Charlie é o Cara

36 O pote de ouro que eu não entreguei.


Notas iniciais
Maiiiiiiiiis um capítulo para vocês! Gente, primeiro me desculpem por não postar ontem, eu já tinha o capítulo feito ontem, só que como hoje foi mais corrido para mim e não ia dar tempo de eu escrever, decidi postar hoje, ok? Só um dia de atraso. Mas como amanhã é sexta já posto normal de novo. Ai gente, e essas recomendações lindas? Vocês querem me matar do coração é? kkkkkkk Amei, amei, amei, até mostrei pra minha mãe! u.u kkkkkkk Obrigado a Thais e a Um Alguém por essas lindas recomendações gente, sério mesmo, de coração! Esse capítulo é pra vocês! Obrigado também a todo mundo que comentou no capítulo anterior, beijão e boa leitura para um capítulo com Pharlie, Amy Toshiro e até Peter cantando One Direction.

POV-Charlie

― Hei Cece, é a Charlie! Você provavelmente deve estar dormindo ainda, bom, é óbvio que você está porque você não atendeu. ― Dei um tapa na minha própria testa sem acreditar que havia dito isso. ― Eu e Amy estamos indo tomar café no restaurante da escola, se você quiser nos encontrar, estamos esperando. Beijo.

Desliguei o celular e continuei andando rápido por um dos corredores do dormitório feminino, indo em direção ao quarto de Amy. Parei diante da porta e já ia abrir e entrar, mas resumindo os últimos acontecimentos em que entrar em um quarto sem bater geraram, eu bati primeiro.

― Amy, é a Charlie! ― Falei ao bater na porta. Esperei alguns segundos quando Amy abriu a porta de uma vez, ela estava enrolada em uma toalha.

― Charlie. ― Ela sorriu ao me ver ali.

― Você atende a porta enrolada na toalha? Poderia ser qualquer um!

― Charlie, você me disse que era você antes de eu abrir. ― Ela revirou os olhos.

― É, mais nunca se sabe! ― Dei de ombros. ― Poderia ser um estuprador se passando por mim.

― Oh, Deus! Nunca mais diga isso de novo, Dafne.

― Peter me beijou! Ou eu beijei ele! ― Soltei, não me contendo mais. ― E foi muito bom, aí nós nos beijamos mais e nós dormimos juntos. ― Parei de falar por um momento e juntei as minhas sobrancelhas, pensando que isso não tinha soado muito bem. ― Com juntos eu quero dizer na mesma cama, usando roupas.

― O quêêêêêêêêê? ― Amy perguntou paralisada na porta, me olhando com uma mistura de surpresa e descrença.

― Eu sabia! ― Ouvi a voz de Pablo vir de dentro do quarto, entrei no mesmo sem o convite de Amy e o encontrei deitado na cama dela, vestindo apenas uma cueca boxer, com as mãos presas em uma algema de pelúcia e vestindo um dos capuz que nós usamos ontem para atacar Angel.

Olhei para Amy sem acreditar, com a boca aberta formando um perfeito O, esperando que ela começasse a explicar.

― Nós estávamos brincando de Cinquenta Tons de Cinza. ― Ela tirou uma das suas mãos que estava escondida atrás das costas, exibindo um chicote de couro. ― Só que eu era o Christian Grey.

― Oh meu Deus! ― Disse sem acreditar, escondendo o rosto entre as mãos com vergonha de mim mesma e deles.

― Dormiu com Peter? ― Amy falou fechando a porta. ― Pensei que você não fosse do tipo que entrega o pote de ouro no primeiro beijo e com pote de outro eu quero dizer a sua vagina. ― Ela acenou positivamente, ainda me olhando confusa.

― Blanca entregou o pote de ouro para Peter. ― Pablo debochou de mim da cama.

― Cala a boca, submisso. ― Amy disse séria para ele, que obedeceu e ficou quieto.

Olhei para ela, achando que realmente estava brava com ele e então Amy sorriu.

― É tudo parte do teatrinho. Mais e aí, como foi? ― Ela me cutucou com o cabo do chicote.

― Eu não entreguei nada! Meu Deus, eu não vou falar mais nada com ele aqui e assim! ― Apontei para Pablo semi nu e algemado na cama dela. ― Porque vocês dois só me colocam em situações assim? Eu estou constrangida!

