando, ficando de costas para ele. – Você é estranho.
– Você também. – Sorriu para as costas dela, deixando-se sentar no chão também, ao lado da maquina que usava oposta à dela.
Naquele dia ela havia ido embora sem lavar as roupas intimas, envergonhada pela presença daquele estranho logo depois de sua maquina. Levou uma bronca das meninas ao chegar e entrega-las as calcinhas e sutiãs sujos. Mesmo ninguém percebendo que ela estava fazendo um favor, antes de qualquer coisa.
Teria, novamente, que ser a responsável pela roupa depois daquele pequeno grande problema.
–
Respirou fundo, acenando para Merida na porta do dormitório, enrolada em um moletom verde folgado coberto por um avental de urso. Ela lavaria a louça enquanto Rapunzel ficaria responsável, mais uma vez, por ir até a lavanderia, dessa vez só para lavar as malditas calcinhas.
Dessa vez o cesto era menor, carregado nos braços por uma alça de pano, enquanto o outro braço livre tratava de colocar os fones de ouvido no lugar, para então ligar a música em um volume baixo. Os pés bem calçados deslizavam pelas calçadas rapidamente, sem obstáculos previstos.
Em fim chegou ao seu destino sem delongas nem demoras. Mas não sem obstáculos, ironicamente. O vento começava a soprar mais forte, fazendo folhas voarem e uma pequena garoa começar a cair, justamente quando abria a porta da lavanderia e adentrava o local, fugindo das gotas geladas.
Sacudiu-se e bateu os pés no tapete de entrada, se livrando da umidade que havia grudado em sua roupa e cabelos. Tirou os fones do ouvido e os deixou pendurados nos ombros. Sorriu ao ver que o que precisava ser lavado estava totalmente seco, para seu azar.
– Vejo que quase pegou uma chuva forte, garota das calcinhas. – Disse alguém de trás da mesma maquina de lavar do outro dia, aquela mesma criatura estranha, se levantando com um mangá em mãos, aberto em alguma página qualquer.
– Por algum acaso você dorme aqui? – Perguntou, depois de revirar os olhos, sentir o rosto queimando de vergonha e se dirigir para a maquina mais distante possível dele.
– Por algum acaso você coleciona calcinhas? – Retrucou, espiando dentro do cesto. – É isso ou você realmente se suja de mais para alguém tão pequena.
– Como?! – Sentiu as bochechas arderem ainda mais quando os olhos dele passeavam pelas páginas do mangá em mãos. De olhos arregalados e boquiaberta, Rapunzel virou-se novamente para a maquina e a abriu, jogando as calcinhas ali dentro sem delongas. E então o silêncio pairou em todo local.
Novamente a lavanderia vazia, exceto pelos dois ali, parados em frente às maquinas que usavam. O céu escuro do lado de fora, meio acinzentado, era iluminado vagamente por alguns trovões distantes enquanto um arrepio passeava pela espinha de Rapunzel ao imaginar a tempestade que viria. Um trauma ou fobia de barulhos altos ou explosões a faziam tremer de medo sempre. Só de imaginar, suas mãos tremiam e suavam, enquanto os lábios ficavam pálidos.
E precisou se encolher, quando por fim seu medo foi maior que sua razão. Agachou-se ao ver um clarão do lado de fora da porta, e tampou os ouvidos quando o tão temido som veio parecendo uma explosão, levando com ele a luz de todo o bairro.
– Ah que droga! – Exclamou a voz do garoto, oculto pelo escuro. As maquinas pararam de funcionar e um suspiro longo e tremulo saiu dos lábios gelados de Rapunzel. – Garota das Calcinhas?! – Chamou um pouco preocupado, após ouvir o suspiro alto que ela havia soltado em plena escuridão. Sem resposta, inconscientemente começou a tatear em volta abrindo caminho para o que houvesse pela frente.
Traçou o caminho que havia gravado mentalmente da lavanderia, e andou até onde supostamente ela estaria. E com facilidade pode ouvir a respiração acelerada da mesma, agachada no mesmo lugar. Tateou com as mãos a maquina atrás dela, para então tocar os ombros trêmulos e encolhidos e se localizar.
