Cherry Blossom Academy
2 Capítulo 1: My Dear Love
Notas iniciais
Cibele e eu caminhamos por toda entrada e finalmente estávamos dentro do prédio da escola, fomos para a praça que ficava no centro do prédio, era a parte que não tinha teto. Era tudo verde com arbustos e árvores, também tinham caminhos de pedras que levavam todos para o centro da praça, onde tinha um lindo e enorme chafariz, onde os garotos estavam sentados. Ao olhar para ele, senti meu rosto entrar em chamas, então tentei olhar para o lado antes que ele visse, esperei essa ardência passar, Cibele me olhava como se já soubesse o que estava se passando e apenas sorriu. Ela era a melhor amiga que eu já tive, era gentil e fofinha, sei que ela nunca me deixaria na mão e nem eu a deixaria.
Haru: Já notou, certo?
Falei em um tom baixo para que não nos escutassem.
Cibele: Sim, quando você vai se declarar?
Ela perguntou no mesmo tom que o meu.
Haru: Eu não sei... Não sei se ele gosta de mim como eu gosto dele... Mas acho que mesmo se ele não me querer, eu poderei viver feliz sendo amiga dele... Eu só quero poder ficar perto dele, vê-lo sorrindo...
Senti o meu rosto queimar novamente, eu sou apaixonada por ele desde o primário. Ele me defendia dos garotos mais velhos que tiravam sarro de mim, nem sempre fui a garota perfeitinha que sou agora, eu usava óculos de fundo de garrafa e vivia usando uns suéteres que a minha avó fazia. Eu me apaixonei desde o dia em que ele acabou levando socos e chutes por mim, sorrindo para mim. Decidi que iria cuidar dele sempre, mas algo havia mudado... Ele não sorria mais como antes... Não agia como antes... O que será que mudou para ele começar a agir... Diferente...
Cibele: Haru...? Olá?
Haru: Hã? O que foi?
Cibele: Você ficou fora do ar por alguns instantes... Está tudo bem?
Haru: Ah sim, sim... Estou ótima, só me perdi nos meus pensamentos...
Cibele: Bem, vamos logo!
Ela foi indo rapidamente em direção dos garotos na minha frente, Alexandre, Breno e Hugo estavam ali. Breno estava diferente da última vez que vi ele, começou a criar um pouco de barba. Ele usa o uniforme normal, uma camisa de manga longa abotoada branca, com um casaco preto por cima fechado, o casaco cobria metade da gravata vermelha cor de sangue e ele vestia uma calça vermelha mais escura do que a grava. Ele também usava sapatos pretos. Alexandre já não usava o casaco e nem a gravata, ele personalizou o seu uniforme com um cordão prateado que provavelmente ganhou no natal, creio que foi no amigo secreto. Hugo era quase igual ao uniforme de Alex, mas as mangas de sua camisa arregaçadas e com a camisa com uma parte desabotoada mostrando o seu peitoral, o que fazia qualquer garota babar por ele. Eles faziam parte do nosso grupinho de infância, todos do terceiro anos são amigos desde sempre, menos Claudia e Kouji que entraram no mesmo primário mas um ano depois.
Cibele: Olá meninos! Como foram as férias?
Breno: Eu só vi a minha mãe, o meu pai e o meu Playstation 4.
Alex: Nossa, que deprimente! Hugo, Claudia, Kouji e eu ficamos curtindo as baladas, vocês deveriam ir conosco!
Haru: Eu não poderia ir com vocês, estava no Japão, até comprei algumas figures, cosplays...
Cibele: Espera, sério?
Haru: Sim! Se você quiser ir lá em casa, podemos nos divertir nos vestindo!
Breno: Eu queria ter ido no Japão...
Hugo: Ei, Haru! Da próxima vez, não falte o amigo secreto! Eu sei que você me tirou!
Haru: Mas eu mandei o presente pra você! E recebi aquele vestido floral lindo que a Claudia me deu!
Hugo: Ah... Minha mãe deve ter pegado pro meu pai...
Alex: Isso é sério? Na caixa não estava seu nome?
Hugo: Se recebi antes do ano novo, ela estava se divertindo com as bebidas que ela comprou...
Eu pude ouvir Alex e Breno rindo muito alto, não entendi o motivo da graça mas tudo bem.
Hugo: Se vocês rirem de novo, enfio a garrafa de champanhe no cu de vocês.
Cibele: Gente, vamos parar com esse assunto?
Haru: Uncomfortable.
Alex: Vocês são muito sensíveis... Nunca vi...
Breno: Bem, tanto faz... Daqui a pouco o sinal toca...
Cibele: A CLAUDIA ESTÁ NOS ESPERANDO!
Senti Cibele puxar o meu braço com toda sua força, esbarrando em alguns alunos, principalmente em Kelly, a garota mais inteligente da turma 2-2. Quando chegamos na nossa sala, achamos os dois conversando em cima da mesa do professor.
Claudia: Ai, vocês demoraram... O sinal da 3-2 já vai tocar...
Cibele: Nós duas nos distraímos, desculpe...
Kouji: Eu não vou ficar aqui conversando só por alguns segundos..
Kouji se levantou e saiu da sala, Claudia foi logo atrás dele sem falar nada pra gente. Sinto que essa amizade entre os dois está afundando a Claudia para a ignorância. Ela não era assim quando nos tornamos realmente amigas, mas esse Kouji tem feito tudo se tornar um inferno entre a gente. Já fui difamada na escola e descobri que foi o Kouji que disse para vários alunos como Nando e Diogo, que logo espalharam para a escola toda. Eu fiquei ouvindo meus nomes pelos corredores por meses até que Cibele e Hugo conseguiram desmentir tudo, até fizemos uma festa de comemoração, eu nunca havia comido tanto como eu tinha comido naquele dia.
Cibele: Se perdendo nos pensamentos de novo?
Eu havia feito isso novamente, me virei para Cibele para me desculpar de novo por minha inconveniência.
Haru: Sim, me desculpe... É que as vezes começo a pensar em algo, e aí vem mais pensamentos..
Cibele: Eu compreendo, eu fico assim quando começo a pensar em Osomatsu-san!
Ela abria um sorriso, eu sorri para ela. Ela tinha o sorriso mais fofinho que eu já tinha visto, ela era um amorzinho de pessoa e sei que isso nunca iria mudar. Uma preciosidade como ela tem que ser preservada sempre.
Cibele: Bem, daqui a alguns minutos a sala vai encher... Que tal colocarmos a nossa mochila logo nas mesas?
Haru: Sim! Ainda bem que chegamos primeiro!
Colocamos as nossas mochilas nas mesas do fundo e ficamos sentadas conversando até que a Professora Mary de língua portuguesa entrou e ficou nos encarando.
Professora: Só vocês duas? E antes do sinal?
Haru: É que queríamos garantir os nossos lugares!
Cibele: S-Sim... I-Isso mesmo que ela disse...
Eu sabia que a Cibele tinha medo daquela velha com cara enrugada, mas eu não tinha. Ninguém manda em mim! Bem... A minha mãe manda mas isso é outro assunto.
Após um tempo os alunos foram chegando e se sentando em seus lugares, o nosso grupo ficou reunido no fundo da sala. A professora não tirava os olhos de águia da gente, às vezes eu olhava para a janela e aquela professora jogava os livros dela com força na própria mesa apenas para me assustar. Só sei que as aulas com essa professora será um inferno...
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