Chapeuzinho Rosa!
1 One-Shot!
A doce e não tão inocente chapeuzinho vermelho saltitava pelo bosque procurando a casa de sua avó para levá-la alimento. Perguntam-se o por que de eu ter mencionado “não tão inocente”? É por que ela já não é mais uma criança. Se ela conhecia o lobo mal? Conhecia, mas ela nunca o tinha visto, ela sabia sobre ele, pois sua mãe sempre a alertava, porém ela nunca o encontrara em nenhuma de suas caminhadas até a casa da vovó. Eu disse que ela nunca o tinha visto, mas quem disse que ele nunca a viu? Sim! Desde a primeira vez que ela apareceu saltitando na floresta quando os dois tinham apenas uns seis anos ele a observava, mas nunca teve a coragem de se aproximar da jovem para brincar. Isso mesmo! Para brincar! Nem todos os lobos são maus, pelo menos esse não era. Desde que ele a viu ele nunca se atreveu a chegar perto dela, e em vez de tentar roubar a cesta de alimentos, ou fazê-la algo de mal, ele a observava para garantir sua segurança. Já aconteceram vezes dela se meter em uma encrenca, como quando ela foi cercada por castores raivosos, ele uivou por de trás dela para espantá-los. Mesmo ela nunca tendo o visto, ele era temido por todos os animais da floresta só por parecer ameaçador, mas o coitado não faz mal nem a uma mosca!
Infelizmente a brincadeira de stalker ninja do lobo teria de acabar hoje!
Chapeuzinho vermelho estava caminhando pela floresta no meio da noite para levar um delicioso bolo de morango para sua avó, e onde estava o lobo mal para escoltá-la às escondidas? Ele estava dormindo! Não via necessidade de ficar atento as saídas da jovem durante a noite já que ele nunca a viu saindo nessa hora, mas pra tudo existe a primeira vez, ela já estava mais velha e a mãe dela não via problema em deixá-la sair para levar apenas um bolo de morango não é? O único probleminha é que a chapeuzinho é meio distraída, o que na verdade é um problemão já que a floresta é muito traiçoeira, ai você combina isso com escuro... LINDO ai temos a chapeuzinho vermelho presa numa armadilha de urso, o que acredito que deve doer bastante já que aquilo praticamente arranca a perna do urso quando pega um, sorte dela que a armadilha que a pegou e do Paraguai né? Num urso não ia fazer cócegas! Já num ser humano... É... Vai doer um pouquinho...
- Aarg!! E agora? O que eu faço? Com essa coisa grudada no meu pé como vou chegar na casa da minha avó?! – ela tenta abrir a boca da armadilha para tirá-la de seu pé, mas sem sucesso ela era muito fraca e acabou por fazê-la se aprofundar mais – Ai...
Foi quando o lobo acordou de um pesadelo, assustado. Ele fica incomodado com aquele sonho, e só pra provar para se mesmo que era só um pesadelo ele foi até a casa da jovem para ver se tudo estava bem. E ao chegar viu a mãe dela do lado de fora da casa olhando para o caminho de onde ela sempre sai para floresta adentro, já que havia observado isso várias vezes, ele sabia que como a mãe dela era preocupada de mais ela ficava do lado de fora de casa esperando desde a ida até volta da jovem. (N/A: Pra começo de conversa, que tipo de mãe “preocupada” deixa a filha sair sozinha numa floresta á noite?) Vendo a cena ele se preocupou, estava com um mau pressentimento sobre isso, estando ele a imaginar mil e uma cenas horríveis de coisas que possam ter acontecido a ela numa floresta escura e perigosa como aquela. Ele começou a procurá-la preocupado. Enquanto isso chapeuzinho se arrastou até uma arvore para ficar encostada. Sua perna sangrava.
- Tem alguém aí?! Socorro!! Alguém pode me ajudar!!! – ela gritava por socorro.
O lobo pode ouvir seus gritos de uma lonjura extrema, nada é páreo para aquela bela audição, então ele correu muito até chegar ao local certo.
