Cherry Bomb

6 Meu nome é Alexis


Notas iniciais
Desculpem a demora gente. Faculdade anda muuuito corrida, não sei nem como estou de pé depois de tanto cansaço que passei essas duas últimas semanas. Anyway, espero que gostam do capítulo. Obrigada por favoritar a história, Uchiha Taciane. Colar de beijo à todos.

Liam

Adler Schener era um dos caras mais conhecidos de nossa faculdade. Diferente de muitos, não era por causa da reputação de seus pais, mas sim por causa de sua própria.

Adler era um típico badboy: tinha tatuagens distribuídas pelo corpo, vivia de jaqueta de couro, era famoso por ser “o pegador” da faculdade e, segundo Ellie, era um cara extremamente atraente. Ele tinha olhos verdes e um cabelo preto que sempre estava bagunçado.

Ah, e além disso ele simplesmente odiava Bryan.

A briga entre Adler e Bryan vem acontecendo desde que as aulas começaram. A namorada de Adler, Penny, era uma pessoa totalmente sem caráter que, para fazer ciúmes no namorado, ficou dando em cima de Bryan. Bryan, sendo uma alma perdida, caiu de joelhos por amor à Penny.

Não importava quantas vezes falássemos, Bryan simplesmente não perdia as esperanças e toda vez que Penny queria transar com ele, ele ia como um cachorrinho na espera de que Penny largasse Adler e ficasse com ele.

O problema? Adler não é trouxa e logo descobriu. Desde então os dois vivem brigando por alguém que não vale a pena.

E aparentemente outra briga ia estourar logo.

— O que foi que você fez, Bryan? — Ellie perguntou com chamas em seus olhos.

— Eu não fiz nada, tá legal? — ele suspirou. — É que...

— Mas que merda, Bryan — eu disse olhando nervosamente para os caras que se aproximavam. — Fale logo!

— Eu vi a Penny com o Adler e bem, eu vi que ele estava pressionando ela, perguntando onde ela estava na semana passada...

— Ah, não, Bryan — eu disse tentando me acalmar, já percebendo aonde isso ia chegar.

— Deixa eu adivinhar, ela deu um chifre nele pra transar com você de novo?

Senhoras e senhores, eu os apresento à delicadeza de Ellie.

Bryan ficou meio corado.

— Bem, é e...

— E o Adler, não sendo trouxa, percebeu o que estava acontecendo? — eu completei.

— Sim e...

— Agora ele quer te matar... de novo — Ellie terminou novamente.

— Bem, basicamente eu não preciso falar mais nada. Vocês parecem estar bem a par da situação.

— Mas é claro que eu estou — Ellie agarrou a gola da blusa dele e o puxou para ficarem frente a frente. — Essa história já se repetiu umas três vezes. Até quando você vai se tocar que a Penny não te ama, ela apenas quer deixar Adler com ciúmes?

Bryan olhou para mim, provavelmente tentando ver qual era a minha opinião. Eu apenas balancei a cabeça negativamente, ele precisava perceber de uma vez por todas que era verdade que a Penny não ligava nenhum pouco para ele.

Bry baixou a cabeça. Ele odiava intrigas. Por isso que sempre que Adler ameaçava ele ou coisa do tipo ele recorria à nós, acho que ele meio que entrava em choque, sem saber o que fazer.

Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, Adler se aproximou de todos nós.

— Ora ora ora, Ellie, Liam, como vão?

Jackson soltou um murmuro sobre como odiar ser ignorado.

Percebi que Adler estava bem perto de nós, ele se aproximava como se ele fosse um leão observado sua presa. Seus olhos verdes pareciam fuzilar qualquer alma viva. Ele podia ser bem intimidante quando queria por causa da sua altura.

Antes que alguém pudesse falar mais alguma coisa, Adler continuou.

— Bem, se me derem licença, eu tenho assuntos a serem tratados com Bryan.

— Desculpa aí, Macho-Alpha — Ellie se intrometeu. — Mas nós mesmos vamos dar um jeito nele. Por que você não vai... sei lá, beijar a sua namorada enquanto ela prepara o próximo plano de te dar um chifre?

Adler ficou vermelho de raiva. Francamente, Ellie precisava de um filtro de palavras urgentemente.

— Escuta aqui, Bellcourt... — ele disse perigosamente apontando o dedo para ela.

— Não aponte esse dedo para ela — eu o intrometi, antes que ele pudesse fazer alguma coisa. — Não me interessa se sua namorada não se importa em ser tratada como se vocês vivessem no século XIX, mas com a minha amiga, você não vai ter todo esse desrespeito.

