Charlie é o Cara

42 Amy levando um open bar de tapa na cara da sinceridade!


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiii gente! *-* Que saudade de vocês, minha nossa, parece que faz tanto tempo, já faz né? E aí, tudo joinha com vocês? Espero que sim! Primeiramente, desculpem pela demora, o capítulo deu uma leve atrasada, mas vocês sabem como é né? k.k Mas pelo menos com essa atrasada, já adiantei dois capítulos que serão postados nesse fim de semana, o próximo vai ser postado no domingo, ok? No sábado se eu acabar antes. Bom, espero que estejam todos preparadas para um capítulo mutcho louco, com Pharlie, Amy e Pablo, Mary desvirtuada Elizabeth, UM POV DA ANGEL, SIMMMMM, UM POV DA ANGEL, titia Katherine, Cece e as ervas e muitas outras coisas!! Um obrigado especial para as lindas das leitoras LizzieMaccop e Luna Menisten por essas recomendações lindas, obrigado mesmo, cara, eu tenho as melhores leitoras do mundo mesmo né? Esse capítulo para vocês, sem mais delongas, divirtam-se!

POV-Charlie

Blurred Lines do Robin Thicke estava tocando, o sol parecia cada vez mais forte e as pessoas pareciam não parar de chegar. Peter ainda estava parado na minha frente e olhei para ele.

― Algum problema? ― Perguntei.

Ele apenas ficou parado ali, me olhando com aquela cara de assustado, engolindo em seco e apertando o vidro de protetor solar na mão.

― Não! Não! Problema nenhum! ― Ele falou, acenando negativamente e sem desviar os olhos do meu corpo.

― Ok. ― Acenei positivamente e ele continuou parado ali, virando a cabeça para o lado como se estivesse tentando me ver de outro angulo. Esperei por uns instantes, enrolei uma mecha do cabelo no dedo, estalei os lábios e olhei para ele novamente. ― Vem cá! Senta aqui. ― Dei tapinhas no espaço livre da minha espreguiçadeira.

― Ok. ― Peter engoliu em seco e acenou positivamente, caminhando até ali e se sentando do meu lado.

Ele abriu o pote de protetor solar com certa dificuldade, quase o derrubando no chão. Se manteve sentado do meu lado e tentou evitar olhar para o meu corpo até que fosse necessário para passar o protetor solar. Peter se virou lentamente e me secou com os olhos, se demorando em cada curva do meu corpo. Ele colocou uma boa quantidade de protetor solar nas mãos e as esfregou, antes de pousar suas mãos em mim, baixou os olhos castanhos para os meus e exibiu um sorriso mau. Me desafiando, esperando eu dizer que não ia seguir em frente com aquilo.

Quando ele percebeu que era isso que eu queria, fez um mínimo aceno positivo e arqueou as sobrancelhas com surpresa, Peter parecia achar graça naquilo. Recuperou sua confiança e torceu o pescoço antes de pousar suas mãos sobre a região das minhas costelas. A palma da mão deslizando sobre as minhas costelas e estômago. Peter fazia questão de passar a ponta dos dedos bem rente a linha do meu biquíni na região abaixo dos meus seios. Passando protetor sobre a minha barriga e cintura, apertando a mesma quando passou por ali.

Pingou algumas gotas do produto sobre as minhas cochas e pousou as duas mãos, uma em cada, espalhando. Mas ele não estava apenas passando protetor solar, não, de jeito nenhum. A julgar pela forma com que eles deslizava as mãos pelas minhas pernas, indo da altura da parte de baixo do biquíni até os meus calcanhares e então subia de novo. Pressionando com os dedos e o polegar. Eu estava com as duas pernas fechadas, uma colada na outra, permitindo que Peter passasse o protetor apenas na parte de cima e dos lados das minhas pernas, mas não no meio. Depois que ele já havia captado toda essa região, levantou os olhos para mim, com as mãos paradas sobre os meus joelhos.

― Já acabou? ― Perguntei.

― Nem comecei. ― Peter disse com malícia.

Eu não soube se aquilo deveria me fazer rir ou me deixar apavorada. Peter não era alguém que se importava em ser discreto e ele já havia deixado isso claro, bastava uma olhada com um pouco mais de atenção para nós e você podia perceber que ele não era um simples irmão de fraternidade passando protetor solar na sua irmã. Ele pigou algumas gotas do protetor no vão entre as minhas pernas, o líquido escorreu gelado por ali, fazendo eu me arrepiar.

Peter penetrou os dedos entre as minhas pernas pouco acima do meu joelho, afastando-as apenas o suficiente para os seus dedos caberem ali. Então foi subindo lentamente, causando uma sensação de cocegas e formigamento por onde seus dedos passavam, tocando naquela região tão sensível ao toque. A cada centímetro que ele subia, eu sentia a minha virilha ficar cada vez mais quente. Tão quente, que parecia que quando seus dedos chegassem lá, ela entraria em combustão.