– Está com medo? – Perguntou, sem vê-la, mas já sabendo a resposta. Soltou o ar pela boca e sentou-se finalmente no chão, em frente a garota das calcinhas, aquela estranha. – Calma! Não ajuda em nada, mas eu estou aqui. – Disse tirando alguma coisa do bolso do casaco, chamando a atenção dos olhos verdes dela por causa do barulho que fazia. As mãos destamparam os ouvidos por fim, quando sentiu uma mais pesada sobre sua cabeça, tateando em busca das suas, depositando ali algo. – Ferrero Rocher. – Anunciou alegre, ouvindo o silêncio em resposta.
Os dedos arrancaram sem cuidado algum a embalagem, levando o bombom aos lábios, logo depois para mordê-lo, suspirando de alivio ao sentir o chocolate crocante e derretendo na boca. O frio na barriga surgiu enquanto os cabelos da nuca se arrepiavam.
Aquilo era chocolate mesmo?
– Já me deve dois. – Informou Jack, sentado em frente à Rapunzel, apoiando o queixo sobre a mão enquanto a encarava com os olhos semicerrados pela mudança de luz que havia voltado rapidamente, assim como havia caído. – Foi bom ser útil para a Garota das Calcinhas, pelo menos no escuro. – Ironizou ao levantar-se, depois de pegar a embalagem jogada no chão. Alguns fios de cabelos caiam sobre os olhos azuis de Jack, quando por fim ela resolveu fita-lo rapidamente, encontrando de suspresa um olhar resposta. Ofegou rapidamente, retomando os pensamentos.
– Rapunzel. – Lambeu os dedos enquanto falava, se levantando para encarar as costas se afastando, irritada.
– Pode me chamar de Jack, Rapunzel. – E pegou seu mangá de cima da maquina, voltando a se ocultar ao sentar-se no chão ao ver que a maquina havia voltado a trabalhar.
– E você pode me chamar de Punzie... – Sussurrou, vendo que a conversa havia acabado antes dela se pronunciar e sua maquina apitar, informando que as calcinhas estavam lavadas e secas.
Estava na hora de ir, com chuva ou não. Com frio na barriga ou não, o gosto de chocolate ainda estava na boca.
Aquilo era mesmo chocolate? De verdade?
–
– Merida..– Chamou, rolando pelo sofá para tocar o ombro da amiga sentada no chão, comendo pipoca.
– Fale... – Se pronunciou desinteressada, enquanto assistia ao filme que passava na televisão do dormitório. Ouviu Rapunzel suspirar alto e rolar algumas vezes pelo sofá, incomodada com algo. – O que houve dessa vez? – Revirou os olhos.
– Onde eu posso comprar Ferrero Rocher? –Merida virou-se para a garota deitada no sofá que olhava para o teto. Tinha alguma coisa ali. – To com vontade de comer chocolate... – Avisou ao ver o olhar suspeito de Merida sobre si.
– Ah sim... Claro. – Comentou com um tom de voz nada convincente, deixou a pipoca de lado e escorou um braço no sofá, perto do rosto da amiga. – Ferrero Rocher... Acho que pode comprar em mercados, ou em lojas de chocolates. Nunca comi um antes, pra falar a verdade, mas parece muito bom.
– Sim, é muito bom... – comentou aérea, olhando o teto novamente. Pousou as duas mãos sobre a barriga, sentindo novamente aquele frio no estomago.
Precisava de mais chocolate.
–
De novo, lá estava indo Rapunzel para a lavanderia, puxando o cesto com rodinhas pela calçada até seu destino final. Não estava cansada, afinal acabara de acordar e apenas iria lavar as roupas que não havia lavado na noite anterior. Como era de manhã, deveria ter senhoras na lavanderia usando as maquinas no lugar daquele estranho chocólatra. Ou como preferia ser chamado; Jack.
Abriu a porta de vidro e madeira, entrou no recinto e respirou fundo, tirando o capuz de cima dos cabelos e passando os olhos pela lavanderia, suspirando aliviada ao perceber que sua teoria em parte estava certa. Havia senhores ali, com seus cestos de roupas vazios na espera das maquinas terminarem de lavar as peças sujas.