Até esse ponto, quase todo mundo do refeitório tinha parado tudo para observar a tensão que estava entre nós.

A raiva de Adler foi focada em mim, mas eu não ligava. Ellie e Bryan eram meus amigos, e eu não ia deixar Adler intimidá-los apenas porque ele era... bem, o Adler.

Logo depois o demônio apareceu.

A.k.a. Penny.

Seu corpo pequeno andava com confiança pelo refeitório, como se ela fosse a última bolacha do pacote. Eu tinha que admitir: Penny era gostosa, mas sua alma era tão podre que tudo que eu conseguia ver era sua expressão cínica e ter vontade de vomitar.

— Adler querido, chega de brigar — ela disse tentando acalmar seu namorado. Eu pude ver o brilho de excitação ao ver dois caras brigando por ela. Eu me segurei para não fazer um som de nojo.

— Não quero ouvir nada de você, Penny, — seu tom chocou a todos, inclusive a própria Penny —, essa é a última vez que eu vou deixar você me trair com essa perda de espaço...

— Ei, não chame Bryan assim — Ellie interrompeu Adler novamente cruzando os seus braços. — Só eu posso dizer isso.

— O que está acontecendo aqui? — o reitor apareceu e finalmente eu pude respirar fundo.

— Nada senhor — Ellie disse, olhando fixamente para Adler. — Nosso colega já estava de saída.

Adler olhou mais uma vez para Bryan e, sem mais nem menos, desapareceu do refeitório. Penny seguiu logo atrás dele sem nem se importar com Bryan. Pude perceber pelo canto do olho que o deixou bem desapontado.

Suspirei e olhei para Ellie.

— Desculpa ter entrado sem mais nem menos. Você sabe que eu fico bravo e impulsivo quando alguém mexe com meus amigos.

Ela sorriu e bagunçou meu cabelo.

— Eu sei que você faz isso pela nossa amizade e carinho e não porque você quer ser o “meu salvador” — ela disse fazendo aspas no ar. — Então, obrigada.

Dessa vez, eu baguncei o cabelo dela.

Olhei para Bryan que parecia um cachorro que tinha sido abandonado.

— Venha — eu suspirei. — Vamos comer alguma coisa e depois vamos dar um sermão de cinco minutos sobre como você não deveria pegar garotas comprometidas, ainda mais aquelas que não vale nenhum pouco a pena.

***

O resto do dia na faculdade foi tranquilo, infelizmente não pude dizer o mesmo do dia fora da faculdade.

Eu sabia que algo ruim iria acontecer. Eu senti calafrios durante a volta inteira para a minha casa e eu sabia que não era por causa do frio.

Ainda estava nevando, porém muito pouco. As ruas estavam meio desérticas, todas as pessoas estavam dentro dos estabelecimentos para se proteger.

Quando eu cheguei em casa encontrei Cherry fazendo palavras cruzadas no meu sofá como se ela estivesse muito entediada. Ela vestia seu pijama já e mordia a ponta da caneta enquanto observava o papel em sua frente.

A TV estava ligada e a série Two and a Half Man passava.

Quando Cherry me viu chegar, ela rapidamente me lançou um sorriso que quase me fez perder meu ar.

Depois de uma rápida conversa, eu fui até a cozinha. Foi só então que eu percebi que eu não tinha deixado nada pronto.

— Cherry? — chamei da cozinha. — Quer sair para comer alguma coisa?

Eu podia visualizar as orelhas de Cherry se levantando com a palavra “comer”. Ela rapidamente disse que ia se trocar e subiu as escadas.

Soltei um riso e fiquei esperando ela na porta.

Poucos minutos depois, Cherry surgiu na porta vestindo um par de botas pretas, uma calça grossa cinza e um casaco preto super quentinho.

Ela sorriu para mim e então fomos comer no restaurante perto da minha casa.

O trajeto foi um pouco silencioso. Porém, foi um silêncio agradável. Caminhávamos lado a lado num passo bem tranquilo. Cherry observava com atenção os postes de luz como se fizesse bastante tempo que ela tivesse visto um.

Quando chegamos ao restaurante, eu percebi que ele estava consideravelmente cheio. Provavelmente porque eles tinham uma das melhores sopas da região.

O restaurante era simples, mas ao mesmo tempo moderno e confortável. As mesinhas eram pequenas e de madeira e as paredes eram revestidas de papel de parede de tons pastéis.