De repente, quando seus dedos estavam a menos de cinco centímetros da minha virilha, ela começou a vibrar. Bom, não literalmente ela, eu percebi que estava deitada sobre o meu celular e ele estava tocando embaixo de mim. Peter abriu um sorriso debochado e ficou com as mãos paradas ali.

― Está tão excitada que está vibrando? ― Ele perguntou em tom baixo, exibindo um sorriso cafajeste. De forma descarrada e sem um pingo de vergonha aparecendo no seu rosto, ele até se inclinou um pouco mais na minha direção.

― Eu não... ― Gaguejei. Ou melhor, a minha língua não me obedeceu, com todos os pensamentos sensuais que se passavam pela minha cabeça agora, a última coisa que eu pensava em usar a minha língua era para falar. ― Eu não estou... ― Balbuciei, ainda sem conseguir completar a frase. O sorriso de Peter se alargou mais, exibindo covinhas nas suas bochechas. Ok, eu estava, estava muito excitada. Mas não ia confessar. ― Eu tenho que atender!

Mudei de tática e tirei meu celular de baixo de mim, com o nome da minha mãe aparecendo no visor. Ótimo, melhor ainda, era tudo o que eu precisava agora. O que tem de errado com essa mulher sempre ligando nas horas erradas?

― Mamãe, é melhor atender. ― Peter falou, acenando positivamente quando viu o nome piscando no meu celular. ― Vai em frente.

Ele disse mas manteve sua mão entre as minhas pernas, me preocupando. Atender a minha mãe não seria um problema, contanto que ele mantivesse as suas mãos paradas. Pressionei o botão verde e levei o celular até a orelha.

― Hei mãe, tudo bem? ― Atendi, mas mantive meus olhos fixos em Peter, atenta a qualquer movimento que ele fosse fazer, para eu me preparar.

― Charlie! Tudo ótimo querida, porque não ligou ontem? E você, como está?

― Eu estou bem. Me desculpe, ontem foi um pouco corrido. Estou estudando muito e tenho trabalhos para entregar.

Menti e Peter fez um aceno negativo em desaprovação.

― Mentindo, que feio! ― Dito isso, ele começou a movimentar os dedos novamente, subindo em direção a minha virilha.

― Sério? Já na primeira semana? Meu Deus, a faculdade mudou mesmo... ― Minha mãe continuou com uma lenga-lenga sem fim sobre alguma coisa que não escutei, apenas olhei apavorada para Peter.

― Para com isso! ― Falei ofegante para ele e indo com a minha mão livre até os seus pulsos, tentando tirar seus dedos dali.

― Parar com o que, Charlie? ― Minha mãe perguntou confusa.

― Não é você, mãe. É só um cachorro vira-lata e desobediente que está aqui. ― Murmurei, rangendo os dentes de raiva.

― Cachorro, é? ― Ele apertou os olhos e olhou indignado para mim.

Com isso, senti seus dedos pressionando contra a minha virilha e soltei um gemido abafado, dando um pulo para trás na espreguiçadeira, tentando fugir dos seus dedos.

― Charlie?! ― Minha mãe chamou no telefone. ― O que está acontecendo?

Peter roçava a ponta dos dedos na minha virilha, que deslizavam com facilidade graças ao protetor solar. Minhas costas se curvaram e eu soltei um suspiro abafado.

― Meu Deus! ― Mordi meu lábio inferior com força para não dizer mais nada, enquanto isso cravei minhas unhas em um dos seus ante-braços.

― Charlie? ― Minha mãe insistiu.

― Que cachorro mau! Meu Deus! ― Peter disse rindo e me olhando.

Senti a ponta dos seus dedos sobre a lateral do tecido da calcinha do biquíni e quando a ponta dos seus dedos adentrou um centímetro por baixo do tecido, pulei na espreguiçadeira e me sentei na outra ponta da mesma, me afastando dele o máximo possível.

Olhei para ele sem acreditar, brava e com vontade de pegá-lo pela garganta e enforcá-lo. Mas também brava comigo mesma por ter me afastado e brava com a minha mãe por ter me ligado bem agora.

― Me desculpa, mãe. Pode falar agora. ― Me levantei da espreguiçadeira e sai de perto de Peter para conseguir falar com a minha mãe.

POV-Peter

Observei Charlie se levantar e se afastar de mim para falar ao telefone. Sorri ao ver as marcas fundas das suas unhas onde ela as cravou no meu braço, depois olhei para ela de pé a alguns metros, de costas para mim, vestindo apenas o biquíni.

Eu já estava ficando louco com isso, é muita tentação. Eu não estava nem me importando com as pessoas em voltas, eu só quero ela. Esperei que Charlie terminasse de falar com a sua mãe e a sentado até ela voltar.

― Você ficou louco? ― Ela disse furiosa, parada de pé na minha frente.

