Changes in Heart

4 The Forgiveness


Notas iniciais
ME DESCULPEM!!!! T.T. Eu não estava com tempo nem cabeça para postar mais capítulos, eu pensei até em abandonar, porém não foi dessa vez , not today, enfim consegui postar esse capitulo, e deixar essa pequena nota, porque particularmente não gosto de cap que na verdade são notas do autor, que seja.Espero que gostem e BOA LEITURA!!!.

Olhos azuis intensos me fitavam como se pudessem ler a minha alma, fazendo com que eu me mecha desconfortavelmente no sofá que se encontrava estrategicamente posicionado de frente para o motivo da minha inquietação, Dai-chan.

–Então, Satsuki, o que você queria falar, caso não saiba, não tenho o dia todo — disse com um leve tom de deboche.

–Eu...eu, sinto muito... — disse a rosada cabisbaixa.

–Eu não quero as suas desculpas!!!

–Então, por favor me diga o que você quer Dai-chan. — disse a garota quase gritando.

–Eu só quero a merda da verdade!!! desde quando você gosta do Kise? — responde o azulado gritando.

Nesse momento realmente percebi, eu deveria ter me preocupado mais com a visita do Dai-chan, impulsionada por eu mesma, porém mesmo que eu quisesse responde-lo com a mais pura verdade, eu não conseguiria, me chamem de egoísta, mas eu queria guardar o meu momento com o Ki-chan só pra mim, e a simples ideia de contar algo tão intimo, que eu ao menos contei para o Tetsu-kun, me deu eu sentimento incomodo no estomago. Então eu fiz a coisa mais segura no momento, eu omiti.

–Eu não sei, Dai-chan, só....aconteceu, sabe... — disse a garota olhando para os próprios pés.

–Não Satsuki, eu não sei, e sabe outra coisa que eu ainda não sei, é o motivo pelo qual você não me disse como se sentia... — disse o garoto com uma estranha maturidade e olhar ferido.

O olhar de traição que o Dai-chan me deu foi o suficiente para me fazer perceber que não era por eu ter começado a gostar do Ki-chan, mas sim por não ter falo com ele, e quando essa dura verdade bateu não pude conter o fluxo de lagrimas involuntárias e os pedidos de desculpas soluçados que saiam da minha boca.

Dei por mim quando senti um par de braços me segurarem de forma exitante e desordenada, em um abraço estranho e acolhedor.

–Está tudo bem, Satsuki, só não esconda mais nada de mim...Por favor...

E essas foram as minhas ultimas lembranças da noite passada, e não foi com estranhamento que acordei com o rosto inchado e o cabelo que parecia um ninho de passarinhos rosa. Contudo, mesmo que eu estivesse horrível não pude segurar o sorriso que saia por entre os meus lábios, e a sensação de alivio pelas coisas terem se acertado, mesmo que de forma estranha e sem falas.

E foi com essa nova sensação de alivio que sai da cama,e depois de fazer todo o processo rotineiro de higiene, resolvi testar a minha teoria que coisas boas vem quando pensamos em coisas boas, sai de casa sem novamente tomar café.

Andava distraidamente pelas ruas, acenando e cumprimentando qualquer um que passasse, e uma hora meus pés estavam no chão e na outra era a minha bunda no chão.

–Etto.... me desculpa — disse a pobre menina constrangida.

–Ok-ssu, Momoicchi

E o torpor pós queda saiu tão rapido como chegou com o simples som da voz do objeto de desejo, mas a minha vontade de virar um avestruz e enfiar a cabeça na terra só se intensificou, porém tive que me contentar em ficar extremamente vermelha.

–O-Oi, Ki-chan.

–Você ta bem, Momoicchi? — disse o loiro com um semblante preocupado enquanto se aproximava e colocava a mão sobre a testa da rosada.-Você ta quente,...hum...., talvez um sorvete melhore- concluiu com entusiasmo puxando a garota pela mão em direção a sorveteria mais próxima.

Com o coração palpitante, a mão e o rosto quente, fui arrastada por um furacão loiro em direção a uma sorveteria sem ao menos responder a sua pergunta, não que eu me importasse por ele estar me segurando, parei de pensar nisso e me concentrei somente na sensação da sua mão sobre a minha, eram tão distintas, ele tinha mãos grandes e levemente ásperas e eu mãos pequenas e macias como de um bebê, assim como o resto do meu corpo cheio de características infantis...

–Chegamos -ssu

O loiro interrompeu os meus pensamentos me puxando para dentro de uma lojinha.

–Vai querer de que sabor, Momoicchi ~

–Você pode escolher Ki-chan, eu confio em você.

–Ok~ — disse o loiro com felicidade.

Quando o Ki-chan me deu o sorvete, coincidentemente o mesmo que o Tetsu-kun havia me dado a alguns anos, dei um leve sorriso e agradeci, sendo correspondida com um sorriso, resolvi comer logo o sorvete antes que derretesse, e com movimentos rápidos fui lambendo o sorvete que já derretia na minha mão, estava tão ocupada sentindo o sabor do sorvete que não percebi o olhar do loiro sobre mim.

Quando finalmente o notei vi uma expressão que nunca tinha visto, ele me olhava com um olhar sério e surpreso, como se algo estranho estivesse acontecendo bem na sua frente, o seu olhar intenso sobre mim me constrangeu e o sorvete agora esquecido já derretia nas minhas mãos.E enquanto ficávamos trocando olhares um sentimento tomou conta do meu ser, eu queria ver suas diferentes expressões, e queria que ele as mostrasse só pra mim.

–hum, Momoicchi, seu sorvete ta derretendo.- disse com uma voz levemente rouca.

–Ãh?.... — foi a inteligente resposta da rosada.

– O sorvete — insistiu o loiro agora com um leve sorriso.

Desviei os olhos por uns minutos e vi que realmente o sorvete já estava totalmente derretido na minha mão.

–Droga, minha mão ta toda melecada. — resmungou baixinho.

E foi ouvida uma risada ruidosa vinda do seu ex-companheiro de time.

–Tó, Momoicchi. — falou o copiador oferecendo um lenço de papel.

–Obrigada....

–Neh, acho que vou ter que ir embora -ssu — disse desanimado.

–Você tem trabalho, Ki-chan? — perguntou após superar um pouco do seu nervosismo.

–Hai...

– Uhm... — resmungou levemente decepcionada.

–Momoicchi, eu vou te levar pra casa ~ — falou agora com um animo renovado.

–Nã-Não precisa se preocupar Ki-chan, eu vou sozinha

–Nah, eu te levo.- disse com um tom que mostrou o fim da conversa.

A caminhada até a minha casa não foi tensa, foi silenciosamente agradável, andávamos lado a lado e eu sentia o meu coração palpitar a cada leve toque ou encostar das nossas mãos, mas infelizmente o passeio tinha que terminar, e já encostada na porta eu não estava mentalmente preparada para o que aconteceria a seguir. Uma hora eu estava com um sorriso nos lábios, e na outra eu estava com os lábios do Ki-chan nos meus lábios. Por favor Kami-sama me ajude!!!.

Notas finais
Espero que tenham gostado, se tiver algo que não tenha gostado por favor me avisem. Qualquer crítica, elogio ou sugestão será bem vinda.E novamente me desculpem. XOXOXO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.