― Porque? É da natureza humana, Charlie. Você tem que ficar confortável. ― Amy falou e Pablo acenou positivamente da cama, concordando. ― Eu me sinto super confortável com o meu corpo porque eu sou super natural, Cece me disse para sempre estar bem com o meu corpo. ― Foi então que ela tirou a toalha de volta do corpo, ficando completamente nua.

― Oh meu Deus, Amy! ― Gritei, tampando os olhos com as mãos.

― Charlie, é só uma vagina! Não tem nada aqui que você já não tenha visto antes! ― Amy disse tentando me tranquilizar.

― Pare de dizer a palavra com V! ― Gritei horrorizada, ainda escondendo os olhos. ― Eu não gosto nem de olhar para a minha direito, quanto mais para a sua!

― Vem cá, vem cá, vamos oficializar isso. ― Ela começou a vir na minha direção com os braços abertos para me abraçar e eu comecei a me afastar.

― Eu gosto disso! ― Pablo falou da cama, curtindo o show.

― Sai, Amy! Sai! Sai de perto de mim! Você está peada! ― Subi em cima da minha antiga cama vazia, ainda tentando fugir dela.

― Você pode ficar pelada também, se isso te deixar mais confortável. ― Amy falou, acenando positivamente.

― Amy, cobre a sua coisa! ― Choraminguei.

― Tudo bem, mas me dá um abraço aqui. Vem cá! ― Ela me puxou com os braços e me esmagou em um abraço apertado, enquanto eu choramingava. ― Viu? Do jeitinho que eu vim ao mundo. Se acalma, se acalma, tudo bem! ― Amy me deu uns tapinhas nas costas.

― Eu nem acredito que você me fez passar por isso. ― Falei sem acreditar para Amy. ― Agora o Pablo ouviu!

― Ele não vai dizer nada, relaxa! Não é mesmo? ― Amy olhou para ele e ele confirmou com um aceno positivo. ― Meu quarto é que nem Las Vegas, baby. O que acontece aqui, fica aqui. ― Ela pegou a toalha e se enrolou novamente. ― Vem, agora me conta isso.

Eu e Amy nos sentamos na cama vazia, lado a lado e eu olhei para Pablo, ele estava atento a nossa conversa.

― Estou esperando. ― Ela falou, me olhando e me esperando começar a contar.

― Eu não consigo contar com ele algemado na cama ao lado e olhando para nós desse jeito. ― Eu disse inconfortável, apontando para Pablo.

― Relaxa, é só fingir que ele não está aí. Com roupas? Vocês fizeram sexo usando roupas? ― Amy perguntou confusa.

― Nós não fizemos sexo! ― Gritei irritada.

― Foram só as preliminares? ― Pablo foi quem perguntou agora.

― Não aconteceu nada! Nós só demos uns amassos na cama, foi um... ― Fechei os olhos por um momento e apertei os olhos, me levando de volta para ontem a noite, a boca de Peter no meu pescoço, as suas mãos nas minhas cochas. ― Foi muito bom.

― Posso imaginar, porque você está quase subindo pelas paredes aqui. ― Amy disse me olhando com um sorriso debochado.

Abri os olhos rapidamente e me sentei mais reta, recuperando a minha postura e tentando ficar numa boa.

― Na cama é? ― Pablo falou debochado.

― Fica quieto você! ― Falei séria para ele.

― Mas foi que nível de amasso? ― Amy perguntou, interessada.

― Como assim que nível? Desde quando tem nível? ― Perguntei confusa.

― É claro que sim! ― Ela confirmou.

― Foi nível fácil, inocente, só uns beijinhos e vocês ficaram próximos deitado lado a lado ou foi nível hard, com muita pegação, alguém tirou a roupa, alguém ficou com tesão... ― Pablo falou, estalando os lábios e me esperando falar.

― Peter teve uma ereção? Então foi nível full hard! ― Amy falou com a boca aberta. ― Sua safadinha!

― Oh meu Deus! ― Escondi o rosto entre as mãos, com o rosto queimando de vergonha novamente, enquanto Amy e Pablo davam risadinhas.

― Então foi praticamente sexo com roupa! ― Amy afirmou, rindo.

― Gente! ― Choraminguei, envergonhada.

