Chilling In The Summertime
7 Santo óculos...
Notas iniciais
Já tinha passado duas semanas desde que as aulas haviam começado, e eu andava com umas dores de cabeça muito fortes, e já havia ido ao médico umas três vezes, e eu precisaria mais uma consulta, para esse aval dos infernos, e para ter que usar o maldito óculos. Sem contar que ultimamente, a HHFC estava tendo muito trabalho.
“Você tem 1 minuto pra sair da sala e ir para a portaria”- falava, ou melhor, estava escrito na mensagem que iria terminar com o tédio da aula de Biologia.
Sai da sala, antes do almoço, era umas 11h56min, por ai.
Fui até a portaria, e Sarina me esperava.
— Hey there – riu ela – pronta pro sacrifício?
— Argh – falei eu – eu não consigo andar de cólica – reclamei.
— Autch – falou ela – senta ai, e vamos lá. Pelo menos, vamos resolver esse olho – riu ela.
— A minha mãe vai ir lá? – perguntei enquanto ela arrancava.
— Sim – falou ela dando uma pausa – vamos no oftalmologista e depois você come – falou ela rindo.
— Por mim – falei eu – esse colírio dói tanto, que eu posso vomitar se comer.
— Menos Kate, menos — riu Sarina – e você deve ficar uma graça de óculos.
— Eu duvido – ri eu.
— O médico poderia até ter te dado esse óculos antes, mas ele achou que fosse algo neurológico – riu ela.
— Mas o meu pai sabia que não era, e o médico, era um idiota, só sabia anotar e falar huhum – falei eu prestando atenção no trânsito.
— Como? – perguntou Sarina.
— Por que eu não conseguia ver o placar do ultimo jogo de Baseball – falei revirando os olhos.
— Que pena – falou Sarina estacionando – hoje a vida de Kate será resolvida, e a sua dor de cabeça também – falou Sarina com uma voz de locutora.
Eu precisei rir. Entramos no hospital, e fomos encontrar a minha mãe.
— Bom dia 4 olhos – riu ela – será que hoje você vai levar a receita dos óculos? – riu ela.
— Haha, I had some funny – falei debochada.
— Bom dia pra você também. Desculpe querida, não resisti– riu ela me dando um beijo.
— Bom dia Sarina – riu minha mãe.
Fomos pra sala que o oftalmologista tinha no hospital, enquanto Sarina esperava. Coloquei o colírio e fiquei esperando. Pingaram mais duas vezes ainda.
— Kathryn Marie – falou uma voz saindo do consultório.
— Aqui, Paul- falou minha mãe.
— Ah, oi Lilian – riu ele – é sua? – perguntou ele apontando pra mim.
— Sim, é – riu ela entrando no consultório.
– Vamos ver o que essa garota tem. Quais os sintomas? – perguntou o médico olhando pra mim.
— Dor de cabeça – falei enumerando – dor nos olhos, embaraçamento.
— Huh – falou ele – vamos pra maquina, ver isso.
Ele fez uns exames e virou pra minha mãe:
— Ela tem 3 graus de miopia nos dois olhos – riu ele – 3,25, no esquerdo, e3 no direito. Como a miopia dela cresceu rápido.
— Muito – falou minha mãe assentindo – meu marido achou que era, mas o neurologista falou que era melhor esperar, pra verse não era da cabeça mesmo.
— Sei – falou ele colocando uma luzinha do meu olho – pode acontecer, nada impede. Mas era bom ter feito óculos antes de qualquer coisa.
— Por? – perguntou minha mãe.
— Por que vai diminuir a dor de cabeça dela – falou ele – em 99%.
— Sério? — perguntei.
— Sim, garotinha – falou ele passando o dedo no meu nariz – tudo pronto Lillian – sorriu ele.
— Muito obrigada – sorriu ela – quanto?
— Nada – sorriu ele – a receita, te dou depois.
— Ook – sorriu ela – obrigada.
— Tchau – sorri eu.
— Boa sorte, e me traga os óculos antes de usar, ok?! – sorriu ele.
— Ook – sorri eu.
Saímos e minha mãe olhou pra mim:
— Você vai usar esses óculos toda hora, essa miopia cresceu demais .
— E a armação? — perguntei- não quero parecer uma anta de óculos.