- Alguém a- – Ela para ao ouvir o barulho de folhas balançando – Quem está- – e mais uma vez ela se interrompe ao ver uma figura de cabelo azul escuro e orelhas pontudas, ele possuía um par de olhos vermelho penetrante que encarava o machucado feio que a jovem possuía na perna.
Simplesmente ao ver aquela figura mais que perfeita, ela criou um outro tom de vermelho em suas bochechas, parecia que só dele ter aparecido ela havia esquecido a dor, ele se aproximou dela sem dizer nada, apenas encarando a perna em que a armadilha de urso estava agarrada, e com forme ele ia se movendo aqueles olhos azuis como água dela iam seguindo-o, ele se agachou de frente pra ela e pos sua mão na perna da jovem, aquele conto de fadas simplesmente acabou com esse simples toque, a dor que havia diminuído só pela visão do jovem voltou extremamente forte, fazendo com que ela gritasse, deixando o lobo mais estatico. Ele começou a abrir a boca da armadilha a fim de soltá-la, o lobo sendo muito forte conseguiu em pouco tempo, quando a armadilha se soltou causou um choque de dor extrema na jovem, e ela começou a gritar e se debater, a armadilha havia perfurado tão fundo a sua carne chegando a roçar o osso da perna, era obvio até para lobo que algo assim ia acontecer.
- Calma! – ele a segurava para que parasse de se debater.
Mas ela não conseguia se acalmar estava doendo muito, e muitas lagrimas já escorriam pelo rosto dela. O lobo se preocupando mais ainda ao ver o sofrimento da jovem, abraçou-a com a intenção de passar tranqüilidade para ela, e deu certo ela parou de se debater, mas corou muito e as suas lagrimas ainda escorriam pelo rosto, ela retribuiu o abraço dele afundando o rosto em seu ombro deixando-o sem ação, depois disso o que faria se ela descobrisse que ele era o lobo mal? Ela ia descartá-lo assim como os outros seres fizeram, porem aquela sensação era boa de mais, estar abraçado com ela o deixava com sensações estranhas, arrepio, calor, felicidade, e um embrulho em seu estomago tomava conta. “O que será essas sensações? Eu estou doente?” Ele se perguntava em pensamento. “Eu não posso ficar doente numa hora como essas!” Dizia ele pra si mesmo. Enquanto isso a doce chapeuzinho sentia uma extrema paz e tranqüilidade dentro de si, um calor aconchegante a envolvia, parecia um sonho para ela, suas lagrimas já haviam cessado junto com sua dor, ainda estava abraçada á aquele conto de fadas só por querer sentir aquela sensação boa, que muitas vezes sua mãe a descrevia como “amor”, mas a vergonha sempre tem que ser maior, então chapeuzinho aos poucos foi diminuindo a proximidade até ficar encostada na arvore novamente e ficar encarando aqueles orbes vermelhos, que o lobo possuía. Ele vendo que a afeição da garota estava mais tranqüila sorriu.
- Já se acalmou? – ele perguntou encarando-a.
- O-obrigada. E s-sim. Eu me a-acalmei – ela responde encabulada.
- Qual é o seu nome? – o lobo pergunta. Apesar de já ter ouvido a mãe dela chamá-la de chapeuzinho, era obvio que ninguém teria esse nome.
- É R-rosa, mas todos me chamam de chapeuzinho vermelho! – chapeuzinho responde – E o-o seu nome?
Ele estremeceu, não deveria ter perguntado o nome dela, já que a forma mais previsível de continuar uma conversa entre estranhos, seria fazer uma pergunta simples: “E o seu nome?”. O que ele diria? Ele não tem nome e não pode usar o seu titulo “lobo mal”, se não ela o largaria com medo. Ele permaneceu em silencio.
- S-se não quer dizer então posso te chamar de lobo mal? — Rosa perguntou temendo a resposta dele.
Ele se assustou. Como ela já sabia quem era ele?
- Como sabe quem eu sou? – o lobo pergunta por impulso.