Levantei meus olhos lentamente, me demorando em cada parte do seu corpo. As pernas, Deus, eu amo as pernas dela, a cintura, a barriga, os seios, o pescoço e a boca. Coloquei uma mão sobre a sua cintura quando me levantei, ficando próximo a ela e um pouco mais alto. Próximo com a distância suficiente para não me fazer perder o controle.

― Fiquei. ― Falei, olhando para a sua boca, deslizando a minha mão sobre o tecido da calcinha do seu biquíni. Era tão pouco que me afastava dela. ― Fiquei louco por você.

Toquei seu braço com a minha mão livre, fui deslizando meus dedos pelo mesmo, sentindo como ela ficava arrepiada com o meu toque. Parei quando alcancei a sua mão e entrelacei nossos dedos.

― Vamos sair daqui. ― Dei mais um passo na sua direção, acabando com a distância entre nós. Aproximei a minha boca da sua orelha e sussurrei. ― Por favor. ― Apertei a sua cintura.

Pela forma com que ela apertou os meus dedos de volta, isso significava que ela queria tanto quanto eu. E toda a raiva que ela sentia há alguns segundos atrás já havia desaparecido e o seu desejo havia voltado, tão forte quando o meu.

― Vamos fazer a nossa festa particular. ― Coloquei o lóbulo da sua orelha entre meus lábios e o soltei logo em seguida quando Charlie soltou um suspiro pesado.

― Hei Charlie! ― A voz de Cece chamou a poucos metros de distância.

Quis bater a minha cabeça na parede com isso, me afastei de Charlie lentamente e demorei ainda mais para desentrelaçar nossos dedos. Cece chegou junto com Louis, com o seu mindinho enganchado no polegar dele.

Olhei para Charlie que estava com uma expressão de espantada, respirando fundo e tentando recuperar a postura. Ela estava bastante corada e os lábios estavam naturalmente vermelhos, eu queria muito beijá-la.

― Cece. Louis. ― Os cumprimentei com um sorriso educado, mas deixando bem claro que estavam interrompendo.

Louis pareceu entender a mensagem e como outro cara, me deu um sorriso esperançoso e de desculpas ao mesmo tempo. Cece me ignorou e olhou para Charlie.

― Onde estão Amy e Mary? ― Ela fez uma pausa e então continuou. ― Você está bem? Meu Deus, está vermelha como um tomate. Parece aturdida, agitada...

― Eu estou bem. ― Charlie forçou um sorriso para ela. ― Elas foram pegar as bebidas tem algum tempo.

― Ok, tem certeza que está bem? Porque você parece muito com alguém que acabou de... ― Cece então parou de falar e olhou para mim. Depois para Charlie de novo.

― Acho que estamos interrompendo. ― Louis foi quem falou, finalmente alguém sensato ali no meio.

― AI MEU DEUS! ― Cece gritou e arregalou os olhos. ― Vocês fizeram sexo? Como foi? Foi bom? Foi maçã ou salada mista? Foi papai e mamãe ou Stoya e James Deen? Aposto que foi selvagem, pelo que eu conheço Peter, ele não é alguém que perde tempo nesse quesito.

― Não! ― Charlie disse indignada e envergonhada, escondendo o rosto quando Cece finalmente parou de falar.

― Bom, nós iríamos. Estamos em um bom caminho até você interromper. ― Acenei positivamente.

― Ah, seus danadinhos! ― Cece bateu palminhas.

― Desculpe por isso, ela se empolga as vezes. ― Louis disse, envergonhado por Charlie.

― Para com isso, Lou. Eu sabia, já estava esperando isso há um tempão. ― Cece estalou os dedos. ― Esses dois aqui? ― Ela apontou para mim e Charlie. ― Tente passar quinze minutos entre quatro paredes com eles e até você vai ficar de fogo. Tem tanta tensão sexual aqui, que é palpável, olha só! ― Cece fingiu estar tocando alguma coisa no ar. ― Tá vendo? Tá vendo? Tá sentindo essa vibe?

― Ai meu Deus! ― Charlie choramingou de vergonha.

― Cece! ― Louis segurou os braços dela.

― Cece, você é a maior empata foda da história. ― Falei, acenando positivamente.

― Olha só quem fala, como se você não fosse diferente. ― Cece disse.

― Preciso de uma bebida, onde estão Mary e Amy quando eu mais preciso? ― Charlie disse, tirando as mãos do rosto e saiu andando.

POV-Amy

― Primeiro o sal e o limão e então a tequila, vira tudo de uma vez. Está pronta? ― Pablo perguntou, olhando para Mary e me ignorando.