Eu pedi uma sopa de tomate para mim e Cherry, acompanhada de uma porção de fritas. Cherry pediu uma coca e eu pedi um suco de abacaxi. Ficamos aproximadamente umas três horas dentro do restaurante. Quando acabamos de comer, Cherry começou a brincar de origami com os guardanapos na mesa. Comecei a dar risada na sua tentativa de fazer um tsuru.

Eu não pude deixar de suspirar de felicidade. Era uma reação que Cherry sempre causava em mim: contentamento.

Ela ficou me falando sobre casos engraçados de velhinhos que iam visitar o sebo e acabavam dizendo sobre coisas de sua época e esquecendo totalmente de olhar os livros.

— E então a Senhora Johnson simplesmente pegou o livro Morro dos Ventos Uivantes e começou a dar o maior discurso sobre como nem todos os clássicos são tão belos assim. Seu marido tinha uma expressão de alguém que queria cavar um buraco e se jogar lá dentro.

Balancei a cabeça rindo junto com ela.

Ao sairmos para a rua deserta não demorei a perceber que havia um homem observando a gente de maneira estranha. Meu coração já começou a ficar apertado quando pensei que fosse um assaltante ou algo do tipo.

Comecei a segurar com mais força a mão de Cherry e apertar o passo. Ela olhou com curiosidade para mim, mas não disse nada. Olhei para o chão para ver se sua sombra estava se aproximando de nós e vi que não tinha mais ninguém perto da esquina. Comecei a relaxar quando de repente alguém me empurrou com força fazendo com que eu caísse no chão, soltei a mão de Cherry para que ela não acabasse indo para o chão comigo.

Rapidamente virei meu corpo para enfrentar o homem e proteger Cherry.

O homem tinha aproximadamente um metro e oitenta. Era branco dos olhos castanhos e usava um capuz preto. Ele segurava com força o braço de Cherry. Ele murmurou alguma coisa pra ela, lançando para ela um olhar nojento. E de uma maneira estranha parecia que ele conhecia Cherry.

— Me solta — ela disse cerrando os dentes.

Cerrei meus punhos com força e parti pra cima dele. Infelizmente, ele esperava por isso e empurrou Cherry para longe – fazendo com que ela perdesse o equilíbrio e caísse também – e foi rápido o suficiente para impedir o meu soco e tentar me acertar com sua perna.

Quase fui para o chão novamente, mas segurei meu peso com força e parti para o ataque de novo.

O homem percebendo isso decidiu tentar outro chute. Girei meu corpo para desviar do chute e dei uma cotovelada em sua mandíbula. Vendo que o cara estava meio atordoado, aproveitei para chutar sua barriga com força. Ele perdeu o ar e caiu para trás.

Ele ia demorar algum tempo para conseguir levantar, já que ele estava com dificuldade para respirar.

Cherry já tinha se levantado, pegou minha mão e saiu correndo.

— Precisamos ir embora daqui! — ela berrou.

— Precisamos chamar a polícia, Cherry.

— Não, Liam! Você não entende...

Outra sombra surgiu – percebi que era outro cara, um pouco mais baixo que o primeiro – e bateu em Cherry com força. O soco fez com que o corpo inteiro dela fosse para o lado. Ela deu de encontro com tudo numa árvore enorme.

Senti ódio explodindo em minhas veias assim que eu percebi que Cherry gemeu de dor e tentei imobilizar o homem na minha frente.

Entretanto, ele era muito mais rápido que o primeiro cara e conseguiu me acertar. Eu agi por puro instinto quando eu simplesmente joguei meu corpo contra o cara e bati sua cabeça contra a árvore. O cara caiu desmaiado na hora.

Corri até Cherry para ver se ela estava tudo bem.

— Cherry, Cherry, você está bem? — desespero praticamente escorria pelas minhas palavras.

Segurei seus braços como se fossem de porcelana.

— Você me salvou — ela disse meio atordoada. Percebi que um pouco de sangue saía na parte detrás da sua cabeça, provavelmente porque ela bateu na árvore.

— Isso não importa, Cherry, o importante é se você está bem.

Ela olhava intensamente para mim como se ela finalmente estivesse olhando para mim.

— Me chame pelo meu nome — fiquei surpreso com seu pedido.

— Seu nome? Mas Cher...

— Meu nome é Alexis — e então ela desmaiou em meus braços.

Notas finais
Eu fiz esse capítulo correndo, por isso acredito que farei certas alteraçõeszinhas mais pra frente. Não sei quando conseguirei ter tempo pra reescrever o próximo capítulo, vamos todas rezar pra eu conseguir fazer isso logo. Byebye