― Entregou o pote de ouro por cima das roupas. ― Pablo disse fazendo Amy gargalhar. ― Nós deveríamos ir a um encontro duplo, que tal hoje a noite?

Eu e Amy imediatamente olhamos uma para a outra. Encontro duplo? Como se fossemos casais de verdade e estivéssemos saindo juntos?

― Eu não acho que seja uma boa ideia. ― Amy não estava muito segura sobre isso.

― Não pode contar para Pete, Pablo. Ele vai saber que eu contei para Amy e vai brigar comigo. ― Gaguejei ao falar.

― Charlie, você realmente não conhece Pete se diz isso. Ele vai ser o primeiro a aceitar ideia. ― Pablo sorriu orgulhoso por trás da máscara. ― Amorzinho, pode me soltar aqui? ― Ele olhou para Amy e levantou as mãos algemadas.

Ela pareceu agoniada com isso, especialmente por estar evitando algo sério com Pablo e um encontro duplo já significar que eles eram um casal.

POV-Pete

Baby you light up my world like nobody else... ― Comecei a cantar ainda subindo as escadas e estalando os dedos no ritmo da música. ― The way that you flip your hair gets me overwhelmed, but when you smile at the ground it ain't hard to tell. You don't know oh oh ― Fiz um passo de dança meio perigoso quando cheguei no corredor e parei na porta do meu quarto. ― You don't know you're beautiful! ― Parei de cantar quando vi os rapazes dentro do meu quarto e ajoelhados diante da minha cômoda, com a gaveta de calcinhas de Charlie aberta. ― Vocês estão brincando comigo? ― Apertei mais a toalha que usava em volta da cintura.

― Eu nunca vi nem Cece usar dessas e ela é uma stripper. ― Jon falou quando me viu na porta, levantando uma das calcinhas de Charlie, pendurada na ponta do dedo.

― É como se Charlie tivesse uma identidade secreta como um super herói e em vez de encontrarmos o seu uniforme, encontramos as suas calcinhas. ― Bruce disse acenando positivamente para a gaveta.

― Eu gostei! ― Joe falou malicioso, olhando para as calcinhas.

― Talvez ela faça coleção, como eu faço com bonecos Max Steel. ― Bobby olhava com curiosidade para as calcinhas.

― Você é tão inocente as vezes, Bobby. ― Falei, apertando os olhos. ― Cade o Mike? Achei que ele ia ser o primeiro a se juntar ao clube dos pervertidos.

― Olha só quem fala. ― Jon resmungou. ― Ele ainda tá dormindo. ― Respondeu.

― Ele ainda tá dormindo? E ninguém se preocupou que ele pode estar morto? ― Perguntei. ― Ele bateu a cabeça com bastante força ontem.

― Não tá não. ― Bobby confirmou.

― Talvez ela seja uma coelhinha que foi demitida, que nem em A Casa das Coelhinhas. ― Joe falou, dando de ombros. Todos nós olhamos para ele sem acreditar que ele tinha dito isso. ― O quê? Eu amo esse filme.

― Só tem uma forma de saber... ― Bruce abriu a boca novamente e eu revirei os olhos, já sabendo que isso não ia acabar bem. ― Temos que interrogá-la.

― Você tá falando sério?

― Muito sério! ― Bruce acenou positivamente.

― Tudo bem! Mas me deixem falar com ela primeiro. ― Disse para eles. ― Agora parem de mexer nas calcinhas dela, seus pervertidos!

― Olha só quem fala. ― Eles riram.

POV-Charlie.

― Hei, Charlie. Charlie? Charlie! ― Amy precisou chamar a minha atenção, estalando os dedos na frente do meu rosto para me tirar dos meus pensamentos.

― Oi. Oi, desculpa. ― Falei, piscando algumas vezes para voltar a realidade.

Nós duas estávamos sentadas em uma mesa do lado de fora do restaurante da faculdade, numa mesa sem guarda sol para aproveitar o sol fraco da manhã. Esfreguei os olhos e peguei o copo do meu café, dando um gole pequeno no mesmo e ainda assim queimando a ponta da língua.

― Relaxa, o Pablo não vai dizer nada. E não estou falando isso só porque o ameacei, estou falando porque ele é um cara legal. ― Amy abriu um sorriso esperançoso, já sabendo com o que eu estava me preocupando.