Revirei os olhos, olhei para a minha dose e o meu limão com sal. Mary acenou positivamente e Pablo deu o sinal, nós três chupamos o limão e viramos a tequila de uma vez. Para mim, desceu como mel, eu estava mesmo precisando disso para aguentar o novo tratamento de Pablo. Ele já estava acostumado com tequila. Mas Mary Elizabeth, primeiro fez a cara de quem havia acabado de tomar um soco na teta, depois teve uma ânsia de vomito mas nada saiu, então engoliu em seco e se recuperou, respirando fundo.

― Você conseguiu! ― Pablo sorriu para ela, lambendo os lábios.

Ela sorriu de volta, com os olhos cheios de lágrimas e vermelha, então olhou para mim.

― Olha, eu podia jurar que a galera Amish curtia um goró, ver você quase chamar o Juca na minha frente foi inesperado. ― Falei, me servindo de outra dose de tequila. ― Mas, estou orgulhosa! ― Pisquei para ela.

― Obrigado, Amy! ― Ela sorriu, limpando as lágrimas que escorriam pelo canto dos olhos. ― Obrigado, Pablo.

Virei a outra dose de tequila sem o limão e o sal, fiz uma careta antes de me recuperar e olhei para Mary Elizabeth.

― Só cuidado com a tequila, ela tem o péssimo habito de não te deixar julgar muito bem quando sobe a cabeça. ― Olhei para Pablo. ― Você pode acabar na cama com um mexicano no fim da noite, já pensou?

Mary Elizabeth me olhou confusa e Pablo me olhou desapontado, me fazendo perceber que eu havia ido longe demais.

― Um dos efeito dela também é fazer as pessoas falarem merda. ― Pablo disse sério, então tomou a garrafa da minha mão e acenou negativamente antes de sair dali, passando por mim e esbarrando no meu ombro.

Mary continuou parada, me olhando um pouco sem graça e confusa. Me encolhi de vergonha e olhei para o chão, sem coragem para encará-la. Ela não tinha culpa, ela nem sabia disso. E eu nem sei porque estava brava, sendo que eu mesma disse acabei com ele. Eu só não queria vê-lo flertar com outra garota na minha frente.

― Me desculpe. ― Murmurei. ― Me desculpe, não é sua culpa. Não tem nada a ver com você, eu que sou uma idiota mesmo. ― Ela acenou positivamente sem jeito, sem ter nada para falar. ― Nós deveríamos voltar para a garotas.

― Ok, claro. ― Ela abriu um sorriso educado e saímos dali.

POV-Joe

Come a Little Closer do Cage The Elephant estava tocando e eu mexia a cabeça no ritmo da música. Estava sentado em uma cadeira de praia no meio do jardim de casa, rodando um copo de plástico na mão e com os olhos atentos há alguns metros de mim.

Adam dançava atrás de Summer, a garota que ele chamava de namorada. Eu não a odiava, não, de jeito nenhum. Ela não tem culpa, ela não sabe de nada e pobrezinha, imagino o que aconteceria se soubesse. Uma garota Kappa que o namorado acabou virando gay, Angel provavelmente destruiria a vida dela.

As vezes eu imagino como será quando ela estiver mais velha, se casar com Adam, ter filhos barulhentos, sua profissão ser ir ao super mercado e jogar tênis as quintas-feiras, ele chegar tarde todas as noites e dizer que estava preso no trabalho, mas na verdade estava trepando com outro cara. O quão miserável a vida daquela garota vai ser.

― Pare de encarar, é esquisito. ― Ouvi a voz do meu irmão e olhei para cima, ele estava parado de pé ao meu lado. Olhando na mesma direção que eu olhava antes.

― Não estou encarando, estou odiando silenciosamente. ― Respondi, voltando a olhar para Adam.

― Não deveria odiá-la. Não é culpa dela que o namorado gosta de pau.

― E quem falou que estou odiando ela? ― Fiz uma pausa. ― Tenho pena dela, ela não merece isso.

― E nem você. ― Jon se abaixou, ficando com o rosto na altura do meu. ― Tem outros milhões de caras no mundo e você escolhe o mais cuzão deles, Joey? ― Ele sorriu, mas não havia humor no sorriso. ― Esquece esse babaca. Ok?

Acenei positivamente e dei um sorriso de canto para ele.

― Ok. ― Falei.

― Agora levanta daí e vai roubar alguns corações, porque cá entre nós, você teve sorte de ser tão bonito quanto eu! ― Ele piscou, bem humorado.

POV-Charlie

Me aproximei de um barril de cerveja e peguei um dos copos descartáveis sobre o mesmo, puxando a mangueira e apertando mas nada saiu. Olhei para a mesma e tentei novamente, mas nada. Continuei tentando mas sem sucesso, até que um par de mãos tomaram o copo e a mangueira das minhas mãos e a fizeram funcionar como mágica.

Levantei os olhos e encontrei um peitoral e abdômen definidos, um sorriso completamente arrogante e um rosto que mais parecia bundinha de neném. Johnny vestia apenas uma bermuda havaiana e um relógio rolex. O corpo todo molhado e o cabelo arrepiado, pingando água.

