Charlie é o Cara
12 Duas vezes em um dia, McCartney?
Notas iniciais
Cece White (Vanessa Hudgens) era uma garota muito curiosa. Ela era durona na maior parte do tempo, se exibia para todo mundo como: Não preciso de ninguém além de mim mesma. Mas em algum lugar no fundo ela era uma menina como qualquer outra, com seus medos e inseguranças. Cece é aquela menina que nasceu em berço de ouro e procura um pouco de emoção na sua vida. Decidiu fazer faculdade longe dos pais, de dia é estudante, de noite é stripper em uma boate á alguns quarteirões do campus.
POV-Pete
― Agora vocês tem prostitutas aqui também? ― Johnny abriu a boca para falar merda como sempre.
Tudo que esse cara falava era um monte de merda. Eu queria socar a cara dele toda vez que ele abria a boca. Com essa cara de boneco Ken e essa pose arrogante.
― Você me chamou de prostituta? ― Cece olhou para ele sem acreditar que ele tinha dito isso.
― Cala a boca meu, só fala merda! ― Eu nem precisava bater nele agora, eu sabia que Cece sabia cuidar de si mesma e não ia haver nada melhor agora do que ver ela chutar a bunda dele na frente de todos mundo.
― E se chamei? Prostituta, não é isso que você é? ― Ele provocou novamente.
Fiz um sinal negativo para ele e Cece agiu. Ela o segurou pelos ombros e lhe mandou uma joelhada no saco, puta merda, essa doeu até em mim. Em mim e em provavelmente todo cara que estava ali, porque até os Alpha Tau fizeram uma cara de dor e soltaram um sonoro: Uuuh! Johnny gemeu e levou imediatamente as mãos entre as pernas, ele então caiu de joelhos no chão.
― Faixa preta, é isso que eu sou. ― Cece se abaixou para falar isso na orelha dele mas alto o suficiente para todo mundo ouvir.
― Johnny, você está bem? ― Angel se abaixou ao lado dele, soltando um miado de preocupação.
Foi impossível não rir, ofereci minha mão para Cece e a puxei para cima, ajudando-a se levantar. Olhei para Charlie ao meu lado e vi que também estava rindo.
POV-Charlie
Isso foi simplesmente... para não dizer um palavrão, eu vou soltar um incrível. Cece havia chutado ele para valer e acabado como um passe de mágica com aquela pose de macho alfa dele.
― Charlie, esta é Cecília. ― Pete disse me apresentando a ela. Cece deu um olhar duro para ele. ― Quero dizer, Cece. ― Ele se corrigiu e ela sorriu.
― Melhor assim. E aí flor! ― Ela me puxou para um abraço apertado e um beijo no rosto. Eu não estou muito acostumada com essa facilidade e intimidade das pessoas para uma apresentação mas retribui ainda achando estranho, afinal, Pete continuava com aquele sorriso encorajador na cara e ela havia me defendido, nada mais justo do que isso.
― E aí... ― Fiz uma pausa, procurando algum apelidinho para ela. ― flor? ― Saiu mais como uma pergunta.
Ela me soltou do abraço apertado e me olhou dos pés a cabeça.
― Adorei a sua roupa! ― Ela disse e passou a mão pela lateral do meu corpo, com um pouco mais de contato do que o necessário. Começou na altura das costelas e foi até as minhas coxas.
― Obrigado! Eu gostei da sua também! ― Que roupa? Ela estava usando uma camiseta tamanho grande e fazendo de vestido. Ela tinha mais acessórios do que roupa.
― Cece tá numa pegada meio... espiritual, tântrica, um negócio assim. ― Pete falou ao ver minha expressão assustada quando ela ficou passando a mão em mim. ― Ela gosta de estar em contato com as pessoas, literalmente. ― Ele apontou para as mãos dela que agora estavam sob os meus seios.
― É, eu percebi! ― Forcei um sorriso simpático para Cece que continuava sorrindo para mim como se estivesse chapada (para ser sincera, acho que ela estava).
― Ela está numa pegada lésbica, você quer dizer! ― Angel falou arrogante e se levantando do lado de Johnny.
― Cala a boca, só sai energia ruim da sua boca. ― Cece falou olhando para ela.
Eu reparei em um dos garotos da Alpha Tau Omega rindo de como Cece havia falado com Angel. Um dos companheiros de fraternidade dele lhe deu um cutucão para ele parar de rir.
― Teve uma briga e nós perdermos? Viu? Isso é sua culpa! Eu disse para não fazermos aquela posição. ― Ouvi a voz de Amy vindo ao longe e logo em seguida ela atravessou a multidão.
Agora vestida e recomposta com Pablo vindo bem atrás dela.
― Merda. ― Amy disse ao ver Angel ali. ― Ao menos ela não estava morta. E aí Charlie. ― Ela acenou para mim, sorrindo e vindo na minha direção.
― Oi flor! ― Cece disse animada e entrou na minha frente e puxou Amy para um abraço apertado também. ― É um prazer conhecê-la. Pablo, meu amor! ― Ela esticou um braço e pegou na mão de Pablo.
― O que é isso? ― Amy mexeu os lábios mas não fez som nenhum. Me olhando tão apavorada quanto eu fiquei.
― Vai na onda. ― Movi os meus lábios em silêncio também.
― Couro! ― Os lábios de Angel se moveram e não fizeram som algum.
― Muito bem crianças, a polícia está na casa! ― Ouvimos uma voz gritar.
― Finalmente! ― Angel bufou.
O caminho se abriu e dois guardas vieram acompanhados do sr. Willians. Eu sabia ele era professor e também reitor da faculdade, pois ele veio se apresentar pessoalmente para mim e meus pais quando eu cheguei na faculdade, ele ficou enchendo o saco falando sobre as minhas notas e que eu entraria na Kappa Sigma com tanta facilidade. Acho que ele ia se surpreender bem agora.
― Duas vezes em um dia, McCartney? ― Ted olhou para Pete com um sorriso mal no rosto.
― E aí rapazes. ― Disse um dos policiais. Ele era baixinho, careca e barrigudo.
― Oi senhor policial, eu fui uma menina má. Você quer me prender? ― Cece soltou Amy e se aproximou dos policiais.
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