― Eu sei mas, sei lá... as vezes pode escapar acidentalmente. ― Encolhi meus ombros.

― Relaxa, você pensa tanto nisso que vai acabar sendo você mesma a soltar isso. ― Olhei para ela de forma venenosa e ela riu, pegando um pedaço da fatia de torta que ela pediu para o café da manhã com o garfo e colocando na boca. ― Uh, venenosa. ― Disse com a boca cheia.

― Eu não sei, os rapazes fizeram um acordo quando me mudei para lá que nenhum deles poderia se envolver comigo. ― Fiz aspas com os dedos ao dizer envolver. ― E acho que se eles soubessem que foi Peter quem fez isso, especialmente como presidente, eles vão ficar muito bravos. E eu não quero que eles briguem, eles tem uma relação muito boa, não quero estragar isso.

― Porque eles fizeram esse acordo? ― Amy perguntou comendo mais torta.

― Porque eles acham que Peter vai partir meu coração, eu vou querer matá-lo e vou me mudar, deixando eles na mão e o Ted acaba com a ROR na primeira oportunidade. ― Falei e espetei um morango da minha tigela com a ponta do garfo.

Amy acenou positivamente e engoliu a torta que tinha na boca para falar novamente.

― E o que você acha?

― Sobre o quê? ― Levei o morango na ponta do garfo a boca.

― Sobre Peter partir seu coração. ― Amy me analisou com os olhos.

Levei um tempo para cogitar a minha resposta, pensando nas possibilidades disso acontecer e elas eram muito grandes. Algo que eu aprendi com o tempo e com a popularidade, é que corações partidos são inevitáveis, você só precisa ser esperta o suficiente para partir o dos outros e não deixar que partam o seu. Peter me fazia sentir vulnerável, ele conseguia me tirar do sério com facilidade e as vezes até parecia que ele conseguir segurar o meu coração nas suas mãos. Me aterrorizava a ideia do que ele podia fazer comigo.

Engoli o morango e passei a ponta da língua entre os lábios, então olhei para Amy, me recompondo e abrindo o meu melhor sorriso mal. Construindo uma barreira e não deixando que ela visse que isso me assustava.

― Ninguém parte o meu coração. ― Estranhei a voz que saiu da minha boca, veio como um fantasma. Me fazendo lembrar de quem eu era.

― Numa escala de um a dez, a sua confiança equivale a cem milhões. ― Amy disse surpreendida e debochada. ― Aposto que você era uma perigo, saindo por aí e arrancando corações dos peitos dos garotos da sua cidade.

― Opa! Você não faz ideia! ― Disse rindo junto com Amy e mudando de assunto logo em seguida. ― Hei, Pablo falou para você sobre Angel? Todo mundo já está sabendo.

― Os meninos me falaram ontem na festa. Gangue do Sêmen? ― Amy revirou os olhos. ― Eu estava esperando algo como... Os Mamba Negra ou então Os Assassinos de SteelPort College. Ia soar tão mais legal. ― Ela falou desapontada e nem um pouco preocupada com o fato de todo mundo já estar sabendo.

― Não está preocupada com ela descobrir?

― Não, ela é burra demais para isso. ― Ela disse com a boca cheia.

― Ainda bem que você é otimista, hum? ― Dei um gole no meu copo novamente.

― Nós estávamos usando máscaras, cá entre nós, Angel não tem lá esse nível de inteligencia para se tocar de que éramos nós pelas nossas vozes. Não que ser burra seja de família, sem ofensas. Já está sentindo remorso pela priminha? ― Escutei ela falar, tamboreando os lábios com os dedos.

― Primeiro, nós não somos primas. ― Apontei o indicador para ela. ― Nossas mães só são muito amigas. E segundo, não estou nenhum pouco com remorso, verdade seja dita, ela mereceu.

― Uh, desculpa aí. ― Amy disse rindo.

― Eu só estava pensando em qual cara eu deveria fazer hoje quando for ter uma sessão de aconselhamento com a mãe dela, que na verdade é quem realmente precisa de aconselhamento. ― Falei, fazendo um bico.

― Titia, você quer dizer? ― Olhei brava para ela novamente e ela riu. ― Tá, parei. Faz a egípcia, é o que eu vou fazer hoje naquele encontro duplo.

