Notas iniciais
Oii :D Essa é a primeira história que eu posto no Nyah! Então eu espero que gostem o/
Esse capítulo foi betado pela Camy (muito obrigada pela ajuda ^^)
Uma luz branca invade minha visão quando eu abro meus olhos e a pressão da máscara de oxigênio parece aumentar ainda mais contra minha boca. A máquina ao meu lado começa a fazer "BIPS" muito agudos. Eu tento me levantar, mas é impossível e me deixo cair. Médicos começam a entrar correndo no quarto, alguns ficam ao meu redor e alguns vão checar a máquina ao meu lado. Um médico bem jovem, que estranhamente está com roupas normais, começa a chorar. Suas lágrimas caem em meu rosto e em meu braço esquerdo. Eu não consigo entender por que ele está chorando, afinal eu não o conheço. Mesmo assim eu tendo levantar meu braço para acalmá-lo, um movimento involuntário, eu só sinto que preciso fazer isso. Antes que eu alcançasse seu rosto, alguém injeta algo em meu braço oposto e tudo se vai. Simplesmente apaga. Por que ele estava chorando? Seu rosto continua flutuando em minha mente, com as lágrimas e tudo. Mas eu desisto de tentar compreender e deixo o rosto se apagar em minha cabeça.
"Doin-oiiiing Doin-oiiing" Eu pulo da cama por causa do som alto do despertador. O despertador é uma caixa, e quando chega a hora um urso em cima de uma mola, segurando um machado, pula de dentro dela e faz um um barulho de mola rangendo. Eu encaro a coisa, por que eu tenho esse troço estúpido? O relógio na caixa mostrava 5:30 AM. Eu me levanto da cama e olho em volta. Essa é a segunda vez que eu acordo desde o quarto de hospital. Agora eu estou em um quarto diferente, as paredes são pintadas de azul claro com algumas nuvens pintadas no teto;um guarda roupa branco antigo está esquecido em um canto do quarto e minha cama está no centro dele, com a mesinha branca ao lado. O despertador está em cima desta mesa, ao seu lado tem um livro preto pequeno e logo em cima tem um porta-retrato . Eu pego o porta-retrato e olho para a foto. Era uma foto de sala. Todos nós estamos vestindo uniformes azuis e brancos. Mas duas de todas as pessoas estavam muito próximas de mim, um menino e uma menina. A menina tinha o braço entrelaçado com o meu. Ela tinha cabelo castanho com alguns cachos caindo sobre o ombro e tinha a quase a mesma altura que eu, mais ou menos 150 cm. O menino tinha o braço em cima de meus ombros e era alto. Ele também tinha cabelo castanho e cacheado que caía na altura de seus olhos. Ele se chama... Hum? Eu conheço ele? Como eu só percebi agora? Minha cabeça está me matando e eu não lembro de nada antes do quarto de hospital. Como eu não percebi isso antes? Minha mente está vazia, branca, sem nada. Eu me sento na cama e tento lembrar de alguma coisa, mas meus esforços são em vão.
Alguém interrompe meus pensamento batendo na porta e entrando.
"Naoko? Bom dia, vá se arrumar ou você chegará atrasada".
Era uma mulher alta, com um nariz grande e curvado, e olhos cansados. Ela carregava uma bandeja prateada com um copo de leite e um pêssego rosa ao lado, também tinha uma agulha com um liquido prateado dentro.
“Atrasar pra quê?”
Ela dá um risinho suspeito e se senta na cama perto de mim, pondo a bandeja ao seu lado.
“Para escola, oras!”
Tem alguma coisa errada no tom do riso e da voz dela, parece que tem algo a mais.
“Quem é você?”
O sorriso se desvanece de seu rosto e ela responde:
“Eu sei que você está meio confusa no momento, mas eu tenho certeza que se você for para escola se sentirá melhor!”
A mulher rapidamente agarra meu braço e injeta o líquido da agulha em meu corpo.
“O que é isso?” Eu grito enquanto me levanto da cama. “O que é isso que você pôs em meu braço?!”
Ela simplesmente ri e sai do quarto. Mas antes de sair completamente, ela vira e fala:
“Meu nome é Beatrice” fechando a porta logo em seguida.
O que foi isso?!? Uma velha estranha entra no meu quarto e injeta uma coisa em mim…Claro, isso é normal para alguém que a última coisa que lembra é um quarto estranho de hospital.
Eu tento abrir a porta, mas a velha havia a trancado de fora. Eu sou uma prisioneira por acaso? Olho para a cama, ela deixou a bandeja com comida aqui. Sento no meio da cama, pego o pêssego e o mordo. A fruta não tem casca praticamente, é só como um plástico liso em volta. Ele é incrivelmente rosa e brilhante, por dentro o gosto é tão doce que parece artificial e o seu caroço é estranhamente vermelho. Tento ignorar o fato das cores do pêssego serem estranhas, minha barriga já resmungou o bastante e meu dia já está muito estranho para me preocupar com um pêssego. Termino de comer a fruta e beber o leite. Agora eu tenho que me arrumar, segundo aquela velha. Me viro para o armário e o abro. Tem poucas roupas, alguns vestidos, blusas e saias. No pé do armário tem algumas caixas onde os meus sapatos devem estar. Eu olho para o canto esquerdo do armário e encontro as roupas que eu estava usando na foto. Será que é essa roupa que ela estava falando para eu colocar? Eu pego o conjunto e jogo na cama. Então começo a me vestir com o uniforme, mas uma pessoa bate na porta e entra no quarto enquanto eu ainda estou me vestindo. Eu me viro rapidamente de costas para a porta e pergunto:
“É você Beatrice?” Eu escuto um risinho. É ela! “Eu não preciso de ajuda.”