Ele me ofereceu o copo e eu peguei.

― Obrigado. ― Agradeci, olhando para o seu rosto agora.

― Quer tocar? ― Ele perguntou e eu o olhei confusa.

― Tocar o que?

― Em mim, idiota. ― Ele disse. ― Tudo bem, eu costumo ter esse efeito nas pessoas, deixando-as confusas. É um dos problemas de se ser muito bonito.

― Meu Deus! ― Eu comecei a gargalhar histericamente e ele me olhou confuso.

― Qual a graça?

― Qual a graça? ― Disse ainda rindo. ― Você é a graça. Garoto, você é uma piada! A última coisa que eu ia querer fazer, é tocar em você.

― Se fazendo de difícil? Não precisa jogar esse joguinho comigo. ― Ele sorriu. ― Se quer dormir comigo, é só falar.

― Eu acho que colocou suas expectativas muito altas se acha que todo mundo quer dormir com você. ― Dei de ombros. ― Deveria usar mais a cabeça de cima para pensar, é só uma dica.

Pisquei para ele e levantei o meu copo em sinal de brinde, me afastando dele e indo de volta para onde Cece, Peter e Louis que me esperavam. Meu Deus, como ele podia ser tão cheio de si?

When a Fire Starts to Burn do Disclosure estava tocando e eu tive que desviar de varias pessoas para não derramar cerveja em mim. Quando eu estava chegando onde o pessoal estava, encontrei Katherine dançando entre dois universitários só de sunga e molhados. Ela vestia um maiô de costas nuas e saltos altos. Parei de andar para olhá-la rebolar no meio dos garotos. Deus, como ela pode ser a conselheira da faculdade? Ela começou a fazer twerk em um dos garotos, eu tapei os olhos, não queria essa imagem na minha mente pelo resto da vida.

― Hei Charlie, vem dançar com a gente! ― A ouvi gritar. Estava demorando demais para ela me notar ali.

― Não, obrigado! Eu estou bem! ― Fiz um aceno negativo e sorri, levantando meu copo.

― Para de ser boba, menina! Olha só esses gostosos, vem curtir! ― Meu Deus, será que ela não sabia que ela tinha quarenta e dois anos? ― Espera aí, espera aí que nós vamos dançar com você!

Antes que eu pudesse fugir, eles me alcançaram e eu também estava no meio dos dois caras, os três dançando e eu parada e assustada, tentando impedir que o cara atrás de mim me tocasse.

― Eu estava te procurando mesmo, eu tenho tanta coisa para te contar, minha nossa! ― Katherine disse, sem parar de dançar. ― Ontem eu desisti de um encontro com um cara que eu conheci num site de namoro online, ele era esquisito mesmo. No perfil dele dizia que o prato favorito dele era mortadela e salsicha com danone. Então eu fui a esse encontro de divorciados que uma amiga me recomendou e minha nossa, eu acho que tipo assim, eu conheci o homem da minha vida! Mas eu não posso te contar ainda!

― Encontro de divorciados? Ontem? ― Arqueei minhas sobrancelhas. Será que seria o mesmo encontro que os meninos foram?

― Você deveria ir, são ótimas para desencalhar!

― Eu não estou encalhada! ― Falei incrédula.

― Encalhada? Queridinha, você está mais do que encalhada. Está com areia movediça até o pescoço. Mas enfim, voltando para mim, eu quero muito te contar mas eu não posso. Isso está me deixando em um conflito complicado. Eu não achava que fosse possível encontrar o amor depois do quarenta, mas aqui estou eu, sou a prova viva! Vai se foder agora, artigo da Forbes!

― Meu Deus, cara, será que dá para parar com isso? ― Me virei para o garoto dançando atrás de mim e ele me olhou confuso, mas apenas continuou dançando. ― Eu hein!

― Ela só está estressadinha porque está encalhada, relaxem rapazes! ― Katherine disse e piscou para o garoto.

Meu celular começou a tocar e vi que era minha mãe novamente.

― É minha mãe, preciso atender. Nós conversamos depois. ― Falei para ela, mas só depois percebi que foi uma péssima ideia dizer que era a minha mãe.

― SUA MÃE? ― Ela soltou um grito fino e empolgado. ― Me dá isso aqui! ― Kat tomou o celular da minha mão e atendeu. ― E AÍ, VADIA!!!!

― Ai meu Deus! ― Meu queixo caiu, sem acreditar.

― Sim, sou eu Nance! Que saudades! Minha nossa! Eu e Charlie estamos curtindo uma festa como nós costumávamos fazer, só falta você aqui agora! ― Ela fez uma pausa, provavelmente ouvindo minha mãe falar. ― Sim, estamos fazendo um sanduíche com dois caras gatos! Vem pra cá, trás o Daniel, vamos mostrar para essas crianças como se faz uma festa de verdade!

