Chamas de Amor
1 Prólogo - O começo do fim
Notas iniciais
Espero que gostem!
“Nunca pensei em como morreria, mas morrer no lugar de alguém que eu amo, me parece uma boa forma de partir.”
Nunca uma frase de um livro tinha feito tanto sentindo para um momento da minha vida como essa frase com o meu momento atual. Chegava a ser cômico, se já não fosse trágico.
Por um instante, logo após o estouro alto, inesperado e momentâneo, o mundo parecia ter parado. Os olhos esverdeados de Theo, que eu tanto amava, me encaravam com uma mistura de medo e desespero. Me senti cair aos poucos até desabar por completo no chão frio de mármore da sala da casa dele. Foi quando tudo se tornou rápido demais.
Podia escutar o som de vozes e gritos, uma das vozes eu conhecia muito bem, era a mesma voz que sussurrava coisas doces em meu ouvido e me fazia promessas, um tanto mais alterada, é claro. O mundo girava ao meu redor, consegui levar a minha mão até minha barriga, onde outrora eu não sentia nada, e agora queimava como se eu tivesse sido atirada à fogueira. Algo molhado e pegajoso envolveu a ponta dos meus dedos e não me surpreendi ao perceber que era sangue. Meu sangue.
O som de outro disparo chamou minha atenção. Mas, antes que eu pudesse olhar, senti braços fortes me levantarem delicadamente, estava nos braços de Theo, afinal. Ele sussurrava algo que, com algum esforço, entendi ser “Vai ficar tudo bem, eu prometo.” Sorri.
-Acho que esqueceram que romances terminam com o casal sendo felizes para sempre. – falei.
-Shiii... Não fala. – ele falou sacando o celular do bolso. Em seguida, escutei ele dando instruções para alguém, mas não consegui acompanhar o que ele falava. Sentia meu coração bater forte dentro do peito.
-Theo, eu vou...
-Você não vai a lugar nenhum. Você vai ficar aqui comigo, bem e feliz. – ele me interrompeu.
-Sabe, de alguma forma eu sabia que não acabaria bem.
-Você não pode calar a boca por um instante?
-Você sabe que eu não gosto quando me dão ordens. – parei um instante, a dor estava piorando. -Eu queria que pudéssemos ter tido mais.
-E nós vamos ter! Você vai ficar bem! – ele falou e parou parecendo ponderar sobre algo. -Eu te amo!
Sorri.
-Péssima hora para confessar algo que eu já sabia. – falei.
-Você é terrível, sabia? – sorri novamente. Senti minha cabeça pender, mas ele me ajeitou rente a seu peito.
-Mas você me ama. – falei lutando contra a vontade de dormir. Queria ficar acordada e aproveitar aquele momento, pois sabia que não conseguiria outro tão cedo.
-Sim, eu amo. Você não tem ideia do quanto eu te amo!
-Eu tô com sono. – falei.
-Não dorme, por favor. Pensa em como vai ser quando você melhorar. Podemos fazer aquela viagem que você tanto queria. Podíamos ir para Mônaco.
-Parece bom.
-E vamos andar de mãos dadas pelas ruas da cidade, tirar fotos bobas, gritar para todos o quando a gente se ama e...
Sua voz foi ficando cada vez mais longe e senti meu corpo ser envolto no sono que eu sentia. Até que tudo ficou escuro.
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Até terça, beijão!
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