Mas o fio de esperança que nutria de não sentir de novo aquele frio na barriga se rompeu, ao ver uma figura entrar com um cesto de roupa nos braços, mastigando algo enquanto o boné cobria parte do rosto que sorriu ao vê-la ali, parada no meio da lavanderia com uma mão sobre a barriga, tentando acalmar as borboletas do estomago.
– Bom dia Punzie! – Cumprimentou, com o apelido que ela havia dito para as paredes, ou pelo menos pensou que havia. Trincou o maxilar, enquanto acenava com a cabeça ao vê-lo passar. Respirou fundo e deu meia volta, saindo da lavanderia rapidamente apertando a barriga com a mão livre, enquanto a outra puxava o cesto.
– MALDITO CHOCOLATE! – Gritou para quem quisesse ouvir, parando no meio da calça e anunciando que o chocolate maldito até então, havia lhe feito sentir coisas que nunca havia sentido antes.
Mas seria mesmo o chocolate o culpado?
–
– Ainda não achou o seu tão amado Ferrero Rocher? – Perguntou Merida, sentada na mesa, de frente para a loira que comia uma tigela de cereal furiosamente. – Pelo jeito não... – Comentou recebendo um olhar nada amigável, percebendo também que o cereal era sabor chocolate e metade da caixa já havia sido esvaziada em menos de 5 minutos.
Já havia passado alguns dias desde que Rapunzel voltara de manhã da lavanderia e começara a se entupir de todos os tipos de chocolate que encontrava pela frente, mas sempre estava agoniada pelos cantos apertando a barriga, mas nunca dizia se era por dor de estomago ou não. E se recusava prontamente a ser a responsável pelas roupas sujas, fazendo Mavis ir em seu lugar à lavanderia.
Merida já estava farta daquele mau humor de Rapunzel que era tão doce quanto o próprio chocolate em dias normais. Cansada de ter que aguenta-la se entupir de doces procurando suprir algo que ela sabia que só o nomeado Ferrero Rocher acalmaria. Então, ela, a boa amiga ruiva, decidiu ir atrás do causador de tudo aquilo...
O chocolate.
– Aqui, pra você Punzie! – Estendeu uma embalagem com três dos bombons tão necessitados e viu os olhos da amiga se iluminarem quando pegou o presente e o abriu.
– Obrigada Rida! – Agradeceu chorosa, descascando por fim um bombom e colocando-o na boca, esperando as borboletas se acalmarem. Esperando a sensação de angustia ir embora com o chocolate derretendo na boca. Esperando todos os problemas se resolverem com a casca crocante, que protegia o recheio cremoso.
Mas nada se foi, muito pelo contrário. Pousou as mãos sobre a barriga, sentindo todas as borboletas se revoltarem enquanto os cabelos da nuca não se arrepiaram como costumavam fazer ao comê-lo, o tão esperado Ferrero Rocher.
Odiava e ao mesmo tempo amava muitas coisas, mas aquele bombom não era amado como o esperado. O gosto de chocolate não havia ficado na boca.
– Não foi como o esperado, não é? – Acenou negativamente com a cabeça, respondendo a pergunta de Merida que riu ao vê-la frustrada. – O motivo de você amar o chocolate pode ser outro, não só o gosto ou o crocante da casca.
–
– Punzie, eu preciso de um favor seu... – Mavis Chamou relutante, enquanto abria a porta do quarto de Rapunzel e o encontrara todo escuro, com os adesivos que brilhavam no escuro, grudados no teto. Acendeu a luz e adentrou, quase dando um grito de susto quando encontrou Rapunzel em sua frente, sentada no chão ao lado da porta.
– Boa noite Mavis! – Cumprimentou, olhando-a de baixo – como de costume — e sorrindo, enquanto segurava algo nas mãos. – Pode falar, eu te devo um favor, não é mesmo? – A morena acenou com a cabeça positivamente.
– Hoje eu não posso ir à lavanderia para você, meu pai precisa muito de mim por álbum tempo e não sei quantos dias ficarei fora... – Suspirou cansada e se agachou ao lado de Rapunzel, apoiando o queixo nas mãos. – As meninas falaram que você teria que voltar a lavar as roupas e preciso que você fique com as minhas tarefas também, por enquanto... Por favor!