Eu estou ferrada, ferrada. Mal posso esperar saber qual será a reação do meu pai quando souber que eu estava fazendo sanduíche com dois caras gatos e Katherine.

― Hei! ― Amy se aproximou de nós, junto com Mary Elizabeth.

― Hei, onde vocês estavam?

― Por aí, Mary tomou sua primeira dose de tequila e não vomitou. ― Amy disse como uma mãe orgulhosa para Mary. ― E quanto a você, o que é tudo isso? ― Ela perguntou, apontando para o cara dançando atrás de mim, Katherine e seu parceiro de dança.

― É chamado de sanduíche de caras gatos, quer tentar?

― Passo. ― Amy fez uma careta.

Mary então levantou a mão e olhou para mim.

― Posso... posso tentar?

Olhei para Amy, um pouco em dúvida se deveria fazer isso ou não. Amy acenou positivamente.

― Vai em frente! Você se lembra do que eu disse, né? E por favor, boquetes também dão DST e pior, na sua boca! ― Amy a alertou.

― Ok! ― Mary acenou positivamente e trocou de lugar comigo.

Fui me posicionar ao lado de Amy e nós duas olhamos Mary se ajeitar ali e começar a dançar junto com Katherine (que por sinal ainda gritava histericamente animada no telefone para a minha mãe, mas sorriu para a sua nova parceira de dança), até que ela estava indo bem.

― Ela está melhor do que você. ― Amy falou.

― Bem melhor, completamente. ― Acenei positivamente. ― Quantas doses de tequila deu pra ela?

― Uma só. Deveríamos deixar ela sozinha com Katherine?

― Não, péssima ideia. ― Fiz uma careta.

― Vamos deixá-la ai, só um pouquinho. Eu realmente preciso conversar e agora eu podia muito bem usar um dos seus conselhos. ― Amy disse, fazendo um biquinho.

Olhei para Mary Elizabeth e depois para Amy, deixar Mary nas mãos de Katherine seria provavelmente uma das coisas mais arriscadas a se fazer, mas Amy precisava de mim.

― Ok, me dê só um minuto! ― Falei para Amy e me aproximei de Katherine, ainda falando com a minha mãe no celular. ― Katherine, não penhore o meu celular por drogas, ok? Não penhore meu celular, eu preciso dele!

Katherine acenou positivamente e continuou tagarelando.

― E você, ― Olhei para Mary. ― não faça sexo, não use drogas e por favor, não fique nua, ok? E se conhecer alguém chamada Angel, fuja, fuja para as colinas! Fuja para o mais longe possível. Entendeu?

― Entendi! ― Ela respondeu dançando.

Voltei para Amy.

― Não deveria ter deixado ela beber. ― Falei.

― Ah, deixa ela! O máximo que pode acontecer é nós termos criado uma Lindsay Lohan versão Amish. ― Amy deu de ombros.

Nós fomos para um lugar mais calmo e nos sentamos em duas cadeiras de praia no meio de um jardim para conversar. Não haviam tantas pessoas ali, mas a música ainda podia ser ouvida bem alta.

― Ele me ignorou, me ignorou completamente. Passou por mim como se eu fosse uma porta giratória e ele um banqueiro apressado. ― Amy disse indignada e deu um gole no seu copo. ― E ainda ficou flertando com Mary Elizabeth descaradamente! Ok, eu fui rude, mas foi ele quem causou isso em mim. Ele quem acordou o dragão.

― É muito esquisito quando usa expressões de Game Of Thrones para falar de relacionamentos. ― Sussurrei.

― O fato é, eu estou puta, Charlie! E com raiva! E quero bater nele! ― Ela fez uma pausa. ― Mas também sinto que estou meio que merecendo isso.

Fiquei em silêncio por um momento, pensando no que ia dizer a Amy. Eu resolvi que ia ser sincera, eu não ia cometer com ela o mesmo erro que cometi com Pablo, então ia colocar as cartas na mesa e dizer o que ela precisava ouvir agora.

― Honestamente, Amy? Você merece isso! Você pediu por isso quando terminou com ele, ok? Pablo é um dos caras mais legais que eu conheço e você deu um fora nele, por motivos que não tem nada a ver com ele. Talvez eu possa estar errada e seu ponto de vista ser diferente do meu, mas cá entre nós, você fez por merecer. E se não queria vê-lo flertar com outra garota, porque terminou com ele?

― Motivos que não tem nada a ver com ele? Está vendo a reação que ele está tendo agora? É exatamente a que eu esperava para um canalha. Eu não ligo que ele fique com outras garotas, contanto que não faça isso na minha frente. Além do mais, acabar com isso antes de virar algo para não fazer estragos mais tarde, eu não queria que ele se machucasse, eu estava o protegendo.

― Você não estava o protegendo, Amy. Estava protegendo a si mesma. Porque sabe que gosta dele e se continuasse ia gostar mais ainda, mas tem tanto medo de se machucar novamente que não confia num cara que é realmente legal. ― Falei e Amy desviou seus olhos do meus, olhando em outra direção. ― Eu sei que é horrível ouvir a verdade, especialmente em uma situação como essa, mas quem sabe você não acorda para a vida e vê o que está bem na sua frente! Então pense sobre isso e pense antes de dizer algo estúpido, ok? Agora vem cá!

A puxei para mais perto com os braços a abraçando, Amy levou uns segundos para retribuir o abraço.

― Deus, você é melhor em conselhos do que eu. ― Amy disse.

― Eu estou me aperfeiçoando no assunto, daí vou substituir o cargo de Katherine quando ela estiver velha demais para fazer sanduíche de caras gatos. ― Falei e nós duas rimos.

― Obrigado, Charlie. Obrigado por ser minha amiga e ser sincera.

― Sempre que precisar.

― Está todo mundo virando gay ou tem algo de errado comigo? ― Ouvimos a voz de Mike e nos soltamos do abraço, ele estava de pé na nossa frente, de bermuda e vestindo um capacete dos bombeiros. ― Vocês poderiam dar um beijinho? Só... só por curiosidade mesmo.

― Nós não somos lésbicas, Mike. ― Falei.

― Lésbicas, homossexuais, caminhoneiras, seja lá como vocês chamam entre vocês. O segredo está guardado, ok? ― Ele piscou e fez sinal de shhh, então saiu andando.

― Ele é tão esquisito. ― Amy falou, fazendo uma careta.

― Não, ele só precisa de uma namorada. ― Acenei positivamente.

O sol já começava a se por mas mesmo assim o calor continuava ali. Eu e Amy voltamos para onde deixamos Mary Elizabeth e Katherine, as duas agora estavam dançando em cima das caixas de som junto com Joe, enquanto uma multidão havia se acumulado em volta e gritava com animação.

― Merda, eu disse que era uma péssima ideia deixá-la sozinha com Katherine. ― Falei.

― E agora Joe? Vamos ter sorte se ela não estiver grávida. ― Amy falou e eu lhe dei um tapinha. Mas havia uma boa chance.

Express Yourself do Diplo começou a tocar e vimos Cece vir na nossa direção, seguida por Louis, Peter, Bruce e Bobby. Ela veio dançando na frente com um cigarrinho suspeito (BEM SUSPEITO) preso entre o dedo indicador e o do meio.

― Vamos começar essa festa! ― Ela gritou ao parar na nossa frente dançando, mexendo os quadris de um lado para o outro e as mãos para cima.

Katherine, Mary e Joe desceram de lá de cima e vieram para cá também. E quando eu olhei em volta, percebi que não havia uma pessoa ali, além de mim, que não estivesse dançando. Quanto mais tarde ficava, as pessoas pareciam ter menas vergonha (mas na verdade, estavam cada vez mais bêbadas). Era quase impossível contar quantas garotas já haviam perdido a parte de cima do biquíni e andavam por aí sem se importar. Cece estava dançando com Louis, Mary Elizabeth e Amy estavam dançando com os meninos e Katherine.

Katherine me chamou para me juntar e logo em seguida pegou o baseado de Cece.

― Você não se importa se eu fumar, né? ― Ela perguntou para Mary Elizabeth, dançando ao seu lado.

― Não! ― Mary respondeu e a observou dar uma bola no baseado com curiosidade, como uma criança. ― Posso fumar também?

― Não! ― Gritei e comecei ir na direção das duas.

― Claro, porque não? ― Katherine riu. ― Você sabe como fuma? ― Ela acenou negativamente.

― Vem cá! ― Cece riu e pegou o baseado da mão de Katherine, deu um trago e então se aproximou de Mary. ― Vou te ensinar!

Cece segurou o rosto de Mary e lhe puxou para mais perto, então a beijou, apenas pressionando seus lábios nos dela e empurrando a fumaça da sua boca para dentro da dela. Os garotos pareceram adorar, especialmente porque eles fizeram uma torcida organizada ali em volta e Amy e Katherine riram.

― Oh meu Deus! ― Minha boca se abriu.

Cece riu e olhou para mim, enquanto Mary soltava a fumaça.

― Você quer também?

― Cece, não dê drogas para ela! ― Falei. ― E não beije ela, beije Louis!

― Tudo bem, eu não tenho ciumes! ― Louis falou. ― Na verdade, eu até acho bem sexy quando ela faz isso!

Amy veio até mim e então falou bem próxima, para apenas eu ouvir.

― Charlie, você me deu um ótimo conselho mais cedo, então agora vai o meu para você. Pare de se preocupar tanto e se divirta, ok?