Como ela não me responde eu termino de abotoar a blusa e me viro, mas quem está lá não é Beatrice.
A pessoa em pé lá é uma garota com grandes olhos e cabelo liso marrom, cortado um pouco abaixo da orelha. Ela está usando um longo vestido azul com um avental branco por cima.
“Bem… Acho que não sou tão agradável como a senhora Beatrice, mas eu posso te ajudar a escolher a roupa certa para a escola, senhora.”
Por que ela me chamou de senhora?
“Esse não é o meu uniforme?” Eu pergunto segurando a saia azul. Ela rí e se aproxima pegando a saia de minha mão.
“Era o seu uniforme. Agora que você entrou para o colegial o uniforme mudou”
“Então porquê eu ainda tenho ele?” Ela fica surpresa com a minha pergunta, e ri.
“Mas a senhora mesmo pediu para guardarmos, por acaso mudou de ideia e quer que eu o doe ou jogue fora?”
Por que eu pedi para guardarem um uniforme velho? Eu pego a saia em minhas mãos e a olho bem. Agora que eu a observo sinto que eu devo ficar com o uniforme. A menina continua a falar:
“Se você quiser eu posso pedir para levarem ho---”
“NÃO!” Eu mesma me surpreendo por ter uma reação tão forte. Ela está com um rosto chocado, então eu digo “Ah… Me desculpa por isso. Eu vou ficar com o meu uniforme antigo” Eu dobro a saia e a ponho em cima da cama. “Aliás, qual o seu nome?”
A sua expressão continuava de choque.
“Eeeeh…Meu nome?” Ela leva a mão à cabeça como se lembrasse de algo "Ah é! Desculpa é que você tá agindo diferente que o normal. Mas o meu nome é Yakuza, Nanami Yakuza." Eu não sou sempre assim?
"Ah, prazer em te conhecer." Eu respondo.
Ela continua surpresa, mas antes de eu abrir a boca para tentar me explicar, ela começa a rir e segura minhas mãos:
"É, bem que eles falaram que você estaria estranha... Enfim, vem cá que eu vou te mostrar que roupa é para vestir" Ela me puxa em direção ao guarda-roupa.
"Espera!" Ela para e me olha confusa: "Quem te avisou que eu estaria estranha?" Eu pergunto.
Agora ela parecia mais confusa ainda:
"O senhor Hebert"
"E quem é ele?" Eu pergunto. Seu rosto muda para uma expressão sombria rapidamente e ela abaixa a cabeça:
" Me desculpa, senhora. Ele nos deu ordens para não lhe explicar muitas coisas” Por que ele faria isso? Ela finge que o que tinha acabado de acontecer não era estranho e diz:
"Posso te mostrar qual uniforme você deveria vestir?"
Nanami anda até o guarda-roupa aberto e puxa um vestido branco. O vestido se estende um pouco abaixo dos joelhos com a bainha de renda delicada, a parte de cima do vestido não mostra nada do pescoço ou dos braços, e os dois terminam com as mesmas rendas delicadas. Ela abre o vestido nas costas e me entrega. Ele cabe perfeitamente. Nanami me faz rodar e assobia:
"Perfeito! Sabia que esse era o seu tamanho" Eu me olho no espelho dentro do armário. O vestido realmente fica perfeito em mim. Ela apoia suas mãos nos meus ombros e me leva até a porta do quarto:
"Hora de ir para escola."
Agora eu vou ver onde eu estou. Eu ando para frente e apoio a mão na maçaneta. Mas antes que eu abra a porta Nanami me abraça e diz:
"Cuidado na escola, eu sei que você consegue. E saiba que eu te amo. Okay?" Me ama? Quem é ela? Eu tento desfazer o abraço, mas ela me aperta mais um pouco. Então eu finalmente pergunto:
"Quem é você?" Ela me solta um pouco e ri respondendo:
"Ah... Só mais uma empregada" Eu fico confusa.
"Empregada?" Ela agora segurava minha mão.
"É, alguém que serve ou cuida de outra pessoa" Se ela fosse só isso mesmo ela não me amaria. Quem realmente é ela? Por sua expressão eu sei que ela não quer responder. Então eu só falo:
"Hum. Eu vou indo então." Mas novamente ela me impede dizendo:
"Espera!" Eu me viro. Ela parece que quer me contar algo, mas desiste e me entrega uma mochila.
"A aula começa às 7:45h e termina 3:00h. Não esqueça de trocar os sapatos. E se precisar de ajuda peça a Nádia e Erik. Eles estão na sua turma." Eles também são empregados? Acho que não já que eles vão para uma escola...
"Okay" eu respondo. Então finalmente consigo abrir a porta e andar para fora daquele quarto.
Notas finais
Gostaram? Ficou confuso?
Captulo 2 vindo muito em breve :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor