Eu

dou um tapa na cara dele e sinto meu rosto esquentar

–Idiota

–Que bonitinha. Ela ta corada.

Nouram diz rindo

Eu me levanto rapidamente

–Alguma pista sobre onde estão?

Eu pergunto indo direto ao ponto

–A ultima vez que vimos elas foi em Seattle

Tonny diz

–Certo preciso de ervas

Eu digo

–Para que?

A cria de Poseidon pergunta

–Para achar logo e voltar para o conforto da minha casa.

Eu digo pegando o braço do moreno de olhos claros e cortando

–Ai

Ele exclama

Eu pego o rosto do moreno alto de olhos escuro.

–Cospe.

Eu digo

Ele me obedece

Eu conjuro as palavras certas

–Droga, estão ocultas. É como se ela estivessem envoltas por um nada, um nada tão forte que se torna irrastreavel.

Eu digo ainda de olhos fechados encarando a escuridão

–Caos.

A cria de Ares diz

–A única coisa que eu capitei foram números e um mês. 51°28’40”, 0°0’5” 31 outubro

Eu digo confusa

–São coordenadas e a data 31 de outubro. Essa foi uma das aulas que eu não dormi

Nouram responde.

–E o que isso significa?

Eu pergunto

–Se eu não me engano é Samhain. É quando a morte a vida e a imortalidade estão por um fio, data perfeita para retirar a essência de um imortal.

Nouram diz tentando lembrar tudo

–Eu estou surpresa! Você não é assim tão inútil!

Eu exclamo beijando a bochecha dele

Ele fica parado por uma fração de segundo e logo diz

–Claro que não sou inútil. Eu sou perfeito!

Ele diz sorrindo de forma cafajeste

–Preciso de um mapa do mundo mundano.

Eu digo

–Nerd...

Nouram bufa

Eu ignoro e começo a descer a colina meio sangue. Todos os presentes me seguem

–Onde estamos indo?

Tonny pergunta.

–Em uma loja de conveniências

...

–Greenwich. E temos três semanas para estar lá

Eu digo fechando o mapa

–Vamos de avião a cria de Ares diz. Eu logo me tenciono

–Sou filha de Poseido. Will de Hades. A não ser que queiram virar churrasco, vamos de barco

A Sally diz

...

Ao chegarmos na costa de NY encontramos o iate de um magnata qualquer e ligamos com alguma coisa que o Nouram fez

Nossa viagem até agora foi calam, diria até, entediante.

Eu estava na proa do navio encostada na grade quando a noite sem estrelas chegou

–É tão triste de se ver...

Diz uma voz rouca no meu ouvido, me viro e vejo Nouram encostado na grade olhando para o horizonte, onde o mar encontra o céu.

–Sim.

Respondo voltando a olhar o horizonte

–Por que um moça tão bela quanto você fica na proa de um iate, debruçada na grade, vendo milhas de aguas sendo ultrapassada. Sozinha?

Ele pergunta com a voz ainda mais grossa e rouca do que o normal

–-Por que tal moça prefere estar sozinha do que em companhia de imbecis

Eu digo sorrindo cínica

–Ufa. Ainda bem que sou muito legal. Então te acompanharei nesta triste noite

Ele diz se fazendo de aliviado

Eu sorrio involuntariamente

–Você fica bonita sorrindo. Deveria fazer isso mais vezes

Ele diz olhando para mim

Tão logo aquilo foi dito ele se vira para encarar as aguas novamente, e assim eu também faço.

Ficamos em silencio por um longo período de tempo, não um silencio estranho, que precisa ser preenchido por palavras, um silencio agradável

–Esthêr.

Ele diz

–Viu! Não é tão difícil! Esthêr!

Eu digo vitoriosa

–É... ok... tanto faz... Mas olha lá

Ele diz apontando para um lugar vago no céu

–O que?

Eu pergunto não vendo nada

–La. _ele insiste no lugar apontado_ É uma estrela!

Eu forço um pouco a visão e vejo. La. É inegavelmente uma estrela, seu brilho era fraco, mas ainda brilhava

–É uma estrela!

Eu exclamo.

–Eu sei.

Ele diz sorrindo

–É Nyx!

Eu digo feliz.