Ajeitou o cabelo atrás da orelha tentando esconder o desanimo, guardou os bombons no bolso do casaco roxo e soltou o ar que prendia ao ouvir o pedido de Mavis. Ah! Não poderia ser egoísta negando um favor para ela, que sempre fora tão gentil.
– Pode contar comigo Mavis! – E sorriu, mostrando os dentes.
Mavis aquela noite lhe presenteou com um grande abraço e lhe prometeu que a recompensaria quando voltasse. Recompensas eram coisas que Rapunzel andava precisando, depois de tanta confusão que as borboletas lhe causavam no estomago ao olhar o cesto de roupas sujas.
Odiava e ao mesmo tempo amava muitas coisas, mas não sabia se borboletas no estomago e nervosismo teriam um lado bom, porque apenas o ruim estava presente até agora. Todas as meninas se despediram de Mavis que levou consigo apenas uma mala pequena com seus pertences e acenou pela janela do carro, deixando-as em frente ao dormitório.
Merida já vestia seu avental de urso quando viu Rapunzel passar puxando o cesto de roupas pelo corredor do dormitório, totalmente desanimada. O capuz do casaco sobre os cabelos e colocando os fones nos ouvidos. O riso silencioso de Merida passou despercebido por ela, que apenas acenou da porta para ela.
– Tenho pressentimento de que ela vai voltar feliz... – Cochichou para a esponja e o detergente em suas mãos, e riu de novo vendo a porta se fechar.
Enquanto caminhava puxando o costumeiro cesto com rodinhas, as ruas vazias já pelo horário faziam o nervosismo dela aumentar. Revirava os Ferreros Rochers no bolso do casaco enquanto o capuz lhe cobria os lados da face nervosa. Mordia o lábio inferior, já decidida a se livrar daquele doce sem Merida perceber sua falta, mas não o jogaria no lixo.
Dentro do quarto, enquanto pensava muito, resolveu que daria-os para alguém e, por mais que estivesse receosa, entregaria para ele; O estranho chocólatra da lavanderia, Jack.
A noite úmida pelas chuvas durante os dias que se seguiram sem Rapunzel sair de casa adentrava por seu casaco, fazendo-a sentir a umidade grudada em seu corpo enquanto caminhava, fazendo as mãos ficarem suadas e úmidas ao mesmo tempo, dentro do bolso. Avistou a lavanderia com as luzes acesas, mas totalmente vazia e suspirou, nutrindo uma pequena esperança de ficar sozinha, mas arregalou os olhos e precisou correr quando avistou Jack indo virar a placa pendurada na porta, anunciando o fechamento.
–JACK FROST! – Gritou enquanto corria e desequilibrava o cesto sobre as rodinhas, chamando a atenção do garoto dentro da lavanderia para si. Avistando logo um olhar surpreso em resposta enquanto se apoiava nos joelhos um pouco ofegante, em frente à porta. – Eu preciso... Lavar roupa... – Disse, respirando fundo e se levantando.
Ah, que droga! Precisou engolir seco quando as borboletas fizeram uma algazarra em seu estomago quando ele acenou com a cabeça, sorrindo e abrindo a porta para ela.
– Obrigada.
– Não precisa agradecer, Punzie.
– Me chame de Rapunzel. – Disse ao passar por ele parado na porta, relembrando o seu nome por não gostar muito dele falando seu apelido. Ouviu a risada irônica dele chegar em seus ouvidos quando puxou o cesto até uma maquina de lavar qualquer, se abaixando e começando a separar a roupa.
– Então me chame de Jack. – Agachou perto dela, ainda sorrindo e a olhando, enquanto as borboletas quase saíram voando pela boca de Rapunzel, que suspirou. Jogou uma blusa de Merida em um monte de roupas coloridas quando recebeu um cutucão no braço, fazendo-a olha-lo confusa. Um olhar sério a encarando poderia ser comparado com chocolate por fazê-la se arrepiar? – Senti sua falta — Escorregou não soube exatamente no que, mas caiu sentada sobre várias roupas, fazendo-o rir e lhe estender a mão, pousando-a sobre seu rosto que queimava.
– E-eu tenho algo pra te d-dar... – Gaguejou, enquanto sentiu o polegar deslizar contra sua bochecha quente. Enfiou a mão dentro do bolso do casaco e tirou de lá os dois bombons que sobraram, estendendo-os para Jack. – Apenas pagando minha divida. – Anunciou se levantando do chão, ficando novamente agachada para separar as roupas e coloca-las na maquina.
