Child of Hades
2 Casa Grande
Acordei em uma cama com duas cadeiras ao meu lado, quando fui me levantar, a porta do quarto abriu rapidamente, era Sage e Riley, meus melhores amigos.
– Até que fim acordou, preguiçoso — disse Riley.
– O que diabos aconteceu? — perguntei — O que aconteceu com a minha mãe?
– Ela está bem — disse Sage.
– Você que não está bem! — disse Riley.
Sage e Riley trocaram olhares e os dois se sentaram nas cadeiras.
– Deuses existem. — disse Riley diretamente.
Sage deu um soco nela.
– Ri, não é fácil assim — disse Sage — Jesse não vai entender tão facilmente como você entendeu.
– Ei! — me defendi.
– Você quer dar a Ambrosia? — Sage perguntou para Riley.
– Eu não — ela disse — E morrer incinerada?
– Vocês dois poderiam me explicar — falei — Seria mais fácil.
– Então, sabe a mitologia grega? — Riley perguntou para mim — Os deuses existem, eles vivem lá no Empire State Building.
– Nova York? — perguntei — Isso é uma pegadinha, não é?
– Espere — disse Sage, e saiu do quarto.
Não demorou muito e ele entrou de novo... com pernas de bode.
– Ah! — gritei.
– Eu sou um sátiro! — ele pulou.
Afundei minha cabeça no travesseiro.
– Brincadeira de mal gosto — falei — Meu corpo dói tanto...
E realmente doía, toda parte dele.
– O que aconteceu comigo? — perguntei.
– Parece que Zeus te odeia — ela disse — Você levou... sei lá, três raios?
– Como eu estou vivo? — perguntei.
– Infelizmente, existe essa coisa chamada ambrosia.
– Onde eu estou? — perguntei.
– Em um quarto da Casa Grande, daqui a pouco você vai ir pro Chalé de Hermes, até ser reclamado.
– Reclamado? — perguntei — Você já foi?
– Não, mas acho que sou filha de Afrodite!
– Afrodite é a deusa do amor e da beleza — me lembrei das aulas de História — Não, você não é filha dela.
Sage soltou uma risada, e Riley fechou a cara.
– Eles eram Espíritos da Tempestade, Riley — disse Sage — São comandados por Éolo, deus dos ventos, eles fizeram um estrago na escola.
– Eu quero acordar desse pesadelo — murmurei.
– Deveríamos levar ele para Dionísio, não devíamos? — perguntou Riley para Sage.
– Devemos — ele disse — Mas antes, a ambrosia.
– Você faz isso — Riley disse rispidamente.
Sage pegou um copo cheio de alguma coisa de bronze e enfiou o canudinho na minha boca, tentei impedir mas o gosto era... parecia comida da minha mãe, senti saudades de casa.
Sage colocou o copo na mesinha lentamente, e depois me puxou da cama.
– Minha mãe que fez isso? — perguntei.
Ele deu um suspiro e saiu da sala.
– Vamos lá, Jesse — disse Riley me puxando.
***
Eles me levaram até um escritório, estava infestado de uvas. Fiquei em silêncio, pra não cair um raio na minha cabeça. Um homem de cadeira de rodas estava sentado jogando xadrez, enquanto outro bebia Coca-Cola Diet apreciando a vista.
– Dionísio e Quíron? — perguntei.
Quíron levantou a cabeça e Dionísio se virou.
– Então você é o Jose? — perguntou Dionísio.
– Jesse — corrigi, mas me arrependi.
– É a mesma coisa.
– Eu posso te mostrar o acampamento, Jesse — disse Quíron — Eu sou o diretor de atividades do Acampamento Meio-Sangue.
– É onde estamos?
Sage e Riley deram um tapa em seus próprios rostos.
– Sim — ele disse — Venha.
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