Child of Hades

5 Primeiro Pesadelo


Voltei à mesa do meu pai, Eris estava sozinho.

– Ué, cadê Amaris? — perguntei.

– Ela acabou de sair para fazer uma oferenda à Hades.

– Você vai fazer? — percebi o quanto é chato ficar perguntando coisas toda hora, eu sei como é.

– Não, eu não gosto de ser filho de Hades — disse sincero.

– É terrível, pessoas querem ficar longe de você — falei.

– Você mal chegou aqui e já percebe o seu destino.

Uma garota ruiva de cabelos cacheados virou-se imediatamente.

– Me chamou? — ela perguntou à Eris.

– Não.

Ela se virou e voltou até a fogueira.

– Na verdade, eu fui tratado assim na escola — continuei.

– Sinto muito.

Amaris apareceu do nada.

– Vocês dois — ela disse — É melhor nós irmos para o chalé.

Todos campistas saíram correndo, segui Amaris e Eris e chegamos em um dos chalés, era o de Hades, mármore sólido preto, com colunas pesadas e sem janelas, era enfeitada por caveiras, na frente do chalé tinha uma tocha onde queimava algum tipo de fogo, que consegui identificar qual era, fogo grego.

Entramos lentamente, estava vazio.

– Pode ir pra qualquer cama, Jesse — disse Amaris.

Pulei em uma delas, era tão confortável, olhei para o teto e pensei em minha família, como minha mãe conheceu Hades, como o meu dia foi cansativo, deuses existem!

Não demorou muito e caí no sono, e tive um pesadelo:

Eu estava em um labirinto, com uma espada na mão, ela queimava com fogo grego, eu matava vários tipos de monstros sem dificuldade alguma.

Então, acordei ofegante, Eris e Amaris também acordaram.

– Pesadelos, não é? — perguntou Eris — As vantagens de ser um semideus.

E ele meteu a cara no travesseiro.

Me levantei com dificuldade, ainda assustado com o pesadelo, mas parece ser normal pros semideuses, eu ainda estava usando o uniforme da minha escola.

– Hoje vou fazer uma visita ao chalé de Ares e de Pã — falei — Somos bem-vindos lá?

– Não somos bem-vindos em nenhum lugar, Jesse — ele disse a verdade.

– Ei, essa cama não é minha — falei — É de um tal de Nico...

– É o conselheiro do chalé — disse Amaris — Ele raramente vem aqui.

– Ele parece com você... — disse Eris.

– É claro, somos filhos de Hades... — falei.

Abri a porta e o sol bateu na minha cara, eu odeio o sol e agora também odeio tempestades, nunca vou esquecer de ontem. Encontrei Liz falando com Sage.

– Ei vocês dois — falei.

Eles pararam de falar e olharam para mim.

– Oi Jesse! — disse Liz.

– Você ainda está com o uniforme da escola, cara? — perguntou Sage.

– Eu me esqueci disso — Liz deu um tapa na cara — Eu vou deixar no seu chalé, tudo bem?

– Obrigado, Liz — já estava ficando um pouco chato agradecer Liz, já era a terceira vez — Vou ir até o chalé de Ares, querem ir comigo?

– Sei lá... — disse Sage enrolando — Eu não me dou bem com eles.

– Eu tenho certeza que Riley vai deixar entrarmos.

– Ele tem razão, Sage — disse Liz — Vamos.

***

Fomos até o chalé de Ares, as paredes eram mal pintadas, tinha sangue no chão, e também tinha várias armas penduradas na entrada.

– Caramba... — disse Sage.

– Riley! — gritei.

Ela abriu a porta com uma cara nada agradável.

– Vocês nos acordam essa hora? — ela perguntou rispidamente.

– Vocês parecem filhos de Hipnos — disse Liz.

– Muito engraçado — ela disse — O quê querem?

– Riley — falei — Você poderia me ensinar algumas coisas lá no arsenal?

– Agora sim, te encontro daqui duas horas — ela disse sorrindo.

– Está bem — falei.

Ela fechou a porta na nossa cara.

– Vamos lá para o estábulo — disse Liz — Tem pégasos lindos lá.

Fico muito mais animado em conhecer animais do que pessoas, parece Liz entendeu isso.

Chegamos no estábulo, estava lotado de pégasos, é claro. Também estava cheio de filhos de Íris, percebi pelos seus olhos coloridos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.