Olhei para Mary e todos ali em volta, se divertindo enquanto eu apenas olhava, tentando não deixar as coisas saírem do controle, mesmo sabendo que não havia como manter as coisas no controle em uma festa da ROR. Amy estava certa, eu tinha que me divertir também. Acenei positivamente para ela. Já era hora de eu curtir uma festa como a Roar Omega Roar que eu sou.

― Vamos nos divertir! ― Falei.

Comecei a mover meu corpo no ritmo da música junto com a multidão, o sol já havia perdido lugar para a lua no céu, que agora estava se pintando lentamente de negro. Me aproximei de Cece que estava com o baseado novamente, ela deu mais um trago e então foi se aproximando de mim lentamente, com um sorriso descarado no rosto. Puxou meu queixo para mais perto do seu rosto e pressionou seus lábios contra os meus, empurrando a fumaça para a minha boca.

Fechei os olhos e escutei os gritos empolgados a nossa volta. Me afastei de Cece e abri os olhos lentamente, então sorri. Vi que Peter olhava com um sorriso malicioso e de quem gostou do que viu.

― Então, você não gosta de garotas, né? ― Ouvi a voz de Mike próxima a mim, ele ainda vestia o chapéu de bombeiro.

― Não! ― Respondi rindo e soltei a fumaça.

― Uhum, sei. ― Ele fingiu uma tosse e falou:― Lésbica.

Vi que Pablo também havia se juntado ali, ainda vestindo o seu sombreiro e segurando uma garrafa de tequila. Peter se aproximou de mim e sorriu.

― Isso que é que eu chamo de garota Roar Omega Roar.

― Você não viu nada. ― Pisquei para ele.

― Dança comigo! ― Peter sorriu e me puxou pela cintura para junto dele.

Wild Ones da Sia em uma versão remix do David Guetta começou a tocar. Ele não precisava pedir duas vezes. Envolvi meus braços em torno do seu pescoço, com meu corpo colado ao dele, nós dois nos movendo no ritmo da música. Uma das pernas de Peter estava entre as minhas, as mãos dele envolvidas na minha cintura me deixando presa a ele. Dançar tão colada a ele dessa forma me fazia ter muitos pensamentos, mas nenhum deles voltados a dança. Exatamente como mais cedo, ele vinha me testando e eu estava a ponto de explodir.

Ele segurou forte em meu quadril, uma das suas pernas estava entre as minhas, com sua cocha se esfregando na minha virilha. Deslizei as mãos pelos seus ombros e braços nus, ambos tensionados no ritmo da música e sentindo cada músculo dele. A expressão dele agora estava mais séria, de puro desejo, seu rosto próximo ao meu e nossos olhos na mesma sincronia. Peter pressionou a minha cintura com a mãos e me virou de costas para ele, puxando meu quadril para trás de encontro a sua pélvis, arqueei as minhas costas com o contato e senti seu peitoral contra a minhas costas nuas.

Ele movimentava o seu quadril no mesmo ritmo do meu e contra o meu. O que só me fazia pensar em todos os movimentos que poderíamos fazer sem as roupas. Suas mãos subiam e desciam por todo o meu corpo. Ele jogou os meus cabelos para um lado do meu pescoço e o beijou.

POV-Angel

Eu não sei o que me envergonha mais, a minha mãe ali no meio ou o fato dela não ter vergonha disso. E quanto a essa idiota da Charlie? A serpente se fingindo de cordeiro.

― Trouxe o que eu pedi? ― Perguntei e me virei para Johnny, parado de pé ao meu lado segurando uma mochila.

Ele abriu o zíper e não disse nada, apenas me mostrou o que havia ali dentro. Confirmando o esperado. Acenei positivamente.

― Eu já sabia. Coloque de volta, tem certeza que ninguém viu quando você pegou?

― Olhe a sua volta, acha que alguém vai se lembrar de alguma coisa amanhã? ― Ele disse sem paciência. ― Mais alguma coisa?

― Você falou com ela?

― Falei. ― Ele respondeu e não acrescentou mais nada.

― E aí?

― Ela gosta dele. ― Johnny olhou para onde Charlie estava, dançando com Peter e os outros.

Sorri ao ouvir isso.

― Mais uma das minhas teorias confirmadas. Ela não está lá por causa dos outros, está lá por causa dele. Faça ela odiá-lo, ela vai desistir tão rápido quanto aceitou.

― E como você pretende fazer ela odiá-lo? ― Johnny perguntou.

― Bom, eu sempre tenho uma carta na manga, né? ― Sorri.

Notas finais
Gostaram? Derrubei algum forninho? Não, acho que não, esse capítulo foi mais de boinha, mas já aviso para se preparem para o próximo pois finalmente teremos PHARLIE SEX! E é só isso que eu posso dizer, não me matem! kkkkkkk Comentem o que acharam do capítulo aí, recomendem para as amigas, acompanhem, façam o que achar que eu mereço, obrigado a todo mundo que leu, beijão! Até o próximo.