Ouviu o barulho do plástico da embalagem sendo rasgada e enquanto o barulho do papel do bombom sendo jogado no chão, fazendo-a espiar pelo canto do olho a cena, mas foi pega de surpresa quando viu que ele a encarava com o bombom na mão, intacto. Desviou o olhar rapidamente e jogou algumas roupas dentro da maquina para então ouvir o barulho da casca crocante de partindo em uma mordida. Pode ouvir pela segunda vez o papel do Ferrero Rocher indo ao chão, e mais mordidas até tudo acabar, até mesmo as borboletas se acalmarem.
– Pagou muito bem sua divida. – Comentou Jack, lambendo os lábios sujos de chocolate, suspirando logo em seguida um pouco decepcionado. – Mas ainda não me sinto satisfeito... — E uma mão de Jack pousou dentro do capuz do casaco rosa dela, a puxando pela nuca, selando os lábios rapidamente e vendo-a piscar ao sentir o gosto de chocolate. – Ferrero Rocher... – Sussurrou, vendo-a concordar lentamente com a cabeça, um pouco assustada ao perceber as borboletas deslizarem para o céu da boca e o frio na barriga substitui-las, depois fechando os olhos para dizer convicta o que a língua adocicada pedia;
– Eu sou chocólatra... – Ele sorriu, ela tentou sorrir.
Beijou novamente aqueles lábios que tinham gosto de chocolate recém derretido, pousando ambas as mãos sobre os ombros dele, enquanto o capuz caia de seus cabelos para pender na parte de trás de seu casaco quando uma mão de Jack puxou-a pela nuca para um beijo mais duradouro. A maquina de lavar fazia seu trabalho e a casca do ferrero rocher que havia sido comido estava jogada no chão, igual às roupas sujas.
Naquele horário a lavanderia estava vazia, afinal quase beirava meia noite e a umidade do ar alertava uma chuva se aproximando passando despercebida por Rapunzel, que se ocupou em subir as mãos para o pescoço de Jack quando percebeu que os joelhos tremiam e precisava de apoio. Suspirou contra os lábios dele quando o sentiu depositando suas mãos em sua cintura, a puxando para sí, já sentado no chão e apoiando as costas na maquina de lavar.
Sentou-se sobre seu colo, lambendo os lábios adoçados pelo beijo enquanto Jack retomava a respiração depois de um longo tempo a beijando. Rapunzel era viciante, doce como chocolate para ele que a havia viciado em um bombom. Aproximou novamente os rostos, buscando os lábios dela, enquanto encostava uma testa na outra vendo-a sorrir constrangida.
Precisava de mais chocolate. Precisava de mais beijos. Precisava de mais beijos achocolatados.
Mas quem diria que a necessidade apitaria no mesmo momento que a maquina de lavar anunciava que a roupa estava lavada, enquanto a porta se abria e uma mulher de meia idade adentrava o local, meio relutante com suas roupas sujas para serem lavadas em uma bolsa.
– Eu já vou indo... – Ela se levantou de seu colo, deixando-o frio. Correu e pegou as roupas, enfiou-as no cesto e saiu cambaleante pela porta, apressada.
Jack sabia que ela de voltar, assim como ela sabia que ele estaria esperando pelo seu retorno. Afinal, aquilo era mais do que apenas chocolate, definitivamente. E por ser mais do que chocolate, naturalmente era muito bom. Bom ao extremo que exigia que o chocolate fosse envolvido entre beijos.
Beijos achocolatados, gosto Ferrero Rocher.
–
– Ora ora, vejo que voltou tarde de novo! – Exclamou Merida sentada no sofá, com uma caneca de chá quente em uma mão e o controle da televisão na outra. Havia acabado de tomar o controle das mãos de Astrid, escondendo o objeto de baixo das pernas quando Rapunzel adentrou a porta.
