Notas iniciais
Boa leitura, queridos!

É... O Natal chegou! E com ele, aquele mesmo ritual de sempre: Uma mesa farta, muita bebida e comemoração... Tudo muito lindo e prático, quer dizer... Prático pra quem vai apenas se empanturrar de comida e cachaça. No meu caso, é um pouco pior, já que os 6 folgados resolveram deixar todo o trabalho de organizar as coisas pra mim...Isso porque eu fui convidada! Ninguém merece...

Ah, desculpem! Eu aqui me lamentando, sem ao menos me apresentar... Bem, sou a Kell, muito prazer!

Voltando às lamentações... Tive de fazer tudo, exatamente tudo sozinha. Cozinhar o Chester, limpar a casa, preparar a decoração, tanto da casa como da mesa, comprar outras coisas para a Ceia... Apenas o Gust me deu uma leve ajuda, comprando vinho e champagne, já que minha idade não permitia que eu comprasse essas coisas.

Às 10 horas da noite, tudo já estava pronto, e finalmente os filhos-da-mãe chegaram.

Os primeiros a entrar foram Georg e Gustav, trazendo suas namoradas, que eram bem simpáticas e alegres. Logo depois, Bill e Rih entraram, com uma alegria de assustar qualquer um, e com a mesma melosidade se sempre. Alguns minutos depois de cumprimentar os quatro, Tom e Katy chegaram, e me segurei pra não dar risada com o chilique dela.

- Tom, qual parte do "esperar até o fim da Ceia" você não entendeu?

- E qual parte do "não coloca esse vestido" você não entendeu?

Antes de qualquer pergunta, a Katy tava usando um vestido tão curto que nem dava pra andar direito, sem que aquilo levantasse. Já não bastasse isso, ela estava com o batom todo borrado, porque por mais que ela tentasse arrumar, só piorava. Alguém tem uma teoria para o que aconteceu? Eu também tenho, e sim, vocês acertaram...

- Calma, Katy... Eu tenho um estojo de maquiagem que ainda não usei... Vai lá arrumar, tá dentro da primeira gaveta.

- Obrigada, obrigada e obrigada! — Ela me abraçou e saiu correndo, que nem mulher quando tem liquidação.

- Tom, da próxima vez, se controle...

- Mas a culpa não foi minha, Kell...

- Tá, sei... Enfim, podem ir todos para a mesa. Vou ajudar a Katy com o make.

Enquanto eu subia as escadas, apenas ouvi uns gritos de Bill.

- Perderam, seus trouxas! Eu disse que ela ia usar um short por baixo do vestido! Agora eu quero os 100 euros de cada um!

- Bill Kaulitz, que história é essa de ficar olhando por baixo do vestido de outra, hein? — Ouvi uma voz baixa, irritada, exalando ciúme... Sim, era a Rih dando uns puxões de orelha no Bill.

- Tom Kaulitz, espera só até eu descer daqui, seu puto desgraçado! — Acho que dava pra ouvir os gritos da Katy a dois quarteirões dali!

As namoradas dos G's não fizeram escândalo, nem nada, mas só pelo jeito de olhar, já percebi que eles estavam ferrados...

10 minutos depois...

Todos estavam bonitinhos sentados à mesa, parecendo pessoas normais.

- Que mesa linda, Kell! Sabia que você daria conta de tudo... - Minha vontade de estapear a Rih era imensa, mas fiquei "na minha" .

- Ah, claro... Enquanto todo mundo saiu pra se agarrar por aí, a bestona ficou arrumando tudo, né? Tudo bem, pelo menos alguém gostou...

Depois de muito drama da minha parte, fui pegar o Chester, que estava lá no forno, pronto para ser devorado por um bando de sem-noção. Quando voltei, vi a cena mais deprimente da minha vida: Todos os casais que ali estavam, trocavam beijos, palavrinhas fofas e qualquer outra baboseira que namorados fazem, que você possa imaginar.

Aquilo é normal pra qualquer pessoa, mas pra uma garota que nunca namorou, isso é um saco!

Fiquei parada lá, segurando o "franguinho chique" com cara de "até quando essa palhaçada vai durar?", até que todos pararam e ficaram me olhando.

- Ainda estão pensando em comer?

- Foi mal aê...

- Tá, Bill... Esquece... — Coloquei o Chester na mesa, e quando finalmente ia me sentar, a campainha tocou. Quase explodindo de raiva, fui atender, e quando vi quem era, quase infartei...

- Pietro, amoor da minha vida, minha privada entupida! O que te trouxe até aqui?

- Vim te fazer companhia, ué... No meio de tantos casais, é capaz de você desenvolver uma depressão...

Pietro é o tipo de amigo para todas as horas, todas as horas mesmo. Para desabafar, para sair, para estudar e até para fingir que é seu namorado (e ele ainda te dá uns amassos grátis, se pedir!), além de ser um gato...

- Awwwn, cê salvou minha noite... Nem sei como te agradecer, guri...

- Mas eu sei, vem cá... — O abraço dele foi mais sufocante do que o da Katy...

- Bora pra mesa? — Nem esperei ele responder, e já fui arrastando ele pela jaqueta. Nosso carinho é surreal.

Todos se serviram, e aprovaram a comida, a bebida e tudo mais. Ficamos conversando até a meia noite que, querendo ou não, é a hora mais esperada.

Peguei o champagne e como sou muito desastrada, deixei o trabalho clichê de estourar para Pietro.

Erguemos as taças, já com a bebida e mentalizamos nossos desejos, os colocando para frente apenas com uma música, e resolvemos brincar com ela. Nem preciso dizer que estragamos ela...

"Cheers To the freakin 'Christmas

We'll drink to that, yeah yeah

Oh let the Jamesons sink in

We'll drink to that, yeah yeah

Don't let the bastards get down and turn it around

With another round

There's a party at the house

Everybody put your glasses up

And let's drink to that

Hey yeah yeah yeah yeah

Let's drink to that... "

Todos gritarmos, brindamos e fizemos a maior zona, mas claro, como era de se esperar, teve aquele momento bem clichê. E lá estavam os quatro casais aos beijos.

- O que a gente faz agora, Kell?

- Sei lá... Eles vão ficar se beijando e se amassando a noite toda...

- Hum... Vai querer o "serviço" ?

- Pietro! — Dei um leve empurrão nele, que ficou rindo que nem um retardado, porque eu fiquei morrendo de vergonha. — Me respeita guri...

- Abraço pode?

- Lógico que pode, seu bobo! — Nos abraçamos, e por incrível que pareça, a sessão de amassos parou.

Todos (todos mesmo) beberam até não aguentar mais (tequila, vodca e mais um monte de bebidas "leves"), e ainda tiveram a brilhante idéia de se jogar na piscina. Imagina como isso vai acabar amanhã... A ressaca vai ser avassaladora...

Notas finais
- Preguiça de traduzir a "música zoada";
- O Pietro não existe, é fruto da minha imaginação mesmo;
- Sei que tá curto, mas é que a inspiração sumiu;
- Tá péssimo, eu sei...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!