— Você vê quando não estiver com a pupila dilatada, vai com a Sarina comprar a armação – falou ela – Até depois, hoje saio mais cedo, ok?! E nós podemos ir comprar umas roupas pra você.
— Ook- falei eu – e maquiagem.
— Ok, até depois. Você precisa deitar um pouco agora, ok?! — falou ela me dando um beijo na testa.
— Ook – respondi indo até onde Sarina estava – até depois, te amo.
— Love ya, bye bye – sorria minha mãe enquanto eu ia pra perto de Sarina.
— E então? — perguntava Sarina enquanto eu ia saindo com ela em direção ao carro.
— Óculos – respondi eu – parece que meu olho anda meio louco.
— Por quê? – perguntou ela já entrando no carro.
— Por crescer muito a miopia em pouco tempo – falei eu.
— Fase de crescimento – falou ela- eu precisei usar óculos também.
— Sério? – perguntei entrando no carro.
— Ow yes- riu ela arrancando com o carro – mas fiz cirurgia pra arrumar o olho o grau estacionou.
— Huh, que medo – ri eu.
Quando estávamos chegando em casa, ela olhou pra mim e riu:
— Parece que tudo gira, né?!
— Com certeza, eu to muito tonta – ri.
Chegamos em casa, Sarina aqueceu o almoço que já tinha feito, enquanto eu tomava banho. Tomei um remédio pra cólica, um banho, e fui comer.
— Essa cozinha tá cheirando tortilla – ri eu.
— Claro – riu Sarina – se eu fiz tortilla, a cozinha fica com cheiro de tortilla.
— O que tem pra comer junto? – perguntei rindo.
Ela riu e colocou os molhos na mesa.
— Você está bem? – riu ela enquanto eu comia.
— Sim, ok. Vou andar de patins depois do almoço – falei – você precisa de ajuda em algo?
— Não – falou ela rindo – bom passeio, a sua mãe chega mais cedo hoje, para ir ao orfanato.
— Ok – falei eu – vou andar de patins e já volto.
— Bom passeio – riu Sarina.
Subi, escovei os dentes e peguei meus patins. Aproveitei e peguei meu Ipod, com algumas musicas. A rua não estava movimentada, mas eu precisava andar com cuidado, por causa da pupila dilatada.
Resolvi andar pela rua de baixo, quando um menino saiu correndo na minha frente, e a mãe dele, uma mulher com cabelo preto, gritava pra ele voltar. Achei engraçada a cena, até que ele atravessou a rua, antes de mim, e eu consegui passar, mas o carro ia atropelar o garoto. Resolvi ir rápido, consegui pegar o menino pela cintura, e me atirei na calçada, e o carro buzinou. Ele começou a chorar.
— Eu quero minha mãe – falava ele chorando.
— Calma pequeno – ri eu- você não pode fugir da mamãe – falei limpando o choro dele com a blusa do Homem Aranha que ele estava usando – vamos achar a sua mãe? – perguntei dando minha mão pra ele. – vamos combinar que você não foge mais da mamãe?
Ele fez que sim com a cabeça, eu tirei meus patins e peguei-o no colo.
— Como você se chama? – perguntei subindo a rua.
— Fran... – ia falando ele, quando a mesma mulher que gritava o chamou.
— Frankie, honey, não fuja de mim, garoto. Ok?! – falou ela aparentemente assustada.
Ele fez que sim com a cabeça, e quis descer do meu colo.
— Nós já combinamos, não é parceiro!?Você não pode fugir da mamãe – ri colocando os patins.
— Querida, muito obrigada – falou ela sorrindo – como você se chama?
Olhei pra ela, aquele rosto me parecia familiar, mas não sabia por que.
- Kathryn – sorri eu – Kathryn Drummont.
- Denise – sorriu ela – e esse é o meu filho, Frankie.
Ela era extremamente querida, e me passava uma enorme confiança, sem contar na calma. Em tão pouco tempo, eu já tinha gostado dela.
— Olá Denise – ri eu– vocês são novos na vizinhança?
— Não me chama de dona, por favor, parece que eu fico mais velha do que sou – riu ela – não muito, viemos esse mês ainda – sorriu ela pegando o Frankie no colo.
— Nós viemos três semanas antes das férias – falei mexendo a cabeça e contando.
— E você gostou de Los Angeles? – perguntou ela rindo – ainda não me acostumei, éramos de New Jersey.
— Sim – sorri — é legal ir á praia, ou caminhar. Gostei de ir no parque da esquina – falei apontando – é divertido.
— Eu também acho divertido – falou Frankie – o balanço vai bem alto.
— Verdade – ri eu – gostei da altura dele também, toca aqui.
Ele tocou e riu.
— Você gosta de carrinho? – perguntou ele rindo – Hotweels?
— Eu amo – ri – meu pai tem um monte de carrinhos, mas não é Hotweels, um dia você pode ir ver, se sua mãe deixar.
— Eu quero ir ver agora – falou ele – mamãe, posso ir lá com a Kate?
— Filho, você nem conhece ela – falou ela dando risada –e não se chama as pessoas por apelido, você sabe se ela gosta?
— Não é nome feio – falou ele se explicando.
Denise riu, e fez carinho nele.
— Mas se ela quizer, está convidada para um café com a gente – falou sorrindo – eu só preciso descarregar umas compras.
— Eu ajudo – sorri.
— Então você ajuda a gente com as compras, fica pro café e brinca de carrinho comigo – falou Frankie.
— Frankie – riu Denise.
Eu precisei rir, como ele era tão “dado” assim? Por que ele gostava tanto de mim?
— Eu posso ajudar Denise, se você quizer – falei dando ênfase ao nome dela– eu só não posso ficar para o café.
— Ok,você pode ajudar – riu ela – uma mão amiga é sempre boa – falou ela abrindo o porta malas de uma mini van.
Descarregamos um batalhão de compras, e Frankie resolveu buscar a coleção de carrinhos e ir lá na cozinha,me mostrar um por um, o modelo e o ano que estava imitando, e Denise ria e perguntava também. Quando eu percebi, Denise já tinha arrumado a mesa pra um café.
— Vamos comer pessoal? – perguntou ela chegando e se abaixando no chão da cozinha, onde eu e Frankie estávamos sentados.
— Oh my god – falei eu apavorada – que horas são?
— São 17h45min – falou ela rindo – você tem algum compromisso?
— Na verdade sim – falei rindo – mas minha mãe ainda não deve ter chegado – ri.
— Então, está resolvido – riu ela – você fica para o café.
— Ok – ri eu – assim posso terminar de ver a coleção de carrinhos do Frankie.
— Yes – falou ele – viu como ela gosta de mim?
Denise riu. Sentamos a mesa e tomamos um café, quando notei uma foto dela e de uma menina loira.
— Que foto legal – ri eu – onde era isso?
— Era uma aula de sinais – falou ela – ela era minha aluna.
— Ela era surda? – perguntei perplexa.
— A Mandy? – riu ela – não, ela quer ser fonoaudióloga, e estava aprendendo comigo, eu era sogra dela.
Eu precisei rir.
— Sério?
— Sim – riu ela – mas precisamos vir pra cá, e ela e o Joseph acabaram terminando.
— Que pena – ri eu – sempre quis aprender essa linguagem.
— Woow – riu ela – sério? É raro alguém querer aprender isso, eu aprendi por ser mulher de pastor.
— Duas coisas legais – ri eu- ser mulher de pastor e falar a linguagem dos sinais.
— Não posso negar – riu ela – realmente são duas coisas legais.
— Se você quer aprender, precisa começar com o básico – riu ela – vou fazer o gesto, e você repete, ok?!
— Ok – ri eu.
Ela me mostrou um monte de sinais enquanto tomávamos café, até que meu celular tocou.
— Where the hell are you? –perguntava minha mãe aparentemente caminhando. (n/a : traduzido, é tipo: onde você está?)
— Na rua de baixo- falei calma – não morri, não ainda.
Ela riu e respondeu:
— Você vai me ajudar na HHFC?
— Sim, só vou dar tchau aqui – falei.
— Onde você esta? – riu ela – eu vou e te pego com o carro.
— Desce a rua, e na outra rua, dobra á esquerda – dei uma pausa – entendeu?
— Antes daquele parque? – perguntou ela raciocinando.
— Sim, aqui. Vou estar ali na frente.
— Ok Mrs. Marie – riu ela- até logo. Quer algum casaco?
— Sim, aquele com orelhas de gato, o azul.
— Ok, beijos.
— Beijo, até logo.
Desliguei o telefone, e pedi desculpas.
— Eu devia ter ficado em casa, tinha que ir no orfanato – ri fazendo uma careta.
Denise riu.
— Com certeza. Tá tudo bem com a sua mãe?
— Sim, eu só tenho que ir ajudar a minha mãe – ri – Frankie, preciso ir, brow — falei passando a mão no cabelo dele.
— Você pode vir aqui, toda quarta feira, que é quando eu mais estou em casa – falou ela sorrindo – eu posso te ensinar a língua dos sinais.
— Eu adoraria – falei sorrindo – mas agora, preciso ir.
Ela sorriu, e fomos indo até o gramado. Ficamos conversando um pouco, quando minha mãe passou por nós, e parou.
— Hey there – riu ela – eu achei que você estava no parque, andando, ou lá na quadra.
— Mas a Sarina não te avisou nada? – perguntei.
— Não – falou ela pensando – ela saiu antes que eu chegasse. Olá – falou ela sorrindo e cumprimentando Denise – prazer, Lillian.
— Prazer, Denise – sorriu ela – então Kate é sua filha?
— Sim – falou ela sorrindo e me entregando o casaco que eu havia pedido.
Frankie chegou e pediu colo pra Denise.
— E esse é o Frankie – riu Denise,tirando o bico da boca dele – diga olá querido.
— Olá – falou ele encabulado – essa é a sua mãe Kate?
— Sim – falei sorrindo – é ela.
— Novos por aqui? – perguntou minha mãe tentando puxar assunto.
— Não muito – falou Denise – mas o suficiente pra se adaptar.
— Eu sei- riu minha mãe – eu cresci aqui, mas é difícil se acostumar. Kate até agora, só tem duas amigas aqui.
- Meus garotos também tem poucos amigos – riu Denise – tenho mais três.
— Uou – riu minha mãe – parabéns.
Denise riu.
— São umas figuras. Tem 13,17 e 18. E tem o Frankie, com 4.
— Eu não sei – riu minha mãe –Kate... Você queria ter um irmão Kate? – perguntou ela olhando pra mim.
— Eu acho que sim – ri – você gosta de ter irmãos, Frankie?
— Eu gosto – riu ele – são muito legais.
— Mas você não tem outro por falta de tempo? – riu Denise ajeitando Frankie no colo.
— Sim, mas não muito,porque eu sou pediatra – riu minha mãe – acho que prefiro cuidar das crianças dos outros. É suficiente pra mim.
— Ok , resposta aceita – riu Denise -eu vi que Kate era inteligente demais para essas meninas de Los Angeles, ela parece ter um lado mais medicinal – riu ela.
Minha mãe riu.
— E você, o que faz?
— Eu cuido da casa – riu Denise – com 5 homens numa casa, se tem muito trabalho. Os meninos me ajudam, mas eles precisam estudar também.
— Claro – riu minha mãe – quero me organizar, pra atender em horário normal no hospital, mas ter empregada é tão bom. Só de pensar que ia precisar fazer tudo...
Denise riu.
— Eu tinha uma empregada brasileira, era uma ótima pessoa, nós a demitimos quando viemos pra cá.
— Meu marido é brasileiro – riu minha mãe- e Kate também.
Vi o semblante de Denise mudar.
— Eu amo os brasileiros, são muito abertos e receptivos – riu ela – eles parecem ter um calor. Devia ter notado isso antes, Kate.
Eu ri.
— Nós devíamos marcar para nos conhecermos melhor – continuou Denise – se você tiver tempo, é claro.
— Eu tenho – falou minha mãe ficando feliz – eu crio tempo, se eu precisar – riu minha mãe.
— Vamos deixar marcado, uma janta, então? – riu Denise – Se ficarmos de nos telefonar, nunca vamos nos encontrar.
— Claro – falou minha mãe – já deixo o plantão encaminhado. Pra quando?
— Well – falou Denise – pode serna próxima quarta feira?
— Ook – falou minha mãe sorrindo – perfeito. Onde?
— Aqui – falou Denise.
— Ook – falou minha mãe – ás 19h30min?
— Just in time – riu Denise – qualquer coisa, nos falamos. É bom conhecer a vizinhança.
— Claro – sorriu minha mãe – e vocês vão á alguma igreja?
— Não – falou Denise – meu marido é pastor, mas estamos sem igreja para ir.
— Eu vi uma igreja, no centro da cidade, poderíamos marcar de ir, todos juntos – falou minha mãe.
— Com certeza – sorriu Denise – me passa o telefone, e a gente pode manter contato.
