Chicago

7 Capítulo 6


= Capitulo 6 – Edward =

Mas que merda de despertador que não parava de tocar... Hm, porque tava tocando mesmo? Ainda de olhos fechados eu tentava lembrar o q tinha que fazer agora de manhã e lembrei do dia anterior. Apartamento, conversa com Jasper, Carlisle e seus discursos intermináveis, Lauren, Esme, Bel... Levantei da cama num pulo.

Bella no aeroporto!

Corri pra um banho rápido. Precisava tirar esse sono do meu corpo (ficar até tarde acordado não estava me ajudando em nada). Vesti uma roupa qualquer, peguei as chaves do carro, óculos, carteira, um papel que havia as informações do voo e desci pro estacionamento. O transito estava um caos. Quem diria que em plena sexta feira, Edward Cullen estaria acordado as 8 e 30 da manhã enfrentando um engarrafamento que só Deus podia prever.

Por alguns intermináveis minutos preso dentro daquele carro, me veio à cabeça algumas lembranças. Bella... Eu nunca me esquecera dela. Tão incrivelmente perfeita. Ela praticamente vivia dentro da minha casa junto de Bree.

Bree. Me lembrei do enterro da minha irmã, a ultima vez que havia visto Bella. Depois disso, não fazia ideia por onde ela andava. Seria estranho revê-la?

Um carro atrás de mim me fez despertar daquele “momento’, e segui dirigindo. Chegando no aeroporto, estacionei na primeira vaga que vi perto da porta e corri pra dentro. Estava 10 minutos atrasado, pelo menos eu teria uma ótima desculpa. Havia um monte de gente esperando do lado de fora do portão 4. Senti meus joelhos começarem a tremer e a minha mania irritante de passar a mão no cabelo aumentar. Eu estava nervoso, bastante nervoso.

Olhei em direção a porta se abrindo e a vi. Uma menina de estatura baixa, corpo magro e lindos cabelos castanhos avermelhados. Perdi o fôlego. Ela estava simples, com uma calça jeans escura colada, perfeitamente deixando a mostra seu quadril e pernas, um tênis e uma camisa xadrez, usava também o cabelo solto. Caramba!

- Bella? – gritei seu nome que saiu como um gaguejo. Eu estava bancando o idiota.

Ela se virou e me encarou, mordeu os lábios, de uma maneira totalmente sexy. Eu adorava aquilo. Ela sorriu de uma maneira diferente e cheia de charme.

- Edward? – praticamente me olhou dos pés a cabeça e riu. Como assim ela riu? Eu estava mal vestido?

- Está rindo de que? – dei uma rápida conferida na minha roupa.

- Você cresceu! – riu mais alto, ela praticamente gargalhou. Lembrei do jeito irritante que isso me ofendia quando mais novo.

- Muito engraçada. Ao contrario de você né, Bella, que continua a mesma baixinha de sempre. – dei de ombros.

- Há ha – debochou – Esme não disse que seria você que vinha me buscar – passou as mãos no cabelo.

- Acho que ela queria que fosse uma surpresa – sorri enquanto pegava suas malas, que não eram poucas. Eu realmente não entendia as “mulheres“.

- Bem o estilo dela –sorriu, me olhou e ficou sem graça.

Puta Merda! Senti meu coração se alto disparar nesse momento. Caminhamos até o carro, e quando ela entrou tratou logo de colocar os óculos e o cinto.

- Como foi de viagem? – tentei iniciar uma conversa antes que o clima ficasse mais estranho do que poderia ficar.

- Foi bom – ela abaixou a cabeça e riu.

- Porque está rindo? De novo? – sorri.

- Odeio aviões, prefiro horas dentro de um trem, ônibus ou qualquer outro tipo de coisa que não seja aviões. – ela disse e levantou o rosto, olhando cada lugar que passávamos.

- Isabella Marie Swan com medo de alguma coisa? – não pude segurar o riso.

Isso era totalmente uma coisa nova. Bella sempre foi durona, a mais fodona, se assim posso dizer. Era engraçado quando brigávamos e ela simplesmente me batia. Perturbar ela e Bree era meu passatempo favorito. Era um jeito de ficar com ela também.

- Pois é, sinto falta de quando não tinha medo... – ela sussurou me encarando – E Jasper, como ele está?

- Bem, continua o mesmo de sempre – sorri

- Acredito! – gargalhou.

- Onde devo te deixar?

- Esme me passou um endereço – vasculhou a mochila e logo me entregou um papel amassado. Havia, endereços, telefones e vários nomes escrito.

- Manhattan! – Esme havia pensado em tudo mesmo, minha mãe não era uma flor que se cheire.

- O que?

- Eu to morando a dois quarteirões desse endereço – cocei a cabeça.

- Sério?

Concordei com a cabeça.

- Nossa, isso é coincidência demais!

Não, não coincidência! Coisa de Dona Esme!