― Eu acho que esse encontro duplo vai ser um desastre. ― Falei sinceramente.

― Olha só, estamos concordando com a mesma coisa ― Amy acenou positivamente comendo mais torta. ― Você sabia que semana que vem é o aniversário de Pablo?

― Sério? ― Falei surpresa e Amy acenou positivamente.

― Hei, pessoal! ― Cece falou ao chegar na mesa e puxar uma cadeira para sentar.

― Hei Cece. ― Sorri, cumprimentando-a.

― Oi garota. ― Amy sorriu para ela também.

― Desculpem pelo atrasado, eu estava em uma maratona de sexo tântrico com Louis. ― Cece disse se sentando. Amy sorriu com o que ela disse e eu a olhei assustada.

― Sexo tântrico? Legal! ― Amy falou. ― Eu e Pablo estávamos brincando de Cinquenta Tons de Cinza até que Charlie chegou para interromper. Mas tudo bem, porque ontem o John Travolta interrompeu o amasso dela com Pete. ― Ela falou e eu me arrependi amargamente de contar com tudo para ela ontem no caminho do restaurante.

― Charlie! ― Cece me olhou de boca aberta, rindo. ― Vocês não voltaram para a festa por isso? Te entendo, sexo para fazer as pazes é o melhor de todos.

― Com certeza! ― Amy concordou com ela. ― Charlie entregou o pote de ouro por cima das roupas.

― Não entreguei nada não! ― Cerrei meus olhos para ela enquanto Cece ria animada.

― Oh meu Deus! Então ontem todo mundo se deu bem? ― Ela bateu palminhas. ― E então, ele faz jus a sua fama? ― Cece perguntou curiosa.

― Aposto que faz, hoje ela quase babou me contando. ― Amy falou dando risadinhas maliciosas.

― Gente, para! Não foi nada demais! Sério! ― Falei, envergonhada e sentindo as minhas bochechas queimarem.

― Pode contar! Com detalhes. ― Cece disse rindo. ― Eu sempre soube que isso ia acabar acontecendo mais cedo ou mais tarde, quando te vi na festa de boas vindas com ele, eu já sabia. ― Ela acenou positivamente, entrelaçando os dedos da mão. ― É um dom da meditação, você sabe quando as pessoas se conectam.

Falando de Cece, com conectam ela quer dizer que eles provavelmente vão acabar transando.

― E parece que ele quer uma dose extra. ― Amy falou animada, olhando para algo atrás da minha cabeça.

Olhei por cima dos ombros e vi Pete parado há algumas metros de distância no estacionamento, encostado no seu carro com as mãos no bolso da calça jeans, usando uma camiseta de baseball 3/4 e me olhando com um sorriso no canto dos lábios. Ele se desencostou do carro e fez um sinal com a cabeça para mim, me indicando o restaurante e começou a andar para lá. Me virei novamente olhando para as garotas.

― Parem com isso vocês duas! ― Falei sobre as risadinhas delas.

Abaixei meu rosto para a minha tigela de salada de frutas e me concentrei ali, tentando ignorá-las.

― Você não vai ir lá? ― Amy perguntou.

― Não! O que ele pensa que eu sou para me chamar daquele jeito? A cachorra particular dele? ― Revirei os olhos, irritada. Mas não por Peter ter me chamado e sim pelas gracinhas delas.

― Você só está irritada porque nós estamos te zoando. ― Amy disse rindo. ― Vai lá, para de ser boba.

― Charlie, vai. ― Cece me cutucou na costela devagar. ― Nós não vamos te zoar mais.

Esperei um momento até ver que as duas estavam falando sério, entortei os lábios para o lado por um momento fazendo um charme, então sorri e soltei meu garfo dentro da tigela.

― Se vocês insistem! ― Fingi estar realmente sendo obrigada a ir até lá e elas riram de novo.

― Vai lá, tigresa! ― Cece falou.

Me levantei da mesa e sai andando lentamente em direção ao restaurante, desde o lado de fora procurei por Peter ali dentro mas não consegui encontrá-lo. Passei pela porta e parei ali, olhando entre todas as pessoas para vê-lo.

