Notas iniciais
Penultimo Capitulo espero que estejam gostando. bjos
[Visão do Gee]

A Alex atendeu o telefone.

A: oi *pausa* O QUE? *grito e pausa* onde? *pausa* qual o endereço? *pausa* sei *pausa* to indo prai. Xau.

G: O que foi?

A: Era meu pai. Ele disse que levaram a Sam para o hospital.

Eu senti meu mundo despencar. A Alex me passou o endereço e seguimos rapidamente para lá. Chegamos ao hospital em 30 minutos. O pai da Alex estava lá. Ele disse que ela havia sido atropelada e estava na cirurgia. Disse que havia sido um acidente serio e o estado dela era grave. Após algumas horas de espera um medico saiu e disse que ela estava dormindo, mas seu estado ainda era grave. Ela ficaria na UTI até que seu quadro melhorasse. Eu fiquei com ela no hospital. Alex, o pai dela e Frank foram para casa. Não conseguia dormir. Eu podia vê-la através do vidro. Ela dormia. Havia tubos, fios e aparelhos nela. Eu tinha vontade de chorar, mas minhas lagrimas já não saiam mais. Sentia-me culpado por tudo aquilo. Como era triste vê-la lá naquela cama, imóvel, sem aquele sorriso que estava sempre lá. Ah! Aquele sorriso. Eu faria tudo para vê-la sorrindo novamente. Passou-se um dia inteiro e nós não podíamos entrar no quarto para falar com ela, mesmo porque os médicos a deixaram sedada, então ela permaneceu dormindo por esse tempo. Eu passei este dia no hospital, só saí para tomar um banho e comer, já que fui obrigado pela Alex. No segundo dia a Sam acordou e eu pude visitá-la. Ela estava muito fraca. Mal conseguia falar. Entrei no quarto e fiquei ao lado da cama, minha mão sobre a dela. Ela me olhou e sorriu fracamente.

S: Oi. Pensei que não ia vim me ver

G: Os médicos não deixaram entrar antes.

S: Você ta com uma carinha pálida. Está bem?

G: *afirmei com a cabeça* e você? Como se sente?

S: Não muito bem, mas vai ficar tudo bem. Eu sei.

G: *chorando* me desculpa Sam. Isso é culpa minha.

S: Gee..*me puxando para perto* não amor. Não é culpa sua. Foi só um acidente.

G: Mas se eu não tivesse tentado nada, você não estaria aqui *chorando ainda*

S: Gee, por favor, não chore. Assim você vai me deixar triste *secando minhas lagrimas*. Gee você não tem culpa de nada. Saiba que a culpa é minha. Eu não consegui superar, mais uma vez. *ela me puxou e me deu um beijo calmo*

G: Sam, eu sei de tudo o que aconteceu. A Alex me contou

Agora foi a vez da Sam chorar. Ela me olhou tão tristemente que mais uma vez não contive minhas lágrimas.

S: Você também vai embora? *ela não olhava para mim*

G: Nunca *segurei seu rosto, forçando-a olhar para mim* Sam eu te amo. O que aconteceu não foi culpa sua. *eu a abracei*

Senti sua respiração ficar mais fraca. Ela desmaiou. Chamei um medico e logo ele foi atende-la. Fiquei esperando novamente na sala de espera. A Alex me expulsou novamente do hospital. Voltei ao hospital pela manhã. A Alex disse que ela tinha visto e falado com a Sam. Nisso o médico que cuidava dela veio falar comigo e com a Alex e disse que o estado dela era muito grave e não sabiam se poderiam salvá-la. A Alex chorava muito. Eu fui correndo ver a Sam. Entrei no quarto e ela se virou para mim.

G: *chorando* por favor Sam, não me deixe.

Ela me olhou ternamente. Mal conseguia falar. Ela levantou a mão e passou sobre meu rosto.

S: Gee...*sua voz era muito fraca, mal passava de um sussurro* Eu te amo. Eu sinto que não vou conseguir ficar muito mais tempo com você. Mas eu quero que saiba que você foi a pessoa mais especial de toda a minha vida.

G: Não fale assim. Você vai melhorar. Você TEM que melhorar. Eu preciso de você. Eu preciso ver você sorrindo feliz. Por favor.

S: Sabe Gee, houve momentos em que eu fraquejei, mas eu nunca desisti, porque tinha você ao meu lado. Sempre que você sorria para mim eu via alguma esperança. Você me fez tão feliz todo esse tempo. Gee, eu quero que me prometa uma coisa.

G: Não por favor Sam. Você vai ficar bem. Eu sei que vai.

S: Gee...me prometa...me prometa que você será feliz. Que você fará outras pessoas felizes assim como você me fez. Gee quero que você sorria para o mundo, porque assim ele irá sorrir pra você. Você é uma pessoa maravilhosa e tem um talento imenso. Siga seus sonhos, sempre... *sua voz estava sumindo* Gee..... eu..... te.... amo...

Ela fechou os olhos e eu ouvi um apito da maquina ao lado.

G: NÃOOOOO *gritando e chorando* SAMMM NÃO POR FAVOR, NÃO VÁ EMBORA SAAMMM.

Nisso entraram no quarto algumas enfermeiras e médicos. Eles me afastaram dela. E eu pude ver eles tentando revive-la, mas era tarde. Eu chorava e gritava muito. Fui sedado. E levado para fora do quarto. Eu soube naquele instante que minha vida estava indo embora junto com ela.

Ela foi enterrada na manha seguinte. O dia estava nublado. Todos estavam lá. Os pais dela. Todos os meninos. Meus pais. Alex e o pai. Mikey estava ao meu lado, com a mão em meu ombro, tentando me consolar. O padre falava palavras bonitas numa tentativa de consolo a todos. A chuva começou a cair. Uma chuva fina e fria. Fiquei fitando seu caixão, desejando estar com ela mais uma vez. Após algumas horas fui embora do cemitério. Lugar para onde sempre voltava, mesmo após anos de sua morte.