Minha mãe passou o telefone e eu passei o meu, e pegamos o de Denise, até que John, o pai de Abby ligou pra minha mãe, pedindo se ela iria demorar, que tinha uma pessoa esperando por ela no orfanato.
— Precisamos ir, Kate – falou minha mãe – todos estão lá.
— Ook – falei eu vestindo o casaco – vamos indo. Tchau Denise.
Denise sorriu e me deu um beijo.
— Tchau querida – falou ela – volte quando quizer. Os meninos iam adorar te conhecer, que pena que os três estão viajando.
— Tchau Lillian – falou Denise – graças a Deus achei alguém aqui. Prazer em te conhecer.
— Nem me fale isso – falou minha mãe – o prazer é meu, Denise. Vamos conversar mais.
— Claro – falou ela – tchau garotas.
Entramos no carro, e fomos o caminho inteiro conversando sobre Denise e a consulta do oftalmologista.
Chegamos no orfanato, e John estava com alguém no colo. Parei pra prestar atenção na menininha. Ela tinha traços orientais, e reconheceu minha mãe.
— Oi tia Lillian – sorriu ela – que bom que você veio. Quem é essa?
— Essa é Kate, minha filha, você lembra que eu te falei dela?
— Sim- sorriu ela – você falou que ela era bonita, como eu.
Minha mãe sorriu, pude ver que ela gostava da menina.
— Essa é a menina que eu te falei Kate – falou ela pegando a menina no colo – o nome dela é Rosalie, nós nos conhecemos no hospital, lembra?
— Você tinha um problema no quadril,certo? Que nome bonito você tem, Rosalie – sorri – tudo bem com voce?
— Sim – sorriu ela – tia, eles me deixaram aqui, e falaram que eu ia ter uma mamãe nova.
— Sério? – perguntou minha mãe pra John, que assistia a conversa empolgado.
— Aparentemente sim – falou ele – e então Rose, gostou da Abby também?
— Sim – falou ela – mas ela foi embora. Quem vai brincar comigo?
— Eu brinco – sorri – se voce quizer.
— Eu quero – falou Rosalie me pegando pela mão.
— Por que a Abby não ficou? – perguntei pra John.
— Ela está nos avos dela – falou ele assentindo – nos pais da mãe dela
- Ok – falei sorrindo – então eu vou contar história pras crianças – Quem quer ouvir uma história, pessoal? – perguntei falando alto, para as crianças escutarem.
— Mas eu quero brincar, Kate – reclamou Rosalie.
— Nós já vamos – falei pegando ela no colo – hoje a história vai ser rápida.
Peguei um livro do ursinho Pooh que andava na estante e contei para as crianças. Elas escutaram, e a maioria foi fazer os temas. Brinquei com Rosalie de Barbie, de boneca, e depois fiz uma trança no cabelo dela.
— Eu queria ter uma irmã – falou ela pra mim, enquanto terminava a trança.
— Eu também – ri – mas eu tenho uma amiga, que é muito legal, e ela é a minha irmã.
Rosalie sorriu, e eu ainda terminei de falar:
— Sabe Rose ,não precisa ser de sangue, pra ser irmã. Nem mãe.
— Sério? – perguntou ela rindo – Eu posso ser sua irmã?
— Se quizer – falei sorrindo e dando um abraço nela.
— Eu quero, irmã – falou ela descendo do banco e me abraçando.
Ficamos até tarde lá no orfanato, e na volta, minha mãe me perguntou:
— O que você acha da Rosalie?
— Ela é querida – falei rindo – e é doce. Ela que perdeu a mãe e o pai no acidente de carro?
— Sim, e você acredita, que dificilmente ela vai ser adotada? – perguntou ela fazendo uma careta que devia significar por que.
— Por quê? – perguntei prestando atenção nela.
— Por que todo mundo quer criança pequena – falou ela – de 4 anos pra baixo.
— Que pena – falei pensando – pobre Rose.
Minha mãe assentiu com a cabeça, e continuou:
— Acho que iria ser legal, ter mais uma criança, eu iria ganhar licença, mas esperar nove meses... – riu minha mãe – esquece, eu sou velha demais pra ter mais uma criança.
Eu ri e concordei. Minha mãe ficou quieta todo o percurso de volta pra casa. Chegamos, eu fiquei olhando um filme,e fui dormir.
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