Havia se passado cinco dias desde que Mavis havia viajado e Rapunzel voltara a ir à lavanderia todos os dias, e voltar tarde da noite toda vez. Merida não era idiota – muito pelo contrário – já havia percebido que algo estava ocupando mais do que o esperado Rapunzel, que expressava sorrisos grandes de mais para seu pequeno tamanho. Dormir tarde, acordar cedo e mesmo assim desejar bom dia para oito garotas toda vez não era algo normal. Aquela Punzie alegre e abobada passou despercebida por todas, exceto por Merida.
Viu a loira passar pela frente da TV, indo em direção ao quarto que dividia com uma das meninas, e Merida se levantou logo depois para segui-la depois de jogar o controle no colo de Astrid, segurando a porta antes dela se fechar.
–Punzie! – Falou entrando logo em seguida, fechando a porta e encontrando-a deitada na cama de braços abertos, olhando fixamente o teto. Revirou os olhos e foi se sentar na beirada da cama da pequena, respirando fundo. – Mavis vai chegar amanhã pela manhã, você vai poder deixar de ir à lavanderia... – Merida quase caiu na gargalhado quando viu Rapunzel olhar para ela com os olhos arregalados e depois fazer um bico, ameaçando choro. Por fim Merida soltou um suspiro e depositou a mão sobre os joelhos de Punzie. – Acho melhor você aproveitar e conversar logo com a pessoa que te deixa sorrindo todo dia, afinal vocês não podem ficar em um relacionamento escondido em uma lavanderia. Francamente Rapunzel!
Por alguns minutos o quarto ficou em silêncio, até que Punzie se sentou na cama um pouco deprimida, olhando para Merida e suspirando. Ah! Aquilo só se resumia em suspiros.
– Rida, eu amo Ferrero Rocher e chocolates, mas os que ele me dá são os melhores.
– Então dê para ele seu melhor, em troca dos melhores chocolates.
–
Parou em frente à porta que havia se acostumado a abrir rapidamente e sorrir ao se livrar das roupas sujas e encontrar chocolates, se descontraindo por algumas horas. Mas depois de pensar e repensar sobre o que Merida havia lhe dito na noite anterior, Rapunzel não sabia o que realmente tinha de melhor para dar em troca de todos os chocolates e sensações boas que havia sentindo ali, lavando roupas.
Mavis havia chegado mais cedo no mesmo dia, entregando lembranças e presentes paras as meninas e recebendo abraços cheios de saudades, seguidos de perguntas preocupadas sobre seu pai. Obviamente Rapunzel havia recebido algo de presente também e mal pode acreditar no que havia ganhado.
Era muito mais do que três bombons. Eram quinze Ferreros Rocher em uma caixa de plástico, bem fechada. E ali parada, com o presente recebido em uma bolsa e o cesto de roupa suja parado ao seu lado, Punzie respirou fundo vendo Jack agachado perto de uma maquina de lavar, como de costume. Não demorou muito para ser percebida, recebendo um sorriso a convidando para entrar.
– Punzie! – Chamou-a quando a viu entrar puxando o cesto. E então as borboletas voavam de um lado para o outro em seu estomago. – Venha cá! – E quando se deu por percebida já era recebida com um abraço reconfortante, apoiando o queixo no ombro dele, sentindo o cheiro de chocolate inebriante de Jack acalmar suas borboletas.
Aquilo era tão bom.
Como de costume, Rapunzel separou as roupas e as colocou para lavar, sentando-se o lado da maquina que usava, isolada das outras, no canto ao lado da parede, com Jack ao seu lado apoiando a cabeça em seu ombro com o olhar fixo na mochila no colo de Rapunzel.
– Porque hoje você trouxe uma mochila? – Perguntou curioso , tentando puxar a mochila dos braços dela, mas acabou por levar um tapa na mão. Ela riu do bico que ele fez, sendo acompanhada logo depois.
– A curiosidade matou o gato, Frost! – Exclamou, escondendo a mochila atrás das costas, começando a ser atacada por um Jack curioso tentando alcançar sua mochila, envolvendo os braços sobre ela, ainda rindo.
Deslizaram pelo chão, Rapunzel ainda por cima da mochila, agora deitada rindo alto das cocegas que recebia, com Jack sentado sobre seu corpo, lhe prendendo ao chão para a tortura. Até então, de olhos fechado e rindo, Punzie respirou fundo ao sentir-se livre das cocegas, recebendo alguns beijos sobre o rosto que ardia na região das bochechas. Pousou as mãos entrelaçadas no pescoço de Jack, o puxando para mais perto recebendo de bom grado o beijo que veio sem relutância.