- Bem é meio fácil saber já que você tem essas orelhas pontudas – ela brinca tocando as orelhas dele e ele cora – Minha mãe também sempre diz para eu tomar cuidado com você – ele entristeceu e abaixou o rosto – Mas não vejo perigo nenhum em v-você.
O lobo logo ergueu a cabeça novamente para encará-la, surpreso com sua resposta.
- Eu não tenho nome... – ele diz meio triste.
- Sei que deve ser meio chato, mas sendo assim eu posso te dar um nome? – ele assente com a cabeça curioso – E se eu te chamar de... Hugh? O termo lobo mal soa meio... Mal... E você não e mal! – Ela sorriu e o lobo riu – O que foi? É muito estranho?
- Não. Só estou rindo por que é a primeira vez que sou chamado por um nome que não soe como... Mal! – Os dois riram um pouco.
E então ele se lembrou do machucado dela e novamente olhou para a perna dela, estava sangrando muito. Então ele rasgou um pedaço de sua roupa para estancar o sangue. Aproximou-se para enfaixar a perna dela com o pedaço de pano e ela corou, ele percebendo a inquietação de Rosa ao tocar no machucado resolveu distraí-la com uma conversa.
- Por que te chamam de chapeuzinho vermelho? – foi a pergunta mais conveniente que lhe surgiu.
- P-por causa do meu capuz – ela responde.
- Eu acho que ficaria melhor como chapeuzinho rosa! – sugeri Hugh sorrindo pra ela. Um sorriso que a encantou.
- Por que? – Rosa pergunta meio intrigada.
- Bem... Quer dizer é o seu nome... Sei lá acho que fica melhor – ele riu de suas tentativas estranhas de tentar-se justificar.
- Não fica não – ela riu.
Ele sem querer apertou de mais a faixa na perna dela.
- Ai! – ela resmunga um pouco.
- Me desculpe! – Ele se desesperou.
- Tudo bem! Você é muito forte não é? Um erro de força não é sua culpa! Eu é que sou muito fraca... – Ela abaixou a cabeça envergonhada.
De repente aquelas sensações que ele havia sentido durante o abraço com ela voltaram mais fortes, fitando-a nos olhos Hugh começou aos poucos se aproximar. Mesmo estando confuso com suas ações ele continuava a se aproximar estando ambos com os lábios entre abertos. Rosa demorara a entender os atos do lobo, mas só então numa proximidade muito perigosa ela percebeu e corou mais que sua capa. Já com sua boca roçando na dela ele percebe como ela estava vermelha e já com sã conciencia do que fazia se afasta e encosta sua mão na testa dela.
- N-nossa como você ta quente... Parece até que está com febre! Você ta bem? – ele pergunta tentando disfarçar seus atos.
- Uh...! Eh????? – ela se surpreende.
O ato final destruiu as esperanças da garota que esperava ter seu primeiro beijo roubado. Se bem que até que foi bonitinho. MAS! Cá entre nos cadê o beijo Autora?! Ah! Paciência meus queridos!
- Você deve estar com febre sua temperatura esta aumentando cada vez mais – Ele a puxou para mais perto – Eu vou te levar para sua casa.
Ele passou um braço por debaixo das pernas dela e depois o outro a segurou pela cintura, e então ele se levantou com ela em seu colo.
- Espera! Mas e o bolo da vovó? – ela se agarra envergonhada a gola da blusa dele com medo de cair.
- Você não pode levar outro dia? Neste momento eu acho que você é mais importante.
- Ta bom! Minha casa é por ali senhor lobo mal! – brincou ela.
- Haha, ninguém nunca te ensinou a não dizer onde você mora para lobos maus? – brincou o lobo.
- Ensinaram sim, mas você não é mal é? – ela pergunta o encarando.
- Eu? Mal? Não muito – ele diz sorrindo.
- Então está resolvido! Você é um lobo, mas não é mal! Sendo assim... Adiante Sr. Hugh!! – ela aponta em direção ao caminho de sua casa.
Notas finais
Eu sei que mandei ter paciência no caso do beijo por isso se tiverem gostado mesmo... Eu faço uma continuação!
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