― Senhorita, por aqui. ― Ouvi a voz conhecida sussurrar próxima a minha orelha e abri um pequeno sorriso.

Peter tocou a minha cintura com a mão e começou a me empurrar em direção aos banheiros do restaurante, eu continuei andando sem contrariá-lo. Ele passou primeiro pela porta do banheiro feminino e eu parei na porta.

― Peter, é o banheiro feminino! ― Sussurrei disfarçadamente, olhando em volta para garantir que ninguém tinha o visto entrar ali.

― Sim, é mais limpo. ― Ele falou e deu de ombros, então me puxou pelo braço para dentro do banheiro.

Assim que eu entrei, ele fechou a porta com sua mão livre e a que estava no meu braço foi para a minha cintura, me empurrando em direção a porta, me prendendo com seu corpo e as costas contra a mesma como ontem no seu quarto. Ele abriu um sorriso travesso, como de um menininho quando está prestes a fazer arte e aproximou seu rosto do meu. Quando ele fazia isso era muito difícil de resistir.

― Não faz essa cara para mim! ― Reclamei da expressão de filhotinho que ele tinha no rosto.

Foi então que toquei os dois lados do seu rosto com as mãos e puxei ele para mim, ocupando seus lábios com os meus. Iniciando um beijo lento e sem pressa, a sua boca tinha gosto de chiclete de menta. Ele esfregou a sua mão na minha cintura por cima do meu short e quando nos afastamos para respirar, eles levou um segundos para finalmente abrir os olhos. Ele começou a rir e eu não entendi.

― Tá rindo do que? ― Perguntei, sorrindo confusa.

― Acho que ouvi fogos de artifícios. ― Ele disse bem humorado.

― Você é tão menininha, meu Deus! ― Deslizei minhas mãos do seu rosto para o seu pescoço, rindo junto com ele.

― Ouvi dizer que nós temos um encontro hoje. ― Peter falou, apertando os lábios.

― Desculpe. ― Disse fazendo uma careta. ― Pablo já te falou?

― É! Eu quase o beijei quando ele me disse isso. ― Ele acenou positivamente. ― Um encontro com você? Mal posso esperar por isso.

― Então, não está bravo? ― Perguntei confusa. ― Por, eu ter contado para as garotas e por isso...

― Bravo? Sério, Charlie? Eu estou na faculdade, já passei da idade de ficar bravo com garotas contando as coisas umas para as outras. Vocês são garotas, precisam conversar e muito diferente do que a cultura popular diz, nós homens também somos muito fofoqueiros. ― Ele apertou os lábios e acenou positivamente. ― Eu vou adorar ir a um encontro com você.

Sorri com a forma natural e madura com que ele lidou com isso. Peter parecia realmente imaturo as vezes, mas quando se tratava de algo sério ele se saia muito bem.

― Isso é muito gentil. ― Falei sorrindo feito uma boba.

― Bom, é a oportunidade perfeita para fazer você se apaixonar por mim. ― Ele falou brincalhão e beijando a linha da minha mandíbula e o meu pescoço.

― Vai precisar de bem mais do que um encontro para fazer eu me apaixonar por você. ― Disse rindo e envolvendo meus braços em torno do seu pescoço

― Bom, aceito isso como um desafio. ― Peter levantou seu rosto do meu pescoço e me olhou novamente. ― Agora, nós precisamos conversar...

Perdi o sorriso do rosto na hora, já percebendo que aquela conversa não ia tomar um rumo muito bom. Ele me olhou sério e se afastou um pouco de mim, enfiando uma mão no bolso da frente da calça jeans, procurando por alguma coisa. Fiquei mais confusa ainda. Foi então que ele começou a puxar do bolso, o que primeiro eu achei que fosse uma fita vermelha e depois reconheci como uma das minhas calcinhas. O meu queixo caiu e eu olhei para o seu rosto de boca aberta.

― Peter! ― Gritei furiosa antes de voar com as mãos em torto da sua garganta, o enforcando-o.

Notas finais
Gostaram? Charlie sempre enforcando o Peter! kkkkkkkkk Uma das leis da vida! Vamos descobrir o porque de Charlie ter todas essas calcinhas, ok? E garanto que será uma das cenas mais engraçadas de toda a fic. Obrigado novamente e até o próximo, não esqueçam de comentar! Beijos