Quando finalmente sentiu o beijo se aprofundando, vacilou e deixou o peso de seu corpo se apoiar totalmente na mochila, escutando o barulho de algo se rachando vindo de dentro dela. Separou-se, olhando para Jack de olhos arregalados, rolando para o lado logo em seguida para pegar, abrir a mochila e ver a caixa com uma rachadura sobre a tampa. Suspirou, tirando-a da mochila e depositando sobre as pernas, um pouco deprimida.
– Vejo que escondia de um chocólatra o chocolate favorito dele. –Rapunzel riu, olhando Jack engatinhando sobre ela com os olhos fixos nos bombons. – Vamos, abra para nós! – Pediu suplicante, parando a centímetros de distância da caixa, vendo os dedos dela deslizarem pelo plástico que o lacrava, retirando em fim a tampa rachada e deixando o chocolate a mostra.
Viu Jack se sentar ao seu lado quando pegou um bombom e o descascou, dando uma mordida no chocolate e sentindo o gosto doce se espalhando sobre a língua, mas quase engasgou ao ver a cara que ele fazia, suplicando por uma mordida. Ele era tão maniacamente doce, que o chocolate só tinha sentido com ele. Selou seus lábios achocolatados contra os dele, que sentado ao seu lado lhe fitando, fechou os olhos para apreciar o momento. Rapunzel era doce, sem chocolate. Assim como Jack tinha cheiro de Ferrero Rocher, sem perfume. Ambos viciados um no outro, necessitados de toques para sentir, enfim, aquela sensação doce contra o corpo.
Não demorou muito tempo para Rapunzel ser puxada para o colo de Jack, que a puxando ainda mais contra si, lhe envolveu a cintura e as costas com os braços. Ela era tão pequena a ponto de ser a coisa mais confortável para se abraçar em meio a um beijo.
O gosto de chocolate se esvaziou da boca de Jack, quando finalmente pediu passagem para aprofundar o beijo, sentindo o gosto de chocolate vindo dos lábios de Punzie, que suspirou com o toque mais profundo. Sentiu as mãos frias adentrarem por de baixo de sua blusa, lhe arrepiando a pele conforme temperaturas diferentes se tocavam, subindo o tecido e se livrando dele rapidamente, jogando-o dentro de uma maquina de lavar vaga e aberta ao lado.
Os beijos então passaram para o pescoço, deixando marcas e produzindo suspiros, enquanto a arrastava para a parede mais próxima, lhe prensando o corpo e a segurando pelas cochas, apertando-as, sentindo as pequenas mãos puxarem o pano de sua camiseta para os lados, entre arrepios entre os beijos.
Livrou-se da blusa incomoda, jogando na mesma maquina de antes, sentindo-se quente quando dedos deslizaram por suas costas nuas, suaves, se ocupando de deixar marcas em lugares além do pescoço. Partiu para o colo, ombros, barriga e enfim vislumbrou os seios cobertos por um top preto. Sentiu as pernas de Rapunzel tremerem contra suas mãos ao perceber que a fitava detalhadamente, fazendo Jack sorrir e olha-la, para então se virar e pegar da caixa no chão um bombom, abri-lo e coloca-lo nos lábios abertos e ofegantes dela.
– Feche os olhos e sinta o chocolate. – Instruiu, vendo-a obedecer e morder o bombom que segurava sobre sua boca, mastigando lentamente enquanto a outra metade ele se ocupou de comer, voltando-se para o top e deslizando os dedos por dentro dele, puxando-o para cima e logo se livrando de mais um obstáculo.
Os ombros dela se encolheram com o primeiro toque em seus seios, quase gemeu com o contato, fazendo Jack se excitar com a cena. Ainda de olhos fechados, Rapunzel já havia engolido o chocolate, mas o gosto permaneceu na boca, como planejado. Sentia um calor no pé da barriga que só aumentou quando sentiu a língua de Jack sobre seus seios, os lambendo lentamente como em um deleite. Não pode se controlar, apoiou as mãos sobre os cabelos dele, puxando-os pela nuca. Com os pés, mal percebia, puxava as calças de Jack para baixo, e não demorou muito tempo para a mesma se encontrar na metade das coxas bem torneadas.
Perdeu o ar quando sentiu os corpos um mais perto do outro, arrancando um suspiro da parte de Jack com o contato de sua boxer com o corpo dela. Estava excitado e o volume não podia mais ser escondido quando depositou o queixo no ombro de Rapunzel , a abraçando em meio a uma respiração ofegante.
– Jack... – Chamou em seu ouvido, prendendo a atenção dele para si. – O que pode ser melhor que chocolate? – Um carinho nas costas largas seguido de um beijo demorado no pescoço de Jack o fez sorrir.
– Beijos, abraços, suspiros e sorrisos vindos de uma Rapunzel chocólatra que lava roupa quase todos os dias. — E a beijou, lenta e delicadamente, sendo profundamente correspondido. Rodeado pelo pescoço, enquanto a levantava do chão e lhe abria o zíper do short jeans que ela usava.
Timidamente as ultimas peças de roupas femininas foram retiradas em meio a beijos enquanto, já perdendo o açúcar da boca, Rapunzel o beijava sofregamente, sendo prensada contra a parede e sentindo o volume entre suas pernas, lhe excitando.
Claramente ambos já soltavam alguns gemidos pelo ar com cheiro de sexo e chocolate quando coragem fora criada e ela desejava se livrar daquele pano incomodo, assim como dos outros, tendo a permissão do dono para fazê-lo.
Jogou a cueca para o lado, ela ofegando de vergonha quando sentiu o frio no pé da barriga aumentar ao ver o membro ereto de Jack. Sentiu-o ofegar também, um pouco aliviado, rodeando os braços novamente sobre sua cintura, a puxando mais para perto, soltando um gemido no ouvido de Rapunzel.
Sentiu-a tremer quando a ergueu de seu colo e a posicionou sobre seu membro, penetrando-a lentamente. Logo os arranhões vieram quando a penetrou por completo deixando-a sentada sobre si, parada e presa a ele, mordendo o lábio inferior e fechando os olhos com força. Algumas lágrimas escaparam sorrateiras dos cantos dos olhos dela quando o primeiro movimento foi feito.
Jack a segurava pela cintura e pela coxa, começando os movimentos lentos com pequenas pausas para senti-la tremula contra seu peitoral. Por reflexo, as pernas dela rodearam-no e o quadril começou a se mexer, incomodado com a lentidão.
Foi quando, com ela presa em si e prensada contra a parede, Jack levantou-se, começando uma penetração mais profunda e rápida, arrancando gemidos longos dela. Mordeu-lhe o queixo quando a viu abrir os olhos e depositar ambas as mãos em volta de seu rosto, recebendo uma lambida sobre os lábios em troca.
Aquilo estava excitante a ponto de loucura. As estocadas mais rápidas e profundas arrancava altos gemidos de ambos. Deliciosos gemidos de bocas achocolatadas. E quando finalmente, sem se aguentar em pé, ele a deitou com a cabeça sobre a mochila jogada no canto da parede. A sentiu tremer sobre seus braços e aumentou ainda mais a velocidade, gemendo, suando, a vendo respirar rapidamente e quase gritar quando sentiu-o a preenchendo.
Quente. Jack estava quente quando caiu por cima de seu corpo a beijando apaixonadamente.
– Rapunzel , qual sua parte favorita do Ferrero Rocher? – Chamou, ofegante enquanto deslizava para fora dela sentindo o frio pós-sexo, para logo após desistir da distância e lhe abraçar forte.
– O chocolate que derrete na boca, dentro da casca.
Por alguns minutos em silêncio, Jack a fitou pensativo. Até se pronunciar rapidamente antes de possibilitar qualquer palavra vinda dela.
– Já ouviu falar de Nutella?
– Nutella? – Perguntou confusa, olhando para ele e tirando os cabelos grudados na testa suada. – Não, por quê?
Ele riu e lhe beijou os lábios, para então dizer notoriamente satisfeito.
– Você tem que experimentar.
E de fato ele a faria experimentar, porque Ferrero Rocher e uma boa Nutella indispensáveis eram para Jack. O chocólatra que havia a viciado.
Notas finais
Me perdoem por qualquer erro, de verdade.
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